Notas iniciais
O que estão achando? Estão gostando? Hoje algo muuuito legal vai acontecer, então se preparem. Boa leitura o/

Borrão.

Era como Erza lembrava do que aconteceu quando chegou no hospital. Só foi colocar os pés na recepção para passar mal e enxergar os momentos pela metade. Só depois Gray lhe contou que ela foi colocada numa maca e levada para ser examinada e que dormiu bastante, tanto que o dia ameaçava raiar já.

—O que os médicos disseram? O bebê está bem?

—Você não estava em trabalho de parto de verdade, era apenas uma ameaça. O bebê está bem também. Os detalhes ele disse que daria apenas quando você acordasse.

—Tudo bem então, o bebê estar bem é o principal.- O silêncio caiu de repente, assim como a chuva que começou fina do lado de fora. Ficaram assim até que Gray, depois de observa-la bem e ver que tinha um semblante preocupado pergunta:

—O que você tem?

—Nada.-Ela respondeu prontamente.- É só que isso me parece outro problema que chegou pra nos infernizar.- Nessa altura seus olhos já mostravam algumas lágrimas acumuladas nos cantos.

Antes que Gray pudesse levantar para impedir aquelas lágrimas, que nele tanto doíam que viessem dela, o médico chegou com uma prancheta. A ruiva tratou logo de apagar qualquer rastro de choro.

—Senhorita Scarlet, prazer. Creio que tenha tomado um baita susto, sim? Mas agora acredito que esteja sem nenhuma dor, correto?- O homem baixinho falava rápido e enrolava algumas palavras, mas nada que não pudesse ser entendido.

—Sim, achei que fosse a hora do parto, mas agora está tudo bem comigo. Mas e o bebê, está bem mesmo? O que aconteceu?

—Pois bem, você teve uma ameaça de parto prematuro, onde alguns sintomas do parto podem aparecer, mesmo que não seja a hora. Junto com isso teve falsas contrações, que não doem. Quando tivemos a certeza de que não passava de uma ameaça, constatamos que o bebê estava bem. Mas como a senhorita teve uma queda de pressão brusca e passou mal, achamos melhor deixa-la internada o resto da noite.

—Entendo. Mas o que causou tudo isso?

—Soube que teve um problema no começo da gravidez. Não está necessariamente ligado a isso, pois ter uma ameaça de parto prematuro é uma situação pela qual qualquer mulher pode passar. Mas o fato pode acabar provocando um parto prematuro de verdade, por isso é importante que se cuide bem. Descanse bastante e evite sair para lugares agitados.

—Tudo bem. E quando vou poder ir embora?

—Vou passar apenas uma ultrassom pra você, quando o resultado sair poderá ir embora. Preciso ir, qualquer coisa me chamem. -Os dois apenas assentiram. A chuva já havia parado, e o sol já dava seus primeiros sinais.

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—Seu bebê é bem forte, passar por tudo o que me falaram e está ai bem! Já se vê que é um mago pela força de vontade.- A médica se divertia impressionada pelas histórias que os dois contavam enquanto limpava o gel da barriga da ruiva.

—Pois é, ele aguentou muita coisa mesmo.- Erza passava a mão na barriga com carinho.

—É. Mas vocês não querem mesmo saber o sexo? — A doutora fez um biquinho de insatisfação quando soube que eles queriam que tudo fosse uma surpresa, e agora fazia o mesmo bico.

—Não queremos, é uma decisão que quero manter firme. Obrigada por tudo doutora.

Gray também se despediu e retornaram para o quarto para aguardarem o médico, que poucos minutos depois chegou dando a notícia de que realmente estava tudo bem, e que a ''mocinha'' estava liberada. Erza só riu, mas agradeceu. Hospital agora, só na hora do nascimento.

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—Pois é, Gray me fez passar uma semana em casa sem fazer absolutamente nada, por isso que vamos dar um ''passeio'' hoje.- Mesmo estando ao telefone, Erza fez aspas com a mão.- Mas não se preocupe, as 16:00 estaremos lá.

—Erza, vamos!- Gray gritou da porta. Estava esperando Erza terminar o telefone a o que parecia um século. E ele nem sabia quem era.

—Só mais um minuto.- Ela gritou de volta, retornando rapidamente ao telefone.- Tenho que desligar, se não resolver logo as coisas da gráfica ele vai ficar louco. Nos vemos mais tarde.- Ela desligou.

