Conte-me seus segredos

3 Capítulo 3 - D. D. : Desmaiada e Dissimulada.


Notas iniciais
Volteeeeeeeeeeeei! Começo de fic é sempre desanimado e eu confesso que estava bem sem inspiração, pensei em desistir da fic e etc.. mas do nada eu me empolguei e resolvi continuar. Não gosto de começar uma coisa e não terminar, então saiba que é 99,9999% de chance de eu nunca desistir de escrever, me aturem pfvr KKKKKKKKKKKK Desculpem a demora, vou tentar melhorar nisso, até porque ninguém gosta de ler um capítulo em cada 2 meses né? Espero que gostem desse e que COMENTEMMMMMMMMMM para eu saber o que estão achando e também para dar aquele incentivo! Bjs bjs e volto logo!!!

Sarah Collins

Os dois homens foram se aproximando de mim e de Brent, e em um segundo eu estava no chão. Um improviso realmente necessário e todos pensaram que eu estava desmaiada. Apenas ouvia as palavras assustadas dos rapazes e Brent me sacudindo, quase atrapalhando toda a minha encenação. Fechei os olhos e tentei me concentrar no meu papel. Ficaria ali imóvel pelo máximo de tempo que conseguisse, não abriria meus olhos por nada. Tentei pensar em algum plano mirabolante.

Senti os braços de James me cercarem e me deitarem no banco onde antes ele estava sentado. A confusão se instaurou no ambiente e percebi que meu amigo não sabia o que fazer.

– Sarah!!! Acorda!!! – Exclamava Brent em desespero. – O que é que você tem, hein? Meu deus...

– Precisamos levá-la para um lugar seguro... E se ela não acordar logo o melhor é chamar uma ambulância. – Sugeriu James tentando acalmar os ânimos de todos.

– Eu não sei, ela não comeu nada hoje, pode ser por isso... – Meu amigo respirou fundo enquanto falava com uma voz trêmula. – Mas eu estou muito preocupado.

Após aproximadamente um minuto percebi que a preocupação deles aumentava e demonstravam querer me levar para um hospital. Não queria levantar suspeitas, nem parar em um hospital desnecessariamente causando todo um transtorno. Abri então os olhos lentamente, forjando uma certa fraqueza e apatia, como se de fato estivesse debilitada.

– Onde eu estou? – Falei em um tom quase inaudível. – Quem são vocês?

– Sarah, sou eu, Brent... Você desmaiou... – Disse ele segurando uma de minhas mãos com firmeza. – Está com dor? Você está bem?

– Não se preocupe, eu só estou me sentindo muito fraca, preciso comer alguma coisa...

– Ainda bem que tudo se resolveu... Leve a mocinha para casa... Acho melhor irmos embora James... – Disse um dos seguranças um pouco desconfiado, talvez minha atuação tivesse sido um fiasco.

Apesar da atuação talvez ter deixado a desejar, meu amigo estava acreditando, de fato estava preocupado e aquilo acabou dando credibilidade à situação. Estava com o rosto vermelho e suando frio. Brent era um rapaz franzino, dificilmente conseguiria me carregar no colo e eu aparentemente não estava em condições de andar.

– Acho que é melhor que a gente leve os dois, o rapaz não parece estar em condições de dirigir e não me custa nada. – James falou bem-intencionado. – Não vamos deixar esses dois aqui no meio do parque e não oferecer nenhuma ajuda.

– Muito obrigada... – Sussurrei. – Nos deixem onde for mais perto para vocês, não queremos incomodar...

● ● ●

Eles nos levaram para o apartamento do Brent, que ficava praticamente em frente ao parque. Fui carregada no colo para entrar no prédio pelo próprio James Herrera, utilizando um casaco preto de capuz para passar despercebido. Ele me deitou cuidadosamente na cama de Brent e logo saiu do quarto.

Quando finalmente percebi que só havia Brent no cômodo, abri os olhos novamente, e ele mais uma vez quase colocou tudo a perder, se exaltando ao me ver reagir. Rapidamente fiz sinal para que ele calasse a boca e tentasse raciocinar um pouco.

– Fale baixo!!!

– Você quase me matou de susto!!! – Disse ele sussurrando. – Está se sentindo bem!?

– Claro que sim... – O olhei um pouco confusa. – Não percebeu!?

– O que?

– Só fiz aquilo porque sinceramente não sabia mais o que fazer! Eu fingi... – Confessei um pouco envergonhada. – Não notou mesmo? Precisava de um tempo para pensar.

– Sarah, eu tenho um pouco de medo de você... – Disse ele sério, encarando-me com olhar de condenação. – Quando quer você até que é bem dissimulada, até eu caí nessa...

– Relaxa Brent, um dia você será igual a mim... – Falei brincalhona para amenizar a tensão daquela situação toda. – Melhor nunca.

– Já está se achando? – Ele cruzou os braços, ergueu uma das sobrancelhas, e falou me ironizando. – Sinal de que está voltando a ser a velha Sarah que descobria tudo da vida dos outros! Cadê o seu remorso por investigar James H. ?

