Notas iniciais
Gente desculpa a demora, mas agora vou me dedicar a fanfic. Não eu não pensei em desistir, eu só estava com muita coisa para fazer essas duas ultimas semanas. Preparados para o novo capitulo?

Ricardo respirou fundo, mesmo sendo um psiquiatra muito respeitado, sentia-se desconfortável, ele sabia que Taila poderia reagir de uma forma boa, mas ao mesmo tempo poderia reagir de uma forma completamente diferente. Ficou até mesmo, com medo de que ela passasse a odiar o pai.

—Acho que você já deve ter percebido que seu pai não é uma pessoa muito normal. E também sabe que a nossa empresa, a Monteiro Construtora começou com o nosso avô, que era apenas um pedreiro e só se tornou uma empresa grande depois que seu pai e eu já havíamos nascido. Porque o nosso pai foi quem a colocou para cima. Mas o que você não sabe Taila, é que seu pai teve um grande motivo para ser como ele é hoje.

—E qual é?

—Quando nós éramos pequenos, seu pai não podia vir com a gente para as construções que a gente fazia e ficava em casa com a nossa mãe. Mas você sabe que ela nunca teve uma boa saúde, então passava mais tempo no hospital do que em casa. O Roberto era sempre cuidado pelos vizinhos, que eram pessoas maravilhosas para nós. Ele tinha uns três anos, e era a criança mais inteligente e interativa que eu conhecia, mas o meu pai não me deixava ficar perto dele, porque eu tinha que aprender como ia ser o negócio da família. E para piorar, meu pai demorou a aprender a ler, então ele precisava de mim para tudo. Quando nós nos mudamos, o Roberto já devia ter uns cinco anos, meu pai contratou uma babá para cuidar dele. Ele já sabia cuidar dos negócios sozinho, mas seu trabalho era me ensinar depois do colégio. A babá do Roberto era linda, e parecia um anjo. Eu até mesmo era apaixonado por ela na época. Mas sempre que meu pai e eu chegávamos em casa, o Roberto estava quieto em um canto, desenhando. Na maioria das vezes uma criança se afogando, outras apenas lapides. Eu fui o único que estranhei, pois quem iria desconfiar de uma carinha de anjo. Depois de muito tempo, eu deixei de ir aprender com o papai e fui para casa. Fiquei do lado de fora olhando. E percebi naquele momento que ela, para se divertir, chamava o Roberto para brincar, fazia barquinhos de papel e quando os barquinhos começavam a afundar, ela afundava a cabeça dele junto. E se ele começasse a se afogar, ela continuava segurando. Mas nunca o deixaria morrer. Batia a cabeça dele várias vezes na parede... — ele precisou de um tempo para respirar.

—Tio isso tudo é verdade?

—Claro, por que eu mentiria? Então... ela sorria enquanto fazia essas coisas. Mas fazia coisas somente que não haveriam hematomas superficiais. Ela sorria e dizia para ele enquanto ele chorava: “você só precisa confiar em mim, não vai acontecer nada de ruim, isso é para o seu próprio bem”.

—Espera! Ele sempre dizia isso para mim.

—E eu sei por que, já vou explicar. Eu não aguentei mais, entrei em casa e comecei a bater na vagabunda, mas por ser considerada um anjo, todos ficaram contra mim. Inclusive o Roberto, que acreditava que aquilo que ela fazia não era nada de mau. Ele apenas disse que doía, mas logo passava. Aquilo foi um choque para mim, uma criança de cinco anos dizer aquilo. Anos depois, eu pude ver o reflexo do que havia acontecido. A garota nunca mais voltou, mesmo nunca havia sido demitida. Simplesmente desapareceu. E eu pude ver que muitas coisas, ele parecia não se lembrar mais. Meu pai nunca havia pensado na possibilidade do seu pai administrar a Monteiro, já que ele havia desenvolvido alguns problemas psicológicos. Ele não conversava com ninguém além de mim, mas com o tempo passando e o tratamento, ele se tornou mais aberto e foi aí que a sua mãe apareceu. A primeira e única mulher que ele teve. Mas quando ela jogou na cara dele que havia ficado com ele apenas pelo dinheiro, ele ficou arrasado e após nosso pai morrer com um tumor maligno no cérebro, eu herdei a presidência da Monteiro e passei para o Roberto...

—Tio, por que meu avô era contra o casamento deles?

—Porque ele sabia quem era a sua mãe. E também sabia que se o Roberto se apaixonasse e sofresse, isso poderia fazer com que ele se lembrasse das coisas que aquela babá infeliz fez. Quando ela gritou na cara dele que tinha um amante e que ele não passava de uma carteira para ela. Seu pai pegou você e te levou para longe. Você ainda era pequena. E depois disso você sabe o que despertou mais memórias nele.

