Consequências Daquela Noite
14 XIII- Diagnóstico
Notas iniciais
Gray's Pov
Sentei na cadeira a frente da mesa do médico. Suas palavras, ditas a tão pouco tempo, já haviam me deixado muito nervoso. Como assim ela ainda não tinha perdido o meu filho? Ela iria perde-lo? Não, isso não poderia acontecer de jeito nenhum. Olhei para ele, e ele analisava atentamente alguns papéis que segurava.
– Bom senhor Fullbuster, preciso que preste muita atenção no que eu vou falar, pois ela vai precisar de muito cuidado a partir de hoje.
– Claro, sempre cuidei dela e vou continuar cuidando! Mas o que ela tem? Ela não vai perder o bebê não é?
– Não, ela não perdeu o bebê, mas estamos numa situação delicada, apesar dos recursos precários que temos aqui, consegui diagnosticar que ela tem hematoma subcoriônico.
– Eu não entendo.- Falei baixinho, ele abriu a boca para explicar mas logo perguntei.- O que é isso? É muito grave?
– A palavra certa é delicada. A paciente requer cuidados.- Ele deu uma pausa, voltando a olhar para os papéis, mas logo voltou a falar me olhando.- Hematoma subcoriônico, é uma pequena partilha de sangue localizada perto do útero.- Fiquei com cara de interrogação e disse:
– Poderia explicar melhor?
–Na verdade, de forma mais bruta, não passa de um pequeno acúmulo de sangue nas paredes do útero, por assim dizer. Preciso que a partir de hoje ela tome alguns cuidados, como muito repouso, ingerir bastante liquido, e não ter nenhuma atividade sexual, preciso que ela se cuide, do contrário pode afetar a criança. E isso inclui a viajem de volta para a cidade de vocês. Vão ter que esperar mais um pouco.
– Claro, não se preocupe, eu vou cuidar dela.
– Sei que vocês moram longe daqui, mas é realmente preciso que fiquem por pelo menos mais uma semana, não podemos arriscar a saúde dela, pois, se o hematoma não for absorvido naturalmente com o tempo, ou se ele aumentar eles podem causar o deslocamento da placenta, aumentando praticamente em 50% as chances dela ter um aborto.- Acenei com a cabeça. Ele se levantou e nós demos um forte aperto de mãos, ele me desejou boa sorte e, já sentindo algumas lágrimas, agradeci.
Sai da sala do médico completamente perdido, isso que estava acontecendo era culpa minha. Se eu a tivesse impedido de fazer essa missão, e não tivesse acatado a essa teimosia dela, estaríamos em casa e teríamos muito mais recursos para cuidar dela. Alias, talvez ela nem tivesse tido esse problema caso ela não tivesse a ideia maluca de pegar missão grávida!
Sai do hospital transtornado e sentei na rua mesmo, sentindo lágrimas escorrerem pelo meu rosto. Jamais me perdoaria se acontecesse alguma coisa com eles. Estava perdido em meus pensamentos quando senti uma mão em meu ombro.
– Erza? O que você esta fazendo aqui? Deveria estar descansando! Volta agora para o quarto!- Falei tentando enxugar o mais discretamente possível as lágrimas.
– Mas eu estou bem, o que houve? — Ela fez uma expressão tão triste. Já faz tempo que vi aquela expressão em seu rosto. -Eu perdi o nosso filho? Porque você esta chorando?
– Primeiro vamos voltar para o quarto!- Comecei a empurra-la levemente para dentro do pequeno hospital. Como haviam deixado ela sair? Depois vou reclamar com as enfermeiras.
– Me diz Gray! Aconteceu alguma coisa?
– Não se preocupa, você não perdeu o nosso filho, agora vamos voltar para o quarto.
Voltamos para o quarto e ajudei Erza a deitar novamente, quando ela estava confortável resolvi explicar para ela o que estava acontecendo.
– Estava conversando com o médico e ele me disse que você precisa de repouso, vamos ficar na vila por mais uma semana no mínimo.- Suspirei, sem ter coragem de olha-la nos olhos.
– Porque? Aconteceu alguma coisa?
– Sim.- Olhei para ela, pensando se realmente deveria contar a verdade.
– Você esta com hematoma subcoriônico, é uma pequena partilha de sangue localizada perto do útero.
– Hã?
– É um acúmulo de sangue que fica perto do útero. É como um hematoma normal na pele, a diferença é que esse causa uma mal muito pior.
– Mas isso é muito grave? Não vou perder o nosso filho não é?
– Não, mas se você não fizer exatamente como o médico disse, correremos esse risco.- Resolvi omitir a parte do deslocamento da placenta caso piore.
