Consequences of a Dangerous Game

11 "Os contos de uma noite de sábado"- Tinto ou Rosé?


Notas iniciais
Mais um capítulo da fanfic!!! Aproveitem e deixem suas opiniões!! Boa Leitura!!

Sakura’ s POV

Ainda encarando aquela maldita face bela, resolvo tomar uma atitude, afinal, eu não poderia ficar o resto da noite nos braços do meu ex.

Então em um súbito de raiva, movida pela os acontecimentos de antes, dos que estavam acontecendo e dos que ainda acontecerão, eu...

— FLAP... FLAP...FLAP...PLAP

— SAKURA, AMOR DE DEUS, E ACALME...

Despois dessa frase, simplesmente notei a merda que acabei de fazer.

Lá estava o meu ex.

Que a pouco tempo atrás, carregava uma expressão de bom moço.

Sorriso bonito e simples.

Olhos castanhos adoráveis.

Bochechas desconcertantemente coradas.

Com o mesmo cheiro, a mesma força, o mesmo corpo, o mesmo Sasori.

Sim, o nome do meu ex, é Sasori.

Nossa história é mais antiga do que você pensa, ela não foi só um carinha que conheci na cidade, me relacionei e tive um curto namoro.

Ele foi mais do que isso, antes de tudo, Sasori era meu amigo.

Mas depois, o namoro acabou da pior maneira possível, e dessa confusão, nem a amizade restou como consolo.

Só de lembrar o que ele fez...

Porém, essa não é história pra hoje, no futuro, todo mundo vai saber a verdade por trás do término, e não, ele não me traiu.

Pelo menos, não carnalmente. Acredite, não existe só esse tipo de traição.

A uma imensidão de maneiras de como trair alguém.

No entanto, voltando para: “Os contos de uma noite de sábado”, by: Sakura Haruno.

Depois das no mínimo, 6 tapas que eu dei nele- teria dado mais, se não fosse Karin- ele sustentava em seu rosto, um carranca incomodada e de certa forma indignada.

Mesmo não querendo admitir no momento, achei compreensível a reação dele.

Afinal, você nunca está esperando encontrar a sua ex, no supermercado e ser agredido sem motivo aparente, pela mesma.

A única reação que tive, foi sussurrar um singelo e verdadeiramente baixo: “Desculpe”.

E a coisa que eu recebi me troca, foi:

— Não se preocupe, Cherry. Você sabe que eu não guardo mágoas, principalmente suas. – Lá vai ele de novo, abandonado a antiga carranca de irritação e voltando ao velho, bom e gostoso Sasori, que já se encontrava de pé, e claro, não foi eu que o ajudei a se levantar, mas Karin, que surgiu como mediadora da confusão que acabei me metendo.

Que após o ato de gentileza para com ele, se posicionou ao meu lado, apenas observando meu mais novo diálogo.

E acredite, depois da fala dele, demorei cerca de 5 minutos digerindo meu antigo e carinhoso apelido que tinha acabado de sair da boca dele.

Cherry

Cherry

Cherry

Cherry.

Maldito apelido, maldito sorriso, maldito homem.

Esse nome só me faz voar longe em lembranças.

Boas e prazerosas lembranças.

O que me levou a ter um reação verdadeiramente constrangedora.

Sabe porquê?

Porque de todos os momentos que eu poderia ter recordado, que passei com ele, me lembrei de uma coisa que estava em falta em minha vida atualmente.

Sexo.

Sexo.

Sexo.

Nossas noites juntos.

Porra, ele poderia ter sido ruim de cama. Mas não, ele tinha um desempenho...

Pronto, depois desse pensamento, consegui dobrar a tonalidade avermelhada, que já se fazia presente em minhas bochechas.

Então, imagine a cena:

Você e sua amiga, totalmente indiscreta, que só olhava a cena com certo sorriso malicioso, sua pessoa, que acabara de tropeçar, agarrar e estapear seu ex.

O que você faz?

Eu não sei o que você faz, mas eu sei o que eu fiz.

Simplesmente comecei a lembrar de todas as fodas que já tivemos, me pondo em uma situação, pior ainda.

Maldita Lei de Murfhy.

E pra completar o pacote, percebendo o estado que eu estava, simplesmente degradante para mim, ele falou:

— Aconteceu alguma coisa? Tinha me esquecido de como você ficava adorável de bochechas coradas, Cherry. – Pronto, o que já estava péssimo, ficou desastroso.

