Notas iniciais
Boa noite pessoas! Era pra mim postar só amanhã mais como vim ver Fairy Tail resolvi postar! Mais uma vez quero agradecer a presença de vocês nos comentários! As coisas estão começando a complicar para eles né! Enfim, boa leitura!

Gray's Pov

Fui para casa me sentindo o mais completo dos idiotas, como um dia cheguei a pensar que a Erza poderia sentir alguma coisa por mim? Ela nunca deixaria de amar aquele cara. Não conseguia controlar as lagrimas que caiam livremente, sempre consegui manter controle dos meus sentimentos, e agora eu estava com um vazio tão grande dentro de mim que mais nada parecia fazer sentido.

Cheguei em casa totalmente arrasado, eu estava tão animado com tudo, apesar dessa história ter começado não muito bem,as coisas estavam ótimas até aquele momento. Jellal precisava mesmo aparecer? Não, não precisava. É a única coisa que dá pra concluir. A raiva que eu sinto, junto com o sentimento de tristeza forma uma coisa... Demoníaca. Não sei explicar, mas tem algo dentro de mim que não do bem, tudo que tem de ruim ta junto e guardado aqui dentro, apenas esperando outro momento para explodir como fiz no dormitório.Resolvi dormir, tentar organizar a minha mente. Euprecisavame acalmar.

Narrador Pov

Erza e Jellal ainda estavam na Fairy Hills, ele estava com o rosto sangrando devido ao corte que Gray havia feito em seu rosto.

– Você esta bem Jellal?

– Estou, não se preocupe, não é nada demais.

– Não sei o que deu no Gray, ele nunca foi assim.

– Eu o entendo, qual cara em sã consciência deixaria outro cara tentar roubar seu próprio filho.

– No inicio ele não aceitou muito bem a idéia, mais pelo o que vejo ele esta disposto a criar essa criança.

– Sim, mais o que ele quis dizer com você ter beijado ele?

– É complicado, ontem, depois de nós conversarmos com calma, ele acabou se declarando, disse que me amava, que sempre me amou, não sei o que deu em mim, quando vi, estávamos nos beijando.

– Agora eu entendo porque ele esta assim, esta se sentindo traído, não o culpo por ter me batido.

– Juro que nunca foi a minha intenção o machucar, já que ele quer tanto esse filho, eu não tenho o direito de o afastar.

– Mais isso não impede de ficarmos juntos não é?

– Do que esta falando Jellal?

– Estou falando que quero que seja minha namorada, que fique comigo, mesmo que eu não seja o pai do seu filho.

– Eu não sei o que dizer, você tem mesmo certeza disso?

– Claro que sim! Erza eu te amo, sabe quanto tempo esperei para poder ficar com você?

– Eu também te amo Jellal, mais tem o Gray e esse bebe.

– Eles são parte de sua vida que eu não posso interferir, mais isso não nos impede de finalmente ficarmos juntos, e então, namora comigo?

Erza não sabia o que dizer nem fazer, uma parte dela queria aceitar, mais outra gritava para que não fizesse isso, não sabia o porque mais Gray não saia de sua mente, as palavras que ele disse, o olhar triste que jamais tinha visto antes em seus olhos.

– Tudo bem, eu aceito! – Disse Erza tentando forçar um sorriso, não sabia o porque, mais não estava totalmente feliz com aquilo.

Jellal deu um beijo calmo em Erza e foi embora para que a ruiva descansasse, tinha sido um dia muito cheio e complicado, Erza caminhou ate a varanda e percebeu uma sacola no chão, pegou o objeto e percebeu que era de uma loja de roupas infantis, abriu o pacote e viu um vestidinho rosa com detalhes brancos, sorriu, aquela peça realmente a encantava, mais não foi ela quem comprou, muito menos Jellal que estava com ela o tempo todo, logo lembrou que Gray havia estado ali também, ficou triste, ele com certeza veio entregar isso a ela, e acabou se deparando com a cena que o machucou profundamente.