—O dia em que eu apanhei e fui parar no hospital.

—Provavelmente, você consegue perceber como as coisas são parecidas?

—Tio Ricardo por que você nunca me disse isso antes?

—Seu pai não me deixava me aproximar de você, nem mesmo ele se aproximava de você.

—Agora eu entendo. Parece que tudo começou a se encaixar.

—Eu sei, e você como está?

—Bem — ela limpou depressa uma lágrima que insistiu em cair.

—Eu vou fingir que acredito. Eu vou para casa agora, você precisa ficar sozinha. Depois vá para o hospital, está bem?

—Está sim.

Taila caminhou pelo calçadão vagarosamente. O sol estava forte, eram quatro da tarde e a luz forte e alaranjada estava deixando os coqueiros cada vez mais verdes. O vento batia forte nela pela direção oposta. As nuvens estavam ficando escuras enquanto na praia, o sol estava rodeado apenas do azul do céu. Ela viu Kim Tan e Jay surfando, eles passavam o dia juntos como nos velhos tempos. Chan Eun Sang estava sentada os observando ao lado de Lee Bo Na, Yoon Chan Young também estava sentado ao lado delas. Sorriu ao vê-los se divertindo, pois, a viagem estava chegando ao fim.

Caminhou um pouco com a cabeça baixa, havia olhado muito na direção do sol e seus olhos estavam ardendo. Ela acabou se esbarrando em alguém, batendo com força a sua cabeça no peito da pessoa.

—Tudo bem baixinha? — O rapaz pousou seus cotovelos sobre os ombros dela.

—Park Soo Yong! — Ela se afastou por um instante. Incrivelmente, ela sempre se encontrava com ele quando estava frágil. — O que você está fazendo aqui?

—Não está vendo? Estou aproveitando a praia. E você, já largou seu namorado para trás?

—O Choi Young Do e eu não somos grudados — respondeu de mau-humor começando a caminhar em seguida com uma expressão facial de tensão. Ele segurou seu braço, fazendo-a parar. Com uma voz aveludada ele começou:

—O que você tem? Aconteceu algo grave?

—Aconteceu — uma lágrima escorreu pelo seu rosto. O queixo dele caiu e seus lábios se arredondaram.

—O que aconteceu?

—Me abraça!

—Quê? — Ele ficou confuso. Não era normal para ele, uma menina comprometida pedir o abraço de outro homem.

—Como você fez da outra vez.

Ele não esperou que ela dissesse mais nada. Pegou os cabelos dela e jogou-os para trás. Passou seus braços, um em volta do pescoço dela e o outro em volta da cintura dela, enquanto ela chorava como da outra vez.

—Você está chorando por causa do seu pai?

—Sim.

—Ele brigou com você?

—Não. Eu descobri o porquê de ele ter uma personalidade ruim, mas só descobri agora que o tempo dele está acabando.

—Então aproveite o tempo que resta a ele e fique ao lado dele.

—Obrigada, Soo Yong.

—Eu sempre terei dois ombros para você chorar quando estiver passando por algo difícil.

À noite, todos estavam jantando no hotel. Taila estava mais calma. Ainda não havia ido falar com seu pai, estava um pouco receosa pelo que havia acontecido da última vez. Estava jantando ao lado de seu namorado e isso a deixava mais calma do que nos braços de Park Soo Yong.

—O que você tem? — Perguntou ao ver que ela nem havia tocado na comida, enquanto ela já estava terminando.

—Estou sem fome.

—Coma algo — ele pegou um pouco de comida com a colher dela e ergueu em direção a boca dela. — Diga, ah!

Ela sorriu, logo depois abriu a sua boca e ele levou a colher até ela. Todos os garotos iniciados com Myung Soo começaram a observá-los e a comentar.

—Uau! Como você mudou — comentou Myung Soo.

—Ei! O que vocês estão olhando? — Incomodou-se sem se estressar.

—Eu também quero um pouco Oppa! — Brincou Myung Soo abrindo a sua boca também. Choi Young Do, Taila e vários outros começaram a rir. Eles sabiam que os dois sempre haviam sido muito amigos e brincadeiras assim eram comuns.

Ele pegou um pouco de comida com a colher e colocou na boca de Myung Soo, enquanto fazia caretas.

—Eu te amo Oppa! — Myung Soo abraçou Choi Young Do, deixando o amigo envergonhado.

Yang Mi havia sido a última aluna a descer para jantar. Ela pegou a sua comida e caminhou procurando uma mesa, quando Myung Soo mudou completamente a sua pose, engrossou a sua voz de propósito, sentou-se de maneira que considerava sedutora e expulsou um colega que estava ao seu lado. Assim que ela viu a cadeira vazia, ela correu.

