Consequências Daquela Noite
26 Capítulo XXV- Felicidade
Notas iniciais
Capítulo XXV- Felicidade
Erza's POV
E um ano depois estávamos todos juntos novamente, dessa vez numa festa e uma ainda mais especial: o aniversário de 1 aninho da nossa princesa. Hoje, quando olho para o rostinho dela, vejo que tudo o que passamos de ruim não passa de uma lembrança muito distante, de certa forma, as vezes parece até que não aconteceu, porque tudo valeu a pena.
O mestre deixou que fizéssemos a festinha na guilda, e, modéstia a parte, ela ficou maravilhosa. Escolhemos o tema fadas, e mesmo não falando muita coisa ainda, sempre pareceu uma coisa que Suri dizia que amava de algum modo.
Decoramos a frente com balões coloridos por dentro de balões translúcidos, juntamente com algumas mesas imitando árvores cortadas. Já dentro da guilda, as paredes foram cobertas com vários tecidos coloridos junto com luzes coloridas. As mesas foram afastadas para dar espaço para os brinquedos que as poucas crianças presentes estavam usando com gosto. Haviam mesas com convidados espalhados nos arredores do salão e mesas maiores com doces e salgados variados igualmente espalhadas. No centro, de frente pro palco, estava a mesa com o bolo. Era uma mesa grande, o bolo branco e rosa de três andares estava no centro, rodeado com flores violetas. Na frente se encontrava alguns docinhos, nas laterais se encontravam componentes de jogos de chá, e rodeando a beira da mesa, vários cupcakes com coberturas coloridas finalizavam tudo.
Gray insistiu muito para fazer um espaço para os ''homens'' do lugar, então eu deixei a parte de trás da guilda para ele, onde ele no momento, fazia um churrasco com os outros garotos. Menos Natsu, que estava com cara de tacho dentro do salão, privado por Lucy de sair pra lá para que ela possa conversar com as meninas enquanto ele cuida do pequeno Shino, uma gracinha de garoto, loirinho dos olhos ônix. Eu sei que lá no fundo Gray o adora, também pudera, somos os padrinhos dele, mas ele vive implicando com o bebê e principalmente com o pai do bebê, só porque a Suri adora pegar nas mãozinhas dele. Besteira dele, claro, como se a menina fosse terminar a vida casada com ele. Claro que não.
Suri usava um vestido de tule verde menta, com várias saias, que davam uma aparência de leveza, tudo que uma fada deveria ter. Mas colocar esse vestido não foi algo pelo qual uma fada precisava passar. Veja bem, ela é uma criança muito doce, mesmo tento apenas um ano, você consegue ver isso. Mas calma e tranquilidade não pertencem a essa garota. Ela é a cópia do Natsu. Ela é afoita e barulhenta quando quer algo,igualzinha ao Natsu. E ela não queria colocar o vestido. Nunca vi a criança espernear tanto.
Ela começou a andar há pouco mais de um mês, eu achava que ela fosse estar cambaleante ainda, mas ela até arrisca correr um pouco no salão, mesmo com o vestido atrapalhando. Gray fica entrando e saindo, sempre para olha-la, como se eu não estivesse aqui. Ele pareceu perceber que estava ficando com raiva, e Lucy também, que falou:
—Erza, é melhor ele se preocupar demais que de menos! Veja o Natsu por exemplo, se ele tem algo pra fazer, ele acaba me deixando em segundo plano porque tenho que ficar com o bebê, então passei a obriga-lo a ficar sozinho com ele agora, assim ele aprende.
—Não entendi o que quis dizer.
—Bom, não estou dizendo para jogar na mesma moeda, mas devia conversar com o Gray, e sem brigar dessa vez.
—Ah, Lucy, você fala como se fosse fácil.- A loira riu.
—Mas é fácil, basta você não explodir.
—Lucyyy- Natsu gritou de longe.- Acho que ele ta com fome.
—Acho que tenho que ir, é só ficar calma, lembra que estamos na festa da sua filha.-Erza apenas assentiu.
Gray's POV
Eu via pelo olhar da minha esposa (ênfase no minha, que eu sempre fazia questão de frisar quando algum marmanjo se aproximava dela e da minha filha, como se ela fosse algum tipo de mãe solteira.) que ela estava ficando com raiva. Erza vivia reclamando que eu achava que ela não sabia cuidar da Suri direito e ficava limitando ela, observando demais. Acabamos tendo uma briga séria uma vez, e as coisas ficaram brabas pro meu lado. Aos poucos ficamos bem de novo, mas ela sentia isso vindo de mim ainda, era certeza.
A verdade é que isso não algo que eu faça de propósito. É mais como um instinto que sempre me leva aonde quer que as duas estejam. Não posso ficar sem olha-las por mais de dois minutos. Para mim é algo natural. Para a Erza, parece ser insuportável. Mas isso não tem nada a ver com a capacidade, que eu sei que ela tem, de cuidar da nossa Suri. É só que eu não consigo ficar longe delas. Perder as duas, seria a mesma coisa que me destruir. Elas são o meu mundo, tudo que eu tenho. Não posso me dar ao luxo de que algo, mesmo que bobo, aconteça as duas.
Resolvi me aproximar da ruiva, afinal, o olhar mortífero ainda estava presente.
—E então?
—E então?- Ela perguntou com ironia.
—Erza, por favor, já conversamos sobre isso. E agora não e o momento para discutirmos de novo.
—Pois é, então porque fica vindo checar tudo de cinco em cinco minutos? Sei que nunca fui o modelo exato para ser mãe Gray, mas eu sei cuidar da minha filha.- Suspirei. Ela estava com raiva.
—Então me desculpe.- Abracei-a da forma mais carinhosa que conseguia.- Você está cansada e nervosa com a festa, o que acha de descansar um pouco a sós?- Sussurrei em seu ouvido, mas acho que ela entendeu mal, porque se arrepiou e se afastou rapidamente, com as bochechas vermelhas.
—O-o que está falando? É o aniversário da sua filha, não devia pensar nessas coisas..-Ela não me encarava. Acabei rindo daquilo.
—Foi você que pensou em coisas que não devia Erza, só iria sugerir que fossemos para a cozinha para que você tomasse algo para se acalmar..-Ela me olhou espantada, depois com raiva. Ainda bem que estávamos mais afastados de todo mundo.
Parei novamente para observa-la. Ela estava estonteante num vestido preto com mangas de renda. Ele era um pouco curto, mas nada que eu não fosse aproveitar mais tarde.
POV Geral
Gray estava prestes a beijar a esposa, quando Makarov chegou de supetão.
—Então, quando vão cortar o bolo.- Os dois se separaram rapidamente, envergonhados. Até que Erza olhou pro relógio que usava e se espantou.
—Já está muito tarde, é melhor irmos logo.
Cantaram os parabéns, cortaram o bolo, as crianças corriam pra lá e pra cá enquanto os adultos se divertiam, e Erza e Gray olhavam de perto a filha, que ainda não estava acostumada com outras crianças.
Foram embora com os presentes quando já era madrugada. Erza apenas retirou o vestido e colocou na pequena um pijama macio. A própria, quase pendendo de sono enquanto ajeitava algumas coisas pela casa, sentiu quase como se alguém tivesse jogado um balde de água fria em seu rosto para que acordasse.
Na cama do casal, Gray a esperava, completamente despido. Ele a olhava de forma sexy, enquanto ela começava a ficar com vergonha.
—Então Erza, está com vontade discutirmos agora?
E eles não iriam mesmo discutir algo naquela noite.
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