Conto De Uma Ursa

1 Capítulo Único


Notas iniciais
Bem, não liguem muito pros erros que aparecerem enquanto estiverem lendo, espero que gostem da fic...
Um amigo me inspirou a fazê-la.
Agradeço desde já pela leitura ~

Bem, eu sou uma ursa.

Antigamente, eu costumava viver nas florestas, vendo as árvores, procurando algum rio ou lago para beber... Livre. Eu tinha um irmão mais velho, um grande urso macho de pêlo marrom. Desde a morte dos nossos pais, animais que eu nunca vi começaram a nos observar. Eles eram diferentes, tinham pêlos na ponta de um dos lados do corpo, acho que era uma cabeça. Alguns tinham pêlos numa parte mais baixa da cabeça também. Eles usavam uma coisa estranha para cobrir o corpo, mas que não pertencia a ele. Às vezes falavam alto e, quando ouvíamos algo como flash, uma luz branca emanava deles.

Eu e meu irmão não nos importamos muito. Vivíamos normalmente, e por eu ser pequena, ele me protegia e buscava alimento para mim. Ensinava-me a caminhar, buscar água e arranjar abrigo para a noite. Em breve ele me ensinaria a arranjar abrigo para hibernar. Eu era feliz, ele agia como um pai para mim.

Meus pais foram tirados de mim de uma forma que eu nem entendi. Ouvi alguns barulhos de longe, logo um barulho saía do corpo deles e eles começavam a sangrar. Então, eles esconderam meu irmão e eu num tronco e correram para longe. Após o último grito de minha mãe, os barulhos estranhos cessaram. Ficamos escondidos no tronco até o anoitecer. Meu irmão já estava quase maturo, iria nos deixar e encontrar sua própria família, mas depois que isso aconteceu, ele ficou comigo desde então.

Não encontramos mais nossos pais. Estávamos sozinhos. Eu não havia aprendido quase nada, mal saia de perto de minha mãe... Mas agora estava sozinha com um irmão que eu achava que me abandonaria em breve para buscar sua família.

Apesar de não encontrar nossos pais, havia sangue por ali. Meu irmão foi caminhando para longe, deixando claro que era pra ir com ele. Segui, atravessando aquele campo sangrento.

Andamos e andamos muito. Estávamos em um lugar que eu não reconhecia... Nunca havia ido tão longe. Mas não paramos, continuamos a andar até que pude ouvir o som de água corrente. Era um rio. Ainda bem, estava morta de sede. Fomos nos aproximando e eu estava certa. Meu irmão se jogou no rio e percebi que iríamos atravessá-lo. Eu era um pouco pequena, então fiquei com medo. Bebi um pouco d’água primeiro e depois comecei a entrar, bem devagar. Senti a força do rio começando a me puxar, mas meu irmão ficou ao meu lado, como uma barreira, e foi andando devagar comigo até o outro lado.

Após uma pequena caminhada, sem nos afastarmos muito do rio, ele parou perto de uma árvore. Bateu sua pata gorda num tronco algumas vezes e derrubou algumas frutas. Jogou umas para mim, comi rapidamente e fiquei mais perto dele, entramos em um tronco e observei o Sol se pôr. De noite, nós dormimos.

Ficamos numa rotina por alguns dias. Saíamos de manhã, buscávamos comida, íamos até o rio e voltávamos para o tronco. Um dia encontramos uma colméia. Ele bateu a pata grande nela algumas vezes e ela caiu no chão, depois a apoiou em uma pedra e quebrou-a no meio. Dentro dela havia um líquido meio amarelo e muito gostoso.

Certo dia, estávamos voltando para o tronco como sempre fazíamos perto do Sol se pôr. Então, ouvi os mesmos barulhos estranhos e o corpo do meu irmão começou a sangrar. Corri em volta dele, desesperada, até que ele caiu no chão, imóvel. Tentei mexer nele, mas ele não fez nada. Diversos animais estranhos vieram em mim, seguraram-me e senti uma dor como a picada de um mosquito, perdendo o movimento do meu corpo. Ele não me obedecia, não fazia o que eu mandava. Eu queria correr e fugir, mas não conseguia me mexer. Meus olhos se fecharam e eu apaguei.

Quando acordei, estava num espaço diferente, presa. Comecei a tocar aquele quadrado de material resistente com a pata. Com meu barulho, um animal parecido com os que me capturaram foi me ver. Ele fazia sons estranhos e movia as mãos. Abriu a gaiola, amarrou algo em meu pescoço e foi me puxando até um espaço. Naquele espaço, uma melodia muito esquisita tocava, enquanto uma dor vinha das minhas patas, fazendo-me ficar de pé e apoiar-me em uma só, para amenizá-la. Alguns minutos depois, fui rebocada até aquele quadrado de novo e me jogaram um material esquisito... Recusei-me a comer a princípio, depois ele colocaram em minha boca e percebi então que era comida.

Fizeram aquilo comigo várias e várias vezes, todos os dias, mas apenas raras vezes me jogavam alimento. Quando a melodia começava, eu já ficava preparada para a dor nas minhas patas e já ficava na posição correta. Então, levavam-me para lugares pouco iluminados, com vários animais estranhos sentados, um do lado do outro, olhando, apontando e talvez rindo de mim.

Um tempo depois, sentia dores pelo corpo. Não tinha forças para me mover e ficava deitada tempo todo. Um animal estranho entrou no meu quadrado e começou a tocar em mim, depois colocou algumas ferramentas estranhas, comunicou-se com o que me observava e saiu. O meu observador entrou na gaiola e afagou minha cabeça por muito tempo, até que meus olhos se fecharam eu não senti mais nada.

Você chegou ao fim do livro. Parabéns!