Conselho Estudantil

15 Matéria sobre a Presidente


Notas iniciais
OOOOI galerinha *-*
Gente, nesse cap vai ter uns palavrõezinhos. Mas não se preocupem, nada ofensivo ok?
Estou MUITO BRAVA com a estrutura dos meus capítulos. TEM UM MONTE DE PARÁGRAFOS FANTASMAS! Aí eu entro, arrumo, salvo e eles CONTINUAM LÁ! Af, ignorem isso pra mim, ok?
Já tá até me desanimando.
Agora, uma boa notícia: hora da festa. ESTAMOS COM 99 REVIEWS NA FIC, MOÇADA! (palmas) AEEEEE! Estou muito feliz gente, muito obrigada pelo apoio e pelo carinho *-*
Vamos ver quem vai mandar a review 100 HDUASIHDIU.
MIL BEIJOS e boa leitura ♥

Capítulo 15: MATÉRIA SOBRE A PRESIDENTE

– Como Presidente eu digo que, a partir de agora, na semana de feriados, o Conselho Estudantil não fará reuniões a tarde. Eu tenho notado que, apesar das muitas tarefas nas costas do clube, muitos membros aparecem para distrair os que estão trabalhando. Então... – Sakura suspirou – bom, não quero mais que vocês venham. Eu virei sozinha para resolver as coisas que eu precisar resolver.

Ela falava com mais força do que nunca; a voz autoritária. E, mesmo assim, ninguém prestou muita atenção em suas palavras.

Não tiravam os olhos do cabelo.

A porta se abriu em um ruído insuportável e Shikamaru entrou, com um lápis na orelha, equilibrando milhares de papeis na mão e sustentando a mochila no ombro direito.

– Desculpe o atraso, eu tive que... – e ele subiu os olhos. O que viu fez com que ele interrompesse o que dizia, imediatamente. Hipnotizado, ele piscou, tentando confirmar a visão.

As pessoas que estavam na sala o encararam, tremendo em nervosismo.

– Ela... – Shikamaru estreitou os olhos – cortou?

E todos engoliram em seco, olhando para Sakura novamente, em um giro de 180 graus com o pescoço. Os olhos verdes pareciam mais destacados. Os cabelos, agora, estavam na autura do pescoço, rebeldes, repicados. A franja também diminuíra.

Visivelmente, ela havia cortado sozinha. Provavelmente com um canivete.

Sakura encarava Shikamaru com olhos sérios, até meio gelados, com um olhar cortante. Levando aquilo como uma resposta, todos da sala voltaram a encará-lo, preocupados. “Ela não está em um bom dia. Não provoque, não perturbe”. Ele, em um toque, arregalou levemente os olhos e balançou a cabeça discretamente, sem tirar os olhos dos dela:

– Ficou bonito – alguns suspiraram, aliviados. Sakura não teve reação a princípio, até que também pareceu cair em si e assentiu de leve, finalmente desviando o olhar discretamente e sorrindo fraco.

– Obrigada – murmurou.

Mesmo assim, ele não conseguiu tirar os olhos de primeira. Só depois olhou em volta, como se pedisse uma explicação. Mas ninguém soube o que dizer.

– Era só isso que eu tinha para dizer. Com licença – Sakura desceu os degraus que a tiravam do chão calmamente, sem expressão.

Jogou a bolsa nos ombros e saiu. A saia rodada dançando no vento.

Os passos firmes.

– Sakura! – Hinata disparou atrás dela – Sakura, espere aí! – a Haruno não parou de andar, apenas disfarçando e olhando para os lados antes de voltar a olhar para frente, quando a Hyuuga a alcançou. – Calma aí. O que aconteceu com você?

Sakura fez de confusa, com um sorriso.

– Ué, não aconteceu nada, Hinata.

Hinata estreitou os olhos, dolorida, andando mais devagar. Sakura passou em sua frente, receosa. E quando a Haruno julgou estar sozinha, Hinata puxou seu braço para trás:

– Por que você cortou seu cabelo?

