Consequencias de uma escolha

1 Minha mudança começa agora!


Notas iniciais
**É a primeira parte! se gostou continue seguindo que eu quero continuar esse projeto!

O simples fato de querer ser alguém diferente ou querer ser aquilo que todos querem que sejam torna-se mais difícil do que na verdade é.

Nosso destino se baseia em nossas escolhas e nossas escolhas na nossa necessidade, nossa necessidade se baseia na nossa felicidade, felicidade é uma atitude de querer ser feliz. Feliz é aquele que se sente bem com ele mesmo, esse é o problema, eu me sinto bem comigo mesmo, mas, e os outros? O que eles têm de tão importante que pode influenciar a escolha de alguém? O que eles fazem para conseguir ser alguém ou ter algo que me pertence? Por que eu devo acreditar em algo que não sei se é verdade? Porque será que essas perguntas sempre me levam a pensar em mim? eu não estou satisfeito comigo, então porque eu estou com eles? Porque eu deveria me importar com algo exterior? Porque eu conto meus segredos e eles não contam os deles para mim?

Essa é à base de uma escolha, e minha historia começa aqui.

//cap1
Eu moro em uma casa pequena e bem simples. Não tenho nada demais que possa me fazer diferente de tudo ou de todos. Sou considerado alguém anti-social e bastante desanimado.
Tenho meus motivos, se eles fossem normais, confiáveis, talvez eu fosse animado e divertido socialmente com todos os outros.
Sempre quis ter uma segunda chance comigo mesmo, para ver mesmo se eu queria ter algo diferente a todos, mas eu nem me importo mais em parecer diferente ou ser alguém que inveje todos.
Tenho os meus objetivos em mente e tudo o que eu faço recai sobre mim como uma pedra, por achar que os meus objetivos não serão concluídos.
Estudo em uma escola com aproximadamente 900 alunos do ensino médio. Falo com somente 5 ou 6, e tenho apenas um amigo.
Acordo cedo como todos os outros para tomar banho e me arrumar para ir para a escola. Hoje é o dia que eu serei diferente com todos. O dia em que serei o mais bacana possível com todo mundo.
Não quero ser bacana de verdade, apenas quero ver como esses babacas se sentem nesse mundinho pequeno deles, em que dependem dos outros para ser popular e são muito ignorantes.
Eu gosto de matemática e sou um dos 10 melhores alunos da escola. Isso não significa que eu serei o homem mais feliz do mundo, nem que eu terei bastantes amizades, pelo contrario.
Caçoam-me sempre que eles podem e fazem de tudo para aparecer nas custas daqueles que não tem como se defender. Eu os odeio, mas mesmo isso não tira a minha possibilidade de mostrar para eles quem eu sou e porque eu estou aqui. Talvez isso possa me levar a um lugar melhor, ou não. O que importa é eu ser aquele que todos querem que eu seja, mas sem demonstrar estar fingindo. Para que tudo dê certo terei de atuar muito bem, mesmo que isso signifique jogar minhas amizades no lixo.

