Notas iniciais
Oioi amores, desculpem da demora (: ~♥ (Sério, por favor).
Estava morrendo de saudade u.u
Estou estudando muito e odeio escrever de qualquer jeito, tipo sem prestar atenção, então fico editando e editando até achar que ficou bom. Bem, mas agora eu criei um roteiro bem legal para a história, então provavelmente não vão mais demorar tanto. E, quanto às coisas da escola, também estou me organizando para eu tirar o fim de semana de folga para escrever.
Enfim, vamos lá! Espero que gostem! Boa leitura~ ♥

Capítulo 4: RISOS


As provas estavam chegando como ondas de um tsunami. Não para a visão de todos, claro, mas para Naruto sim. E mais: para o loiro, aqueles exames pareciam algo bem pior. Sakura suspirou quando o mesmo apareceu em uma das reuniões do Conselho Estudantil, pedindo ajuda a ela.

– Naruto, você teve tanto tempo para me pedir ajuda, vem pedir logo na véspera do último dia antes das provas começarem? – ela balançou a cabeça.

Naruto assumiu uma expressão de bebê chorão.

– Ah, Sakura-chan... eu pedi ajuda, mas como tenho dúvida em muitas matérias, acho que não deu tempo de ver tudo... – ele murmurou. Sakura abaixou a cabeça, derrotada. Realmente, Naruto não sabia nem os conteúdos do sexto ano do fundamental – E então? Vai fazer alguma coisa hoje à noite?

Sakura pensou um pouco, olhando para o teto, imaginando um jeito de ajudar o menino.

– Certo. Tenho uma ideia. Espere a reunião do Conselho terminar, sim? Vou daqui a pouco; vamos juntos.

Naruto sorriu, feliz como nunca. Sakura pediu licença para a equipe do Conselho – que discutia, justamente, a questão da tutoria/aulas particulares aos alunos com notas baixas, na tentativa de ajudá-los a recuperar as notas – assim que o loiro se retirou e procurou um nome na agenda do celular. Hinata passara o telefone do primo para Sakura assim que a rosada o conhecera, na festa de aniversário da Hyuuga. Falando em Hinata, ela também participava do Conselho Estudantil, desde um ano antes. A família era muito conhecida e Hinata entrou na equipe facilmente. Ah, e já voltara de viagem.

Sakura sabia que Neji era muito inteligente e, por estar em um nível mais avançado e, principalmente, já dar aulas particulares para alunos com dificuldade, Sakura pensou que pudesse ajudá-la a salvar Naruto.

– Alô? – ele disse, com a voz modificada pela tecnologia.

– Neji? Oi, oi – Sakura cumprimentou – é a Sakura. Tudo bem? – Neji abriu um sorriso ao saber que era a amiga esquisita da prima. Sakura sempre jogava Knect quando ia na casa de Hinata, ficava pulando feito louca tentando dançar “Just Dance” no nível Hard. Ino tinha o jogo em casa, então sempre deixava Sakura no chinelo. Mesmo assim, isso não impedia a rosada de dar o seu melhor em todas as rodadas. Quando Sakura ia embora, só se viam fios de cabelo cor-de-rosa espalhados pelo chão.

– Tudo, e você? – Sakura respondeu que também, sorrindo.

– Hm, queria te pedir um favor. O meu colega, o Naruto – Sakura quase riu imaginando a careta que o loiro faria se ouvisse Sakura se referindo a ele como um “colega”; Naruto era praticamente seu melhor amigo – está precisando de ajuda, principalmente em Álgebra. Vamos ter prova depois de amanhã. Eu tentei o máximo, sabe? Na verdade, acho que ele não presta muita atenção no que eu falo. – Neji suspirou nessa parte: “Por que será, né?”. Já vira o Uzumaki babando nela algumas vezes, mesmo que Sakura nunca notasse ou desse muita bola – Então pensei que, talvez, com a sua ajuda e o seu método, desse mais certo.

Neji só olhou no relógio para responder.

– Eu marquei de assistir um filme aqui com os caras lá pelas oito, oito e meia. Sete está bom? Qualquer coisa, vocês ficam até um pouco mais. É que eles vão dormir aqui, então para nós não tem problema. – Sakura gelou. “Caras? Que caras?”

– Ahn... – ela gaguejou – T-Tá, tudo bem. Mas e não vai ficar tarde para vocês irem para a cama? – Neji bufou.

– Aqueles lá vão dormir na hora de acordar, Sakura. Vai por mim. Ainda mais agora que eu consegui a nova versão de Call of Duty. – Sakura rodou a cabeça. “A nova versão...?”, mas ignorou.