Sakura a encarou por instantes, sem resposta e de repente deu de ombros, espremendo os lábios como se segurasse o choro.

– Eu acordei assim. Pensei que estivesse sonhando quando cortei.

Hinata se afastou um pouco.

– Você está doente?

– Não.

Foi a vez da Hyuuga espremer os lábios.

– Sabe, Sakura-chan... – começou ela, com o olhar perolado no chão, meio insegura – acho que você está fazendo tempestade em copo d’água. – Sakura começou a balançar a cabeça, querendo interromper – A Ino não queria...

– Hinata, por favor – Sakura implorou. A voz firme, embora o choro entalasse na garganta – eu não quero mais saber. Não por enquanto.

– Sakura, você tem que levar em consideração que a vida da Ino não é nossa. É dela – a Hyuuga não parou – E, no dia do baile, ela estava meio “nem aí pro mundo”. Parece que os pais tinham brigado de novo... bem, o pai partiu pra cima dela e... é complicado. Você sabe como é a Ino.

Sakura ficou estática por instantes.

Tentou respirar fundo, tentando parecer calma. Não conseguiu. O chão pareceu não estar mais lá e ela simplesmente arqueou o cenho, tentando esconder a dor. Aquilo era como um soco no estômago.

Na verdade, ela preferia mil vezes um soco no estômago.

– Então foi – a voz dela falhou – no dia do baile.

Hinata arregalou os olhos de leve, como se repensasse o que tinha dito, procurando o que havia de errado. E não ousou dizer mais nada quando Sakura assentiu e deu as costas, indo embora.

Por um instante, não fez sentido. Mas, de repente, não precisou fazer.

Ela se sentia tão machucada que não fez questão de usar seu lado investigativo. Não fez questão de ser a Presidente. Quis ser apenas a Sakura – agora magoada –, uma vez na vida.

Só Sakura. Sakura Haruno.

Não, nem Haruno. Só Sakura. Só o que ela era. Uma garotinha magoada.

Mas não podia.

Assim que entrou na sala e jogou a bolsa em sua carteira, lá estava o jornal da escola. Sorria para ela, zombando. E, na primeira página havia sua foto. Os cabelos ainda compridos, os olhos furiosos. Gaara logo ao lado.

O título fez seus olhos se arregalarem de preocupação, enquanto ela tocava a mão na testa:

“SERÁ QUE ELA PERDEU A CABEÇA?”

♜

– Como isso foi acontecer? – Tsunade arregalou os olhos, com o jornal nas mãos. O tom era alto.

– Eu não sei! – Sakura protestou – Eu pensei que o pessoal desse colégio tivesse coisa melhor para falar no jornal. Além do mais, nem passou pela minha cabeça qu–

– “A Presidente do primeiro ano, Sakura Haruno, também recém Presidente do Conselho Estudantil, gritou como nunca nessa quarta-feira” – a diretora leu em voz alta – “Talvez o Conselho Estudantil seja muita carga” – Tsunade ergueu uma sobrancelha – “e a esteja impedindo de”... – deu uma pausa, fazendo uma careta incrédula – “a esteja impedindo de sorrir como antes”? Como é que é?! Quem escreveu essa imbecilidade? Meu Deus! Aqui. Matéria por... olha, foi esse tal de Shino. Prendam-no!

Shizune piscou, atônita. “Está falando sério?”.

– O que vamos fazer? – Sakura suspirou.

– Não tem o que fazer – Tsunade balançou a cabeça, desolada. A Presidente olhou para o lado:

– Bem, pelo menos não falam 100% de mim. Estão falando dos clubes. No geral. – Ela pigarreou.

Tsunade deu uma olhadela e voltou a atenção ao jornal.

Um silêncio dominou a sala enquanto ela terminava de ler a matéria. Disfarçadamente, Sakura olhou no relógio de pulso delicado.

