Notas iniciais
Então, o que estão achando? Estão gostando do rumo que a história está começando a tomar? Espero que sim. Bom, o capítulo de hoje foi menorzinho, mas tem uma coisinha lá no final que acho que vocês vão gostar. Boa leitura, nos falamos de novo lá nas notas finais o/

O tempo passava rapidamente para Erza e Gray. Com tantos afazeres para com o bebê, eles mal tinham tempo de piscar. E claro, dormir estava difícil também. Agora com sete meses de gestação, Erza nunca imaginaria que sua barriga, que nem era tão grande se comparada a de outras mulheres, pudesse atrapalhar seu sono, e isso a estava deixando nervosa.
O bebê era bem inquieto, e se mexia constantemente. E apesar disso a deixar feliz, ela achava que a noite isso era extremamente ruim. Parecia que em algumas noites o bebê estava dando cambalhotas em sua barriga, o que geralmente a fazia ficar enjoada.

Mas aquele dia tinha amanhecido diferentemente bonito. O outono ainda estava no começo, mas já havia várias folhas com tons de marrom e vermelho caídas sobre os gramados de Magnólia, o que, na opinião de Erza, fazia um lindo contraste, dando a ideia dela passear com Gray no parque depois do almoço.

Tirando os produtos de higiene pessoal, estava tudo comprado, em tons de verde-água, amarelo clarinho e branco. Erza e Gray apenas não haviam achado uma boa casa, por isso estava tudo encaixotado e guardado na Fairy Hills. Para falar a verdade, Erza havia gostado de algumas que foram recentemente inauguradas num condomínio fechado, que apesar de serem relativamente pequenas, tendo apenas dois quartos, um banheiro, cozinha, sala e um quintal, eram muito aconchegantes.

Ela teria comprado a casa no mesmo dia, não fosse Gray a ter impedido, alegando ficar muito longe da casa dele e que ele a queria sempre por perto. E novamente ofereceu sua casa para ela morar, nem que fosse nos primeiros meses, para ela ter ajuda. Erza não queria admitir, mas depois de tanto tempo insistindo, ela estava balançada em aceitar. Primeiro porque ela não tinha mais tanto tempo para achar uma boa casa, e depois alguns conceitos estavam mudados em relação a Gray. Agora ela tinha certeza do que sentia.

Já não era mais uma simples amizade de infância que preenchia seu coração quando pensava nele, e sim uma grande paixão, que ardia cada vez mais a cada dia, que parecia aumentar ao mais leve dos toques ou a cada vez que o via. Talvez nem mesmo fosse paixão, era realmente amor.

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Gray estava em frente ao espelho, se olhando de ângulos diferentes. Usava uma camisa branca, com calças escuras e sapatos sociais. Os cabelos estavam devidamente penteados para trás e ele tinha uma caixinha vermelha nas mãos.

Lá havia uma aliança dourada com a seguinte inscrição na parte de dentro: Que seja eterno enquanto dure. As vezes se perguntava porque exatamente ele tinha comprado aquilo. Mas a lembrança daquele beijo renovava, mesmo que um pouco, as suas esperanças de ter algo com Erza.

Olhava com carinho para cada detalhe da caixa de veludo. Era incrível a sensação que ele sentia toda vez que abria a caixinha. Sua imaginação o levava para um futuro perfeito, onde seu bebê repousava tranquilamente nos braços de Erza, e, consequentemente, a ruiva repousava ao seu lado, encostada em seu peito. Ambos olhavam para o bebê apaixonadamente, como se estivessem realmente hipnotizados.

Balançou a cabeça, parando de sonhar. Estava atrasado para pegar Erza para ir almoçar, e ele sabe o quanto uma mulher grávida sente fome e se irrita por não comer logo. Saiu rapidamente, pensando em aproveitar o dia mais frio para tomar um chocolate quente no período da tarde. Como os dois não pegavam mais missões sobrava bastante tempo para saírem juntos.

Chegando perto da Fairy Hills avistou Erza no portão, olhando para o relógio.

—Erza!- Ele gritou antes de subir o pequeno morro.

— Antes tarde do que nunca Gray.- Ela desceu calmamente o morro, e ele se permitiu olha-la calmamente. Ela usava um vestido azul escuro de manga comprida que ia até os joelhos. Ele era mais justo do que os que ela normalmente usava, mas sua barriga não era exageradamente grande, então ficava bonito. Alias, Erza ficava linda de qualquer maneira.

—Vamos?- Ele perguntou, dando-lhe o braço. Ela afirmou com a cabeça e deu-lhe o braço também.