– Feito. Então... às sete? – Neji confirmou e se despediu.

♜

Sakura estava com um short jeans preto meio rasgado. O adorava. Era seu coringa, usava em quase tudo, para ir a quase qualquer lugar. A blusinha branca regata ficou para dentro do cós alto do short e o colar grande se destacava. Tinha medo de esfriar, então foi de casaco. Um bem leve, só para dar aquela sensação de “Não estou desprotegida”. Naruto, ao seu lado, com uma camisa branca e jeans. O tênis que usava era bem parecido com o de Sakura, o que o surpreendeu.

– Estou usando tênis de mulher?! – explodiu ele.

– Vish... – Neji deixou escapar, ao abrir a porta, vendo que também usava um tênis muito parecido com o da rosada – vamos torcer para que seja ela quem está usando tênis de homem.

– Ei – Naruto rodou a cabeça de Sakura para Neji e de Neji para Sakura, apontando para um de cada vez – É o cara do outro dia!

– Neji, obrigada por se dispor a nos ajudar – Sakura sorriu, Naruto abriu a boca desproporcionalmente de susto. “AHN?”, o loiro gritou, barulhento. Sakura abaixou a cabeça, derrotada – Naruto, pedi para Neji te ajudar já que você não absorve uma palavra sequer do que eu digo. – Naruto parou o chilique e encarou Neji por uns instantes.

– O QUE? – Disparou, se distanciando – Eu é que não quero professor homem! Já tenho que aturar o de Sociologia, Química, Álgebra, Geografia e o de futebol, com aquele short curto esquisito! – Neji sorriu.

– Não estou de short, estou?

Sakura sorriu e murmurou um “Vamos, Naruto. Seja bonzinho”, que fez o loiro entrar na casa, cabisbaixo. Sakura sorriu, admirando a casa. Havia algum tempo não vinha na casa de Neji. Só ia acompanhada de Hinata – que até viria, mas teve que sair com os pais; Lembrou-se que, da última vez que viera, fizera cookies para todos, ao fim da tarde. Ela futricou na mochila que trazia, dependurada nos ombros e tirou de lá um caderno. Neji mostrou onde ficariam para estudar, disse que ia buscar o material e deixou Sakura e Naruto sozinhos na sala.

– Sakura-chaaaaaaaan – o loiro choramingou. Sakura o olhou, assustada – Você me enganou. Pensei que era uma aula como as de antes... – ela revirou os olhos.

– Neji é um ótimo professor, Naruto. Pare de frescura.

– Mas eu quero você – ele começou a chacoalhar Sakura pelos ombros, que ficou parada feito uma morta. Que argumento era aquele? “Ai, Jesus...”, Sakura pensou, um tanto irritada. Logo uma raiva a dominou e ela segurou os ombros do Uzumaki com força. Este parou de chacoalhá-la no mesmo instante.

– Quer reprovar? – ele fez que não, morrendo de medo; tremeu mais ainda ao ver a veia saltando na testa da delicada flor à sua frente, dominada pela bipolaridade – Que sair do time de futebol? – fez que não – Quer ficar aqui até o Natal, estudando sozinho? Quer ver todo mundo um ano na sua frente? Quer ser taxado de burro por todo mundo, mais do que já é? – Naruto balançou a cabeça várias vezes seguidas, bambeando as pernas. Sakura suspirou e, deixando a ira de lado, sorriu, amigável – Que ótimo. Então... – sua face voltou à expressão anterior, a de fúria – CALE A BOCA, sente aí e escute o que Neji vai ensinar!

Naruto assentiu, engolindo em seco, massageando os ombros doloridos assim que Sakura os soltou. Neji entrou na sala pouco depois, sorrindo.

– Bem... ahn, aconteceu alguma coisa? – ele perguntou, diante da expressão de Naruto. O loiro sorriu amarelo. “Não, nada não. Tudo bem. Sem problemas. Belezinha.” Sakura sorriu: “Que amor, esse Naruto”. Neji ficou sem entender, mas ignorou, estilo “melhor não perguntar”. Sakura perguntou onde estavam seus pais e Neji respondeu simplesmente, meio morto: “Trabalhando. Chegam lá pelas onze...” e sentou-se entre Sakura e Naruto. Sakura sorriu, dando de ombros. E Neji começou a maratona com Naruto.