– Bom, eu já tenho que ir – disse ela, pegando a bolsa sorrateiramente.

Tsunade olhou.

– Ahn? – E fez de confusa – Para onde? Ainda faltam dois minutos para bater o sino de saída, Sakura.

A Haruno espremeu os lábios, forçando um sorriso.

– Pois é – e deu de ombros, andando até a porta de costas, virada para a diretora – Eu ando saindo um pouco mais cedo.

Tsunade piscou algumas vezes, sem tirar os olhos da Presidente. Quando Sakura abriu a porta e ameaçou sair, a diretora mordeu a ponta do lápis que tinha nas mãos, meio desconfiada, falando mais alto:

– Sakura – e a Haruno ficou imóvel. Só colocou a cabeça para dentro da sala novamente:

– Hm?

– Você está evitando alguém?

A pergunta deixou Sakura sem muita resposta. Ela torceu o nariz, virou a cabeça de leve e espremeu a porta com os dedos.

– Não. De jeito nenhum.

A diretora sorriu, maldosa.

– Sei – murmurou – Bem, então não se importa em esperar mais um pouco.

Sakura espremeu os olhos.

– Na verdade, eu me importo. – Choramingou ela.

Tsunade arregalou os olhos, voltando-se para a aprendiz novamente, estupefata com a falta de classe que ela de repente desenterrara.

– Como é?

A Presidente deu um sorrisinho em resposta.

– Então está evitando alguém – a diretora apontou, irritada.

Sakura xingou em pensamento, com um suspiro.

Olhou para Tsunade derrotada e, com uma voz passiva e falsamente calma, implorou:

– Posso ir?

Tsunade deu um suspiro longo e cansado antes de abanar a mão, indicando para que ela saísse.

Antes de desaparecer, a Presidente correu até a diretora e beijou sua bochecha, cheia de ternura, sorrindo. Tsunade balançou a cabeça negativamente, em desaprovação.

– Um dia eu ainda te pego, menina – gritou ela para Sakura, e conseguiu ouvir sua risada desaparecendo ao longe.

A Haruno caminhou discretamente pelos corredores até trompar em algo na hora de virar para o pátio central. Eles não chegaram a trompar. Ela sentiu sua presença e olhou para cima, encontrando os olhos ônix ali, vivos, a encarando.

Sasuke Uchiha estava sério, apoiado na parede, de braços cruzados.

– S-Sasuke – ela sussurrou. O sangue corria mais forte nas veias, o coração pulsava a mil. E havia algo dentro dela. Ela não sabia se era pânico ou adrenalina. Ele tirou o ombro da parede e avançou em sua direção.

– Sakura, você anda fungindo de mim?

Ela fechou os olhos de prazer ao ouvir a voz dele, escapando rouca por seus lábios, esquecendo-se completamente da pergunta.

Mas, ao abri-los, ela via o Sasuke que havia dormido com sua melhor amiga no dia em que se fez de namorado perfeito para ela. Como era triste. Eles pareciam nunca dar certo. E a dor aumentava a cada segundo.

– Você cortou o cabelo? – Ele acrescentou, surpreso.

– Fugindo? – Murmurou ela, ignorando a segunda pergunta. Na verdade, ela não sabia qual das duas era pior.

Sasuke arqueou o cenho.

– Minha sala é bem ali – apontou ele – E tem janela pra cá. Você tem saído mais cedo. Eu te vejo passar por aqui todos os dias cinco minutos mais cedo do sinal porque sabe que estou sempre te procurando na saída. – Ela espremeu os lábios, nervosa – Sakura, por que você está me evitando?

Ela fechou os olhos com força, furiosa.

– Quer parar de ser tão patético? Você sabe exatamente porque! Eu já sei, beleza? Eu já sei de tudo. E, Sasuke, eu só quero te dizer uma coisa a respeito disso – ela respirou fundo. Sasuke tinha a expressão confusa mais linda do mundo – Se você está em dúvida, se você não sabe com quem quer ficar, eu escolho por você: – o Uchiha não parou para piscar – fique com ela. Porque eu não sou uma opção sua. Nunca fui opção de ninguém e não é porque eu te amo que eu não vou me dar o valor que eu mereço. Então não cabe mais a você escolher, você não tem mais tanta mordomia.