Por um momento, se arrependeu de ter dito a Jellal que aceitava seu pedido de namoro, não estava entendendo que sentimento era aquele que estava sentindo quando pensava em Gray, e seu filho? Como reagiria a tudo isso? Como criaria essa criança sendo que seu pai não era o homem da qual ela amava?

No dia seguinte Gray foi para a guilda, estava mais calmo em relação a tudo o que tinha acontecido, estava com um olhar triste e perdido, por um dia sentiu que poderia ter um relacionamento com Erza, que junto com seu filho eles poderiam formar uma família, mais se ela preferia Jellal ao invés dele, teria que aceitar, pelo menos os dois teriam uma ligação eterna, o filho da qual ela carregava em seu ventre era dele, quando chegou na guilda, viu Jellal e Erza juntos, seus olhos encheram de lagrimas novamente, mais já que teria que conviver com ele, resolveu se desculpar pelo o ocorrido na noite anterior.

– Jellal, podemos conversar? – Disse Gray em um tom serio tentando evitar o contato de seus olhos com os de Erza.

– Claro, o que foi?-Jellal falou se afastando um pouco de Erza.

– Eu só queria me desculpar pelo o ocorrido ontem, não sei o que deu em mim.

– Esta tudo bem, eu entendo, nunca tive a intenção de tirar seu filho, no seu lugar eu faria o mesmo, só não queria que essa criança ficasse sem um pai.

– Não se preocupe com isso, não sou tão covarde a ponto de deixa-lá sozinha criando um filho que também é meu.

– Fico aliviado por saber disso, mais você precisa saber de uma coisa, eu e Erza estamos namorando, espero que isso não interfira.

– Não tem porque se preocupar com isso,a vida é de vocês, façam o que quiserem, só não afastem meu filho de mim.

– Não se preocupe quanto a isso, estou ciente de que essa criança já tem um pai.-Nessa hora Erza se aproximou dos dois.

– Bom, Gray como você pediu para eu te avisar, daqui a três semanas terei minha primeira consulta com o médico.-Ela falou com um pequeno sorriso desenhado nos lábios.

– Sim, obrigado por avisar, eu vou com você.

–----

Rapidamente as três semanas se passaram. Erza estava namorando com Jellal e aparentemente estava tudo bem. Gray já demonstrava menos incomodo quando a tudo o que aconteceu, embora não fosse isso o que ele realmente sentia. Erza as vezes enjoava, também havia desmaiado duas vezes e tinha muito sono, o que fazia ela sempre perder a hora, mas no geral os três e todo o resto da guilda estavam bem.

Erza ainda não havia revelado a ninguém sobre sua gravidez, nem mesmo ao mestre ela contou, receosa com seus trabalhos que ele a proibiria de pegar. Também tinha medo da reação das pessoas, de que lhe julgassem. Ainda era nova, e nem tinha um relacionamento amoroso com o pai da criança, o que as pessoas pensariam? Ela se preocupava, pois futuramente até seu filho poderia sofrer com gozações e tudo mais.

Todos da guilda haviam percebido um sentimento estranho entre Erza e Gray desde do dia daquela festa. No começo mal se notava, mas com o passar do tempo todos perceberam que existia algo diferente entre os dois, eles andavam num misto de emoções boas e ruins um com o outro, e Erza aparentava ser a pessoa mais saudável do mundo em alguns momentos, para em outros estar enjoada e com aparência cansada. Gray estava mais protetor com ela, o que era no mínimo bem esquisito.

E os dois sempre eram encontrados num canto qualquer da guilda cochichando, e quando alguém se aproximava eles logo cortavam o assunto e mudavam para outro, como Lucy percebeu quando chegou perto de Erza e ela estava falando que '' crianças pequenas precisam de muita atenção.'' Estranhou aquilo e logo perguntou sobre o que eles estavam falando. Os dois ficaram nervosos e disseram que estavam ajudando um creche. Claro que Lucy percebeu que estavam mentindo, mas acabou deixando pra lá e fingiu que acreditava. Comentou com Mira que falou que havia percebido também que estavam estranhos, mas não sabia o porque.

