Constelação da minha Vida
2 “Mudando”
Notas iniciais
Olha quem voltou o/
Nem percebi que dormi. Só notei, quando acordei com os gritos de minha tia. Ela havia invadido meu quarto, e praticamente me deixou surda com seus gritos. Levantei, e corri para o banheiro. Agora estava aqui, observando meu reflexo no espelho. Eu definitivamente parecia com minha mãe. Os olhos, a cor do cabelo de minha mãe. Porém, eu nunca serei um terço do que ela foi.
Terminei de pentear os cabelos, e saí do banheiro e corri para o café-da-manhã. O cheiro havia invadido o meu quarto de tal forma, que eu não consegui resistir. Clara, a cozinheira de tia Amber, estava tirando um bolo que parecia de chocolate do forno. Parecia delicioso. Tia Amber estava sentada, levando uma xícara de café a boca.– Bom dia tia. Bom dia Clara. – Falei, já me sentando.As duas reapoderam juntas, e Clara serviu o bolo para nós. Tia Amber estava com o tablet na mão, olhando algo. Comecei a comer. Ficamos em silêncio, até tia Amber falar do nada.– Se arrume, Layla. Iremos sair.Franzi o cenho, e pensei em perguntar a ela para onde iríamos, porém lembrei de meu pai dizendo: Nunca rebata sua tia. Ela surta quando fazem isso. Então, fiquei quieta. Logo depois de terminar o café, levantei e voltei para o quarto. Escovei os dentes, e pentei o cabelo. Voltei para a sala, e tia Amber estava com a bolsa na mão, me esperando.– Pelo menos você não demorou.Dei tchau a Clara, e saímos. Fomos para a garagem, direto para o carro de tia Amber. Durante nosso passeio, tia Amber disse que iríamos mudar algumas coisas em mim! Oh, não. A primeira parada foi em um salão chiquérrimo no centro da cidade. Lá estavam várias mulheres e garotas da alta sociedade. Fazendo unha, cuidando dos cabelos. O cabeleireiro, um homem... Extravagante se aproximou de nós.– Amber, querida. – Ele beijou as bochechas de minha tia. – Como você está?Minha tia sorriu, e abraçou o homem.– Estou bem, John. Quero te apresentar minha sobrinha. Layla, esse é meu cabeleireiro John.John olhou para mim, de cima até em baixo. Tudo bem que eu não estava usando uma roupa cara, como todas aqui. Meu vestido, era todo florido e eu usava sapatilhas vermelhas. As minhas favoritas.– Oi. – Falei, tímida.John colocou a mão no queixo, e me analisou. Tocou nos meus cabelos, que iam até a cintura e analisou também. Ele olhou para tia Amber.– Pode deixar. Ela vai ficar linda, você vai ver.Tia Amber assentiu, e se sentou na recepção. Eu apenas senti John me empurrando para uma das cadeiras. Eu fiquei de frente para o espelho– Tem algum corte especial? Quer que eu faça algo diferente.Pensei bem. Sempre quis cortar uma franja, porém nunca tive coragem. Agora, eu posso.– Quero cortar as pontas. E quero uma franja. – Falei determinada.John sorriu e começou a trabalhar em cabelo. Primeiro ele lavou. Depois, hidratou. Colocou produtos que eu nunca ouvi falar na minha vida. Depois de um tempo, pegou uma tesoura e começou a cortar. No final, meu cabelo que batia na cintura agora estava um pouco abaixo do meio das costas. Uma franja, pousava em minha testa. Eu estava bonita. Pela primeira vez, me senti bonita de verdade. Agradeci a John e fui em direção a minha tia. Ela me olhou, boquiaberta.– Você está linda, querida. Linda! – Ela bateu palmas para mim.Ela pagou a conta, e nós saímos direto para uma loja famosa de roupas. Tia Amber entrou lá e cumprimentou todo mundo ( Ela é estilista dessa marca). Um consultor de moda se aproximou de mim.– Ora, ora. O que temos aqui... Tia Amber tomou a frente.– Essa é minha sobrinha, Layla. Ela vai morar comigo e precisa de umas roupas novas.O consultor, que descobrir se chamar Iago, me rodeou, olhando para meu vestido.– Ela tem um estilo ladylike. Tenho vestidos maravilhosos nesse estilo. – Ele comentou.Lady o que? Ai meu Deus, o que ele vai comigo. Iago me empurrou para um closet, e trouxe várias blusas, vestidos e calças. Todos variavam entre o rosa e o lilás. Todos muito lindos, mas acho que não posso levar tudo. Mesmo assim, experimentei todos. Depois de um tempo, Iago apareceu.– Então, baby. Gostou de qual?Olhei para ele, com os olhos brilhando.– Todos. Saímos das lojas, cheias de sacolas. Tia Amber comprou todos os vestidos que eu gostei.– Iremos em mais duas lojas. – Ela disse para mim.De repente, ela parou em frente a uma loja. Aquela eu já tinha ouvido falar. Victoria’s Secret. Uma loja de lingeries! O que tia Amber estava aprontando? Entramos na loja, e tia Amber escolheu algumas. Como eu estava envergonhada, ela escolheu para mim. Por fim, depois de compramos lingeries, fomos para a loja de sapatos. Compramos vários saltos. Chegamos em casa, almoçamos e fomos descansar. Liguei a televisão e coloquei um filme qualquer. O filme era tão entediante, que acabei desligando e indo para a varanda de meu quarto. O menino, que vi no dia anterior, hoje estava com uma menina no quarto. Deve ser daqueles garanhões, que cada dia está com outro.
Como tia Amber, conhecia todos ali, fiquei com vontade de perguntar quem ele era. É melhor deixar quieto. Me voltei para todas as sacolas em meu quarto, e me bateu uma certa culpa. Culpa por estar mudando tanto. Minha mãe sempre disse, que devemos ser nós mesmos não importa o que aconteça. Peguei o celular e fui para a rua. Tia Amber nem viu eu saindo. As pessoas me olhavam, desconfiadas. Distraída, esbarrei em alguém. A menina, que estava no quarto daquele garoto.– Desculpa. – Falei baixinho.Ela era incrivelmente loira, parecia uma modelo. Seus olhos, eram tão azuis quanto o céu. Eu não me considerava bonita, mas perto dela eu era ridícula.– Tudo bem. – Ela disse, estendendo a mão para mim. – Você é nova aqui?Assenti.– Sim. Estou morando com minha tia, Amber Campbell.Os olhos dela brilharam, e ela começou a saltitar.– Você é sobrinha da Amber? Ai meu Deus! Meu nome é Rosalyn, moro na casa do lado da de vocês!– Meu nome é Layla. Muito prazer, Rosalyn.Ela jogou os cabelos para trás.– Me chame de Rosa. Se precisar de qualquer coisa, me chama. Manda um beijo para Amber.Rosa saiu saltitando, e eu ri. Ela parece bem extrovertida, e eu gostava de pessoas assim. Continuei andando, até chegar a uma praça. Tinha várias crianças brincando de pega-pega. Lembrei de minha mãe. Quando eu era criança, ela brincava comigo. Corríamos pelo campo florido. Sorrindo, brincando. Senti as lágrimas escorrer pelo meus olhos.Por que ela me deixou? Por que? E o pior: Será que me habituarei a essa nova vida? Longe dos campos, longe da minha fazenda. Será?
Notas finais
Quero atualizar mais as minhas histórias
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.
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