Ele balançou a cabeça, mostrando o quanto aquilo não fazia sentido, mas ela não deu tempo para ele falar:

– Você foi muito sacana comigo, Sasuke. De novo. Você e a Ino e todos os outros! E eu não estou muito bem com ninguém agora. Aliás, principalmente agora. Foi no dia... – as lágrimas caíram e a voz ficou trêmula – do baile? Sasuke, eu não preciso disso. A última coisa que eu quero – ela soluçou – é ver essa sua cara de idiota, de quem não está entendendo uma palavra do que eu estou falando, tentando me convencer de que foi tudo um mal entendido e que me ama e que vai ficar tudo bem.

A voz dela ia perdendo a força conforme as frases iam chegando ao final.

– Porque eu nunca vou te perdoar. O que você fez comigo não tem perdão. E eu sugiro de todo o coração e com todo o carinho que você não faça isso com mais ninguém. Ou então você vai morrer sozinho.

E ela deu um empurrão nele com o corpo, correndo para a saída. Ele encarou suas costas e foi atrás, em passos largos, sem pensar duas vezes.

– Sakura, por Kimi-sama, você quer fazer o favor de me escutar? – Indagou ele. Mas ela não se dignou a olhá-lo nos olhos.

– Vá se danar – murmurou, por fim.


♜



Naruto saiu assim que bateu o sino.



Desta vez, pela saída dos fundos. Jiraya viria buscá-lo e odiava o movimento da frente daquele lugar.


Não havia sorriso no rosto do loiro, mas ele não se sentia exatamente mal. Respirou a brisa que chegou, de repente. Atravessou o pátio e os corredores e, ao descer as escadas da entrada dos fundos, se deparou com Sasuke Uchiha sentado no último degrau, pensativo.

E não disfarçou o susto.

Fez o possível para ir embora, mas a curiosidade matou o gato. Era uma ótima oportunidade. O que ele fazia ali? Parecia abalado, bravo.

O coração do Uzumaki era bom demais para simplesmente não se importar. E ele fez uma careta, ainda encarando as costas de Sasuke.

Seria estranho simplesmente chegar e perguntar o que aconteceu.

Naruto estalou os dedos, com uma ideia. Reposicionou a mochila nas costas, com um pulinho e partiu marchando até a frente do Uchiha, onde ficou desfilando, fingindo prestar atenção na fonte do outro lado da rua, na formiga que bateu em seu pé, a espera de um chamado, que ele teria certeza que viria quando Sasuke o visse.

Mas Sasuke não o chamou.

Então ele, sem olhar para o ex-melhor amigo, começou a interpretar alguns papéis do clube de teatro para os céus, começando com I Dreamed a Dream de “Les Miserables” e sendo interrompido na segunda música de “Mama Mia!”.

– Naruto, que merda é essa? – Sasuke disparou, agoniado. O loiro parou, estático. E virou-se para o Uchiha com um sorriso amarelo, coçando a cabeça.

– Sasuke? Nossa, não tinha te visto aí – mentiu ele, na cara-de-pau.

Sasuke revirou os olhos.

– Mas, diz aí, brow – o Uzumaki foi se aproximando dele, sorrindo de orelha a orelha – O que aconteceu? Você parece... ahn, meio caidão.

– Vá embora daqui – Sasuke resmungou, virando o rosto.

Naruto suspirou, sem tirar os olhos do Uchiha. Agora ele estava sério.