—Tem alguém sentado aqui?

—Claro que não — o garoto ainda não havia ido embora, nem sequer terminado de comer. Acabou encontrando uma cadeira vazia longe dali. Ela se sentou, tímida. Ele apoiou seu cotovelo na mesa e apoiou sua cabeça sobre sua mão, observando-a comer com a cabeça tombada. Choi Young Do apoiou para Taila com o olhar a mudança de seu amigo em poucos segundos.

—Eu nunca poderia imaginar isso — sussurrou ela para ele.

—Eu sim — ele sorriu, e deu mais um pouco de comida na boca de Taila.

—Senhorita Monteiro? — Chamou um segurança de seu pai, em português. — A diretora gostaria de conversar com você um minuto.

—A diretora?

—O que ele disse? — Perguntou Choi Young Do desconfiado.

—Ele falou que a diretora quer falar comigo.

—Agora? Eu vou com você...

—Não precisa — ela comentou calma. — Eu volto já, não deve ser nada importante.

Ela se levantou um pouco confusa, mas como era um dos seguranças da Monteiro, nada de ruim poderia lhe acontecer. Choi Young Do ficou brincando com a comida do prato dela, algo não lhe parecia estar certo. Chan Eun Sang resolveu se levantar para ir ao banheiro, antes de fazer mais um passeio ao lado de Kim Tan.

Ela caminhava distraidamente, quando foi empurrada de uma vez contra a parede, batendo suas costas e cabeça com força na parede. Haviam dois braços a impedindo de fugir, eles seguravam seus braços contra a parede com bastante força. Ele era bastante alto e ela pode se lembrar naquele momento do que Choi Young Do já havia feito com ela, mas nada como aquilo. Assim que ele levantou seu rosto, ela o reconheceu, nunca havia conversado com ele antes, mas sabia quem ele era.

—Namorada do Kim Tan?

—Sou — respondeu tremendo um pouco, mas sentindo raiva no fundo de seu peito. — Por quê? Você não vai me soltar?! — Ela gritou.

—Você vai gritar?

—Vou!

—Então grita agora.

Os ele deitou seu rosto e o levou em direção ao dela. Que permaneceu parada com os olhos arregalados. Os lábios dele se mexiam com bastante agilidade, enquanto ela tentava apenas fugir naquele beijo.

***

Taila havia sido colocada no carro de seu pai, o segurança lhe avisou que estavam apenas seguindo ordens. Ela respirou fundo, sua respiração estava ofegante. Ela se lembrava da última vez que aquilo havia acontecido. Ela sabia o que estava prestes a acontecer.

—Um teste? Como assim um teste agora? Eu não estou pronta para isso.

—Seu pai foi quem nos deu as ordens — disse o segurança sentado ao seu lado. — Não se preocupe, dessa vez você não correrá riscos, nós já nos certificamos disso. Será algo tranquilo e que você vai conseguir passar facilmente com as suas habilidades.

—Como você pode ter certeza?

—Porque não é a primeira vez que você faz algo assim.

Ela apenas se sentou confortavelmente no banco do carro e observou a paisagem pela janela do carro. Tudo o que ela queria era que Choi Young Do estivesse com ela.

***

No hotel, Kim Tan e Choi Young Do eram os únicos que ainda permaneciam no restaurante. Kim Tan já havia procurado Chan Eun Sang por todos os lugares, mas ela havia desaparecido, enquanto Taila não atendia o telefone, não importava quantas vezes Choi Young Do ligasse para ela.

—O que pode ter acontecido? Eu vou ligar para a polícia! — Disse Kim Tan, já pegando seu celular.

—Espere! — Segurou-o Choi Young Do. — Ela não pode ter sumido assim do nada.

—Tem alguma coisa muito estranha, a Taila não está com a diretora e a Chan Eun Sang desapareceu.

—Será que estão armando para nós? — Perguntou Choi Young Do furioso.

—Quem faria isso? E por quê?

—Vocês ainda se perguntam? — Uma voz soou da entrada do restaurante. Era Park Soo Yong, vestido da mesma forma que Choi Young Do e Kim Tan se vestiam quando praticavam bullying com ele. — Não parece meio obvio.

—O que você fez Park Soo Yong? — Perguntou Choi Young Do batendo a sua mão com força na mesa.

—Não se preocupe, vocês apenas passarão por um teste. Estão preparados?

Notas finais
Não esqueçam de deixar aquele comentario maravilhoso e de dar uma conferida na minha nova fanfic https://fanfiction.com.br/historia/698807/Dream_High-_Em_busca_de_um_sonho/. Beijos e até o próximo, que não vai demorar muito