Consequências Daquela Noite
27 Epílogo
Notas iniciais
Erza pov´s
Três anos se passaram desde o primeiro aniversário da minha princesinha. Suri estava cada dia mais esperta e parecida com Gray, como eu disse quando ela nasceu, de mim ela só herdou as cores, mas a personalidade era igual a do pai.
O nosso grande dilema no momento era qual magia ela iria aprender. Claro que na maioria das discussões eu ganhava, se bem que eu até acharia melhor ela não aprender magia alguma e ser uma pessoa "normal", ficaria bem mais tranquila, mas ela sendo filha de dois magos isso era quase impossível de acontecer.
Porém, ultimamente eu não estava com ânimo para discussões, andava enjoada, indisposta e nada do que eu comia parava no meu estômago. Claro que Gray estava surtado com isso e Suri vivia me pedindo para ir ao médico porque ela não queria que a mamãe dela ficasse doente. No fundo eu meio que sabia o que era aquilo tudo, tinha quase certeza para ser sincera, mas para precisava tirar a dúvida. Assim, fui com Gray colado comigo, com medo de que eu acabasse desmaiando na rua sozinha.
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— E então doutor? — Perguntei para o médico depois de ter chegado o exame de sangue que ele havia pedido. Estava sozinha, pois pedi para que Gray esperasse na sala de espera. Estava nervosa, mas de uma forma boa. Era mais ansiedade para que tudo o que eu achava fosse confirmado.
— Como eu imaginei senhora Fullbuster, parabéns! A senhora esta grávida!
Na hora fiquei em estado de choque, já estava imaginando, mais a confirmação me fez ficar perplexamente feliz. Claro que a situação agora era completamente diferente de quando descobri que estava grávida pela primeira vez, era uma menina insegura e sem experiência, agora me sinto mais madura, tenho uma família linda e um marido maravilhoso. Me sinto preparada para dar esse passo.
Pensava no Gray, como ele vai reagir a tudo isso? Será que ele quer mesmo um outro filho? Vivíamos conversando sobre dar um irmão para a Suri, mas nunca tomamos uma decisão definitiva sobre isso
Contudo, agora não havia mais o que pensar, eu estou grávida e pronto. Só me resta arranjar um jeito decente de contar isso para o Gray, depois acharemos um jeito de explicar para a Suri com calma, de que agora a mamãe e o papai não seriam só dela.
Porém, uma preocupação me passou pela cabeça enquanto o médico dava algumas recomendações: dinheiro. Vivíamos muito bem financeiramente, nunca tivemos problemas com isso, mas com mais uma criança em casa, as coisas poderiam mudar um pouco. Eu não poderia ir trabalhar por algum tempo, e Gray provavelmente iria querer ficar um tempo em casa também. E bebês recém nascidos precisavam de um alto investimento.
Sai do consultório um pouco atordoada com a noticia, Gray assim que me viu saiu correndo preocupado, me fazendo mil perguntas, eu realmente o amo muito, mas nesse momento eu só queria que ele parasse de me fazer tantas perguntas.
— Meu amor, conversamos em casa, está bem? — Disse em um tom de desanimo.
— Porque em casa? Você esta muito doente? Você vai morrer? Como eu vou ficar sozinho com a Suri? — Ele me perguntou apavorado.
— Não seja exagerado, eu estou bem. Apenas cansada e um pouco impaciente, preciso pensar em como te falar isso.
Ele me olhou preocupado, mas pareceu entender que eu também me sentia assim, então passou o braço pelos meus ombros e beijou minha testa delicadamente. Fomos para casa em silêncio.
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Quando chegamos em casa, Suri veio correndo nos abraçar. Lucy e o filho estavam lá, pedi para que ela viesse dar uma olhada em Suri para que pudéssemos ir ao médico com calma. Ela estava ansiosa para saber o que era, pois eu falei de minhas suspeitas a ela. Mas assim que viu minha expressão de preocupação, ela chamou Suri e Shino para ir na pracinha que ficava perto da guilda. Agradeci e combinamos de nos encontrar mais tarde na Fairy Tail.
