Conquiste o Mundo
1 Capítulo 1 - Começo
Notas iniciais
...
Limoeiro / 6:30 am..
Finalmente. Finalmente eu consegui sair daquele lugar. Eu me livrei daqueles monstros e daquela pertubação terrível, espero que papai não me procure, e que tudo acabe de uma vez por todas...
–-
– Cebola ! — Mônica gritou chamando a atenção do mesmo que estava com Cascão.
– Ah, oi Mô ! — Sorriu e parou virando-se de costas. — Tudo bom? Não está meio atrasadinha não..? — Levantou as sobrancelhas.
– Ha. Ha. Muito engraçado você Cebolinha. — Deu um sorriso de canto.
– È Cebola, pindarolas. — Disse serio e frio.
– Se vocês continuarem de namorico vamos perder a primeira aula, não que isso me incomode.. É claro. — Alertou Cascão, um pouco adiante deles.
– "Namorico?" Não vejo ninguém namorando. — Cebola corou um pouco e apresou os passos.
Mônica se sentiu ofendida e estufou o peito e foi mias adiante de ambos, encontrando Magali no portão de entrada.
– Mô! Cebola! Cas ! — Magali colocou um sorriso, e puxou rapidamente o braço de Mônica. — Vamos, antes que fiquemos para trás! — Ela correu ainda segurando o braço da mesma.
– E-ei Magá, eu sei a-andar! MAGÁ!
Magali nem deu ouvidos e continuou a puxar a garota e correndo no meio dos corredores, deixando os meninos para trás.
– Aposto que a primeira aula é Biologia ou Ciências, para a Magali estar tão apressada. — Cebola soltou um riso.
– Claro, ela só tem olhos para o tal "professor galã". — Cascão diz emburrado.
– Ihhh.. Qua é Cascão? Ta gostando dela por acaso? Se liga cabeção você tem namorada!
– É.. Eu sei..
Ambos chegaram a sala, e o professor ainda não tinha chegado, sentaram em suas carteiras e no mesmo instante Rubens, chega.
– Bom dia classe! — Pois suas coisas em cima da mesa.
– Bom dia ! — Todos responderam.
Magali mordia os lábios e se contorcia na cadeira encarando a bela feição do professor.
– Hoje vou passar um trabalho em grupo, para me mostrar nessa aula. No máximo com quatro alunos, sobre a matéria que eu dei até agora. Colocarei tudo na lousa, enquanto isso, façam seus grupos.
Enquanto o professor escrevia na lousa, todos formavam seus grupos. Os quatro juntaram suas cadeiras uma de frente pra outra.
– Então.. Como faremos esse trabalho? — Pergunta Mônica.
– Vamos ver como o professor quer primeiro. — Respondeu Cebola.
– Estou falando da separação. — Disse entre os dentes.
– Não acho que devemos separar nada. — Franziu a testa.
– Não parece ! — Disse num tom mais alto.
– Ei ! — O professor gritou. — Sem gritaria, ou vão perder ponto.
– Ótimo! Vamos perder ponto por que a senhorita esta nervosinha.
– Estou muito calma... Cebolinha.
– É Cebola !
– Chega ! perderam dois pontos por falta de respeito comigo e com seus colegas !
– Ai meu deus.. — Magali sussurrou.
– Viva ao amor. — Cascão virou os olhos.
Mônica e Cebola ficaram se encarando, enquanto Magali e Cascão faziam o trabalho.
– Oh casalzinho de pombos.. Não vão fazer nada não?
– Ué, o senhor gênio disse que não era melhor não separar?
– Lógico, é bem melhor cada um pegar o que sabe e juntar depois.
– Mas era disso que eu estava falando.
– Ei, ei.. não quero perder mais dois pontos, acho melhor vocês dois se resolverem ou vão ficar sem ponto. — Diz Cascão nervoso.
Eles abriram o caderno e pesquisaram o que restava, e foram duas aulas direto fazendo esse trabalho.
TRIIIIMM..
– Acabou o tempo, me entreguem os trabalhos.
Todos entregaram os trabalhos, e colocaram em cima da mesa.
– Então ? Se acalmaram finalmente? — Perguntou Cascão.
