Notas iniciais
Oi gente, saudades? Mais um capitulo quentinho para vocês

A brisa do mar veio em direção a eles, um pouco fraca, enquanto o tempo começava a se fechar e ficar naturalmente nublado. O vento soprava em direção aos dois, fazendo seus cabelos serem jogados para o lado, Taila estava usando um boné para cobrir a parte raspada deles. Olhou em direção a ele calma, e deixando por alguns instantes aquele olhar perdido para trás.

— Um novo Kim Tan? — O olhar dele se cruzou com o seu, ele estava calmo. Logo depois olhou em direção ao mar.

— Exatamente. Um novo Kim Tan. O Kim Tan que você conheceu desapareceu com aquele passado. Ele está no mar agora. O mar em que ele passava o tempo todo surfando ao invés de se preocupar com os estudos.

Ela olhou para o mar e abaixou seu olhar, olhando para o chão e depois para o lado, fitando o rosto dele, que estava calmo e tranquilo, com os olhos fixos no mar.

— Eu acho que posso dizer isso com a consciência tranquila agora.

— Dizer o que?

— Que meus sentimentos se foram junto com o mar e aquele Kim Tan que eu conheci — ela olhou para frente — tudo aquilo que vivemos agora está no fundo do mar. Você vai poder viver a sua vida em paz ao lado da Eun Sang e eu ao lado do meu Young Do.

Ele passou seu braço em volta do ombro de Taila e puxou seu corpo para perto e olhou para ela com um sorriso leve.

— Não importa o que aconteça, não deixarei que nada abale nossa amizade.

— Nem eu — ela sorriu e deitou sua cabeça no ombro dele, que estava sendo confortável naquele momento em que seu coração estava apertado em relação ao seu pai.

***

Dois dias depois, Taila estava em seu quarto, organizando suas coisas. Estava com uma touca branca na cabeça em que havia se apegado bastante a ela, tirava apenas para trocar os curativos de seus ferimentos. Estava sentada em frente ao computador, pesquisando sobre tudo a respeito de seu pai. Estava tentando entender como era a construtora Monteiro, como era o trabalho de seu pai, que pela forma que seu pai trabalhava, parecia bastante importante e trabalhoso.

Choi Young Do entrou com passos leves e silencioso no quarto, indo em direção a ela e tocando seus ombros, balançando-os de forma repentina, fazendo imediatamente ela se assustar.

— Young Do! — Deu um grito em protesto. Ele apenas sorriu e se abaixou para olhar a tela do computador.

— Uau! Está pesquisando para se tornar a nova presidente da Monteiro?

— Bem, eu estou apenas tentando entender o que a Monteiro tinha de tão bom para me roubar todo o tempo em que eu podia estar com meu pai.

Choi Young Do se sentou ao seu lado puxando uma cadeira. Pegou suas duas mãos e as segurou, olhando-a e logo depois fixou seu olhar ao de Taila.

— Eu realmente acredito que seu pai só queria o melhor para você e... não importa o que aconteça, eu sempre estarei aqui ao seu lado.

Sua cabeça caiu sobre o ombro dele, que automaticamente começou a acariciar os seus cabelos. Taila tentou segurar as lágrimas. Estava tentando ser forte. Sentia que ela precisava.

— Você tem que descansar um pouco.

— Não, eu preciso terminar minhas pesquisas...

— Sem “mas”... — ele se ajeitou e passou o braço por baixo dos joelhos dela, e o outro logo em suas costas, a erguendo como um bebê de colo. Ela não disse nada, apenas sorriu enquanto ele a levava até a cama e a colocava deitada. — Você precisa descansar agora.

— Está bem — ela continuou olhando para ele e sorriu, não foi o seu melhor sorriso, mas foi um sorriso sincero e que demonstrava seus sentimentos. — Obrigada por cuidar de mim, Young Do.

Ele passou a mão no pescoço como se estivesse muito cansado e estressado, resmungando baixinho e com os olhos meio fechados, interpretando estar completamente exausto.

— Você sabia que cuidar de você é mais difícil que qualquer pessoa nesse mundo?

— Que exagerado — ela riu e se ajeitou embaixo das cobertas. — Você sabe quanto tempo você me escravizou a fazer tudo o que você queria?

— Olha só essa garota... então você está me dizendo que está fazendo eu cuidar de você apenas para se vingar de mim?

— Claro que sim! Por que mais seria? — Ela sorriu e passou seus braços em volta do pescoço dele o puxando para mais perto, fazendo o rosto de Choi Young Do ficar a poucos centímetros de distância. — Eu só quero ter minha vingança.

— Você realmente é uma pessoa imprevisível.

Ele sorriu a fitando fixamente e acariciando seu rosto com as costas de suas mãos. Logo depois de alguns minutos, depositando seus lábios sobre os dela, movendo-os lentamente. Uma maneira simples de transmitir todo aquele sentimento que existia dentro de seu peito naquele instante e que ele não conseguia dizer em palavras.