– E o que exatamente eu tenho que fazer?
– Muito repouso, pouca teimosia, beber bastante liquido, e bom...
– E o que mais?
– Creio que isso não vai ser um problema.
– Ta mas o que é?
– Sem atividades sexuais.–Tenho certeza que fiquei vermelho.
– Tem razão, mas era por isso que estava chorando?
– Isso tudo é culpa minha, se eu tivesse a impedido de sair isso tudo não teria acontecido.-Me desesperei e acabei falando alto demais.
– Não é culpa sua, vamos passar por isso juntos, vai ficar tudo bem, não se preocupe, vamos ter esse filho Gray! Pode ter certeza disso!- Ela falava com tanta convicção que nem parecia aquela mulher que estava com medo de me contar que estava grávida.
– Sim, vamos sim!- Ri para ela. Mas ela fez um ar de lembrança e falou:
– Temos que avisar o mestre, ele com certeza deve estar preocupado, estamos demorando muito, essa missão não duraria um dia para um mago sozinho, quanto mais para dois!
– Tem razão, vou mandar uma carta para ele avisando o que esta acontecendo, já que vamos ficar mais tempo do que o esperado por aqui.
Fui em direção a porta para achar algum lugar para enviar a carta quando Erza me chama:
– Gray, pode vir aqui?
– Claro, o que foi?
me aproximei e quando dei por mim ela tinha se inclinado e me dado um beijo na bochecha, o suficiente para me deixar tão vermelho quanto a cor do cabelo dela.
– Obrigada por cuidar de mim, de verdade, muito obrigada. Alias, de nós dois, né?- Falou alisando de leve sua barriga ainda lisa.
– Não precisa agradecer, vocês dois são as coisas mais importantes da minha vida. Beijei sua testa e disse:- Já volto, vou arranjar um lugar para escrever e mandar a carta.
Narrador Pov
Makarov estava no bar com Mira quando chega uma carta chega direcionada a ele.
– De quem é a carta Mestre?- Pergunta Mira com curiosidade.
– Do Gray, estava mesmo preocupado com esses dois, já faz mais de uma semana que eles saíram.- Ele abre a carta com certa pressa, e e lê apenas para ele mesmo.
Velhote,
Antes de mais nada eu e Erza estamos bem, mas para ser sincero não sei por onde começar. Iríamos te contar quando voltássemos mas não deu e as coisas não ocorreram como planejávamos por isso estou te contando por uma carta.Lembra daquele festa que você deu em comemoração ao dia dos namorados? Pois é, eu e Erza bebemos demais e acabamos passando a noite juntos, e resultado disso? Ela esta grávida. Levamos um susto quando soubemos mas agora, essa criança se tornou a parte mais importante de nossas vidas. Ainda não voltamos porque Erza esta doente, foi examinada e o médico pediu para que ficássemos aqui para ela descansar. Ela precisa ficar de repouso para não corrermos o risco de perder o nosso filho. Não sei quando vamos voltar, mas não posso arriscar a saúde dela nem a do nosso filho, só vamos voltar quando tivermos certeza de que esta tudo bem. Sei que deve estar preocupado e peço desculpas por não ter contado antes, bom só queria te avisar que apesar de tudo estamos bem, estou cuidando dela não se preocupe, até a volta,
Gray Fullbuster
– É informação demais para uma carta só!- Mira, que enxugava alguns copos começa a prestar atenção.- Mas isso explica tudo então!
– O que foi mestre?- Ela disse sorrindo, mas com um tom preocupado.
– Nada, Mira, nada. Bom, vou viajar.
– Mas para onde?
– Vou atrás dos meus filhos, não se preocupe, eu vou voltar com eles! Talvez demore um pouco, mas não se preocupe.
– Tudo bem, boa viagem então!- O mestre volta ao seu escritório, arruma algumas coisas, faz uma pequena bagagem e vai embora para a pequena vila.
–----
Alguns dias depois...
–Erza! Bom dia, trouxe pães para você comer!
– Vai embora Gray, deixar eu dormir!
–Nananinanão! Nem pense que você vai deixar de dar uma volta, nem que seja na cadeira de rodas num dia ensolarado desses.- Ele fala largando a bandeja numa mesa e abrindo as cortinas, fazendo Erza se encolher mais na cama.
–Ta bom, agora você acorda.- Ela vai até a bandeja, pegando um livro e balançando em frente ao seu rosto.- Peguei o livro que explica o que é o hematoma.
–O que?
–É, ta aqui.-Ela agarra ele de suas mãos e inspeciona a capa e folheia as páginas.