Gray estava nervoso, sua expressão dizia isso. Ele nem implicou com o fato de Shino e Suri saírem de mãos dadas. Ela só o fazia porque adorava o garoto, sendo eles as únicas crianças daquela idade na guilda, não me surpreendia a amizade forte que tinham, mesmo sendo tão novos.
Tentei melhorar a expressão e dei-lhe um sorriso leve enquanto o puxava pela mão direto para o quarto para conversamos melhor. Pareceu funcionar, porque ele relaxou e sorriu de volta. Ele estava tenso, mas sabia que se fosse mesmo algo ruim, eu já teria falado.
— Então, o que foi?
Nos sentamos de frente um para o outro, ele me olhava com um expressão de preocupado no rosto, não era nosso primeiro filho, mas a sensação de passar tudo outra vez me assustava um pouco. Respirei fundo e resolvi falar.
— Bom, não vou enrolar, vou direto ao ponto, eu estou grávida! — Disse tudo o mais rápido que pude.
Pov´s Gray
Era o que? Ela estava grávida? De novo? Eu vou ser pai de outra criança? Eu a olhava ainda sem nenhuma reação, tentando processar aquela informação.
Nossa família iria aumentar?
Eu estava feliz demais para expressar qualquer tipo de reação, e ela já estava ficando preocupada.
A abracei o mais forte que pude, eu estava muito feliz, aquilo era perfeito! Já havíamos conversado sobre dar um irmão para a Suri mas nunca chegamos a conclusão alguma sobre isso. Me abaixei, fiz carinho e dei um beijo em sua barriga, ela entendeu e sorriu.
— Fiquei assustada, achei que você não queria ser pai outra vez. — Ela disse como se estivesse aliviada.
— Você está brincando? Isso é incrível!
— Ainda bem que gostou, me deixa muito feliz.- Mas pensou em outra coisa para falar.- Gray, eu estou muito feliz e já amo essa criança, mas estou preocupada com nosso futuro. Nosso futuro financeiro. Quero dizer, com um tempo sem trabalhar e com as despesas do bebê, tenho algum receio de que isos possa nos afetar, sabe que quero dar o melhor para nossa família, e quero que esse bebê cresça como Suri cresceu, sempre com tudo que precisava e sempre conosco por perto. Não quero que tenhamos que passar dias longe dos nossos filhos para conseguir ganhar o dinheiro necessário para...- Calei-a com um beijo. Eu entendia sua preocupação, eu mesmo pensei nisso, mas daríamos um jeito.
—Hey, sem neuras tá? Conseguimos superar tanta coisa já, tanta coisa pior, e você agora vem se preocupar com dinheiro? Isso é o de menos Erza, temos mais é que comemorar porque outro filho nosso está vindo ao mundo. Nós sempre damos um jeito em tudo, e vamos conseguir fazer isso agora também. Temos uma boa grana guardada na poupança, lembra? Agora é a hora de usarmos esse dinheiro. E tudo vai dar certo, você vai ver.
Ela sorriu com os olhos marejados e me abraçou forte. Deus, como eu amava aquela mulher e tudo o que ela trouxera para minha vida.
— E a Suri, como vamos contar isso para ela? — Ela me olhou preocupada.
— Vamos dizer que ela vai ganhar um irmão, que tanto ela quanto ele vão ser iguais para nós, que o nosso amor só vai multiplicar.
— Espera um pouquinho, ele? Que história é essa de "ele" Gray? Vai começar tudo de novo? — Erza já estava começando a ficar brava.
—Calma, você sabe que a minha intuição nunca falha, é menino! Eu tenho certeza! Vai me ajudar a tomar conta de vocês duas!
Depois de termos discutido a melhor maneira de contar para a nossa pequena que ela iria ganhar um irmão, fomos buscá-la na guilda, Erza foi o caminho inteiro brigando comigo por eu ter dito que vai ser menino, mas o que eu posso fazer, eu tenho esse dom, eu estou certo, ela sabe disso, só não quer admitir. Ele vai me ajudar a tomar conta da Suri, que vive brincando com o filho do Natsu, o que eu não gosto, esse garoto não é companhia para a minha princesinha. Agradecemos a Lucy por tudo e dissemos que depois contaríamos a novidade.
