Consequences of a Dangerous Game
10 Lei de Murphy.
Notas iniciais
Sakura’ s POV
10 minutos, estamos a malditos 10 minutos paradas na frente do prédio do Sai.
Acabo de concluir esse fato, quando observo o relógio acoplado no painel do carro.
Tudo isso, porque Karin não quer concordar com meu plano.
Eu não vejo problema nele.
Precisamos fazer isso se quisermos evitar futuros problemas.
Afinal, eu não contava que ao sair para comprar comida, na tentativa de acalmar minha ansiedade em relação ao me futuro desafio, diretamente ligado ao Uchiha, resultaria na série de encontros e desencontros.
Primeiro, meus planos eram ir a uma loja de conveniência, comprar alguns salgadinhos, doces e coca-cola. Não vejo plano melhor que esse?
Mas, eu fiz a péssima escolha de chamar alguém para me fazer companhia, no caso Karin.
Ela é dura na queda. Quando quer alguma coisa, ela quer alguma coisa. Consegue chegar a um nível tão irritante, que até as pessoas mais teimosas, como eu, sedem. Somo muito amigas, adoro a Ka, mas a voz fina e estridente no meus tímpanos, tagarelando a mesma coisa por 10 minutos, se torna simplesmente o inferno. Dessa forma, acabei aceitando seus quereres e cancelando de vez o plano da lojinha 24 horas. A princesa queria, porque queria, que fossemos em algum fast-food. A partir daí, minha mente começou a ser preenchida por “Eu quero gordura”, “Açúcar, açúcar, açúcar”, “Eu estou depressiva, Saky, por favor, eu preciso”, “Um hambúrguer de carne suculento, com molho barbecue, EU QUERO” ... Foi desse jeito que ela me convenceu, ou melhor, me obrigou, através da tortura psicológica e que tortura. Claro que não foi só isso, considerei também sua atual situação emocional. Se fosse em outra época, eu tinha chutado ela pra fora do carro e mandado a mesma voltar a pé. Mas, não era a situação. Assim, desviei o trajeto inicial planejado por mim, e dirigi com destino ao centro, em busca do tão desejado fast-food de Karin.
Porém, se você pensa que meus problemas acabaram?
Sua pessoa
Está
Redondamente
E
Absolutamente
Errada.
Conhece a famosa frase: “Qualquer coisa que possa correr mal, ocorrerá mal, no pior momento possível"? Se não, essa é a famosa Lei Murphy. Pros mais íntimos, "Se algo pode dar errado, dará."
Esse inteligente pensamento, define as malditas consequências que se sucederam, após a bendita decisão de sair de casa em busca do que comer.
Talvez, se eu tivesse ficado no apartamento do Sai e consumido a única coisa alimentar da geladeira dele –uma caixa de leite vencido- eu estaria metida em menos problemas.
Além de ter mudado o percurso original, ao chegarmos no primeiro Mc’ Donald que encontrei pelas ruas de Manhattan, a atendente estava mais preocupada em contar sua mais nova aventura sexual para a outra funcionária que estava no local, do que fazer seus trabalho direito e nos atender com um pingo de decência.
Por conta de um atendimento fodido, afirmações como essas:
“Sim Becky, se você visse o tamanho”
“Era muito grande? Quantos centímetros?
“Menina, eu creio que uns 21, mole. Quando aquilo começou a ficar pulsante em minha mão, acredito que chega a 25. Tão grande e veiudo, realmente, pensei que não aguentaria.”
“Há se eu arrumasse um pacote desse pra mim, me lambuzaria.
Eram ditas paralelamente, em meios a gestos, enquanto tentávamos atrair a atenção da atendente, por mais de 30 segundos por vez
Nessa maldito jogo de conversas, conseguimos sair daquele maldito local, depois de meia hora.