O Uzumaki fez exercícios; no início teve dificuldade mas – Sakura se surpreendeu com aquele ritmo –, depois, passou a concluí-los com uma agilidade admirável. Era a mesma fórmula. Em menos de uma hora, metade da matéria teórica estava praticamente terminada. Neji não foi interrompido por Sakura nenhuma vez, embora ela parecesse indignada: “Mas... é exatamente o que eu explico a ele! Não é possível... ele sempre arruma um jeito de se distrair nas minhas aulas. Se fosse assim, como está indo, em pelo menos algumas das tardes que eu tento ajudá-lo, já seria o primeiro aluno da nossa sala”. Neji só foi interrompido quando a campainha tocou, ecoando pela casa.

– Ih – ele pareceu despertar – devem ser eles.

Sakura, naquele meio tempo, acabou esquecendo completamente sobre “os caras” que também viriam, mas para ver filme. Um tremor percorreu seu corpo, desde a ponta da unha do pé até virar faísca na ponta dos fios de cabelo. As mãos tremiam.

– Hm, Naruto... ficou alguma dúvida, alguma coisa? – Ela perguntou, enquanto Neji se dirigia à porta. Sakura catava suas coisas, desesperada.

– Ah, na verdade tenho sim, Sakura-chan. O que iss...

– Certo. Arrume suas coisas, vamos para a minha casa e eu te respo... – ela interrompeu Naruto, que a observava de um modo confuso e assustado, mas foi interrompida de volta pela mesma voz nojenta daquele dia.

– Flor de cerejeira? – “Ai, merda...”, Sakura rogou, já fechando os olhos de medo. Virou-se devagar e pode ver, claramente, Gaara a fitando, admirado. Talvez com o short curto, talvez com a pressa que ela estava de sair, talvez com o fato de ela estar sozinha, com Naruto e Neji, na casa do Hyuuga. Mas, com certeza, admirado – Que saudade eu estava de você. Não nos topamos pelo colégio nunca, não é? Acho que essas coisas não acontecem assim, por acaso. – Ele sorriu e se aproximou –... Ou você estava fugindo de mim?

Sakura gelou.

– Haha, imagine – disse – me dê um bom motivo para eu fugir de você depois daquilo.

– Daquilo? – Neji perguntou, confuso – O que aconteceu? – Sakura só conseguiu olhar para Naruto, que a lançava um olhar preocupado e, ao mesmo tempo, desconfiado. Ele sabia que Sakura nunca o contaria nada, ainda mais por saber o quanto ele se preocupava com ela. Mas, mesmo assim, naquele momento, a raiva do Uzumaki por simplesmente pensar em Gaara fazendo qualquer coisa com a sua Sakura foi tão grande que ele chegou a rosnar para o ruivo.

– O que foi que você fez? – ele se levantou. Gaara piscou.

– Eu? Nada, ora. Que stress. Eu fiz alguma coisa, Sakura? – Gaara foi se distanciando e se jogou no sofá, tomando posse do controle remoto e ligando a televisão. Sakura arqueou o cenho.

– Não. – Disse, por fim. Algo a incomodava. Estava faltando algo, que ela estava esquecendo. O que a estava deixando preocupada simplesmente por chegar perto de Neji, mas que não era Gaara. Algo que parecia mil vezes mais importante, mas que ela não conseguiu lembrar de imediato. Havia alguma coisa que...

Ah, sim.

Sasuke entrou na sala, fitando o degrau que acabara de passar e segurando um refrigerante de dois litros e meio. Olhou para frente, e o som que estremeceu as paredes no segundo seguinte foi o da embalagem de plástico se deformando, ao cair no chão. Os dedos de Sasuke não respondiam seus comandos.

Gaara tirou os olhos da TV e o olhou, discretamente surpreso.

O moreno olhava para Sakura como se ela fosse um fantasma. Já ela, olhava para ele perplexa e um tanto assustada. Piscaram algumas vezes. Neji também ficou perplexo, devido ao choque que os dois tiveram ao ver um ao outro. Mas, diferente de Sasuke, Neji respirava perfeitamente bem.

– Sasuke – Gaara se pronunciou, sorrindo daquela maneira danada – sua prenda vai ser abrir esse refrigerante que acabou de derrubar.

♜

– Adoro essa parte – Neji enfiou a mão no pote de plástico. Naruto brilhou os olhos e também encheu a boca de pipoca.

– Ele vai dar duas de direita e um de esquerda. O cara vai cair no chão e... – o loiro descrevia os movimentos completos do protagonista do tal filme de ação que assistiam detalhadamente. – Aí, há. Eu sei que vocês pensam que ele morreu, mas ele não morreu. Olha lá, olha lá.

