Conquiste o Mundo
3 Capítulo 3 - Sapato
Notas iniciais
...
Mônica e Cebola continuavam a se beijar, a garota aos poucos foi se entregando, até que pos a mão na nuca do moreno e o beijando mais intensamente, enquanto ele acariciava seu quadril. Aos poucos ambos foram acalmando as coisas, até pararem de se beijar.
– Mô.. Eu..- Ela ia tentar beija-la de novo mas foi interrompido.
– Atraaapalho? — Denise parou com a mão na cintura, olhando maliciosamente para o clima romântico de ambos.
– Denise? — Mônica se afastou um pouco de Cebola.
– Eu e carne e osso fofa, e com olhos ultra-mega-hiper espiões, e eles acabam de capturar uma cena bem no love story não é? — Pegou seu celular.
– N-não.. Q-quer dizer. — A garota gaguejou.
– Pegou mesmo. — Afirmou Cebola. Mônica surpresa arregala os olhos para Cebola.
– O que disse fofo? — Pos a mão atrás da orelha.
– Isso mesmo que você ouviu, eu e a Mônica estamos ficando.. Ficando não, NAMORANDO. Agora vai encher o saco de outros casais.
– O-oque...? — Mônica continuava surpresa.
– Não brinca !Pelo amor, você não ta brincando com um super plantão desses? Ai Jésus, Cebolito não me faça sair feia na Globo gatz.
– Não vai sair.. Estão oficialmente JUNTOS. E agora você pode vazar, por favor? — Sorriu forçado.
– AIII! Com certeza, com um bafão desses, eu vou é ficar rica com tantas emissoras me chamando pra entrevista, tchauuu pombinhos. — Ela saltitando e digitando no celular.
– C-cebola.. P-por que você--..- Ele pos o dedo em seus lábios a calando.
– Shh.. Eu só queria que ela fosse embora ta bom? Relaxa..
– M-mas.. E-então..- Ele a pos na parede.
– Olha Mô, eu não queria que nada estragasse esse momento tão perfeito que eu estava tendo com você.. Poxa, agente sempre esta brigando e brigando.. Eu odeio ficar mal com você.
– E-então... E-eu sou mesmo sua... N-namorada? — Ela corou.
– Se você aceitar. — Pos a mão na nuca da mesma acariciando seus cabelos.
– Cê... — Ela sorriu, e puxou a blusa do mesmo roubando um beijo. Ele a agarrou e ambos ficaram trocando beijos apaixonados.
–---
– Caramba! Eu já disse Cascuda, eu não to mas com você, que saco cara! — Diz Cascão andando sem rumo.
– Mas tem que estar! — Ela pegou em seu braço. — Escuta Cascão, eu não vou deixar você ir!
– Aé? Não vai deixar por que? Você mesma disse que NUNCA mas queria me ver. — Tirou seu braço da mão da mesma.
– Cascão! — Ela correu em sua direção. — Espera!
–Argg.. O que foi? — Ele olhou feio para ela.
– Eu.. Eu amo você. — Ela pos mão em suas bochechas. — Eu amo demais..
O moreno ficou sem reação, e aquelas palavras fizeram seu coração doer demais.
– Não.. Você não ama. — Ele tirou sua mão, e saiu correndo, deixando a mesma ali, parada.
Ele se sentou no banco, pos as duas mão sem sua testa e soltou um longo suspiro. Tentou se acalmar o máximo que pode, mas não conseguiu, quando se deu por si, as lagrimas já estavam descendo.
– Droga.. Droga.. DROGA! — Ele chutou a lixeira ali perto, e pos novamente as mãos na testa. — Por que.. Por que eu tinha que amar logo ela?
– Ham.. Cascão? — O mesmo se virou na hora assustado, era Magali.
– Ah.. O-oi Magali. — Ele enxugou as lagrimas rapidamente. — E ai? Quais são as boas?
– Nenhuma.. E pelo que eu estou vendo.. Você esta bem mal. -Passou a mão no seu rosto, ele corou.