Realmente, isso foi horrível. Eu que não estava disposta a escutar aventura amorosas de um mulher que nem conheço e que o único laço que deveríamos criar, era: " Você faz meu sanduíche e eu pago, acabou. " Ainda mas, não situação que estou.
4 meses sem transar.
Mais um decepção pra minha cota.
Além disso,m eu cabelo, minha pela, minhas unhas, meu ser e minha alma ficaram impregnados por partículas de gordura.
Fui em direção ao carro extremamente irritada, imaginado n maneiras de como matar a Karin, essa chantagista emocional, que destruiu parte de minha noite.
O que vocês acham mais eficaz? Ter matado ela queimada? Afogada? Quem sabe esquartejada? Ou melhor, afogaria ela, mas só até o ponto de deixa-la inconsciente, depois cortaria seus membros, com ela ainda viva e por fim os queimaria os mesmos, até virarem cinzas.
Mas calma, eu não sou uma assassina em potencial.
Apenas tenho uma imaginação demasiadamente fértil.
Só esses fatos já são suficientes para estragar o precioso tempo de um ser vivo, porém, deixa eu te contar, não, ainda não acabou.
Essa noite, o destino estava realmente disposto a transformas as últimas horas da minha vida, em uma memória terrível.
Depois de tudo isso, acabei ficando ridiculamente frustrada. Meus planos haviam sido cortados por um ser de cabelos ruivos, que além de me ter feito parar em um buraco de gordura, ainda tive que escutar detalhe de transa das atendentes do local.
Fora, o desafio, que ainda martelava na minha cabeça e me deixava mais e mais nervosa a cada segundo.
Minha mente estava trabalhando arduamente, incessantemente. E me corpo respondia com uma ebulição de péssimos sentimentos.
Então eu acabei explodindo,
Eu precisava de algo forte, de álcool,
Movida a essa incessante vontade de beber algo, que tivesse no mínimo 30% de álcool para tentar afogar minhas frustrações, eu fiz um dos maiores erros da minha vida, disse isso:
— Karin, antes de voltarmos no Sai, vamos passar em um supermercado. – Falei convicta.
— O que você quer lá? Deseja comprar mais o que? Quero voltar logo e me afogar nessa gordura e açúcar. Quem sabe minhas mágoas sejam engolidas por mim, assim, como essa comida. – Respondeu com certo tom de indignação.
— Eu quero álcool, me lembro que disse de nada de álcool pra você, mas agora, minha pessoa precisa também. E sim, eu quero vinho, vodka, cerveja, o que tiver na adega do supermercado. Acho que não vai se incomodar se chegarmos mais tarde, se for para comprar as bebidas? –Respondi a ela, usando as melhores palavras e argumento para convencê-la do que eu queria.
— Era isso.... Então, o que está esperando, toca pro supermercado mais próximo. – Disse Karin com certa animação repentina. Eu sabia que fazer ela cair na minha lábia, foi fácil, só que não imaginava, que seria tão fácil.
Acredite, minha curta sensação de felicidade durou muito pouco, realmente, muito pouco.
A partir daí as coisas só pioraram.
Depois, de tomar tal decisão -de me embebedar e levar Karin e o resto das meninas comigo- não foi difícil encontrar um lugar que saciasse meu maior desejo naquele momento. Após 10 minutos, achamos uma rede de supermercado 24 horas.
Entramos inquietas no estacionamento. Estacionamos na primeira vaga que vimos. Estávamos fervorosas para saber que opções alcoólicas teríamos dentro das prateleiras do lugar.
Quando finalmente adentramos o local, um confortável vento frio atingiu a pele de meus braços, devido aos receptivos e aconchegantes ares-condicionados que estavam dispostos pelos corredores do local.
Já dentro, meus olhos serpentearam todos os lados, todos os corredores, em cada canto, a procura da seção de bebidas.
Até que finalmente, encontrei a menina de meus olhos: bebidas com mais de 30% de álcool.