–Começa a ler pra mim.-Ela estica o braço para ele pegar o livro, ele o pega e fala:
–Como é? Pensei que a poderosa titânia fosse querer ler e..
–Me dá de volta então.- Ela fala o pegando de volta.
–Então ta né.
– Bom, Hematoma subcoriônico é a acumulação de sangue dentro das dobras do córion que é a membrana fetal exterior, ao lado da placenta, ou dentro das camadas da própria placenta. Se ficarem muito grandes ou se não forem absorvidos, estas hemorragias ou coágulos podem causar o descolamento da placenta na parede uterina.- Ela franziu as sobrancelhas. -Ainda não tinha me falado isso.
– Bom...
– Senhores tem visitas.
– É, e quero que me expliquem tudo.- O mestre falou com cara de poucos amigos.
– Mestre, o que esta fazendo aqui? – Erza perguntou com uma expressão de surpresa no rosto, não esperava que ele fosse atrás deles.
– Como o que estou fazendo aqui? Gray me manda uma carta dizendo que você esta grávida e doente e ainda me pergunta o que estou fazendo aqui? – Makarov fala com ainda com a expressão séria no rosto.
– Bom, resolvemos mandar a carta justamente para não te preocupar velhote! Apesar de tudo, como eu disse, estamos bem. – Gray fala coçando a nuca nervoso pelo fato de Makarov ter ido atrás deles.
– Quero que me expliquem tudo com calma, vocês acharam mesmo que uma simples carta contando tudo que aconteceu iria me acalmar e eu iria ficar esperando vocês voltarem? Porque não me contaram antes? Estamos falando de uma criança, de um ser humano, e pra piorar Erza esta doente, você vai assumir essa criança não vai seu pirralho?
– Claro que sim! Essa criança se tornou meu mundo!
– Gray esta sendo super protetor comigo, as vezes chega a ser exagerado, com isso não precisa se preocupar, já resolvemos! – Disse Erza tentando da melhor maneira possível acalmar Makarov.
– Tudo bem então, mas quando vai ser o casamento?
– Desculpa, eu acho que não entendi mestre, que casamento? – Disse Erza com uma expressão confusa no rosto.
– Vocês não vão se casar? Como vão criar essa criança?
– Ela vai morar comigo claro, Gray vai poder vê-la sempre que quiser.
– Entendo, bom então comessem a me explicar tudo nos mínimos detalhes, desde como isso começou e que doença é essa que a Erza tem, e como esta a saúde do meu neto
– Bom...- Erza começou tentando resumir tudo o que tinha acontecido, aquela simples noite que havia virado sua vida de cabeça para baixo.
– Tudo começou naquela festa que o senhor deu em comemoração ao dia dos namorados, eu e Gray acabamos bebendo demais e acabamos dormindo juntos. – Erza parou e respirou tentando conter o rubor que aparecia cada vez que lembrava daquela noite.
– Algumas semanas depois comecei a me sentir mal, depois de insistir que não era nada demais acabei procurando um médico, depois de ter ouvido o que ele tinha dito comprei um teste de gravidez e descobrindo que estava esperando um filho do Gray, fiquei muito apavorada e com medo de ser mãe, nunca me imaginei com um filho, Gray teve a mesma reação, conversamos e decidimos que iríamos ter esse filho custe o que custar e no meio disso, Jellal apareceu.– Erza deu mais uma pausa lembrando de seu amigo.
– Isso causou bastante confusão entre a gente, acabei aceitando namorar com ele por pura insistência dele, e também pelo antigo amor que sentia, mas depois de sua morte, fiquei muito abalada, afinal, era meu amigo de infância. Gray esteve ao meu lado o tempo todo e para esfriar a cabeça decidi pegar uma missão, Gray para não me deixar sozinho veio comigo, quando chegamos os bandidos acabaram me machucando e decidimos ficar aqui só para ficarmos tranquilos, quando iríamos embora acabei tendo um sangramento, e descobrimos que eu estou com um hematoma subcoriônico, o médico de vila pediu para que ficássemos aqui paraeupoder repousar e depois voltar com segurança para casa e estávamos lendo mais sobre ele quando o senhor chegou.- Falou essa última parte num fôlego só, e assim que terminou respirou fundo olhando para Makarov, que a olhava com uma expressão que ela não conseguia decifrar.
– Você já esta se sentindo melhor? O que o médico disse? – Perguntou Makarov preocupado com o estado de saúde de Erza.
– Ainda temos que ficar mais alguns dias por aqui, até eu ter condições de voltar para casa.
– Tudo bem então, eu vou ficar aqui com vocês, só me prometam que nunca mais vão me esconder nada.