Chego ao ponto de ônibus sempre ao mesmo horário de todas as manhas frias desse inverno rigoroso. Não demoro em me trocar então eu posso acordar uns 10 minutos mais tarde. Até porque eu tenho apenas um modelo de roupas. Sinto-me confortável com elas, então porque eu devo comprar roupas?
Peter aparece ao meu lado como sempre, correndo com um sorriso no rosto. Nunca entendo a sua expressão.
Impressionante como sempre que ele chega o ônibus passa, tentei calcular o tempo médio que ele sempre chega ao ônibus, mas acho que é apenas sorte mesmo.
Peter é o meu único amigo, o único em quem eu posso confiar totalmente, ele sabe de tudo sobre mim e prefere ficar ao meu lado a ir aos otários ignorantes. Nunca entendi realmente o porquê dele sempre fazer isso. Ele é popular com as garotas, porque será que ele anda apenas comigo e fala apenas comigo?
Não me aparenta ter muitos sentimentos. Nunca ouvi falar sobre nenhuma garota, também nunca o vi com alguma, ele é meu amigo, mas não o entendo, não sei nada sobre ele, não o conheço. É como se ele fosse uma pessoa fechada, sem ninguém. Mas sempre com um belo sorriso no rosto.
Ele olha para mim com a mesma cara alegre e me da um soco em meu braço. Sempre me pergunto por que ele faz isso. É um cumprimento de amigo?
O ônibus passa e eu dou o sinal. Entramos no ônibus e a porta se fecha. Não direciono nenhuma palavra a ele. Quero ser diferente, mas desse jeito não serei muito convincente. Seja bacana!
Olho para o chão e respiro fundo – Peter! Não precisa fazer isso sempre que me encontra, está frio e meu braço fica vermelho!
– Ninguém mandou ser frágil! – Peter da uma risada bem baixa dentro dele mesmo e continua falando – tem alguma coisa acontecendo com você hoje?
– E porque deveria ter? – Alias, porque eu estou conversando com ele mesmo? Sou sempre tão quieto, falo sempre as coisas quando meu consciente não agüenta tanta pressão dentro de mim.
–Você é sempre tão... – Peter engrossa a voz – caladão sabe...
Não se o que dizer. Tenho que pensar em algo que seja convincente o suficiente para que ele não fale mais nada. – O corpo é 70% água, se eu gastar muita saliva há uma probabilidade de eu ter menos água que o normal – isso não é verdade, é apenas um modo de fazer ele se calar com medo de responder a minha desculpa.
– E quem te disse que o corpo não sobrevive com apenas 69%? – ele solta uma pequena risada e dá outro soco no meu braço. – parece que já não tem tudo isso! Você não costuma falar nada o dia todo. Hoje vai chover bastante por causa disso. É o novo milagre!
Novo milagre? O que ele quis dizer com isso? Não me importo com o que ele fale, mas eu não sou capaz de receber um milagre. Nunca fui à igreja, e não sei bem se acredito em tudo isso mesmo que acontece.
– mas ai! É bom ver você assim! – eu só disse umas poucas palavras e estou mudado? – espero que continue melhorando assim! – ele solta um pequeno sorriso e o ônibus começa a andar.


.-.


Pago ao cobrador o dinheiro da passagem e sento no banco mais longe o suficiente de mulheres idosas, eu odeio ouvir reclamações por causa de um assento de ônibus, realmente desnecessário.
Passo a ouvir as conversas de todo mundo e não me interesso por nada do que acontece dentro dele. É um local publico. As pessoas falam publicamente das outras pessoas. Porque será que isso é tão importante? Eu odeio gente fofoqueira!
Do lado do meu assento está a Katerine. Eu não troco uma única palavra com ela e percebo que ela não faz nada demais para se preocupar comigo. Porque deveria? Passo metade do percurso ao lado dela olhando para ela.
Pelo que eu vejo, não parece que isso incomoda ela até que finalmente olha para mim e solta um breve sorriso, ergue o queixo e vira levemente o rosto para a esquerda. Ela fecha os olhos e fala finalmente
–Sabe... Sempre achei esse o meu melhor lado!
–Prefiro o direito mesmo! – dou uma pequena risada e continuo falando – as pessoas pensam que o que importa é o rosto bonito, mas as marcas são o que mostra o que você é e pelo o que você passou.
Katerine tem o rosto pálido, usa óculos vermelho e azul e tem cerca de um metro e sessenta. Seus cabelos castanhos claros ficam brilhantes ao sol de manhã e sua pele fica mais clara ainda. Seu lábio em um tom meio alaranjado e o seu olho da cor de seu cabelo a faz uma pessoa bonita e fascinante.
– Que genes – penso dando uma pequena risada da minha piada sem graça. Seu rosto tem uma cicatriz de uma briga de seus pais quando tinha apenas 7 anos de idade. Nós já fomos melhores amigos, agora ela nem liga mais para mim.
–Ninguém disse isso para mim antes! – seus olhos brilham – muito obrigada! Mas essas cicatrizes já me deixaram longe de varias pessoas.
–Quem, por exemplo? – será mesmo que alguém é preconceituoso o bastante para que chegue ao ponto de excluir alguém por causa de uma cicatriz?
–Você mesmo! Depois de alguns meses que eu tinha a cicatriz você se afastou de mim! – eu fiz isso mesmo? Não foi isso que me lembro. Katerine passou a gostar de um garoto que odiava ela e isso era muito evidente. Eu o odiava também, mas não poderia ser capaz de superar o amor deles, por isso me afastei, não consigo ficar perto de pessoas que não tem uma vida! Isso foi um dos maiores erros da minha vida.
–Quem sou eu pra discordar de você não é mesmo?
–Então foi isso mesmo? – mas é claro que não!
–Pense como quiser!

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.