—Quem era? -Gray perguntou quando a ruiva finalmente alcançou a porta.- Você parecia bem entretida.- Ele falou com um biquinho fofo, o que fez Erza apertar sua bochecha e perguntar se ele estava com ciúmes.

—Por acaso está com ciúme do telefone, Gray?-Ela falou dando uma risadinha.

—Não era bem do telefone...-Ela deu uma risada que pra ele fez valer o dia.

—Era a Lucy, ela ligou pra saber como estávamos e perguntar porque não fomos mais a guilda.

—Ah, entendo.- Falou com uma gota na cabeça. Ele entendia. Entendia como se sentia idiota agora, depois de ter ciúmes de Lucy.

—Ela também pediu para irmos lá as 16:00 horas. Algo que ela e Natsu vão contar.

—Se é assim devemos correr pra gráfica.

—Sim.- E partiram o mais rápido que uma grávida de 7 meses podia andar.

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—Então ficam 100 cartões verdes, com desenho na lateral, certo?

—Isso.

—Bom, geralmente as mães pedem bem menos que isso, mas aqui o cliente manda. -A atendente falou em tom de piada.

—Pois é, garanto que toda nossa guilda vai nos visitar, então é melhor garantir.

—Ah, isso é. Bem, a encomenda está feita. Como pediram de forma urgente, a previsão é que em uma semana estará tudo pronto, caso não, ligaremos avisando.

—Obrigada, e até mais.- Os dois falaram.

—Voltem sempre.- Eles acenaram em resposta. Foram andando, dessa vez em direção a perfumaria.

—Você já tem algo em mente Erza?

—Pensei em sabonetinhos de espadas, o que acha?- Ela perguntou com a face mostrando total aprovação e determinação. Gray ficou imaginou da pior maneira possível, dando um risinho nervoso.

—Então, vamos ver as opções da loja pra depois pensarmos em espadas, ta bom? -Ele ria tentando contornar a situação.

—Mas se o bebê for mesmo um mago quero que aprenda a usar espadas logo. Ah isso me lembra uma loja que podemos personalizar as roupas, ai podemos fazer um macacão de espadas com detalhes em ver...

—Olha só, chegamos, vamos deixar a roupa de espadas pra lá.- Ele amava Erza, mas ela tinha ideias loucas as vezes. Adentraram a loja sendo recebidos de cara por uma jovem que não parecia ter idade para trabalhar.

—Boa tarde, em que posso ajudar?

—Boa tarde, viemos aqui para comprar sabonetes para bebês, para fazer lembrancinhas.

—Ah claro, venham por aqui.- Ela os guiou para outro setor da loja, onde se via sabonetes em sua maioria com cores mais claras e delicadas, e com formas infantis.- Qual cor seria?

—Bom Gray, acho que amarelo, para combinar com os cartões e o quarto não é?

—É, acho que se for no mesmo tom ficaria legal.

—Amarelos, certo, e em que formato vão querer?

—Você teria de espad...-Gray a interrompeu antes que pudesse terminar aquela frase.

—Estrelas, queremos de estrelas amarelas. -Ele disse afoito segurando o braço da ruiva.

—Claro, irei pegar.- A moça logo saiu, com medo da reação do moreno.

—O que foi isso Gray? Assustou a moça. E por que estrelas? Queria de espadas.

—Você não acha meio pesado dar lembrancinhas de espadas no nascimento de um bebê?

—Não, você acha?

—Er... Olha, lembra das estrelas que tem no teto, aquelas que brilham no escuro? Vai combinar.- Ele não queria contrariar Erza, embora também não quisesse espadas antes do filho completar ao menos 10 anos.

—Ah, verdade, tinha esquecido.

—Aqui estão. Me desculpem, mas na cor amarela só temos desse estilo.

—São lindos.- Disse Erza esquecendo-se completamente das espadas.

—São mesmo. Vamos levar 100 desses.

—100?- A mulher espantou-se.- D-devo mandar embalar?

—Claro, com fitinhas brancas, por favor.

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Depois das compras passaram numa lanchonete e depois seguiram para a guilda. Já estavam um pouco atrasados do horários combinado com Lucy, e quando chegaram estranharam o silêncio em que a guilda se encontrava.

De pé, em cima do balcão, estava um Natsu corado. Ele tentava disfarçar ao mostrar confiança e felicidade ao olhar para Lucy, que se encontrava escondendo o rosto com as mãos. Gray e Erza passaram pela multidão que estavam em volta dos dois, quando passaram por Mira, que gentilmente pediu que os dois não chegassem perto, pois todos estavam esperando uma resposta.

