Conselho Estudantil
6 Atmosferas
Notas iniciais
Demorou, mas aqui estou -rimou (três vezes q).
Bom, ninguém me mandou mesmo a opinião sobre as músicas por capítulo, então não vou colocar.
Mas aí está, o Episódio 1 - Casa do Sasuke, de dois. O próximo capítulo também vai ter uma parte na casa do Sasuke, só para constar.
Boa leitura~
Capítulo 6: ATMOSFERAS
O som da campainha fez Gaara sorrir, com os braços apoiados na cama.
– Você ouviu?
Sasuke só o encarou, sério e sem expressão, se levantando no objetivo de atender a porta.
– O som da vitória – Gaara respirou fundo, sustentando o sorriso.
Suas calças, naquele dia, eram verdes. Ainda de estampa xadrez, ainda com o cinto fino de caveira amarrado à cintura. E a camiseta regata escura colada ao corpo. Mas a cor da calça era verde, naquela tarde. Verde, Gaara supunha, era a única coisa que tinha em comum com Sakura Haruno.
Os olhos. Verdes.
E nem era o mesmo verde. Os olhos de Gaara eram riscados de escuridão, cheios de lembranças, enquanto os de Sakura eram puros e limpos. Sakura via o mundo com o olhar do céu.
Sasuke ficou parado, pensando no que o impedia de dar meia volta no mesmo instante e dar uma surra naquele demônio que ele sustentava no próprio quarto, na própria casa. Sakura o esperava na porta. O esperava, com sonhos que, naquela mesma tarde, seriam quebrados ao extremo por ele. E, o pior, sonhos que ambos possuíam. Sonhos um tanto fáceis de serem realizados, mas praticamente impossíveis na visão adolescente. E, caso ele virasse e desse uma surra em Gaara, mesmo que alguns problemas fossem solucionados, ele provavelmente iria parar em um tribunal e levaria bem mais surra dias ou até semanas mais tarde.
Não que isso importasse.
– Não vai atender? – o ruivo perguntou, ainda de olhos fechados, perdido nas lembranças que restavam do cheiro de cerejeira.
Sasuke relaxou os ombros e deu passos até a escada, de onde analisou, já sem a presença de Gaara, a sombra que aparecia por baixo da porta. O cheiro também já irradiava até ele, do fundo da memória. E ele podia até prever a pontinha de nervosismo que ela teria, a deixando ainda mais encantadora. Então, quando o Uchiha abriu a porta – depois de dar uma ajeitada básica e extremamente rápida no cabelo, como de costume – não soube descrever o tamanho de sua decepção:
– Oi, Sasuke – Naruto sorriu, vingativo – minha vez de falar com a Sakura.
Sasuke piscou.
– O que? – Foi só o que disse, enojado.
– Ela está aqui, não está? – Naruto foi entrando, causando em Gaara um susto, como se o mesmo acabasse de acordar de um pesadelo (onde a linda voz de Sakura Haruno se transformava no ruído irritantemente desafinado de Naruto Uzumaki) e o fazendo espiar o fim da escadaria da porta do quarto.
– Ei, é o loiro idiota do Conselho Estudantil – apontou – O que ele faz aqui?
– Ele não é do Conselho – Sasuke suspirou – Nem se quisesse. – Naruto ficou vermelho de raiva.
– Estou procurando a Sakura. Ela está aqui, não está?
– Qual é a sua, Naruto? – Sasuke se enfureceu – Ela não está aqui. Como é que vou saber onde ela está? – Gaara lançou um olhar surpreso para Sasuke.
– Mas ela não vem aqui hoje, Sasuke? – questionou. Sasuke cerrou os punhos, suspirando, encurralado. Naruto piscou, refletindo por instantes enquanto Gaara só olhava para Sasuke, esperando uma resposta.
– Certo – Sasuke fechou a porta – espere conosco, então, Naruto.
Mas Naruto continuou parado, dentro da casa, na frente da porta, agora fechada, absorvendo informações.
– ENTÃO – ele disparou, de repente – ELA VEM MESMO?!
Sasuke deu um pulo de susto, voltando-se para Naruto novamente, já no meio da escada. Gaara arregalou os olhos, cerrando os punhos.