– Olha aqui, Uchiha – começou ele – eu sei que a nossa convivência não é das melhores. Mas é agoniante ter alguém com quem eu não me dê bem. Seria chato ter que ficar ansioso para ver as salas todo o começo de ano, pra mudar logo caso eu tivesse caído na mesma turma que você. Aliás, se eu estivesse no seu ano. – Sasuke fez questão de balançar a cabeça, tentando mostrar o quanto aquilo soava ridículo. Mas Naruto ignorou – Então me faz esse favor e vamos resolver isso de uma vez.

Sasuke ainda olhava o orizonte, escutando tudo com uma careta por causa do Sol que batia em seus olhos.

– Não precisamos ser amigos, mas – Naruto limpou o rosto, fungando. Imediatamente, o Uchiha voltou-se para ele e se deparou o com as lágrimas grossas correndo no rosto cicatrizado. E não resistiu, soltando uma gargalhada alta. Naruto fechou as mãos em punhos – NÃO TEM GRAÇA, SASUKE! SEU DESGRAÇADO, EU ESTOU ABRINDO MEU CORAÇÃO!

Mas ele ainda ria. E, depois de um tempo, a graça foi se dispersando. E instantaneamente eles ficaram em silêncio.

Até que, para a surpresa de Naruto – que ainda fungava –, Sasuke disse:

– Nunca achei que tivesse sido culpa sua, dobe – O loiro arregalou os olhos – Sempre pensei que o problema fosse eu. Só que eu fui orgulhoso demais para admitir e dicidi sozinho que não poderia mais me distrair com nada. Eu vijiaria meu clã com a minha vida. Minha mãe sofreu demais. Talvez até mais do que Itachi e eu juntos. Eu não poderia tirar os olhos dela.

E Sasuke, pela primeira vez, olhou para o Uzumaki.

– Eu peço perdão.

Naruto trincou os dentes, já quase babando de tanto chorar. E voou sobre o amigo, soluçando e berrando.

– Eu te amo, irmão! Eu te amo pra caralho, teme – gritou ele. Sasuke resmungou alguma coisa mas, por fim, acabou soltando um “Eu também te amo pra caralho, dobe”.

E, achando necessário, ele completou:

– E acho bom você desistir da minha mulher. – Naruto ficou imóvel e se afastou para encará-lo, checar se ele falava sério. Sem resposta, perguntou:

– Você está falando sério?

Sasuke Uchiha falava sério.

– Estou.

Naruto soltou alguns palavrões, furioso.

– Desde quando você gosta dela, Sasuke? Desde quando se importa? – Indagou ele, já vermelho de raiva. Sasuke não se preocupou em mudar a expressão.

– Desde que ela me salvou. Desde que me apaixonei por ela. – Disse ele. A voz grave.

– Te salvou de quê, donzela? – Naruto resmungou.

– De mim mesmo, seu imbecil. – Sasuke grunhiu – E isso é serio. Eu a amo.

– Eu também – Naruto rebateu rapidamente, berrando – E a amo há mais tempo. Sempre estive ao lado dela e você é egoísta demais para deixá-la ser feliz pelo resto da vida. Não pode simplesmente chegar dizendo que gosta dela e achar que por isso vou desistir. Nós dois amamos a Sakura do mesmo tanto!

– Mesmo duvidando disso – começou o Uchiha – você tem razão. E o que eu sei é que ela também ama nós dois.

Naruto esperou. E Sasuke prosseguiu:

– Mas é comigo que ela quer ficar.

O Uzumaki retorceu o rosto em uma expressão de dor. A raiva que o invadiu foi indescritível. O pior de tudo era que Sasuke tinha razão. Ele sempre tinha razão.

– E o que você está fazendo aqui? – o loiro finalmente perguntou, entre dentes, obrigando-se a mudar de assunto. Sasuke desviou o olhar, suspirando.

– Ela enlouqueceu.

– Quem?

– A Sakura.

Naruto balançou a cabeça, confuso:

– Como é?!

– Ela está me evitando. Do nada – explicou Sasuke, irritado.

Naruto arregalou os olhos.