O beijo se encerrou lentamente com selinhos intermináveis. Após isso ele a abraçou e assim ficaram por um longo tempo sem se soltar. Eles não sabiam como haviam chegado aquele ponto de precisarem tanto um do outro, mas agora eles se amavam tanto que não sabiam mais viver sem um ao outro.

***

A viagem dos amigos de Taila finalmente chegou, todos estavam prontos para voltar a Coreia agora que ela havia se recuperado. A única pessoa que permaneceria na Coreia, seria Choi Young Do. Que ficaria ali até o último dia que pudesse, para apoiar e cuidar da namorada, que precisava muito dele nesse momento.

Taila e Choi Young Do foram se despedir de seus amigos. Myung Soo foi a primeira pessoa que ela se aproximou para se despedir, abraçando-o, aproveitando que estava no Brasil e sentindo-se em casa, enquanto o rapaz sentiu-se tímido, mas adorou o gesto. Fez o mesmo com Yang Mi e logo disse algumas palavras em seu ouvido que a deixou tímida.

Enquanto Taila abraçava os amigos, Choi Young Do fazia o mesmo, recebendo um abraço de Myung Soo.

— Se cuida cara! — Disse ele, calmo e sorrindo.

— Se cuida você também — Choi Young Do passou a mão em seus cabelos — cuida bem da Taila.

— Vou cuidar — ele sorriu.

Assim que se aproximou de Yang Mi, ela pulou em seus braços, ele ficou meio sem graça e sem saber o que fazer. Sua namorada estava bem ali e havia uma garota o abraçando naquele mesmo instante.

— Young Do oppa, se cuida, você também precisa ser cuidado.

— Obrigado — ele falou, enquanto a fazia se soltar dele. — Eu realmente espero que você consiga se organizar com seus estudos.

— Eu vou ficar bem — ela sorriu.

Naquele mesmo instante, Taila estava falando com Chan Eun Sang, que estava calma. Ela olhou no fundo dos olhos da amiga após abraçá-la e disse:

— Obrigada por deixar o Kim Tan cuidar de mim.

— Você não precisa agradecer — ela fez uma carinha que demonstrava exatamente o que ela havia dito e logo depois soltando um sorriso radiante. — Eu realmente apenas tive paciência. Tudo o que eu queria era que você se lembrasse e voltasse a ter sua vida.

— Eu realmente sou muito feliz de ter me lembrado — ela sorriu — você desistiu de sua matricula para ficar aqui. Você é uma amiga incrível, todos vocês são. Vá com cuidado.

— Irei.

Taila se afastou para falar com Kim Tan, quando Choi Young Do se aproximou de Chan Eun Sang e tocou seu ombro.

— Obrigado por me ajudar a cuidar da Taila.

— Eu realmente não fiz nada — ela o olhou e ficou séria, apenas focando em seus olhos.

— Você me ajudou muito e eu sempre grato por isso.

— E eu por você me trazer de volta para o Kim Tan — ela sorriu e ergueu a mão para ele bater, foi quando ele envolveu seus braços ao redor de seu corpo e abraçou.

Taila estava logo ao lado, falando com Kim Tan. Que estava com uma das mãos tocando o ombro de Taila.

— Você é mais forte que eu pensei, eu estou orgulhoso de você mocinha.

— Nada pode derrubar Taila Monteiro. É o jeito Monteiro de ser.

Ele sorriu após ouvir tais palavras.

— Você realmente é surpreendente. Eu realmente sou feliz em conhecer uma brasileira tão inteligente e fofa como você.

— E eu de conhecer um coreano fofo e incrível como você — ela sorriu e o abraçou novamente. A mão dele pousou em sua nuca.

— Vá com cuidado.

— Irei. E você, tenha cuidado aqui, está bem?

— Está sim — ela sorriu e o soltou indo lentamente direção a Park Soo Yong que a olhou e se curvou para olhá-la nos olhos.

— Você é uma baixinha, sabia?

Ela sorriu e lhe deu um tapinha de protesto, no ombro. Kim Tan e Choi Young Do pararam um de frente para o outro. Choi Young Do lhe deu um tapinha no braço.

— Se cuida e cuida bem dessa galera, principalmente da Chan Eun Sang.

— Eu vou cuidar — disse ele com um olhar meigo.

— E acho bom você não aprontar nenhuma com a Chan Eun Sang senão eu... — Choi Young Do resmungava quando foi surpreendido por um abraço de Kim Tan que o fez parar imediatamente de fala e ficar um tempo parado. Kim Tan não o soltou mesmo quando ele forçava para que isso acontecesse. — Ei, você está me envergonhando aqui.