—E então Lucy? Você aceita? -Natsu perguntou enquanto a puxava para cima e passava uma mão em sua cintura.

—Aceita o que? — Os sois perguntaram a Max que estava ao lado deles, mas este só fez um ''shiu'' gesticulando com os dedos, os deixando com uma cara de tacho.

—Eu... Ai meu Deus Natsu.- Ela começou a chorar e escondeu o rosto na curva de seu pescoço, mas mantinha um sorriso envergonhado na face.

—É só dizer sim.- Ele então se abaixou, ficando de joelhos, e tirou um anel de prata simples do bolso.- Você quer ser minha esposa?

—Eu não acredito.- Gray falou, Erza mantinha a mão na boca desde que Natsu havia se abaixado, mas nesse momento, deu uma olhada rápida em Gray.

—Eu... -A guilda estava tão silenciosa que era possível ouvir um alfinete cair.- Eu aceito, seu idiota. -E finalizou selando seus lábios nos dele. A Fairy Taill explodiu em aplausos e assobios, enquanto se juntavam mais para parabenizar os mais novos pombinhos.

Quando a muvuca toda passou, Erza e Gray foram ao encontro dos dois, que ganharam drinks duplos oferecidos por Makarov. Gray se mostrava surpreso, mas feliz pelos amigos. Já Erza era a empolgação em pessoa.

—Eu não acredito que vocês vão casar!

—Pois é né, já que estávamos bem juntos, resolvi que era hora de dar um passo maior.- Natsu abraçou Lucy, que ainda estava meio muda pela vergonha.

—Parabéns aos dois. E cara, me conta, como foi isso tudo?- Gray falou. Lucy agradeceu e se desvencilhou de Natsu, indo falar com Erza.

—Tem dedo seu nisso né?

—O que? Claro que não, juro. Mas que surpresa não foi? Quando falou para vir achei que soubesse do que se tratava.

—E eu sabia, tínhamos combinado de finalmente falar que estamos namorando há mais ou menos um mês. Mas ele chegou aqui e de cara me pediu em casamento. Achei que ia morrer de vergonha ali.

—Meus parabéns, espero que sejam muito felizes.

—Obrigada Erza. Mas me conta, e como ta o bebê? O que mais vocês compraram?

Eles ficaram jogando conversa fora até o anoitecer, onde a festa ainda continuava no ápice. Como já pretendiam ir embora, foram aos poucos se despedindo de todos até finalmente conseguirem sair. Foram pra casa e já deitaram.

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Já havia se passado uma semana e eles já haviam pego os cartõezinhos. Com a ajuda de Lucy, Erza tinha terminado de prender os cartões aos saquinhos em que os sabonetes estavam. Estava tudo pronto, o quarto era sempre limpo por um dos dois e tudo andava em ordem na casa. Para não ficarem entediados, algumas vezes eles saiam parar comer fora.

Mas um mês depois de tanta monotomia, Gray teve a ideia de fazer um chá de bebê surpresa pra Erza. E depois de contar com a ajuda dos amigos passou a fazer missões fáceis e de pouco tempo para juntar um dinheiro extra. Erza suspeitava, e ele dizia que apenas estava ajudando Natsu nas coisas do casamento. O resto do tempo que passava fora era organizando e comprando coisas juntos com, principalmente, Mira e Lucy. Mas na última semana, a semana em que ocorreria a festinha, Lucy parou de ir por havia pego uma gripe, e mesmo que estivesse praticamente curada ainda se sentia um pouco mal.

Chegado o dia do chá, Gray resolveu encher Erza de mimos e para enganar para que ela se arrumasse, resolveu dar a ela um ''dia de spa''. Pretendia passar o dia com ela até a hora que fossem para a guilda, mas estranharam quando a campainha tocou. Quando atenderam, viram a loira, que carregava um embrulho dourado nas mãos. Gray se alarmou, pensando que Lucy fosse falar algo, mas seu rosto mostrava uma tranquilidade até suspeita.

—Boa tarde pessoal. Bom, eu tenho uma coisa pra contar aos dois, e como descobri hoje, quis vir logo contar. Quero que sejam os primeiros a saber. Tirando o Natsu, claro. Acho que a partir de agora não vou acompanhar tanto os dois, até porque já está quase nascendo não é?-Os dois continuavam confusos, mas assentiram. Se acomodaram na sala e Lucy começou a corar.

—Lucy, aconteceu alguma coisa?- Erza perguntou preocupada.