– Eu to calma. — Disse de canto de olho.
– Eu mais ainda.
– Sei..
A coordenadora entrou na sala, e disse:
– A professora de Português está de atestado e não poderá dar a ultima aula e essa, por isso, o professor de Física adiantará a aula dele agora.
Todos comemoraram e ficaram felizes.
– Aêêê! Finalmente alguma coisa boa afinal. — Diz Cascão com as duas mãos nas costas.
– Nem curti, não me dou bem com física.. — Diz Magali com a mão no queixo.
– Olha Magá, pode até não parecer, mas de física eu entendo.
– Você? Cascão?
– Quer apostar quanto..?
– Eu te dou um skate novo se for verdade.
– Apostado. — Sorriu de canto.
O professor de física entrou na sala, e logo de cara, fez a chamada, e logo depois passou deveres no livro.
– Ei.. Psiu, Magá. — Magali olhou para ele. — Hoje, depois da escola, eu vou na sua casa, te ensinar física e ver uns modelos manerios de skate.
– Há! Sonha Cascão. — Disse rindo.
– Sonhar é..? — Ele se levantou. — Professor será que eu posso fazer a letra A do 98?
– Claro, se você conseguir fazer.
– É só olhar.
Ele pegou a o piloto e alguns minutos ele resolveu toda a questão e todos ficaram impressionados inclusive Magali.
– Valeu psor. — Ele se sentou na mesa, e olhou om um sorriso amarelo para Magali que estava com os olhos arregalados.
– Uau Cas.. Onde você aprendeu isso? — Pergunta Magali.
– Sozinho, eu sou inteligente, por menos que pareça. — Piscou.
Ela deu uma risada, e voltou a fazer o dever.
TRIIIIIM..
O sinal do recreio bateu, e todos os alunos já estavam liberados, a multidão de jovens saindo, e Magali e Cascão conversando enquanto Mônica e Cebola estavam calados.
– Sabe o que eu percebi Magá?
– O que..?
– Que o amor também é MUDO. Né careca? — Disse colocando o braço no ombro do mesmo.
– Sai pra lá. — Virou o rosto.
– Ah colé, vocês vão ficar assim mesmo? E depois eu que sou infantil.
– O Cascão ta certo gente, vamos parar com essa briguinha sem noção e ficar de bem.
– Eu estou de bem.. De bem até demais.
– Jura ? Então, Cebola, beija a Mônica.
– QUÊ? — Cebola e Mônica gritaram juntos.
– Já que vocês estão de bem.. Podem se beijar. — Piscou.
– Também acho, vai, dá um beijão, juro que não filmo nem tiro foto. — Riu.
– Só por que estou de bem com a Mônica não quer dizer que eu--
Cascão empurrou Cebola para cima da Mônica.
– Beija! Beija! Beija! — Começou a bater palma e gritar.
– É isso ai, beija ela Cebola!
Ambos continuaram a gritar, Cebola irritado, fechou os olhos forte, e puxou o rosto de Mônica e a beijou.
– Uhuuuu! ÉÉ, finalmente!
Mônica mesmo gostando do beijo, tentou escapar, até que conseguiu empurrar Cebola, Magali e Cascão pararam de gritar.
– Eu não quero que ninguém faça algo por mim... A força. — Ela se virou e abaixou a cabeça deixando o mesmo ali, parado.
Cebola franziu a testa, bufou e foi embora para casa.
– É... Parece que não deu muito certo. — Diz Cascão com a mão na nuca, Magali abaixou a cabeça e puxou o braço de Cascão para que fossem embora.
Cebola foi caminhando com muita raiva, pensando em cada coisa, e cada momento que teve hoje com Mônica, o deixando cada segundo mais nervoso e com raiva, escapando xingamentos entre os dentes, até que sem olhar por onde andava, tropeçou em alguma coisa.
– AHH.. -- — Ele caiu no chão com tudo. — Eu mereço! Que mer- — Ele olhou para trás e viu uma garota caída no chão, bastante machucada. — da...
– M-me ajude.. — Ela disse soluçando. — P-por... favor.
– Mas... O quê...?
...
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