– Eu fui até a casa dela para tentar falar com ela e a mãe dela disse que ela ia à casa de um colega hoje – o loiro explicou e apontou o dedo para Sasuke Uchiha – e como você foi falar com ela hoje, em particular, eu já imaginei que ela viesse aqui. Não acredito que acertei! – Gaara murmurou um “Muito menos eu” e Naruto estreitou os olhos: – E o que é que a Sakura-chan vem fazer aqui, com vocês, bando de marmanjos do segundo?
Gaara, embora sorrisse, se apressou em dizer:
– Acho que ela cansou dos moleques do primeiro. Pelo menos, com a gente, ela não sai só por pena. Acho até que ela prefere assim. – Naruto rosnou de raiva. Sasuke viu as horas no celular e olhou para Naruto.
– Ela já deve estar chegando – disse, antes que o Uzumaki conseguisse responder para Gaara. E perguntou, ainda: – O que quer com ela?
Naruto só desviou o olhar furioso que lançava de Gaara para Sasuke.
– Escute bem – disse, fazendo Sasuke erguer o queixo.
– Estou ouvindo.
– Não – Naruto bufou – Escute bem – repetiu, apontando o dedo para o rosto do Uchiha – Eu não vou entregar a Sakura de mão beijada para você. – Foi a vez de Sasuke estreitar os olhos – Eu sei o que vocês pensam, eu sei da gente com quem você anda – e olhou para Gaara com desprezo – Você não pode ser diferente. E sei que Sakura é inocente o suficiente para vocês conseguirem enganá-la a ponto de ela confiar em vocês. Mas saibam, principalmente você – e olhou fundo nos orbes de Sasuke –, que eu não vou desistir dela por nada. Porque ela me salvou quando eu pensava que não havia mais saída. E porque eu, diferente de vocês, amo a Sakura.
Depois de um tempo de silêncio, onde uma atmosfera de rivalidade ia crescendo, na qual Gaara tinha um meio sorriso estampado no rosto, Naruto brotava ódio e Sasuke ficava sério, refletindo, o primeiro fez-se pronunciar:
– O que quer dizer?
– Quero dizer uma das poucas coisas que sei é que ela é boa demais para andar com vocês. – Naruto cortou, ainda com os olhos azuis cheios de ira.
– Ah, e você é digno da companhia dela? – Gaara riu.
Naruto ficou em silêncio por instantes, mesmo com a resposta já formulada e na ponta da língua. Estava transformando toda a raiva em um sorriso irônico.
– Eu ao menos não vou iludi-la e, de repente, quebrar seu coração em pedaços. – Gaara desmanchou o sorriso, postando-se sério lentamente. – Porque eu sou um homem – enquanto os dentes de Naruto só iam se revelando, um por um, num sorriso gigante – E o único moleque aqui é você, Sabaku no Gaara.
“A sabedoria é mostrada de acordo com quem diz. E aparece de repente, quando menos se espera, por quem nem sempre se prevê, em momentos de fúria, onde já não é a pessoa quem está falando.”
“Mas, sim, sua alma.”
De repente, um cheiro diferente invadiu o ambiente. Só Sasuke notou, já que de repente foi levado ao caminho da loucura.
– Merda – reprimiu em tom baixo – Sakura está aqui.
Mas foi a senhora Uchiha quem entrou na casa sorridente, e parou ao lado da porta, já confusa. Sakura só entrou depois, logo atrás da mulher:
– Nossa, Tia, e todas as quintas-feiras tem o... – mas interrompeu ao ver os três rapazes em silêncio, lhe encarando, todos de pé no meio da sala de estar. A atmosfera seria sentida pela Haruno de longe se a porta não estivesse fechada. E depois de um minuto de silêncio, Sakura, ainda de olhos arregalados, tentando desvendar o que ocorrera ali, começou as perguntas com a peça mais incomum no quebra-cabeça: –... Naruto?
O loiro coçou a cabeça.
– Já estou de saída, Sakura-chan. – Anunciou – Passei na sua casa, mas você não estava. Queria falar com você. Aliás, sua casa é caminho para a minha. Não quer ir comigo?
– Desculpe – ela disse, ainda sem entender muito bem o que Naruto fazia ali.
O Uzumaki parou de coçar a cabeça e a fitou, confuso.