Quando chegamos em casa levamos a pequena até o sofá e sentamos os dois em frente a ela, nos olhamos e Erza resolveu contar.
— Filha, eu e o papai temos uma noticia para te contar. — Dava pra ver que a expectativa era grande, pois ela demonstrava isso os olhinhos.- você vai ganhar um irmão, ele esta crescendo dentro da barriga da mamãe.
Ela olhou para a Erza, levantou e colocou a mão sobre a barriga da Erza, e disse.
— Mas mamãe, não era pra sua barriga estar grande?
Erza sorriu e explicou que ainda iriar demorar, porque ele estava crescendo ali dentro, mas que quando menos ela imaginasse, ele estaria conosco.
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Cinco meses depois, acabamos retornar para casa com mais uma notícia boa. Suri, que no momento estava com uma babá em casa, andava muito empolgada com a ideia de ter um irmão, estava sempre fazendo pequenos presentes para o bebê. Coisinhas simples, como desenhos ou brinquedinhos feitos dos galhos do jardim.
Ai lembrei que num certo dia que Erza saiu com as meninas para relaxarem um pouco, Suri me confessou que os presentes eram para que o bebê gostasse dela, pois ela pensava que se ele ainda estava na barriga da mamãe, era porque não gostava dela e estava se escondendo.
Na mesma hora a abracei. Ela parecia querer chorar, mas queria se fazer de forte. Apesar de odiar isso, eu precisava admitir: minha filhinha era muito parecida com o Natsu, e eu nunca entendi o porque. E também nunca entendi porque ela gostava tanto de passar os dias com o tio Nau, o apelido que ela deu a ele.
Afastei ela um pouco para que pudesse lhe explicar melhor:
—Princesa, o seu irmãozinho já te ama muito, só porque você vai ser a irmã dele. E tenho certeza que ele vai adorar os presentes que você faz para ele. Mas o que acontece é que tudo na vida precisa de um tempo para ser preparado, e para que o bebê nasça com cara de bebê, ele precisa ficar um pouquinho na barriga da mamãe.- Ela não parecia totalmente convencida, mas pelo menos as lágrimas já haviam desaparecido.- E eu prometo que ele vai nascer mais rápido do que o que você pensa.
Com essa lembrança na cabeça, vi Suri correndo para o jardim numa velocidade extrema. Como o jardim era grande, e em alguns pontos desnivelados, fui atrás dela, para , para olha-la para que não caísse ou algo do tipo.
Quando cheguei na porta, vi que ela parecia procurar por algo mais especifico do que os galhos que costumava pegar. No mesmo momento, Erza também apareceu na porta, mas não falou nada. Resolvi então perguntar:
—O que está procurando filha?- Ela fazia um biquinho engraçado enquanto olhava para as flores.
—Estou procurando uma flor azul.
—Uma flor azul? Pra que?- Erza perguntou com curiosidade.
—Porque eu vou ter um irmãozinho, foi isso que o papai me disse quando a gente tava no médico.
—GRAY!
—O que foi? Ela ia saber mesmo, só adiantei.
—Mas nós combinamos de contar juntos quando soubéssemos, não foi?
—Foi, mas...- Precisava achar um jeito de escapar da fúria da minha mulher.- Olha filha, uma flor azul.- Apontei para uma flor roxa, mas que era levemente azulada.
—Mas pai, essa flor não é azul.- Erza entendeu que eu não queria brigar e entrou bufando.
—Claro que é filha. Você não vê esses pontinhos azuis?
—Hum, tudo bem, acho que vai servir.
—Pronto, agora vamos entrar e fazer um lanche.
—Não pai, eu quero dar várias flores pra ele, quero fazer um buquê. Precisamos achar mais.
—Mais? Tá bom.- Falei desanimado com a tarde de procura de flor que me esperava.
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Suri costumava dormir cedo, então logo depois de termos jantado ela foi só escovar os dentes e tomar um banho pra por o pijama. Eu e Erza a colocamos para dormir juntos, e quando tivemos a certeza de que ela não iria mais acordar de jeito nenhum, fomos para a cozinha.
Eu sempre ajudei Erza com as tarefas de casa, e agora mais ainda, já que muita coisa ela não conseguia fazer em função da barriga que estava bem grande. A barriga dela estava maior do que a da Suri, embora que o médico disse que necessariamente ele não era maior do que ela.