– R-relaxa. — Ele tirou delicadamente sua mão. — E-eu to bem.- Soltou um rixo froxo.
– Não.. Não esta. — Ela pegou nas mãos dos moreno o guiando para sentar no banco. — Eu vi você chutando a lixeira.. Me conta, o que houve?
– Ta.. — Suspirou. — A Cascuda veio falar comigo.
– Meu Deus.. Serio? E ai?
– Ela veio com o papinho de "eu te amo".. Mas é claro que não acreditei.
– O Quim também veio falar comigo depois de tudo.. E você já sabe da novidade..?
– Novidade? — Levantou a sobrancelha.
– Ela está grávida. — Seus olhos se enxeram de aguá.
– C..Como?
– É isso que você ouviu Cascão.. A Cascuda está grávida. — As lagrimas começaram a escorrer em seu rosto.
– I-impossível.. Você não pode estar falando serio..
– E você acha que eu ia brincar com uma coisa dessas Cascão? -Diz aos prantos. — Acha mesmo?
– Meu.. Deus..
– P-por que eles fizeram uma coisas dessas.. P-por que? — Diz entre soluços.
Cascão ainda em estado de choque, pegou a cabeça da mesma e apos no seu seio a abraçando.
– Eu não sei Magá.. Eu não sei. — Abraçou mais forte a garota.
– Doí muito Cascão.. Doí muito.. — Ela apertou sua blusa.
– Eu sei que doí Magá.. Olha. — Ele levantou o queixo da mesma. — Vamos fazer o seguinte, hoje depois da escola vou te levar la em casa para ver uns filmes de comedia, e depois estudar um pouco física.. Que tal?
– V-você...Faria isso por mim? — Diz ainda chorando.
– Looogico que sim Magá, você é minha amiga, eu quero só te ajudar.. Td bem?
Ela ficou uns segundos olhando para ele e logo em seguida se jogou em cima dele abraçando o mesmo forte.
– Obrigada Cascão.. Obrigada..
– Que isso Magá.. Que isso.. — Aceitou o abraço.
–-
As aulas acabaram e os quatro saíram juntos conversando.
– Então quer dizer que o casal de pombinhos assumiu o namoro logo? — Diz Cascão.
– Pois é. — Diz Cebola abraçado em Mônica. — Nunca me senti tão leve e feliz como agora.. Né linda? — Deu um selinho nela.
– Sim, eu estou num poço de felicidade. — Sorriu.
– Que bom amiga, estou muito feliz por vocês, de verdade mesmo.
– Bom, eu vou levar a Mô para minha casa, e você vão..?
– Vou para a casa do Cas estudar física. — Pegou no braço de Cascão.
– Bom, então nos vamos para o mesmo caminho, só que você vai para uma esquina e eu na outra.
– Pois é, faz tempo que a gente não sai assim, num clima bom e sem brigas. — Diz Cascão sorridente.
– Não é Cas? Da até voltante de filmar.
Todos riram e foram andando a caminho de suas casas, conversando e rindo, foi assim que a turma foi até chegarem a suas esquinas, Cascão foi para direita e Cebola esquerda, se despediram, e Cebola e Mônica agarrados e sorridentes.
–Ai Cê, da pra acreditar..?
– Não Mô, não d--... — Ele passou exatamente no local da garota, ela estava o sapato branco que a menina de hoje cedo estava usando, seus olhos arregalaram.- Realmente... Não dá pra ..Acreditar...
– Cê..?
O garoto ainda olhava para o par de sapato assustado, e seu coração acelerava mais e mais rápido.
– Cebola! — Ele olhou para a mesma suado. — O que foi lindo..? — Passou a mão em seu rosto. — Aconteceu alguma coisa..?
– N-não.. N-não foi nada, foi só minha pressão.. A-acho que foi o calor..
– Mas está quase nublado Cê..
– B-bom.. S-sabe como é a umidade do ar né.. Hêhê. Vamos.Pegou na mão da mesma e foi caminhando em passos largos com ela.
" ..Primeiro a pulseira, agora o sapato..? Realmente, isso está ficando cada vez mais estranho..."
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