– Ah, a que “te escolheu” está te evitando, agora? – Indagou o Uzumaki, irônico. Sasuke soltou um palavrão, furioso. “Quer calar a droga da boca?” – A Sakura não evita as pessoas do nada. Teme, acho que ninguém faz isso, aliás. O que você fez? Porque você com certeza fez alguma coisa. E das ruins, porque ela também não é de evitar as pessoas. Ela vem e joga na sua cara tudo o que você fez de errado. E, geralmente, ela te diz o quanto você é despresível, em outras palavras. Se ela não está nem falando com você é porque ela acha que você já deve saber que é extremamente despresível.

– Eu não tenho a menor ideia – resmungou ele – Eu realmente não fiz nada. Estava tudo bem até esses dias. – Sasuke suspirou – Ela enlouqueceu.

Naruto fez de pensativo.

– Será que não é por causa do jornal?

– Que jornal?

– O jornal da escola. Ela está na primeira página. Inclusive, eu ia passar na casa dela pra ver se ela queria um... hm, consolo. Sabe como é.

Sasuke arqueou o cenho.

– Não ouse.

Naruto simplesmente ergueu as mãos, como se estivesse se rendendo.

– Você está com esse jornal aí? – Perguntou Sasuke, imediatamente. Naruto futricou na mochila e balançou a cabeça negativamente, olhando em volta.

– Não. Mas, epa, olha aquele cara ali – ele apontou.

Sasuke estreitou os olhos.

– O que tem ele, Naruto? – perguntou ele, entediado.

Mas Naruto já tinha levantado e corrido na direção do rapaz. Shino, o cara que escrevera a matéria, recuou assim que o viu se aproximando. A expressão mostrava o medo que sentia de Naruto, como se ele fosse um cachorro babão. Sasuke assistiu quando o Uzumaki berrou algumas coisas e, por fim, se aproximou novamente dele, já com um jornal em mãos.

– Ele tem um monte de cópias. Haha, gente boa, esse Shino – Sasuke deu outra olhada para o pobre Shino, sobre o ombro do Uzumaki, e viu que ele quase tremia de pavor.

Naruto era completamente alienado e fora de órbita.

Ele jogou o jornal para o Uchiha, que viu a foto de Sakura na primeira página. Ela parecia irritada. Estava com a mesma expressão que usava quando ia reclamar de alguma coisa, falar que algo não tinha o menor sentido, que era injusto.

“SERÁ QUE ELA PERDEU A CABEÇA?”

Sasuke espremeu os lábios.

– Merda...

Naruto sorriu.

– Haha, pelo menos não é só você que acha que ela ficou louca, né, teme? – Sasuke ignorou a piada, pensativo.

Mesmo que ela estivesse brava com aquilo, ela deveria estar no máximo chateada. Não tinha nada a ver com ele. O Uchiha percorria a imagem rapidamente com os olhos, sentindo-se inconformado. Não fazia o menor sent...

Foi quando um estalo o percorreu.

– Ei, teme, esse aí não é o Gaara? – Naruto apontou, no mesmo instante, como se finalmente tivesse notado. Como se tivesse lido pensamentos. Sasuke ficou em silêncio, os olhos fixos no cabelo vermelho fogo.

– É ele mesmo, Sherlock Holmes – ele murmurou.

Notas finais
aiai, esse cap ficou comédia, viu. Amei escrever HDUIASHDIU.
Gente, se vocs estiverem com tempo, deem uma olhadinha na minha outra fic, a Hunger Games. Eu mudei a sinopse e tem uns dois capítulos novos :33
É o contexto do HG com os personagens do Naruto e várias mudancinhas. Vale dar uma conferida pra me fazer feliz, né? :c
Tá aí o link: http://fanfiction.com.br/historia/266310/The_Hunger_Games/ageconsent_ok
MIL BEIJOOOOOS, ATÉ O PRÓXIMO CAP ♥
(Gostou? Antes de sair, deixe uma review ou uma recomendação~ ♥)
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.