Sasori tinha que ter falado disso, tinha que ter usado meu antigo apelido, tinha que ser o Sasori.

Ótimo, mas uma para piorar a situação, se ele falasse mais uma coisa, eu com certeza pegaria Karin pelo braço, colocaria 12 garrafas de vinho em um carrinho qualquer, jogaria notas de 100 para o atendente, falaria um “até” para o meu ex maravilhoso –nem tão maravilhoso- e correria para o carro.

Mas escolhi fazer a coisa mas sabia no momento:

Desconversar.

— Então, vinho rosé? Você adorou esse tipo, vai comemorar alguma coisa? Novas conquistas? – Disse. E antes que penses, que eu estava curiosa para saber se ele já tinha partido para outra, a resposta é sim.

Não vou ser hipócrita, mesmo que ele tenha sido um babaca, eu ainda, nem que fosse pouco, sentia certos sentimentos por ele.

— Percebeu o vinho rosé? Sempre observadora, não é mesmo Saky? E eu até gostaria de estar comemorando algo, mas esse vinho é para um encontro com uma amiga. – Falou ele. Todo conquistador, com a pose de galã impecável, e o maldito sorrido, que certo tempo atrás, fazia minhas estruturas emocionais derreterem.

O que me direcionou a uma única conclusão, sou uma trouxa.

Com essa resposta, ficou mais do que claro, que ele tinha notado, certa curiosidade, sobre um possível novo relacionamento dele.

Claro, que a palavra amiga em minha mente, não sou como uma verdade.

Talvez uma ficante, ou candidata a nova namorada fosse mais certo.

Depois de refletir sobre isso, enquanto Karin continuava como espectadora, de um reencontro aparentemente agradável de ex-namorados, pelo menos pra ele, porque pra mim, esse é um dos piores momentos da minha vida, resolvi pôr um fim nessa situação e deixar ele ir pros braços de sua amiga.

Não é possível descrever como me odiei nesse momento.

Tínhamos terminado a 4 meses, mas parece que ela já superou, e muito bem, já que estava escolhendo a dedo, vinho para sua amiga.

A que ponto cheguei? Sentindo ciúmes de alguém, que nem se quer era mais meu.

Fiquei remoendo minha conclusões, por um pouco mais de tempo e resolvi que era hora de acabar com isso.

E quando digo acabar, não era só esse pequeno e inoportuno diálogo nos corredores de um supermercado, altas horas da noite, mais também acabar com o resto de sentimentos que tinha por ele e seguir em frente.

Porém, mesmo que fosse uma bonita ideia que tive, na prática, tudo se tornava mais doloroso, mais sôfrego, mais vazio.

No fim, parece que não era só Karin que estava tendo problemas com o que chamamos de amor.

Sinceramente, naquela hora, eu havia cansado de ser brinquedo nas mão das pessoas.

Era hora de brincar um pouco.

Levantei a cabeça, deixei as colorações vermelhas de minhas bochechas se esvaírem e disse com um sorriso confiante. Eu não o deixaria com o gostinho.

— Mesmo sendo um encontro com uma amiga, vinho tinto, não seria mais apropriado? Afinal, não deixa de ser um encontro. Ou melhor, que tal levar o tinto e o rosé? – Falei com uma ar de confiança, que verdadeiramente me assustou.

Porra, realmente parecia que eu tinha superado, parecia.

Despois que banquei a madura na frente do meu ex, ele me olhou com uma cara de espanto.

Maldito, deveria estar se divertindo com minhas reações.

Assim, acabei ajudando-a a escolher o vinho, para a outra.

Nós despedimos e Sasori acabou me dando seu novo número.

Que acabei aceitando, mesmo sabendo que ia me arrepender depois.

Quando ele finalmente desapareceu entre as prateleiras, deixei a máscara de indiferença se desfazer e segurei as lágrimas.

Eu não me permitiria chorar, não ali.

Então atitude que tomei no momento, foi:

— Vamos, preciso de álcool e tenho medo que todas as garrafas desse local, não sejam suficiente para limpar minha mente. – Disse incisiva a Karin.

Que mesmo notando desde o começo minha encenação, não veio a perguntar nada.

Maravilhoso.

Ela tinha entendido meu silêncio.

...

Me sentia frustrada. Quer dizer, como se sentiria se o caixa te olhasse como se fosse uma alcoólatra em abstinência?

Se sentiria mal?

Envergonhada?

Receosa?