Sasuke estava de um lado do grupo, entediado. O filme era uma porcaria. Sem contar que, qualquer tentativa de assisti-lo estaria completamente frustrada pela presença de Naruto ali, contando tudo o que aconteceria no segundo seguinte. E, claro, Sakura, sentada do outro lado. O moreno arriscava observá-la alguns segundos, mas notou que não adiantava nada: em sua cabeça, Sakura já estava projetada perfeitamente, nos mínimos detalhes e, sempre que a olhava e via que ela não o olhava de volta, seu coração se partia em um milhão de pedaços. Por que olhar, então?

E, além do mais, nem gostava dela realmente, não é?

Sakura ficou quieta, tanto quanto Sasuke, do lado oposto ao dele. Tudo o que falasse poderia condená-la. Sasuke poderia achá-la ridícula ou admirá-la. Sakura não era do tipo que se preocupava com isso. Mas só de tê-lo ali, presente, no mesmo cômodo que ela, aquilo já a fazia querer repensar tudo o que sairia de sua boca. Ela admirava os pisos de madeira encerados e o teto, de cobertura e gesso bem acabados, quando Gaara soltou uma de suas bombas:

– Assistir filme com você é uma merda, hein, Uzumaki? – Sasuke abaixou a cabeça, mais entediado ainda. Sakura espiou Gaara e Neji riu. Naruto empinou o nariz e cruzou os braços.

– Não todos. – Sakura sorriu – Só os que ele já assistiu. Aí pode desistir.

Neji riu mais, Sasuke olhou para Sakura, com sua costumeira expressão de “não estou nem aí” e Gaara sorriu, animado. Sakura falara com ele. Indiretamente, mas falara. E, agora, ele poderia chegar mais adiante. Naquele momento, por duas vezes Sakura já tirara o braço do ruivo de trás de suas costas. Gaara estava quase implorando por atenção, e não perderia uma chance de começar um assunto.

– Hm, e o Conselho? Vai mudar alguma coisa no clube de box? Porque, sabe, estamos bem desse jeito – ele sorria, conquistador. Sakura, ao notar que a pergunta era para ela, amaldiçoou Gaara na mente. “Além de ter que pensar duas vezes antes de falar qualquer coisa, para não sair nenhuma bobagem, ainda tenho que conversar? Tipo, falar rápido?!”. Então, entrou no piloto automático.

– Ah, acho que as mudanças vão ser gerais, para todos os alunos, como, por exemplo, as que fizemos no Manual do Aluno. Não para um clube específico. Talvez só para o nosso, mesmo, algumas coisas passem a mudar. O Conselho Estudantil é tão pobre em candidatos para eleição que estou querendo tornar as coisas mais interessantes para a integração de mais alunos – Sakura deu de ombros. – Mas, no fim das contas, o clube de box vai continuar a mesma coisa.

Gaara piscou, assim como os outros.

– Neji – a rosada sorriu, vendo que ninguém se pronunciaria – você faz parte de algum clube? – Gaara amaldiçoou o Hyuuga na mente.

– Ah – ele fez uma careta – eu participava do de xadrez, mas o professor acabou tendo que se afastar do colégio e o clube foi suspenso. Agora faço só karate. – Os olhos de Sakura se iluminaram, e reinou a incredibilidade saudável.

– Mentira! – exclamou, animada – me ensina uns golpes?

Neji pareceu confuso, assim como Sasuke e Gaara. Mas Naruto só sorriu, vendo a animação de Sakura e logo se juntando a ela:

– Sim, sim, por favor! – Ele gritou – Ia ser maneiro, cara.

Neji balançou a cabeça em reprovação, mas sorriu e logo se levantou do tapete da sala. Gaara arregalou os olhos, incrédulo. Sasuke só revirou os dele. Naruto pulou para o lado de Neji. Sakura pediu ajuda para levantar e Naruto a puxou com força pelas mãos, enquanto ela esticava os joelhos atleticamente. “Certo”, Neji murmurou “Vamos para a segunda aula do dia”. Mas Sasuke nem ouviu o que ele disse. Muito menos Sakura.

Só prestavam atenção um no outro, o tempo todo. Mesmo não querendo.

Sasuke, por exemplo, só pensava em duas coisas: 1) Sakura era a pessoa mais encantadora que ele já vira – se acreditasse em milagres, poderia dizer com certeza que a moça era um – 2) Neji era péssimo em karate.

– Haha – Gaara começou a rir sem parar – faz essa pose de novo, Neji. Por favor. Parece um... pato manco tentando dançar jazz – e ria. Neji só fez uma careta e interrompeu o treinamento.

– Vocês podem vir aqui em casa outro dia – e empinou o nariz, sentando novamente no chão da sala. Sakura sorriu, divertida. Naruto ficou emburrado. Gaara não interrompeu o riso, diferente de Sasuke que só fitou sua direita, desconfortável.