– Eu vou mais tarde, na verdade. Vim só dar uma passadinha, já que Sasuke disse que estaria aqui hoje. E... bem, ele disse que teria – ela lançou um olharzinho nervoso para o Uchiha, que sentiu uma corrente elétrica estremecer-lhe o corpo – Call of Duty.
Tanto Sakura quanto Sasuke estavam em um campo minado.
Sakura já até mesmo via a cena onde Naruto dizia: “Ué, mas você nem ao menos conhece esse cara direito! O que está fazendo na casa dele, com tanta naturalidade?”. Mas lançou um olhar um tanto suplicante a ele, que o Uzumaki – mesmo desligado como era – entendeu no mesmo instante, com milhares de questionamentos.
– Certo – tentando, com todas as forças, sustentar o sorriso, Naruto pediu: – Só me ligue quando chegar em casa, então, tudo bem? Tenho que falar com você. – Sakura assentiu; ele só queria uma explicação. A rosada quase suspirou de alívio. Naruto olhou para a mãe de Sasuke, antes de sair: – Quanto tempo, senhora Uchiha.
– Realmente, Naruto – ela sorriu, sincera – apareça mais vezes.
Naruto trocou olhares com Sasuke: ela não sabia de nada sobre aquilo.
– Claro. Verei o que posso fazer – e sorriu novamente, saindo – Tchau, pessoal. E até mais, Sak-chan.
Sakura acenou e, perante o silêncio que insistia em estender na sala, a senhora Uchiha disse:
– Sakura estava me ajudando com as compras. Querem cooperar, meninos?
Gaara riu, recuperando o humor forçado. Sakura o olhou.
– Claro. Vamos, Sasuke – o ruivo puxou o Uchiha até fora da casa. Mas o mesmo não parava de olhar para a garota à sua porta, em sua calça jeans surrada, all stars e sua blusa femininamente larga, com flores e alguns beija-flores desenhados. Ela, por sua vez, só prestou atenção no perfume forte de Sasuke, diante de tanta vergonha que tinha de olhá-lo nos olhos, assim que ele passou por ela, guiado por Gaara até a calçada.
– Venha, Sakura, a cozinha é logo aqui – a mãe Uchiha foi cortando a casa.
– Oh – a menina sorriu – Certo.
♜
Estavam os três sentados no chão do quarto de Sasuke, atentos à partida. O celular de Sakura vibrou e ela leu a quinta mensagem de Naruto suspirando, sem ter muito a dizer ao Uzumaki.
“E aí, Sak-chan? Já chegou em casa? Não se esqueça de me ligar”
E, mais tarde, uma de Ino:
“Ei, Sakura-sem-vergonha! O que é que você está fazendo na casa do Sasuke? Naruto me ligou! Como assim? Me ligue assim que ler essa mensagem”
Quando Sakura quis atirar o celular aos mares, Naruto mandou:
“Sak-chan, me desculpe se você não queria que eu ligasse para a Ino, mas eu liguei porque estou meio preocupado com você aí. E você nem para responder minhas mensagens! Só a primeira, Sak-chan, você respondeu. Agora ela está querendo ir aí te ver”
“Me ver?”, Sakura balançou a cabeça, em reprovação. “O boca-aberta do Naruto já disse que estou na casa de Sasuke, com Gaara e ela quer me ver? Haha, ah, tá bom”. Espiando Sakura e a vendo sorrir, digitando uma mensagem no celular, Sasuke ficou desatento ao jogo. E Gaara começou a gritar com ele, porque estavam perdendo.
– Gosta de ganhar, Gaara? – Sakura ainda sorria, olhando para o celular, enquanto falava.
Gaara virou os olhos do jogo para fitar a moça de corpo esguio largada no chão, estendida entre a cama e o piso. Era o momento perfeito. Havia quase quarenta minutos que jogavam, Sasuke provavelmente iria buscar sandubas ou sucos de limão. Aliás, ele nunca faria isso, mas Gaara certamente daria um jeito de dá-lo um toque e ele e Sakura ficariam sozinhos no quarto. E Sakura acabara de falar com o ruivo, então se Sasuke saísse agora, seria ótimo.
– Estou com sede – Gaara pausou o jogo e se arrastou até o lado de Sakura.
Sasuke só o espiou:
– Você sabe onde é a cozinha.