Assim que encontrei, minha primeira reação foi puxar o braço de Karin, como se fosse um peso morto na situação- não que deixe de ser- em direção ao paraíso.
Tomada pelo sentimento de ansiedade e recém excitação, começamos a correr pelos corredores do supermercado, como se nossas vidas dependessem daquilo. Mas com certeza o meu psicológico dependia.
Pensar na merda que eu tinha me metido, só aumentava ainda mais meus níveis de adrenalina no sangue. Eu verdadeiramente, precisava de algo que me tirasse do pesadelo particular,que minha mente havia criado.
Apostas,
Mesa do Sucesso,
Uchiha Sasuke,
Tatuagem na nádega esquerda.
Esses eram os demônios que pisoteavam mês neurônios.
Em meio a corrida, os pensamentos e lembranças confusas, e um peso morto a tira colo-Karin- acabei perdendo totalmente o senso de direção e vim a esbarrar alguém, não um simples alguém...
Um ruivo que estava de costas, enquanto aparentemente discutia com alguém no telefone e segurava um vinho rosé em mãos.
Aí que o problema começa, acabei perdendo o foco da vida , caindo sobre o homem e jogando Karin em algum ponto cego do imenso corredor.
A única reação que tive durante a queda foi fechar os olhos e esperar a dor da queda vir.
Mas,
Mas,
Mas,
A dor não veio.
Eu cai sobre uma superfície musculosa, dura e aconchegante.
Automaticamente senti um aperto sutil em minha cintura. Parece que alguém tem mão fortes.
Mesmo envolvida nessa atmosfera peculiar, estranhamente confortável e de uma certa forma nostálgica para minha pele, acabei considerando, que a clara situação constrangedora já estava durando muito.
Dessa forma, decidi que pôr um ponto final naquilo.
Porém, antes de tudo, eu precisava de fôlego para encarar a face de quem quer que fosse.
Movida pelo ímpeto de escapar de tal merda que me meti, dei um respirada profunda, decidida a abrir os olhos, pedir desculpas, pelo menos três vezes, puxar o braço de Karin pelos corredores, comprar 13 garrafas de vinho, 27 de vodck, 14 cervejas e 5 energéticos. Talvez assim, eu conseguisse esquecer desse maldito acontecido.
No entanto, nem tudo saí do jeito que eu espero.
Ou melhor, nada saí.
Ao inspirar o ar e me preparar para, finalmente, abrir os olhos, acabo perecendo um cheiro de perfume masculino, amadeirado e fodidamente familiar...
Ruivo,
Vinho rosé,
Corpo atlético,
Musculoso,
Mão fortes,
Meu antigo cheiro favorito...
As informações iam se encaixando em minha mente,
Tudo ia se junatndo perfeitamente,
Agora tudo faz sentido!!! Exclamei em mente e consegui abrir os olhos.
E tudo que consegui ver foi:
Olhos castanhos encantadores, que me observavam com o mesmo olhar de anos atrás, uma face verdadeiramente constrangida, agraciada por uma adorável coloração avermelhada em suas suntuosas bochechas e um sorriso simples.
Após perceber e comprovar minhas suspeitas, a boa sensação de ter encontrado tal pessoa se esvai de minha mente, como fumaça.
As únicas coisas que ficam entre meus pensamentos é como tudo o que vivemos tinha acabado de uma forma tão ruim, destrutiva, cheia de pontas soltas...
E o pior é que esses olhos exprimem um sentimento de tranquilidade, que chega a ser demasiado irritante.
Ainda encarando aquela maldita face bela, resolvo tomar uma atitude, afinal, eu não poderia ficar o resto da noite nos braços do meu ex.
Então em um súbito de raiva, movida pela os acontecimentos de antes, dos que estavam acontecendo e dos que ainda acontecerão, eu...
— FLAP... FLAP..FLAP...PLAP
— SAKURA, AMOR DE DEUS, E ACALME...
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