– Bom... – Sakura deu de ombros, de repente – acho que é isso. Vamos, Naruto? Muito obrigada pela ajuda, Neji. Não sei o que faríamos sem você.

O loiro abriu um bico quase tão grande quanto o de Sasuke ao ouvir aquilo.

– Já vai? – Gaara e Neji perguntaram juntos. Sakura sorriu, sem ter muito o que fazer e explicou que ainda ia tirar algumas dúvidas de Naruto e que também não gostava de ir tarde para casa. – Ah, sim, tudo bem – Neji sorriu e acompanhou Sakura e Naruto até a porta. Gaara se despediu dela com um beijo no rosto que, inclusive, por pouco não pegou no canto da boca.

Sakura não era – nunca, jamais, em hipótese alguma – enrolada por ninguém. Mas ela era realmente muito boa em enrolar.

Para Sasuke, ela apenas lançou um tchauzinho com a mão direita, tentando erguer os três livros de Álgebra que trouxera para a aula de Naruto com a mão esquerda. Pegou uns 30 exercícios de cada um, e só. Mas Naruto fizera todos, bem facilmente, para o gosto dela. O loiro tinha muita capacidade.

Sasuke só sorriu de canto, em um silêncio abafado. Ela estreitou os olhos, ainda sorrindo e olhando para ele, e aceitou a mão de Neji em seu ombro, guiando-lhe até a porta. Naruto olhou feio. Gaara sorriu, divertido. O ruivo sabia que Sakura era a última bolacha do pacote, mas aquilo não importava se ela fosse dele algum dia. Não importariam quantos dessem em cima dela, ela só iria desejar seus olhos verdes escurecidos e sua pele pálida. Só se sentiria atraída por suas calças punk fora de moda e suas camisetas pretas estilo regata, sempre coladas. E ele adoraria essa realidade distante.

Mas, então, antes que a rosada saísse, algo roubou um súbito desespero vindo da parte de Gaara.

– Te vejo amanhã – Sasuke disse, em um tom alto o suficiente para que ela ouvisse. No mesmo instante, Sakura empurrou a mão de Neji de seu ombro e voltou-se para dentro da sala novamente. Ao ver que não era alucinação, que havia sido Sasuke realmente quem dissera aquilo e que, naquele momento, lhe sorria, sereno, ela quase ficou sem fala. Mas mordiscou o lábio e sorriu novamente, levemente corada:

– Sim. Até amanhã, Sasuke-kun. – E se virou para Neji, que sorria, indo embora.


Gaara e Sasuke demoraram alguns segundos para assimilar a informação. Na cabeça dos dois, o mesmo pensamento – “Tchau, Gaara”, “Até mais, Neji. Obrigada”, “Vamos, Naruto?”, foi o que ela dissera.

E, então... “-kun...?”. Um tremor intenso de felicidade dominou o estômago do Uchiha, logo espalhando-se por todo o corpo do mesmo. Gaara observava cada mínimo movimento que o moreno dava, notando até mesmo a careta que Sasuke fez instantes depois, provavelmente reprimindo-se por ter falado com ela, caído na armadilha, e ter sido, novamente, fraco a ponto de se entregar completamente a ela, tão facilmente, mesmo que ela não tivesse feito nada demais.

E, de repente, no silêncio da sala – na incrível máscara da falta de assunto quando, na verdade, há muito o que ser dito –, aquele riso charmoso e irônico fez estremecer as paredes:

– Haha – o ruivo ria, sem humor, daquele modo seco, e olhou diretamente para Sasuke, após ter certeza que conseguira sua atenção – melhor você providenciar logo essa ida na sua casa. – Sasuke ficou rígido, como ficava sempre que o assunto era aquele – O meu “–kun” já está atrás do seu nome. – sorriu, em silêncio por alguns instantes e voltou a olhar para o Uchiha, agora extremamente sério – e, sabe, isso... está começando a perder a graça.

Notas finais
Yay! Prontinho. Gostaram? *-* Ah, e eu tive a ideia de colocar uma música representando cada capítulo a partir de agora, e talvez até editar os outros, colocando músicas correspondentes. Aí vocês clicam no link que eu colocar no início e leem o capítulo escutando a música, haha. Legal, né? E, também, eu posso colocar a música do próximo capítulo nas notas finais, para vocês já ouvirem antes de ler. Vai dar trabalho, então só coloco se vocês acharem uma boa.
Bom, é isso, eu acho. Até o próximo capítulo :3 ♥~