E voltou a olhar a tela da televisão de plasma, onde o jogo corria. Sakura olhou para Sasuke, divertida. Este estava de costas para ela, então não viu. Mas Gaara viu, e perante a raiva que sentiu de Sasuke por não ter entendido o que queria dizer de primeira, tentou recuperar o humor:
– Sabe como é, Uchiha – sorriu – eu só não morro de preguiça por preguiça de morrer.
Sakura estremeceu. Sasuke não a deixaria sozinha com Gaara no quarto, deixaria? Uma súbita onda de medo surgiu, banhando sua alma com aquela água gelada. Sasuke virou o rosto.
– Nossa, temos algo em comum. – Sakura passou a parecer uma espectadora de um jogo de pingue-pongue.
– Vamos, Sasuke, eu sou um convidado.
– E eu um anfitrião. O mínimo que você podia fazer para me compensar por te receber na minha casa é me poupar trabalho. – Ele não deixaria. Ele gostava dela, certo? E estava dando a entender que não deixaria. Está tudo bem, Sakura.
– Puxa, o que a Senhora Uchiha diria se ouvisse isso? – Ops.
Sasuke estalou o pescoço e Sakura arregalou os olhos.
– Você não faria... – murmurou o moreno, irritado.
– Ela está lá em baixo? – Gaara ignorou – Acho que é mais fácil mesmo pedir a ela, que já está mais perto da cozinha. Ela que, aliás, vai adorar saber que o próprio filho não...
– Já entendi – Sasuke se levantou, irritado, dizendo quase em um grito.
Murmurou um palavrão antes de sair e fechou a porta, deixando-a ali, fraca, tola, incrédula, confusa e vulnerável. Mas não se foi.
Sasuke Uchiha ficou parado, ao lado da porta, encostado na parede, por instantes, de braços cruzados. Gaara perguntaria o por quê do showzinho antes de ir pegar a droga da bebida. E o que ele diria? Não queria ir. Não queria deixá-los sozinhos. Na teoria, era a solução para seus problemas. Na prática, uma estaca de metal modelando sua vida. Uma estaca que ele tinha todo o poder para guiar, mas estava sendo guiada por outro alguém. E ele não veria aquilo tão cedo. O que diria? “Hm, era para parecer involuntário. Ficou bom, não?”. Não importava.
Queria ficar. Queria saber.
Podia sentir o batimento acelerado de Sakura, ouvir seus movimentos claramente.
O batimento acelerado? Medo. Movimentos? Fuga.
Embora Sasuke pudesse interpretar como um nervosismo em bom sentido e aproximação, respectivamente. Foi exatamente assim que interpretou, e finalmente a vontade de pegar a bebida surgiu. Mas a curiosidade era maior.
– O que tinha me perguntado, Sakura? – pôde ouvir Gaara perguntar.
– Eu? – Sakura fingia mexer no celular, embora não houvesse nada para ser editado ou mensagem para ser mandada. Fez de confusa – Não sei, quando?
– Antes... – Gaara olhou para a ponta da blusa da rosada e começou a brincar com o tecido – de o Uchiha sair.
Sakura arrepiou assim que Gaara se aproximou.
Ele, então, chegou mais perto ainda, antes que Sakura pudesse reclamar por ele estar mexendo em sua roupa.
– Sobre ganhar? – ela perguntou, recuando.
– Isso. – Gaara sorria, sereno, ainda se aproximando – O que era, mesmo?
– Quer mesmo que eu repita? – Sakura deviou o olhar para trás, certificando-se que havia para onde correr, qualquer coisa.
– Quero.
– Hm, eu perguntei... – ela voltou o olhar para ele – se gosta de ganhar. – Ele sorria, mas assim que ela terminou de pronunciar as palavras, seu sorriso mudou. De sereno para charmoso.
– Eu meio que... preciso. – Foi a resposta.
A Haruno engoliu em seco, sem entender onde ele queria chegar. Porém, assim que ele começou a acompanhar com os olhos cuidadosamente os fios de cabelos cor-de-rosa pelos quais sua mão passava, Sakura já havia entendido. E digitou sem precisar conferir os movimentos dos dedos no teclado do celular com os símbolos indicados na hora de enviar uma mensagem: HELP.
