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1 O dia em que me arrependi de não ter te impedido.


Era mais um dia comum de inverno, pessoas passeavam tranquilamente pelas ruas, sem nenhum tipo de interferência ou algo preocupante.

- Mugi, já faz um tempo que nós nos falamos. — Fala a garota de cabelos escuros, encarando a sua amiga. — Estava com saudade.

- Pois é, Mio! Você não mudou nada desde que acabamos nossas vidas no colégio. É admirável. — Mugi sorri inocentemente.

Embora suas conversas parecessem um pouco vagas, existia algo mais especial dentro delas.

- Por que não tomamos um chá, como naqueles tempos? — Sim, aqueles tempos. Tempos que não voltam mais. — Mio, que cara de preocupada... Algum problema?

- H-hm? Não é nada. — Mio disfarçava. — Você pretende encontrar as outras garotas? Seria bem divertido.

Elas mantiveram contato pela internet, mas parecia que estavam falando com um estranho. Talvez fosse o nervosismo de ficar só com uma "amiga especial".

- Na verdade... — Tsumugi corava, com um sorriso pequeno em seu rosto. — eu estava pensando que poderíamos ficar só nós duas, mas se você acha que chamar as outras garotas pode ser uma boa ideia, então eu concordo com você.

- Não, eu vou amar ficar com você! — Mio fez uma expressão assustada, seguida de uma mais tímida, deixando seu rosto completamente vermelho. — Já faz um tempo que não ficamos a sós...

- Ah, entendido! Pode ser amanhã? Já está ficando tarde. — Mugi parecia estar pensando em algo. — Mas por enquanto, que tal irmos passear?

- P-pode ser... — Mio respondia em um tom baixo e mais envergonhado.

As duas andaram pela cidade, tiraram fotos, fizeram tudo o que tinham direito. A saudade era enorme, a vontade de dizer "eu te amo, mas não só como uma amiga" aumentava, não dava mais para controlar.

A noite chegava repentinamente, ninguém havia percebido. Já era tarde. As duas estavam deitadas em um gramado, olhando para o céu e admirando as estrelas e formando constelações — era algo fascinante.

- Mugi, esse tempo todo... — Mio virava a cabeça para o lado oposto de Mugi. — Esse tempo todo... eu... eu sempre quis... — Mio, nervosa, colocava a mão em seu peito esquerdo, apertando sua camisa. — Eu sempre quis dizer que...

- Mio, olhe só! Você se lembra do nosso primeiro concerto com as garotas do clube de música leve? — Mugi interrompia sua amiga, mostrando no celular uma foto da queda "humilhante" de mio naquele dia.

Ela certamente percebeu. Ela tentou me confortar? Isso não é confortável! Esse dia me trouxe traumas inesquecíveis...

Mugi ria discretamente. — Ei, Mio! Olhe só a hora, que tarde. — Com uma expressão mais triste, Mugi se levantava e estendia a mão para a amiga. — Acho que já está na hora de irmos embora.

- E sobre nosso encon-- Digo, chá... como fica? — Mio levantava com a ajuda de sua amiga. — Você tem certeza?

- Nosso encontro pode ser as 16:45 de amanhã? Em um café não muito longe da minha casa. — Mugi respondia com um pequeno sorriso.

Ela concordou comigo. Sim, eu vou me confessar para a Mio amanhã, estou decidida! É tudo ou nada. Só vou saber se tenho chance se eu tentar.

No dia seguinte, Mugi já começou o dia de bom humor, embora tomada pelo nervosismo. — "Eu te amo e sempre te amei!" não está bom... algo mais profundo? — Mugi ensaiava, nervosa.

Mio, também nervosa, pensava se algum dia elas poderiam ficar juntas. — Ela é demais para mim! — Pessimista, ela não tinha fé no que era provável.

O tempo passou rápido, já estava quase na hora. As duas se arrumaram rapidamente para encontrar a outra, ficando charmosas e cheirosas, mulheres que todo homem deseja ter.

Estava preparada, pronta para atravessar a linha do trem. Mio estava me esperando no outro lado, era minha vez de passar. — Pensei que tudo daria certo. — Quando estava livre para minha passagem, minhas pernas ficaram trêmulas, meu coração batia desesperadamente, Mio corria em minha direção quase chorando e assustada. — Parece que eu morri. — Mas não era minha vez de atravessar? Bem, era, mas o trem estavam descontrolado. Eu estava tomada pela ansiedade, não o notei vindo rapidamente.

- Desculpe, Mio. Eu te amo. — Eu ouvi claramente ela dizer isto. Tenho certeza, não estou louca. Mugi realmente correspondia meus sentimentos e eu a deixei ir. Quem me dera ter sido eu e não ela. — Chorando, encarando o túmulo que estava ali em sua frente, era algo que doía no fundo. — Memórias... as lembranças que eu tenho de você são inevitáveis. Esquecer de tudo que passamos juntas é impossível. — Volta para mim, por favor.

O dia que deveria ser um dos melhores da minha vida, na verdade, foi o pior. Eu queria poder voltar no tempo, naquele dia, para que eu pudesse te salvar, Mugi.

Notas finais
Ah, sei lá -q
Eu sei que não sou aquela coisa linda escrevendo, mas dá pro gasto por enquanto '~'
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.