Eu lavei os pratos e ela secou. Ela limpou a mesa e eu varri a cozinha. Depois, sentamos e colocamos alguns papéis na mesa. A batalha ia começar agora.
—Pronto para perder, amor?- Ela me deu um sorriso presunçoso de quem sabia que ia ganhar. E no final eu sempre concordava com ela. Mas no momento eu precisava defender meu posto de pai.
—Talvez eu devesse falar isso, não, querida?
—Acho que não, eu sempre ganho.- Ela falou com uma cara de satisfação tremenda.- Agora vamos começar logo, estou cansada, louca pra dormir.
—Quer deixar pra amanhã?
—Não, tudo bem. Hum, o que acha de Tamaki?
—Não.- Fiz careta.- O que acha de Yuri?
—Comum demais. Hiroshi?
—Não quero meu filho com um nome estranho.
—Não é um nome estranho, é um nome comum japonês. E com um belo significado.
—Que é?
—Pacífico ou grande guerreiro. Eu quero que ele seja mais pacífico do que ele é aqui dentro, porque ultimamente ele só quer chutar minhas costelas.
—É, acho que esse nome não vai mesmo combinar com ele.
—E Kanji?
—Kanji?
—Sim, significa saudável, o segundo filho.
—Meio óbvio não acha? E eu mal estou dando palpites aqui, eu já acertei a previsão de que ia ser um menino, então é justo que escolha o nome, já que você escolheu o da Suri sozinha.
—Não, eu acho um bom nome. Todos os que eu tinha em mente você não gostou. E foi VOCÊ que falou que eu poderia escolher sozinha. E não tô nem aí pra o que você profetizou aí.- Ela fez um biquinho e cruzou os braços. Ela estava bem sensível, e os hormônios pareciam ainda mais loucos do que na gravidez da Suri.
—Hey amor, não fica assim. Olha, o que acha da gente guardar esses cadernos e irmos dormir? Ainda temos muito tempo pra escolher o nome.- Abracei-a com todo o carinho que pude. Ela retribuiu.
— É, vai ser melhor mesmo. Desculpe se meu humor anda louco assim. Você sabe, hormônios.- Ela disse isso com lágrimas nos olhos. É, os hormônios conseguem ser bem loucos.
— Não tem que pedir desculpa, tudo bem? Eu amor você.- E beijei a pontinha do nariz dela. Ela riu e disse:
— Eu também te amo.
Fomos pra nossa cama, e ela aconchegou-se nos meus braços. Eu sabia que ela andava cansada, fisicamente e mentalmente. Apesar de a gravidez estar sendo bem mais tranquila que a da Suri — Graças a Kami— o barriga está maior, e a preocupação de já ter outra filha às vezes sobrecarrega a Erza, eu sinto isso. E muitas vezes, apesar disso me deixar triste, eu sinto que não posso fazer nada para aliviar as frustrações dela de algum jeito.
Estava perdido nos meus pensamentos quando lembrei que uma vez perguntei a meu pai quando eu teria um irmão. Ele me disse que não sabia quando, rindo. Mas disse que já tinha um nome se fosse menino: Koki. E se fosse uma menina, a mãe escolheria, já que esse tinha sido o combinado dos dois quando casaram.
—Erza.
—Hum?
—Eu pensei num nome pro nosso bebê.
—Ah é? Qual?
—Koki. Esse era o nome que meu pai queria dar para o caso de ter outro filho.
Erza olhou pra mim de uma maneira que eu sentia minha alma sendo invadida. Apesar do quarto estar mal iluminado, dava pra sentir isso. Ela entendeu o que eu não consegui dizer, o que eu realmente sentia.
— Acho que você gostou do nome que vai ter, né Koki, já que está chutando mais que nunca.- Nós rimos juntos, mas a risada durou pouco. Ela sabia o que significava ter um pouco dos meus pais perto de mim, mesmo que fosse com o nome de uma criança que eles nem chegaram a ter. Ela passou a mão delicadamente pelo meu rosto.- É uma linda homenagem. Seus pais iriam gostar muito.