– Você estava certo, eu tenho ao menos que investigar.

– É, mas sinceramente não sei o que vai inventar para sairmos dessa, porque agora ele já sabe quem somos... – Bufou colocando uma das mãos na testa. – Você pôs tudo a perder quando resolveu chegar tão perto dele, foi burrice!

– Ser burrice ou não é uma questão de ponto de vista, ok? – Tentei me manter superior. – Eu vou dar um jeito. Pare de querer ensinar o padre a rezar a missa.

– Então me diga qual é o plano, Hermione! – Ele debochou mais uma vez.

– Ainda estou arquitetando, mas não me subestime... – Admiti revirando os olhos. – Aff, onde está sua mãe?

– Está na sala servindo um jantar para James e fazendo as honras da casa. Está entusiasmada ao ver uma celebridade em seu humilde apartamento.

– Ótimo, ela vai distrai-lo. – Mordi meu lábio inferior e tentei pôr em prática algumas ideias. – Faça Emília vir aqui, e quando ela chegar certifique-se de que os dois seguranças estejam distraídos e que o carro do James esteja livre para que ela possa colocar o rastreador.

Antes que Brent pudesse me dizer qualquer coisa, me criticar ou me ovacionar, ouvimos duas batidas na porta e ele se levantou para abri-la. No entanto, tive certeza de que ele havia compreendido as minhas instruções.

– Fico feliz que tenha acordado. Está se sentindo bem? – Disse James caminhando lentamente pelo quarto, vindo em minha direção. – Qualquer coisa posso leva-la para um hospital.

– Obrigada. – Respondi tímida. – Não tem necessidade, estou me sentindo bem melhor. Só preciso comer...

– Sarah Collins, 24 anos, formada com honras em Columbia na turma de 2009, vencedora de diversos prêmios de redação, intercâmbio, diversos cursos de extensão, mas francamente... Daily Magazine? – Perguntou ele um pouco confuso, pois qualquer um que visse minha capacidade saberia que a Daily Magazine era muito menos do eu merecia como profissional, mas mais do que isso, meu perfil não se assemelhava com o da empresa.

– A gente faz o que pode para se sustentar... – Abaixei a cabeça um pouco envergonhada. – Mas é temporário...

– Eu entendo... – Afirmou ele sentando-se na ponta da cama. – Sei muito bem como é, não nasci rico.

– E como sabe essas coisas sobre mim?

– Tenho meus métodos, mas a maior parte foi no Google, confesso. – Ele soltou uma leve gargalhada de uma forma tão natural que não consegui não rir também. – Então você estava afim de fazer algumas fotos minhas, tipo paparazzo?

– Não, não é nada disso, eu juro... Eu não escrevo fofoca... – Tentei me explicar. – Eu faço as entrevistas por escrito... – Falei de uma forma espontânea, mas ainda muito envergonhada, e ao perceber isso, ele sorriu mais uma vez. – Muito prazer, Diana Diamond.

– Então tá, Srta. D. D., o que você fazia me seguindo naquele parque?

– Eu moro aqui perto também... Eu o vi algumas vezes por aqui, ou melhor, acho que vi... E hoje finalmente consegui seguir para ver se era mesmo você... Quando vi que era me empolguei, até porque o seu fã número um mora na minha casa.

– Fã número um?

– Sim, você é o ídolo do meu irmão Ian. É como se fosse um herói, sei lá... Nós estamos passando por um momento difícil, meu irmão é paraplégico, e bem, estamos com problemas financeiros... Por isso, não deu para fazer nada de especial para ele em seu aniversário de 15 anos... – Lamentei ao lembrar de tudo que havíamos passado. – E como ele te mandou uma carta há um tempo atrás, eu pensei que se eu pudesse tirar uma foto com você ou pedir para que você lesse a carta dele e respondesse, esse poderia ser um grande presente de aniversário. Não custava nada tentar. – Quando percebi, estava com os olhos cheios de lágrimas.

– Eu não me lembro se li, mas eu com certeza vou procurar e responder... – Falou ele com aqueles olhos negros e enigmáticos fixos nos meus. – Mas você teve trabalho demais, até passou mal, merece trazer para ele uma surpresa maior do que uma selfie comigo... – Disse ele sorrindo de canto enquanto enxugava minhas lágrimas. – Você disse que mora aqui perto...

– Está falando sério? – Perguntei ainda sem acreditar. – Você vai na minha casa agora?

– É claro que sim... – Afirmou ele levantando-se da cama e estendendo a mão para me ajudar a levantar também. – Eu não brinco com o sentimento dos outros Sarah Collins... Eu não sei jogar.

Notas finais
E ai?? Gostaram de como eles se conheceram? Não gostaram? Me contem suas expectativas! Pode-se dizer que agora a fic realmente começou! C O M E N T E M !!!! Não sejam leitores fantasmas
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.