– Não vamos, desculpa por não ter contado antes, mas a situação fugiu de nosso controle mestre.
– Eu entendo, eu entendo. Mas essas coisas envolvem mais do que imaginam, sua saúde, a do bebê, seu bem estar e até sua própria vida...
– Eu bem que falei para ela não fazer missão alguma, que eu iria sustenta-la e ao bebê, mas a teimosia em pessoa escuta? Não, claro que não.- Gray falou aborrecido, interrompendo Makarov e fazendo Erza olhar com raiva para ele. Ele lhe devolveu esse mesmo olhar e Makarov continuou:
– E como fariam quando já não pudessem esconder mais? Não era melhor ter ao menos me contado para eu não descobrir assim?
–É que...- Disse Erza um pouco corada.- Uma mãe sem marido, ou pior, uma mulher que não é nada do pai de seu filho é mal vista por todos. E... E eu tenho esse medo, o medo de acabar sendo discriminada ou no futuro, essa criança passar por isso. Então queriam que eles soubessem apenas quando fosse necessário, para diminuir as coisas ruins que terei que passar.
– Mas Erza, quem lhe disse que alguém faria isso? Nem as pessoas da cidade lhe fariam mal algum quanto mais as pessoas da guilda.Você sabe que são boas pessoas, os conhece quase tão bem quanto eu.- Ela acabou por fazer um expressão de arrependimento e tristeza, e para reverter aquilo, Makarov falou:
– E pense que se você tivesse contado, as meninas já estariam todas loucas, preparando festas, arranjando presentes de todos e estariam facilitando toda a sua vida, não acha?-Ele disse com um sorriso divertido e brincalhão. Ela riu de leve e disse:
–Bom...- Ela falou imaginando como seria se as meninas soubessem:
Mente da Erza imaginando loucuras:
Contando a Lucy:
– VOCÊ ESTÁ GRÁVIDA? Como e onde isso aconteceu?Sente-se e me conte já. Mas não temos mais tempo, temo que começar a pensar nasroupinhas, à proposito, é menino ou menina? Ah não importa, compraremos roupas neutras. Temos que pensar na mobília e no quarto, e é bom pintar bem antes de nascer, por causa do cheiro, pode fazer mal a ele se deixar para pintar em cima do nascimento. E temos que comprar mobília para um quarto na casa de Gray, já que provavelmente ele vai querer dormir lá. Temos que pensar em coisas praviagens, nas mamadeiras e...
Erza balançou a cabeça, parando de pensar no quanto a amiga se empolgaria e começou a pensar em Cana e Juvia:
Cana:
–Ah você ta o quê? Ah legal, então a noite deve ter sido boa mesmo hein?- Ela riu e soluçou ao mesmo tempo, bebendo mais um baril de uma vez.
Juvia:
– VOCÊ ESTÁ GRÁVIDA DOMEUGRAY-SAMA AHH SUA RIVAL NO AMOR...-E começava a correr atrás dela.
Então ela pensou que talvez enfrentar Juvia fosse um problema, não por ela ser forte ou algo assim, mas por talvez ela acabar magoada de verdade por causa de uma bebedeira sem responsabilidade.
– A Juvia, Gray, como ela reagirá?- Ela falou preocupada e Gray estava prestes a abrir a boca quando o mestre falou:
– Acho que não terão que se preocupar com ela. Há dois dias, Juvia disse que estava namorando com Lyon, portanto, creio eu que ela não correrá mais atrás do Gray. E assim não fara um escândalo por estar grávida dele.
– Que bom que ela encontrou alguém que a queria. — Gray falou, feliz por ela ter seguido seu conselho.
– Acho que só Mira, Wendy e Bisca reagiriam bem, e quando digo bem é reagirem normalmente.
– Ah, com certeza.- Todos riram. Logo Gray forçou Erza a comer tudo que tinha na bandeja.
– Tem alguma lugar para comer aqui? Eu estou com fome!- Falou Makarov.
– Tem , mas acho que nós...
– Com licença.
–Ah, doutor Takama.- Gray o recebeu.
–Vejo que minha paciente está mais animada hoje, talvez pela visita.- E deu um sorriso bondoso para o mestre, logo continuando:- Bom, mas creio que terei de interrompê-los, pois está na hora de fazer seu exame Erza.- Ele e Gray a ajudaram a se levantar para não fazer tanto esforço e a colocaram na cadeira de rodas.
–Gray, não preciso que me acompanhe hoje, faça companhia ao mestre.
– Mas Erza, eu...
–Você fica.
– Erza, não se preocupe, eu esperarei aqui e...
– Ele vai ficar mestre.- Deu sua ordem e saiu, os deixando com cara de bobos.