Ou todas as anteriores, com um singelo toque de foda-se.

E antes que se pergunte, fiz dezoito em março. Ou seja, comprar bebidas que saciassem a sede de álcool, até minhas futuras gerações, não foi algo ilegal. Nem pra mim, nem pra ruiva que estava a meu lado, já saboreando uma cerveja.

Enquanto dirigia pelas ruas centrais de Manhattan, tudo se passa em minha cabeça, tudo.

Tinha se tornado uma verdadeira tortura, dirigir e não poder fazer qualquer gesto que aliviasse meu conflitos internos.

Nada estava a me acalmar, nada.

Muito menos recente e variado estoque de bebidas, que estava disposto e embalados em bonitas sacolas, no banco de trás.

Já inquieta demais, comecei a batucar o dedo incessantemente no volante e bater o pé freneticamente, conforme a batida da nova música que se iniciava, dentro do carro.

Fato que havia atraído atenção de Karin a mim, afinal, já se passava das onze.

Assim ela falou:

— Sakura, o que se passa na sua cabeça? Eu posso ter passado grande parte do seu reencontro, com o Sasori, calada. Mas, não deixei de notar a máscara de indiferença que criou, apenas, para não se mostrar abalada. E outra, também achei estranho esse seu desejo repentino por álcool, até porque, você não é dessas. E agora para completar o cenário de angústia, sua pessoa não para de bater esse dedo freneticamente no volante e nem de, remexer esses saltos em seus pés. Por favor, se você precisa desabafar, estou aqui.

— Olha, seu eu fosse te falar tudo que se passa na minha mente, agora, nós percorreríamos Manhattan inteira. E sim, estas certa em falar da falsa indiferença que criei para com o Sasori. Porra, você sabe, todo mundo sabe, a gente não se conhece de hoje. Eu fui alheia ao que chamam de sentimentos, mas ele conseguiu mudar minhas concepções sobre o assunto. Ele me amava por muito tempo, e eu, sem saber de nada, o tratava como um amigo, um querido amigo. – Disse a verdade, naquela hora, eu estava carregando um peso que excedia meus limites.

— Isso é realmente mal. Eu me sinto assim. Mas, afina,l o que ele te fez? – Karin falou compreensiva e de certa forma curiosa.

— Ele me traiu. – Respondi direta. Porém, logo engatei uma explicação. Com a cara que ela fez, deve estar imaginado o inimaginável.

— E não, não foi carnalmente. Ele não transou com outra, não beijou outra, muito menos flertou com outra. Acredite, não existe só uma forma de aniquilar a confiança de alguém. E dessa vez, nesse jogo, eu deixei me levar. Confiei, larguei tudo que eu acreditava, para viver um romance com meu melhor amigo, que se declarou apaixonado por mim e me envolveu em algo que nunca tinha sonhado e muito menos, planejado viver.

—Sabe, isso que acontece quando você deixa de viver, de ter fé, de acreditar no seu certo. A partir do momento que deixa de ser quem você é, para tentar se adaptar ao mundo de alguém, um coisa que não é sua, um essência que não é sua, uma vida que não é sua, tudo desanda. Afinal, eu, Sakura Haruno, não fui feita pra amar. – Terminei minhas explicações com certa amargura, certo pesar, mas eu senti,senti que era o certo.

E qual não foi a minha surpresa, ao perceber que Karin estava a debulhar em lágrimas do meu lado.

Será que já é a cerveja fazendo efeito,?Ou é algo mais profundo.

Algo que tinha nome e sobrenome.

Melinde.

Naquela hora, cheguei à conclusão que era o momento certo para sanar uma dúvida. Não só minha.

— Karin, eu não tenho certeza, porém posso imaginar porque está chorando. Acabei de me abrir com você, agora me diga, diga a verdade, eu preciso escutá-la. Ela, Melinde, traiu ou não você? – Sei, eu sei que usei do momento a meu favor, mas pense comigo, você também deve estar curiosa, admita.

— Bom ela ....

Ela ia responder, quando...

— SAKURA, SAKURA, SAKURA, SAKURA....

— CUIDADO, CUIDADO, CUIDADO...

— AH,AH....

Continua

Notas finais
Capítulo 11, concluído! Até logo. Deixem sua opinião, se quiserem!! Bye!! Quais serão as apostas da Ino e da Sakura? Descobriremos no próximo capítulo. O que vai acontecer com o Sasuke? Ocorreu traição ou não?