Consequências de uma "D.R."
1 Capítulo único - I'm sorry, I can't be perfect.
Notas iniciais
Eu via aqueles lindos olhos, brilhando pelas lágrimas. Eu não queria nem esperava que podia chegar a esse ponto. Sempre acreditei que nunca ia acabar, sempre pensei que nosso amor seria mais forte que tudo. Mas esse "baque" foi daquele tipo: "eu posso até perdoar, mas jamais vou esquecer.", não posso viver com alguém que tem esse tipo de pensamentos dobre mim.
- Flash Back on -
- Tem algo que preciso te contar, amor
- O que é? — perguntei me sentando a frente dele.
- Eu devia ter contado antes de começarmos a namorar, mas fiquei com muito medo de você não querer mais ficar comigo.
- É só contar amor — estava tentando esconder o nervosismo.
- E se você não quiser mais ficar comigo depois disso? — ele se levantou e parou perto da janela — E não posso imaginar a minha vida sem você!
- Isso não vai acontecer amor! — Fui até ele e o abracei por trás — Pode me contar.
- Flash Back off -
- Me perdoa por favor, não foi aquilo o que eu quis dizer — ele se ajoelha em minha frente, com a cabeça baixa — Eu não vou saber seguir a minha vida se você mão estiver mais do meu lado princesa! Você não entendeu direito, não era a minha intensão te magoar... Nunca! Eu.. Eu te amo! — ele começou a chorar tanto que não conseguia mais nem falar.
Observei a cena com lágrimas nos olhos. Como eu amo esse garoto! Não existe pessoa nesse mundo que me faça sentir tão amada como ele me faz. Me sento e coloco as mãos entre os cabelos, apoiada nos joelhos. O que eu posso fazer? Preciso de ajuda. Não do meu coração, nem da minha mente.. Eu não vou saber viver sem esse garoto.
Sussurro mais para mim que para ele:
- Eu também te amo e muito.
Ele se aproxima de mim e levanta minha cabeça com os dedos, fica me olhando com aquele olhar perdido, como se eu fosse o farol que ilumina seu caminho. Como eu vou viver sem esse garoto? Sem esse olhar tão doce? Não pode ser possível viver sem a pessoa que eu amo.. Mas... Não posso continuar depois daquilo. Simplesmente não posso.
- Flash Back on -
- Então.. é que eu não sou virgem,
- De signo, né? — solto ele e dou um passo para trás
- Hum. — ele se vira pra mim — não.
Nesse momento eu não sabia se ficava feliz por ele ter experiência, então saberia não me machucar, ou triste por.. bem, por ele não ter esperado a pessoa certa como eu.
- Hum. — Recuei, meio atordoada com a notícia — desde quando?
- Eu tinha uns 14. — ele deu um passo em minha direção — era só uma criança, nem sabia o que estava fazendo.
- Com quem? — recuei dois passos
- Uma vizinha que era minha amiga — ele suspirou — Me perdoa amor.
- Hum. Tudo bem, só preciso digerir a notícia, mas 'ta tudo bem. — dou um sorriso meio torto, foi o melhor que consegui.
- Você nunca fez algo assim? — ele se aproximava de mim. lentamente. — nunca teve relações?
- Anh? Ah, não, não — ele já estava bem na minha frente, eu não recuei — já tinha te dito isso.
- Sério? — ele olhava bem fixo nos meus olhos — Pode me contar, amor.
- Nunca tive nada além de um beijo. — sorri, devolvendo o olhar.
- que bom amor, — ele sorriu — eu também não.
- Flash Back off -
- Dessa vez eu vacilei feio, eu sei, mas, eu prometo que não faço outra vez. Vou parar de vez com as brincadeiras, eu juro. Só não me deixa, por favor!
Ele se aproxima lentamente e me beija. O beijo é meio salgado pois amos estamos chorando, mas ainda assim muito bom. Ah, que saudade estava desse beijo. Um beijo lento, suave.. que só mostra o quanto precisamos e completamos um ao outro. Me afastei dele,
- Como das outras vezes? — suspirei. Por que é tão difícil? — Eu já me cansei das suas promessas. Eu NÃO fiquei bolada com a brincadeira, e sim com o que tinha por trás!
- Eu só queria ver a sua reação!
- Flash Back on -
- Como? — recuei bastante, até encostar na parede — e o que acabou de me contar?
- tudo mentira — ele ainda deu uma piscadinha
Não sabia se estava aliviada ou furiosa. O que saiu foi o seguinte:
- Por que disse isso?
- Não sei — ele parecia meio assustado com o modo que eu falei — eu queria testar você.
Agora eu sabia: estava furiosa! Fúria é pouco pra representar o que senti aquele momento, pelo meu namorado.
- O que você queria testar em mim? — eu já não controlava mais meu tom de voz — o me amor? ou só queria saber se eu iria confessar algo também?
O momento para mim era oura histeria. Eu estava fervendo de raiva
- Eu.. — a voz dele até falhava, não passava de sussurro — Eu só queria ver se confessaria algo.. só queria ter... certeza...
- Entendi — foi como um tiro no pé ouvir aquilo, sendo que já havíamos conversado sobre o assunto — a minha palavra não foi suficiente pra você, não é?
- Não duvido do seu amor, nem da sua palavra — ele já começava a chorar — me desculpa, eu nem sei por que quis fazer isso.
Não disse nada, nem me movi. Nem se quer olhei para ele.
- Vou te deixar em paz um pouco, — ele foi se afastando — brincadeira sem graça, consequências que mereço.
E saiu. Simplesmente saiu,e e u fiquei ali, parada, em estado de choque.
- Flash Back off —
Depois de dias sem procurá-lo, tomei minha decisão: não existe um relacionamento se um não acredita no outro.
- Eu não vou saber viver sem você — digo com o sangue quente pelas memórias.
- Nem eu — vejo uma esperança brilhar em seus olhos -, então, fica comigo! Não me vejo sem você!
- Não vai precisar! — não soa mais que um sussurro. Sinto que estou preparada pra fazer o que é preciso,
Me aproximo do garoto que eu amo, e dou um beijo, dessa vez com mais voracidade, demonstrando a força do meu amor.
Saco a arma ainda no beijo, sem ele ver e a cena seguinte foi a pior parte da minha vida. Nos separamos, já ficamos sem ar, vejo o sorriso que começara a brotar sumir, e ele ficar pálido. Eu havia atirado, bem no peito dele. Seu corpo cai com um baque surdo, e com suas últimas forças ele diz:
- I'm sorry, I can't be perfect.
Com lágrimas nos olhos, sussurro um eu te amo.
- Não aguentaria viver sem você, do mesmo jeito que você não suportaria uma vida sem mim. A única solução era era essa.
Seguro sua mão, e com a outra atiro em minha própria cabeça. Tudo fica preto.
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