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— O que vão querer senhores?- O garçom estava com um bloco de notas, pronto para anotar, mas Erza demorava a escolher, o que estava deixando o funcionário nervoso.

— Erza, escolhe logo que o garçom não tem o dia todo. Por que não escolhe o mesmo que eu?- Ela parou de olhar o cardápio no meio instante e o encarou com raiva.

— Gray, eu não vou me entupir com uma picanha gordurosa. Vai fazer mal pro bebê e pra mim. Tenho que escolher algo mais leve. Bem, vou querer a salada n°6 com purê. E vou querer também o filé com fritas com uma porção extra de arroz. Vou querer o primeiro combo de sushi e também quero macarrão com queijo. Quando eu terminar eu peço a sobremesa.

— Ótimo, assim que estiver pronto eu trago.- Falou o garçom que saiu satisfeito depois da grande demora.

— Você reclamou da minha picanha mas pediu esse monte de coisa. De que adianta então a hidroginástica que você está fazendo?

— Adianta muita coisa, não viu que eu perdi já algum peso? E além de tudo o exercício ajuda na gravidez. Mas eu estaria perdendo mais peso se ainda estivesse fazendo a natação.

— Mas você não vai mais continuar a natação enquanto aquele professor estiver ensinando. Você mesmo admitiu que ele mais tentava pegar em você do que dar aula.

— É, é. Mas a gente podia ter procurado em outro lugar. Existem vários professores de natação para grávidas por ai.

— Mas combinamos de dar preferência a casa antes de resolver outro exercício pra fazer. À propósito, você se resolveu? Sabe que a minha proposta ainda está de pé não é?

— Sim, eu sei Gray. Mas eu realmente gostei daquela casa que vimos no condomínio, pra mim era aquela e pronto.

— Erza, aquela casa fica quase no limite da cidade, chega a ser até perigoso. Sem falar que quero que nossa filha possa andar a pé até a minha casa com segurança.

— Filha? Você ainda insiste nessa história Gray? Pode ser um menino sabia?

— Saber eu sei, mas eu sinto que é uma menina. Acho que sou meio sensitivo pra essas coisas sabe?

—Sei, você e essa sua sensibilidade.- A ruiva revirou os olhos ao falar.- Ah, esqueci de te falar. Senti um pouco de cólica ontem a noite. Mas eu liguei para o médico na mesma hora e ele disse q é normal nessas altura da gravidez. Mas que se as dores forem mais fortes era pra correr para o hospital.

— O que? Mas Erza, isso é perigoso. Eu sabia, você não pode ficar sozinha. Se você desmaia e acaba morrendo?

— Eu hein Gray? Vira essa boca pra lá. É claro que eu fiquei com medo, mas não quero me precipitar.

— Erza, vamos morar comigo, nem que seja enquanto você escolhe alguma casa, eu fiquei mais preocupado agora.

— Gray, eu já te fa...

— Com licença senhores. — O mesmo garçom que os atendeu agora servia, com a ajuda de outro garçom, toda a comida.

— Pense e me diga.- Depois disso Gray ficou em silêncio. Acabou que nem passearam no parque como Erza queria.
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Chegando em seu quarto, Erza tomou um banho e foi se deitar um pouco.

—O que eu faço com o seu pai ? Você quer ir morar com ele?- Balbuciou sozinha alisando a abarriga mais uma vez como fazia todas as noites antes de pegar no sono.

Acabou sonhando com Gray como já era de costume, só que dessa vez foi um pouco diferente, no sonho ela segurava em seus braços uma linda menina, Gray estava ao seu lado sorrindo para ela, havia um pequeno detalhe, em sua mão esquerda tinha uma aliança dourada linda na sua opinião, Gray também tinha uma igual a dela.

Acordou assustada com o sonho, que na sua opinião estava mais para uma alucinação do que um sonho em si.

—Gray fala tanto em ser uma menina que isso já esta me afetando. Falava enquanto tentava se recuperar do sonho.

Isso a fez pensar mais ainda no fato de estar sozinha nesse período tão importante da gravidez.

Ela já não sabia o que fazer. Claro que sentia medo de ficar sozinha e passar mal, mas o que podia fazer? Ficar mais perto de Gray só aumentaria o que ela estava sentindo. Tendo pensado mais um pouco resolveu o que ia fazer. Pegou o telefone e ligou para Gray.

— Gray? Está decidido. Quero ir morar com você.

Notas finais
E então, surpresos?? Espero que sim, porque nem eu imaginei colocar isso no final quando estava pensando na história, eu e a Elza pensamos que isso fosse se encaixar depois somente, mas calhou que o momento mais propenso fosse agora. Espero que tenham gostado e nos vemos lá nos comentários. Até a próxima!