Notas iniciais
Comentem.

Branca de neve bebeu a água e assim que o cantil ficou vazio, a menina desvaneceu em sua cama, a rainha mandou chama-la varias vezes, mas nada de Branca de Neve aparecer.

Assim que amanheceu Branca de Neve acordou com uma sensação estranha, lavou o rosto e desceu as escadas lentamente, assim que chegou na copa encontrou os criados chorando.

Branca de Neve: O que aconteceu?

Cozinheira: Minha querida você ainda não soube?

Branca de Neve: Acabei de levantar, não sei de nada.

Cozinheira: Seu pai...

Branca de Neve: O que tem meu pai?

Cozinheira: Eu não consigo nem falar... seu pai...

Branca de Neve: fale logo, está me deixando preocupada.

Nesse momento a rainha entrava na cozinha.

Rainha: Seu pai morreu ontem de noite.

Branca de Neve: O quê?

Rainha: eu tentei chama-la varias vezes, mas você não apareceu.

Branca de Neve: Eu não posso acreditar.

Rainha: Ele estava bem e de repente caiu morto no chão, eu não sei o que aconteceu, eu o amava tanto, eu não sei como vai ser agora.

Branca de Neve subiu correndo até seu quarto e ficou olhando para o cantil vazio embaixo da cama.

Branca de Neve: Não é possível, eu não queria que isso acontecesse.

A rainha que foi atrás de menina com a finalidade de consola-la escutou tudo.

Rainha: O que você fez?

Branca de Neve: Foi um engano, eu não queria que isso acontecesse.

Rainha: Você é uma menina tola e egoísta.

Branca de Neve: Eu só queria que meus pais ficassem juntos outra vez.

Rainha: E você conseguiu, agora seu pai e sua mãe estão juntos, vou te dar um conselho Branca de Neve, vai embora e não volte mais.

Branca de Neve: Não pode me expulsar, eu moro aqui e acabei de perder meu pai.

Rainha: tem razão eu não posso te expulsar, mas os guardas podem, você arruinou minha vida, por mero capricho, não importa o que eu fizesse você nunca gostou de mim um pouquinho que fosse, eu poderia conviver com isso, pois tinha seu pai, agora eu não tenho nada, e eu quero que você vá embora antes que eu faça uma desgraça.

Na casa de João e Maria, enquanto todos dormiam o menino sonhava acordado com o futuro brilhante que a água iria proporcionar e sem pestanejar bebeu tudo em um só gole e depois caiu desacordado no chão da sala.

Branca de Neve corria desolada pela floresta não tinha um rumo, seu pai estava morto, havia sido expulsa de casa, e ao seu redor as coisas também começavam a mudar, a floresta estava escurecendo e as flores murchando, as casas pareciam velhas e algumas até em ruínas e logo atrás dela vinha um caçador com um arco e flecha na mão, mirando a jovem que sem perceber tropeçou em uma raiz e escorregou uma pequena ladeira indo parar na margem do riacho, só que este estava congelado.

João acordou, estava com sua irmã em uma casa com muitos doces, o menino via fartura pela primeira vez na vida, já irmã estava confusa, não sabia o que tinha acontecido, na verdade a menina não conseguia se lembrar de como tinham ido parar na casa de doces, mas uma coisa era certa, estavam bem longe de casa e perdidos.

Cinderela planejava uma fuga, apesar de sua madrasta a tratar bem, ela se via como uma intrusa sem seus pais, uma órfã a quem tinha sido negado o direito da felicidade. Era uma menina rebelde e não media as consequências, via em Branca de Neve uma companheira de fuga e acima de tudo odiava as filhas de sua madrasta, pois sentiam inveja dos laços maternos que elas possuíam. Cinderela estava a esgueirar-se pelos corredores, não queria ser vista nem pela cozinheira que a criara desde a morte de sua mãe, porém assim que chegou até a porta dos fundos, a mesma estava trancada e ao lado sua madrasta estava sentada observando a jovem tentando em vão escapar.

Madrasta: Onde você pensa que vai?

Cinderela: Preciso ir embora.

Madrasta: Você não vai embora, e as coisas aqui irão mudar.

Cinderela: Como assim?

Madrasta: Você ainda não soube? Sua amiguinha Branca de Neve matou o rei.

Cinderela: O que? Eu não acredito.

Madrasta: Sei que vocês são amigas, não quero que você vá correndo até ela, e também eu cansei de tentar ser legal com você, de tenta te agradar. De agora em diante você via fazer o eu mandar, não sairá mais de casa e a próxima tentativa de fuga terá sérias consequências.

Cinderela abaixou a cabeça e voltou para seu quarto.

O reino estava em luto pela morte do rei, o funeral durou uma semana, a rainha que era tão alegre e cheia de vida começou a se transformar em uma pessoa amargurada, os portões do castelo foram fechados e aos poucos toda a alegria que emanava do castelo deu lugar a tristeza e solidão.

Branca de Neve caminhava pela floresta que agora parecia tão diferente e estranha, sentia-se culpada por tudo, estava desolada e caminhava sem rumo.

Depois de quase dois dias caminhando avistou uma pequena casa onde três irmãs corriam envolta de um poço, uma delas tinha os cabelos tão grandes que mesmo trancados chegavam ao chão, a segunda tinha um ar de inocência e pureza, os cabelos com duas tranças e uma forma exagerada e espalhafatosa de agir e a terceira era mais séria e centrada, cabelos loiros quase brancos, tinha um ar misterioso, como se quisesse esconder algo.

Branca de Neve aproximou-se e as três vieram até ela.

Irmã1: Ola, você precisa de ajuda? Me chamo Rapunzel e essas são minhas irmãs Ana E Elsa.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.