Consequências do passado
14 Capítulo 14 – entrevistas
Depois de ouvir o tão famoso clique de aparatação, Hermione finalmente respirou. Seu alívio foi tão grande que ela andou rapidamente até a cama e sentou.
Ela não imaginava que alguém iria descobri-la ali. Não com tantas proteções e feitiços para despistar, mas de todas as pessoas, ela jamais sonhou que ele, Draco Malfoy, viria em carne e osso atrás dela.
E agora ele sabia do bebê. Isso não poderia ficar pior, pensava ela. Mas pelo menos ela agora não precisava se esconder dele. Porque uma coisa, Hermione tinha certeza, que ele não ia esquecer tão cedo o bebê que ela carregava.
E foi só em pensar em bebê, que ela automaticamente passou a mão na barriga. Tal gesto agora era automático para ela. Por mais que não quisesse se dar conta que estava grávida, gerando um outro ser dentro dela, mesmo assim, seus instintos a lembravam a todo momento. Sem falar nas suas roupas que já não lhe cabiam mais, e na fome, que deu lugar aos constantes enjoos que sentia.
Mas mesmo assim, ela sabia bem que não teria forças de ficar com o bebê. Não seria uma boa mãe, por mais que a sua própria mãe a alertasse do contrário. Seu maior medo era olhar para o rosto do bebê e ver que apenas olhava para o bruxo que a machucou da pior forma possível.
Porque ela ainda culpava Draco Malfoy, por tudo que lhe aconteceu. A maldita chantagem, o tribunal, o afastamento dos seus amigos, tudo isso fora culpa dele, e ela não conseguia esquecer e passar uma borracha em tudo.
Por essa razão tinha que continuar com seu plano. Encontrar pais adotivos perfeitos para o bebê e deixar um tal Malfoy sem o seu tão precioso, herdeiro.
E foi pensando em pais adotivos que ela se levantou e foi até o seu correio a procura de correspondência. Morando na França, em um bairro de maioria bruxa, Hermione podia receber correspondências de todos os tipos que eram depositadas em uma cesta, dentro do apartamento.
Na cesta havia muitas propagandas sobre roupas e produtos de beleza, todos para Dorín, e no final de toda a correspondência, uma carta trouxa endereçada para Hermione, do Conselho de Proteção para Crianças e Jovens de Paris. A carta dizia assim:
Prezada Senhorita Granger,
Depois do último contato que tivemos, venho por meio desta lhe informar que já está disponível no nosso Conselho um novo casal interessado em adotar, com os requisitos que a senhorita pediu.
Peço que por favor informe se na data em anexo a essa carta, a senhorita estará disponível para participar da entrevista.
Desde já grata,
Marie Led’bran
Conselheira
Hermione depois de ler a carta, a guardou em uma caixa preta com inscrições antigas por todo o lado. Ela comprou tal caixa com o intuito de guardar todas e quaisquer recordações que pudesse ter da gravidez.
Ela tinha total convicção que o melhor para o bebê era a adoção, ser criado em uma outra família, com pessoas que verdadeiramente o amassem e o protegessem.
Mas seus hormônios a atingiam com tantos pensamentos, desejos, de tudo que ela estava passando de alguma forma fosse diferente, que ela ao passar por uma loja de antiguidades da cidade, viu a caixa e resolveu guardar para si, durante os nove meses, algumas lembranças daquele ser que crescia dentro de si a cada dia.
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