Cada dia que passava Gray estava mais ansioso para ver seu filho, embora Erza, que já tinha pesquisado um pouco sobre o assunto, falou que ele provavelmente era do tamanho do polegar dela, ou talvez menor que isso, portanto ele ainda era só uma manchinha que não daria pra ver.

Na manhã do dia da consulta Gray estava esperando Erza no portão do dormitório, havia dito a ela que iria em todas as consultas, assim também mostraria para Jellal que não estava nem um pouco disposto a abrir mão de seu filho. Avistou Erza com um olhar calmo, evitava olhar em seus olhos.

– Obrigada por vir!

– Não precisa agradecer, é meu dever como pai.

– Foi você quem comprou aquele vestido não foi?-Ela só teve coragem de perguntar agora, pois estava esperando a poeira baixar depois daquela confusão.

– Eu acabei esquecendo ele na varanda, desculpa.

– Não precisa se desculpar, obrigada, ele é lindo! Embora esteja muito cedo para sabermos o sexo do bebê.

– Eu sei, queria te dar para provar que não vou te deixar sozinha, apesar de você não precisar mais de mim.

– Não diga isso Gray, esse filho pertence a nós dois, e a mais ninguém.

Estavam conversando quando Gray viu algo que não gostou, Jellal estava caminhando em direção a eles.

– O que ele esta fazendo aqui?

– Bom, ele insistiu em vir conosco, não tive como negar.

Jellal chegou e viu a careta que Gray fez ao vê-lo, tentou disfarçar um sorriso, caminharam juntos ate o consultório, Gray se sentia extremamente incomodado pela presença de Jellal, aquele era seu momento com Erza, e andar com eles de mãos dadas só estava piorando a situação.

Erza também não estava muito confortável com aquela situação, não sabia o motivo, mas estava com uma enorme vontade de soltar a mão de Jellal, e perguntar para Gray o que estava acontecendo, embora ela já soubesse, e tentar fazê-lo se sentir mais a vontade com tudo aquilo.

Chegaram no consultório para a consulta, o medico se assustou ao ver Erza com dois homens a acompanhando.

– Bom, senhorita, preciso que apenas o pai a acompanhe, pois não pode ter mais pessoas que o necessário na sala.

Gray levantou e foi com ela, se sentindo vitorioso por Jellal ter ficado para trás. Entraram no consultório, e depois de fazer algumas perguntas sobre como ela se sentia, o médico pediu para que Erza deitasse na cama para fazer a ultrassom, ela o fez, e assim ouviram pela primeira vez o coração de seu filho, Erza se emocionou com aquilo, olhou para Gray que tinha um sorriso bobo no rosto, sorriu ao vê-lo assim, ele com certeza seria um pai muito amoroso com aquela criança, o que a deixava tranquila quanto aquela gravidez.

– Bom, ainda esta muito cedo para saber o sexo do bebê, mas posso lhes garantir que ele esta se desenvolvendo perfeitamente bem.

– Sinceramente, não sei se quero saber o que é, acho que prefiro deixar para saber na hora do parto, o que acha Gray?

– O que você decidir por mim esta tudo bem.

Terminaram a consulta e foram para a casa, Erza estava mais calma, mas no fundo sabia que não estava se sentindo confortável com aquele namoro, seus sentimentos estavam confusos, não podia negar que Jellal mexeu muito com ela com a sua volta, mas carregava consigo um filho de Gray, que havia se tornado uma pessoa de extrema importância em sua vida, seu coração acelerava quando estava com ele, fato que nunca tinha acontecido antes, nunca havia se sentindo assim perto de homem nenhum.

Foi descansar, no dia seguinte tentaria pegar uma missão para esfriar a cabeça de qualquer jeito, embora Gray já tivesse avisado a ela que ele trabalharia pelos dois. Mas claro, Erza era muito teimosa para aceitar aquilo, portanto, estava disposta a fazer o que quisesse, queira Gray ou não!

Notas finais
Sinceramente? Estou com pena do Gray, eu amo ele haha! Espero que tenham gostado, semana que vem é com a Linna! Beijos e comentem muito! Até a próxima!