– Mas não posso ganhar tudo. Infelizmente ou felizmente, a vida é um jogo onde cada jogador compete pelo prêmio e, aparentemente, cada um depende dele. Depois que vários são derrotados e uma vitória é anunciada, outros jogos são iniciados, com novos jogadores. Mesmo assim...
Ele cheirou o cabelo dela, e suspirou, voltando a olhá-la.
–... por mais triste e intenso que isso seja – e foi se aproximando mais (como se possível) fazendo Sakura recuar e estremecer, lentamente – estou disposto a queimar cada peça do jogo, se isto me trouxer meu prêmio. – Sasuke levou um choque, onde estava, como se o tempo parasse naquele instante.
O celular vibrou em seu bolso.
Sakura: “HELP”.
Espere.
“Bem, eu queria agradecê-lo. Quer dizer, não precisava ter feito aquilo e... de qualquer forma, muito obrigada”, ela dissera.
Ele não precisava ter feito. E fez, mesmo assim, na primeira vez.
Espere um segundo.
– Não está certo – Sasuke sussurrou.
Defendera Sakura Haruno uma vez, justamente para que Gaara não fizesse com ela o que fazia agora, bem diante de seus olhos, na sua casa. Estava ajudando Gaara a conquistar a sua mulher. E a estava enganando. Gaara a teria para ele, caso o Uchiha não fizesse nada.
Aquilo dependia de Sasuke.
Então aquilo nunca aconteceria.
Antes que a ira o consumisse totalmente por sua própria idiotice, ele espiou a garagem pela janela do corredor, notou que estava vazia e sorriu. E os bravos passos que adentraram o quarto, depois do estrondo da maçaneta sendo pressionada para baixo, arrepiaram os pelos claros da nuca de Gaara, que parou, estático, na frente de Sakura.
A Haruno arregalou os olhos e esticou o pescoço, para ver por trás do ombro de Gaara.
– Sasuke-kun! – só não correu para perto dele porque Gaara estava praticamente em cima dela, e quase tentou esconder a felicidade que iluminou seu rosto, ao vê-lo ali. Sasuke sorriu. “-kun”. Gaara grunhiu de raiva – Hm, e a água do Gaara?
“Gaara”. “Gaara”. “Gaara”. Onde está? Não acabou! Onde está?
ONDE ESTÁ?
Cadê o meu -kun, Sakura?! CADÊ?
Sasuke caminhou até Sakura e a ergueu, desenterrando-a dos braços do ruivo, que postou-se estático.
– Minha mãe saiu. O carro não está na garagem – Gaara não se moveu – E ele sabe onde é a cozinha.
Sakura olhava para o Uchiha com os olhos brilhando. Não entendia algumas coisas, mas não se lembrou de suas dúvidas. Ele a salvara. De novo.
– Saiu? – Gaara bufou – Que grande notícia.
E se levantou, ficando cara a cara com Sasuke, com seu sorriso irônico. Passou por ele, agarrou sua mochila e se retirou.
– Vai pegar água de mochila? – Sakura arriscou perguntar.
– Não. Vou para casa, flor de cerejeira. – respondeu ele. Sasuke ergueu o rosto. Gaara se virou e disse, como se fosse para a Haruno, embora fitasse o Uchiha, furioso: – Mas vou te ligar hoje a noite. Nos vemos por aí. É uma promessa. – E se foi, deixando vaga a informação de com quem especificamente estava falando. Mas Sakura não teve folga. Uma atmosfera desagradável deu espaço a outra, não tão desagradável quanto a primeira, mas não tão confortável quanto a que ela vivia quando estava sozinha em casa, sem vida social alguma.
Sasuke ainda segurava o pulso da Haruno, que estava estática.
– Sasuke... – ela tremia – o que ele quis dizer com isso?
– Que parte? – ele perguntou, depois de alguns instantes em silêncio.
– A promessa. – Sasuke ficou atento – O que ele prometeu?
O moreno sorriu e soltou o pulso dela, usando a mão para bagunçar seus cabelos macios. Ela virou a cabeça em sua direção, receosa.
– Nada que possa cumprir.
Notas finais
Eu gostei de escrever esse capítulo, ainda mais porque tiveram muitos pensamentos internos em negrito, e tudo mais, de vários personagens.
A Sak-chan é uma bomba, né? Vish. Haha.
Até o próximo capítulo!
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