Consultor De Almas

5 Capítulo 5: Navalha


Notas iniciais
Minha promessa é divida...
E aqui esta mais um capitulo
espero que goste

Dr. Harry abre no outro dia seu consultório ás nove da manhã e espera o seu paciente que estava marcado para o primeiro horário do dia, ajeita o divã e espera mais um pouco, logo depois o paciente entra pela porta rapidamente e antes de sentar diz:

— Dr. preciso muito da sua ajuda, eu não agüento mais a situação que estou passando!

O Dr. vendo o desespero do jovem oferece uma água e ele aceita e senta na cadeira, o Dr. começa a fazer algumas perguntas:

- Qual é o seu nome meu jovem?

O jovem responde:

- Josh James, mas pode me chamar de James.

O Dr. olha James beber a água rapidamente, pede que ele se sente ou deite no divã, mas Josh faz uma pergunta que foge do contexto:

- Dr. porque os psicólogos usam sempre um divã para as pessoas deitarem? O divã tem algum tipo de poder que faz com que as pessoas contem coisas que não contariam, caso estivessem sentado em uma outra cadeira?

O Dr. surpreso por nunca alguém ter perguntando isso a ele e responde:

- Interessante sua colocação de palavras, nunca alguém havia me perguntado isto antes, mas não é algo que força as pessoas a dizerem tudo, é um simples objeto que deixa as pessoas confortáveis e de forma que ela não vejam que estam sendo observadas, então elas podem falar tudo o que estão pensando.

James por um minuto se sentiu realizado por saber algo assim e disse:

- Interessante Dr., posso até falar sobre isto no meu próximo livro, estou pensando em uma história mais light.

O Dr. se surpreende em ter um escritor que queira falar sobre um divã e diz:

- Acho interessante um estória assim, quando você publicar este livro me avise, vou querer le-lo.

James se anima e logo fala:

- Pode deixar Dr. vou te avisar, mas o motivo da minha vinda aqui hoje foi exatamente sobre esse universo de escrever e ler, estou tendo problemas com minha última estória, ando tendo alucinações e pesadelos, e sendo muito conturbado com isso, estou até agindo como se eu estivesse na estória.

O Dr. entende bem o que o jovem está passando e diz:

- Me conte um pouco sobre essa estória.

O jovem começa a contar:

- Um maníaco, viciado em fragrâncias exóticas, busca um perfume perfeito para poder sentir pra sempre o cheiro esperado, mas para ele o melhor cheiro seria o cheiro da morte, vai à enterros, cemitérios, hospitais e necrotérios e nunca encontra o perfume ideal, ele anda pelas cidades feito um rato, cheirando em todos os cantos procurando algo morto que faça ele se sentir completo. Então começa uma busca alucinada e mata pessoas que ele acha que podem ter a fragrância perfeita. Vestido com trajes formais, e uma navalha no bolso, olha para as vítimas e ataca-as cortando seus pescoços com a navalha e os leva para sua carnificina, que para ele é a perfumaria ideal, enrola os corpos com um simples lenço fino que armazena os odores. Após dias os corpos estão com cheiros ruins e ele retira os lenços e analisa se algum tem o odor que vai fazer seus olhos mudarem de cor, geralmente ele não acha esse odor, e continua sua busca por mais perfumes, corta vários outros pescoços, sangue é deixado no chão da cidade. Os corpos com odores inutilizáveis são cortados em pedaços pela raiva de não achar a essência ideal e depois queimados. O Dr. não acha muito perturbadora essa estória?

O Dr. analisa e diz:

- Estórias desse gênero são normalmente sanguinárias e pavorosas, a sua possui um enredo excêntrico e original, tenho que saber agora o que te dá medo.Me conte mais sobre as suas alucinações e atos que te desesperam.

James começa a dizer o que está acontecendo em seus últimos dias:

- Dr. eu encontrei a base dessa estória quando eu estava passando em frente a um enterro memorial, e senti um cheiro forte, não era de perfume, mas não era de um cadáver, assemelhei as duas coisas, corri para casa e comecei a escrever, foquei demais, e essa estória mexeu muito com minha imaginação e meu tempo, eu descrevia detalhadamente as mortes, era um tipo de gênero que eu nunca tinha escrito antes. No começo eu estava tendo pesadelos em que eu era esfaqueado pela navalha do maníaco, outras noite eu mesmo era o maníaco, de uns dias para cá andei vendo coisas, via frascos de perfumes espelhados pela casa, pedaços de ossos, via sempre uma navalha em cima do meu criado mudo, os relógios da minha casa paravam, todos ao mesmo tempo, e eu até me cortava com uma faca, parecia que algo me induzia a sentir o meu próprio cheiro, meu cheiro depois de morto, eu pensava muito e via que não podia continuar assim, eu iria acabar me matando, mas quero continuar essa estória até que ele encontre o perfume desejado, o que devo fazer Dr?

O Dr. pediu que ele mostrasse as marcas dos cortes, para ver se era alucinações ou se ele realmente estava se cortando, ele mostrou os braços e viu que haviam cortes bem profundos e recentes e completou dizendo::

- Quanto aos sonhos ,alucinações e cortes, é sua mente que está sobrecarregada demais e focada demais, em um assunto novo, um assunto não muito saudável, sugiro que você pare de escrever essa estória, ou de um novo rumo a ela, torne-a mais light como você estava querendo no começo de nossa conversa, se algo está te fazendo mal, a melhor coisa é eliminá-la ou mudá-la a seu favor.

O Jovem já esperava por essa resposta, mas com ar de satisfação diz:

- Eu pretendia encontrar o perfume perfeito, mas posso conseguir ele, numa pessoa viva ou numa perfumaria, vou começar uma nova estória e quando a minha mente estiver mais realizada eu termino essa. Mas será que eu vou conseguir facilmente assim, terminar com essas coisas que me atormentam Dr.?

O Dr. responde:

- Imediatamente, pode ser que não, mas escrevendo algo digamos ''menos do mal'', e focando nesse novo trabalho, você esquece de tudo isso, e sua mente vai sendo purificada aos poucos. A mente humana é bem difícil de entender, até hoje eu não entendo muitas coisas que se passam nela, mas tudo gosta de mudança, a mente também, então mude a estória, sua mente, assim você e seu braço, vão agradecer.

O jovem dá uma risada, e retribui com humor:

- Sim, Dr. meu braço vai agradecer, posso levantar?

O Dr. diz:

- Sim, se você não tiver mais nada para dizer, pode sim.

James levanta do divã e aperta a mão do Dr. e vai indo em direção a porta, acena e diz tchau, o Dr. retribui e diz até logo, e pede que ele volte sempre.

A porta se fecha e o Dr. espera o outro jovem que havia ligado na noite anterior, a hora havia passado rápido, já eram quase onze, ele senta em sua poltrona e fecha os olhos, pensa em todas as pessoas que ele ajudou nos últimos dias de trabalho, lembra de Dominik e lembra da madame louca que sonhava com serpentes. Em meio a esse pensamento o paciente entra em silencio, era um homem, aparentava ter trina e poucos anos, se senta na cadeira e espera o Dr. dizer algo.

CONTINUA??

Notas finais
Gostaram?? Eu sinceramente gostei muito, espero que deixem suas opiniões aqui em baixo.
Até o próximo