—Bom, primeiro quero dar o meu presente e o do Natsu. Desculpem ele não ter vindo, eles está cuidando de algumas coisas.- Ela olhou discretamente para Gray, que entendeu o recado.- Como acho que depois vocês vão ficar cheios de presentes, achei que era melhor dar com calma o nosso.- Ela entregou o presente, que estava muito bem arrumado. Quando Erza abriu, se encantou. Havia dois macacões brancos, com os dizeres: amo o colinho do/da titio/titia.

—Foi o Natsu que viu e escolheu. Compramos branco porque vocês ainda não sabem o sexo, então...

—Muito obrigada Lucy, eu adorei.

—Olha só, até que o cabeça de fogo sabe escolher bons presentes.

—Pois é...- Erza ainda admirava as roupinhas, quando lembrou que Lucy queria dizer algo e parecia encabulada. Resolveu ajudar.

—Então Lucy, você disse que tinha algo para nos contar também.

—Er... Sim, eu tenho. Queria que fossem os primeiros a saber, já que sempre estivemos juntos.

—E então...- Gray incentivou.

—CHEGUEI! -Natsu apareceu de repente, derrubando a porta da casa. Gray logo se enraivou, mas se acalmou quando viu o rosado olhar de maneira estranha para a noiva.- E então Lucy, já contou que também vamos ser pais?

—O QUE? -Gray e Erza saltaram do sofá quando escutaram isso e olharam para a loira, que sorria envergonhada.

—Então foi só noivar que já arranjaram um moleque pra criar né? -Apesar de dizer isso com cara séria, Natsu sabia que Gray brincava.- Parece que vamos estar no mesmo barco. Mas vou logo avisando, se for um menino e vier paquerar a minha princesinha, eu quebro ele e você seu cabeça de fósforo.

—Hãm? Como assim ô pervertido?-Os dois já se encontravam com as testas coladas, enquanto Erza e Lucy se abraçavam e a ruiva não parava de dar os parabéns a loira. Os quatro ficaram jogando conversa fora até a hora da festa, quando Gray disse que seria uma boa ideia jantar na guilda para comemorar, sendo essa a forma que achou pra enrolar a ruiva.

Quando chegaram lá tudo estava novamente silencioso, o que apenas Erza estranhou. E quando abriram as portas, tudo estava decorado em tons de branco e dourado, com o balcão servindo de mesa de doces. No meio do salão havia um bolo grande, que estava escrito ''Seja bem vindo(a)''. Uma caixa mais pro lado revelava os presentes que todos os amigos haviam comprado pro dois. Erza acabou por ir as lágrimas, o que espantou a todos. Mas depois de ganhar parabéns de todos ali, sua barriga serviu de tela de pintura para as meninas, que se divertiram desenhando e escrevendo algumas palavras ilegíveis. Erza, depois de tanto tempo sem comer seu precioso bolo, acabou se lambuzando e se deliciando com um enorme pedaço. Todos conversavam quando Natsu de repente gritou.- Erza, você fez xixi na roupa!

Tanto ela quanto os outros presentes olharam pra baixo. Uma poça não tão grande se formava abaixo dos pés da ruiva, que olhava espantada. Olhou para Gray, que estava com um garfo com bolo no meio do caminho para a boca.

—A bolsa estourou, vai nascer.- A ruiva falou calmamente. As contrações ainda não haviam chegado, por isso estava calma. Agora ela tinha certeza. Nasceria naquele dia.

—Não seria outra ameaç...-Gray foi interrompido pela ruiva, a guilda estava novamente em silêncio.

—Não, a bolsa estourou então vai ser agora Gray, preciso ir pro hospital antes que comece as contrações.- Nesse momento começou o alvoroço, alguns tentavam acalmar que Erza, embora ela mais se irritasse com o que diziam. Natsu tentava se acalmar e Lucy tentava acalmar Gray. Nisso Erza deu um urro de dor, as contrações tinham começado, e Gray finalmente acordou para o que tinha que fazer. Pegou a ruiva no colo e saiu para o hospital mais próximo.

Notas finais
FINALMENTE VAI NASCER GENTEEE! UHUU! Eu tava LOUCA pra postar esse capítulo, finalmente o príncipe ou a princesa vai dar as caras. Então, gostaram de saber que depois de tantos problemas, e mesmo sendo prematuro, ele ou ela vai nascer? Comentem o que vocês acham que é e o que preferem. E de novo Gray teve que levar a Erza as pressas pro hospital, mas é a vida. Nos vemos no outro sábado e nos comentários, beijos!