— Eu quero que saiba que não importa o que aconteceu no passado, você sempre vai ser meu melhor amigo.

Choi Young Do deu uns tapinhas nas costas de Kim Tan e o soltou, e o fitou com um olhar sincero.

— Você nunca deixou de ser meu melhor amigo, mesmo quando eu fui duro com você. Você é realmente o tipo do amigo que vai ficar aqui para sempre — ele bateu no peito e sorriu. — Eu não me importo mais se você é filho da esposa ou da amante.

— Obrigado.

Chan Eun Sang sorriu e se sentiu aliviada ao ver que finalmente aqueles dois haviam se entendido. Taila estava de frente a Park Soo Young agradecendo a tudo o que ele havia feito por ela.

— Ah, pare de dizer essas coisas — ele sorriu e logo depois ficou sério. — Se não fosse por minha causa você não estaria machucada e não teria perdido a memória.

— Isso não importa — ela sorriu e o abraçou. — O que importa é que eu quero que você fique em paz consigo mesmo e que seu coração deixe de ter tantas tempestades. Você merece uma pessoa incrível ao seu lado.

— Não precisa dizer essas coisas, quando eu sei que significa uma rejeição. Não precisa me rejeitar já que você namora.

— Não é uma rejeição, você realmente merece uma boa pessoa ao seu lado.

— E você Taila, já te disseram o quanto incrível você é?

— Sou? — Ela sorriu e acariciou seu ombro, ele estava tenso.

— Você é sim, queria poder te beijar, mas já que não posso — ele tocou seus lábios na bochecha dela e deu um beijinho demorado. Kim Tan teve que segurar Choi Young Do que estava naturalmente com ciúmes da cena que havia acabado de assistir.

Taila apenas viu os lábios dele se afastarem e sorriu tocando a área.

— Vá com cuidado Soo Yong.

— Irei.

Choi Young Do se aproximou e tocou o ombro do rapaz e apertou um pouco fazendo ele se abaixar um pouco pela dor e logo depois ficar bravo por se sentir envergonhado.

— Ei! Você está louco? Se você beijar minha namorada de novo e eu te enterro aqui mesmo no Brasil.

— Young Do — Taila tocou sua mão e o puxou para perto dela. — Deixa Soo Yong em paz. E... eu só queria dizer uma última coisa antes de vocês irem... obrigada por ficarem aqui por mim. Amigos como vocês não se encontra em qualquer lugar e eu juro que todos vocês têm um local especial aqui dentro do meu coração.

Todos sorriram e mostraram uma expressão meiga. Começaram a se dispersar assim que seu voo foi chamado. Dentro de poucos instantes, Taila e Choi Young Do estavam assistindo seus amigos cruzarem o portão de embarque, sendo revistados e os policiais do aeroporto tirando as devidas coisas que atrapalhavam que eles passassem pelo portão de embarque.

Assim que eles finalmente desapareceram no meio daquela fila, Taila pegou na mão do namorado e respirou fundo.

— Quando será que vamos vê-los de novo?

— Calma, eles não morreram, só voltaram para a Coreia.

— Eu sei, mas meu coração vai sentir falta deles. A convivência foi muito grande para eles irem embora agora.

— Vamos para casa, você precisa descansar agora.

— Preciso — ela sorriu e olhou aos olhos dele. — Estou cansada.

O celular de Taila começou a tocar, estava em seu bolso da calça, guardado.

— Não vai atender? — Perguntou Choi Young Do ao ver que ela estava distraída ainda olhando em seus olhos.

— Ah — disse, balançando a cabeça de um lado para o outro, procurando acordar do olhar penetrante de seu namorado. Pegou seu celular no bolso de trás e atendeu: — Oi, Marcela! Estou no aeroporto com o Young Do... Ah, sim, eu estou muito bem de saúde... por quê? Meu médico disse algo?...

Taila ficou muda depois de um tempo, olhado para o vazio, após ouvir as palavras de Marcela. Choi Young Do estranhou sua reação e tentou de forma vagarosa acordá-la, mas era inútil. A única coisa viva em Taila foi uma lágrima que escorreu em seu rosto. Deixou seu celular cair no chão e correu em direção a saída do aeroporto.

Choi Young Do correu em direção a ela, após pegar seu celular no chão e atender:

— Alô... — falou em inglês — o que você disse para ela?

Marcela disse as palavras, para Choi Young Do, que o fizeram parar de correr imediatamente e avistar a namorada entrar em um taxi chorando e sair desesperada.

A voz de Marcela saiu baixa e engasgada no celular:

— Roberto Monteiro... pai da Taila... faleceu há poucos minutos.

Notas finais
Bom gente, espero que vocês tenham gostado de mais um capitulo, nossa reta final está chegando. Vou sentir tanta falta de vocês. Beijos, não esqueçam de acompanhar Dream High- Em busca de um sonho