—Obrigada. Por tudo.- Peguei suas mãos e beijei repetidas vezes.
Pegamos no sono logo depois.
— Vamos Erza, mais força e logo logo seu filho vai estar aqui.
— Vamos amor, trás nosso filho logo.- Falei enquanto segurava sua mão. A tensão era palpável, Erza estava cansada e já estava em trabalho de parto há horas. Suri estava com todos da guilda na recepção do história, e todos estavam ansiosos.
—Arrhhhg.- Ela não olhava pra mim, parecia mais nervosa que da primeira vez.
— O bebê realmente é grande, como pudemos constatar na última consulta. Por isso você precisa fazer um esforço maior, Erza. Vamos lá, você consegue. –Ela grita novamente.
— Vamos, só mais um pouco.- Ela não olhava pra mim, mas sei que prestava atenção no que eu dizia.
— Eu já consigo ver a cabecinha. Mais uma vez.- Outro grito.- Está saindo, já está vindo. Respire e empurre.-Outro feito, mas dessa vez, ele veio acompanhado do choro.
— Aqui esta nossa casa Koki.- Erza falou enquanto “apresentava” nossa casa para o bebê. Ela era grande, provavelmente ficaria mais alto que eu um dia. Era também bem gordinho, com os cabelos pretos e olhos iguais aos meus. Era com certeza o segundo dia mais feliz da minha vida.
— Deixe eu pegar você para que a mamãe possa se sentar um pouco.- O peguei com todo o cuidado do mundo e comecei a balançá-lo de leve. Suri sentou ao lado da mãe e encostou a cabecinha em seu ombro. Ela estava cansada, porque se recusou a sair do hospital e deixar o irmãozinho lá. Então acordou constantemente com os choros.
Sentei com elas. Erza passou a mão na cabecinha de Koki, e Suri começou a cochilar, mas com um sorrisinho discreto no rosto. Finalmente eu me sentia completo, com as três pessoas mais importantes da minha vida bem ao meu lado.
Pov geral
—Pai, a Suri tava beijando o Shino DE NOVO na frente de todo mundo da guilda.
—Eu não acredito Suri, de novo? O que você pensa que está fazendo mocinha? Eu já disse que deixo você namorar escondido, pras pessoas acharem que eu não aprovo.
—Pai, essa é a coisa mais ridícula que eu já ouvi. Você gosta do Shino e pronto, não tem o que discordar. Nós já temos 18 anos pai, e namoramos desde os 16. Tá na hora disso acabar.
—Não vai acabar coisíssima nenhuma, e você acha que a sua idade me importa? Eu sou seu pai, você jamais vai deixar de ser uma bebê gorducha pra mim.
—PAI!
—Gray, pare de deixar a menina constrangida. É Koki, eu estou de olho na sua nova namorada também. Não apareça com ela em casa se quer que ela continue tendo cabelo.
—Mas... Mas quem te disse dela mãe?
—Aqui se faz aqui se paga meu amor. Isso é por todas as fofocas que você conta de mim.
—Isso não é justo. Pai, ela tá me dedurando pra mãe.
—Mas isso é o que você sempre faz pro pai.
—Se alguém der mais um pio eu vou matar um.- O silêncio veio fácil.- Pois bem, tenho uma notícia importante pra contar pra vocês três.
— Ué, como assim?- Gray fechou o livro que lia antes da briga chegar até seu quarto.
—Bom Gray, meninos... Acho que vai começar tudo de novo.
—Como assim mãe?- Os dois adolescentes se olharam e fizeram careta um pra outro por terem falado iguais.
— Bom, depois de todo esse tempo... Eu estou grávida de novo.
A boca dos outros três caíram até o chão. Não demorou muito pra Gray começar a babar a mulher como nunca é os filhos começarem a discutir entre si como seria ter outro irmão. A bagunça estava feita novamente.
Mas lá no fundo, eles tinha a certeza de que iria dar certo. Porque claro, tudo tinha dado muito errado no passado, mas era passado, e no final tudo estava muito bem. Tudo tinha se ajeitado.
Porque para eles, a felicidade tinha nome: a família e os amigos. E nada como ter outro motivo de felicidade a caminho, não é mesmo?
Fim
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