– Ela pode até estar doente,mas continua dando ordens.
– Pois é, bom, acho que terei de ficar. Poderíamos aproveitar e irmos comer algo, o que acha?
– Acho uma ideia ótima.
–----
–Está tudo bem Erza, o hematoma está naturalmente sendo absorvido. Mas isso não quer dizer que está 100% portanto, nada de relaxar na dieta, que só deve conter coisas saudáveis, e continuar repousando ao máximo, e evitando se levantar sem necessidade, ok?-Falou enquanto limpava o gel de sua barriga.
–Ok. Obrigada por tudo que vem fazendo doutor Takam, sem você, estaríamos perdidos.
– Vocês são jovens ainda Erza, podem ser experientes como magos, mas como pais... Vocês me lembram eu e minha esposa. Eu tinha 21 anos quando meu primeiro filho nasceu, e minhas esposa tinha apenas 18, era ainda mais nova que você. Foi duro, eu estava apensa começando a faculdade, enquanto minha esposa ainda cursava o colegial. Mas com a ajuda de nossos pais, nós o tivemos. Nos casamos quando tivemos condições e hoje já temos três filhos.- Ele sorriu com as lembranças. Erza também sorriu, impressionada com a história.
–Então, você e sua esposa são a prova vivade que conseguiremos passar por isso.
– Bom, se quiser pensar assim. Posso trazê-la um dia aqui, ela saberia melhor o que lhe falar.
– Eu adoraria conhece-la.
– Fico feliz, agora, está na hora de voltar para o quarto.
– Sim.
–----
–Você parece feliz, apesar de tudo.- Makarov falou, para logo depois bebericar seu café. Estavam na cafeteria do hospital, ela era pequena, mas não tinha mais ninguém além deles e da moça rechonchuda que preparava a comida.
–Eu estou. Me apavorei no começo, eu simplesmente não sabia o que fazer, mas agora é tão bom. Parece que não existe mais tristeza alguma.E...
– E?
– E ainda mais por ser uma filho da Erza, sabe, eu sempre...- Não terminou a frase por causa da vergonha.
– Sempre foi apaixonado por ela?
– O que? Quem lhe falou?
– Estava estampado na sua testa Gray, não enxergava quem não queria.
–Sério ? E mesmo assim ela nunca percebeu.
– Meu filho, Erza sempre teve outas coisas em que pensar, você sabe, ela sempre se centrou numa coisa só, sem falar que ela ainda sentia algo por seu amigo, o Jellal.
–É.
–Ai não sobrava espaço para ela sentir algotão grandioso por outra pessoa, ou perceber algo, você entende?
–Sim, entendo.
– Ai estão vocês.- Erza chegou, sendo empurrada por uma enfermeira.
–Erza, como foi?- Gray perguntou ansioso.
–Está tudo bem, o hematoma está sendo absorvido.
– Que ótimo, e ele deu alguma previsão de quando você vai poder viajar?
– Não, mas ele...- Ela ia falar da história que ele lhe contou, mas acabou por querer falar daquilo a sós com Gray, então enrolou.- Mas ele disse que era pra eu continuar como estou, para não acabar piorando.
– Ah sim claro.
– Bom, meus filhos, eualuguei um quarto numa pousada que só tinha 6 quartos e mesmo assim, todos estavam vazios. Então, como passei a noite toda viajando, vou querer tirar um cochilo. Venho ver os dois mais tarde.- Falou o mestre enquanto se retirava e ia embora.Gray levou Erza para dar uma volta, então, quando não avistava mais ninguém, resolveu falar:
–Gray, eu descobri porque o doutor Takama vem se dedicando tanto a nós.
–É? E por que?
– Porque ele disse nós lembrávamos ele e sua esposa quando eram mais jovens.- Gray se surpreendeu e novamente se pegou imaginando casado com Erza. Mas logo abandonou a hipótese quando o rosto de Jellal lhe veio a mente. Talvez ela ainda sentisse algo por ele, mas nunca perguntaria a ela sobre isso. Ela continuou a falar:
– Ela tinha 18 anos e ele 21 quando ela engravidou. Eles ainda não era casados e ela ainda estava no colegial. Mas os pais os ajudaram com o dinheiro, ai eles conseguiram criar o filho. O tempo e cada um conseguiu um emprego e hoje eles tem três filhos, acredita?
– Sério? Nossa. Bom, nós podemos nos inspirar nele né?
– Claro. -Ela sorriu, até perceber o que ele realmente tinha falado, mas deixou pra lá. Apesar de tudo, a ideia de casar com Gray não era tão ruim assim.
Fale com o autor