Conquistar o Sensei, aceito a aposta!
18 Um mês depois
Capítulo 18: Um mês depois
Um mês. Trinta dias de olhar para o Kakashi na sala e fingir que não é nada. Trinta dias de jantar na casa dele com comida boa e zero beijo.
E eu estou feliz. Ridículo, eu sei. A gente não deu as mãos na rua, não tirou foto junto e não fez nada que um casal normal faz. A gente só conversa, ele cozinha e eu ajudo a lavar a louça.
Estou feliz e, para mim, esse relacionamento está ótimo, mas... Para os meus amigos, conversar não conta.
— Tempo esgotado! — Kiba bate na mesa, fazendo minha bandeja quase pular. A mesa inteira vira para mim. Sakura, Sasuke, Ino, Hinata, Shikamaru e Choji. — Um mês. Cadê o encontro? Cadê o beijo?
Fiquei sem saber o que dizer, porque, embora estivéssemos namorando, não podia dizer isso para eles! Além disso, conhecendo esses "bons amigos", se eu dissesse que nem sequer nos beijamos ainda, eles definitivamente vão rir de mim por um mês inteiro!
— Eu... — começo, pensando que poderia enrolar, mas...
— Não vale dizer que "a gente está se conhecendo" — Ino corta, apontando para mim. — A aposta era ficar com o Hatake. Ficar. De ficar mesmo. Você ficou?
Meu rosto queima. — A gente conversa bastante...
A mesa explode em risadas. Eu sabia que seria assim!
— Conversar! — Kiba se joga para trás. — Ele passou um mês conversando! Meu Deus, Naruto, até eu já teria desistido!
— Eu avisei que ele era difícil — Sasuke fala, mas está segurando o riso.
— Perdeu feio — Shikamaru boceja, mas ainda há um sorriso em seus lábios.
Sakura só passa a mão no rosto. — Naruto...
Sem ter escolhas, eu os levo para o rodízio de lámen e depois visto a camiseta... Aquela camiseta. Rosa, brilhante, com glitter e uma frase enorme escrita: "Eu amo o Sasuke".
Eles riram muito, bateram foto e brincaram. Eu ri com eles, porque, se não rir, eu surto.
***
Chego à porta dele, olho para a hora e sei que ela ainda está aberta, porque está dentro do horário que combinamos, então apenas entro. Ele está no sofá, lendo. Me olha de cima a baixo e seu olhar para na camiseta.
O olho dele pisca. Uma vez. Duas.
— Sasuke?
— Não fala nada — me jogo no sofá ao lado dele, com um suspiro profundo, do tipo que quer jogar para fora toda aquela humilhação. — Estou namorando, mas não posso contar para eles e, mesmo se contasse, esse namoro não serviria para ganhar a aposta, então tive que vestir essa camisa horrível — lamentei.
Havia silêncio na sala, mas senti a mão dele na minha cabeça, bagunçando o meu cabelo de leve.
— Você cumpriu a promessa com seus amigos. Honrou a sua palavra — ele diz. A voz está suave, mostrando que aquele era claramente um elogio.
Sei que não deveria ficar feliz tão facilmente, mas seu elogio colocou um pequeno sorriso nos meus lábios. Após ficar em sua companhia por mais um tempo, decidi que era hora de ir embora.
— Melhor eu ir e tirar logo essa coisa... Se o Shikamaru me ver com essa camiseta duas vezes no mesmo dia, ele vai achar que desenvolvi fetiche.
Kakashi levanta do sofá junto comigo e me acompanha até a porta. Pode-se dizer que isso é parte da nossa rotina agora.
— Uzumaki.
Viro para ele e espero, assim como sempre. Kakashi raramente toma a iniciativa de falar, mas descobri que sempre que ele quer me dizer algo, é importante.
— Próximo final de semana — ele fala, do nada. — Sábado. À noite.
— Hã?
— Tem uma cidade vizinha com muitos pontos turísticos a quarenta minutos daqui. — Ele faz uma pausa. — Lá ninguém nos conhece e podemos aproveitar um pouco o nosso namoro.
Meu cérebro leva três segundos para processar. Depois de estar com ele por um tempo, meu processador parece ter se atualizado e consigo entender tudo mais rapidamente.
— Você está me chamando para um encontro?
— Se você considerar jantar e caminhar na praça, como um encontro — ele dá de ombros, casual demais. — Se não, considera só como conversa em outro lugar.
— Você está me chamando para um encontro — repito, agora sorrindo igual a um idiota. Não esperava por isso e era realmente uma boa notícia.
— Se você não quiser, podemos deixar para outra ocasião — ele explica, ainda calmo.
— Eu quero! — quase grito. — Definitivamente quero! Sábado! Que horas? Que roupa? Eu preciso...
— Naruto.
Paro assim que ele me chama, com medo de perder alguma informação importante.
— Vá para casa — ele fala com um leve sorriso. — Está marcado, mas é apenas um encontro simples. Não pense muito sobre isso — pediu, e eu assenti, mas só Deus sabe como estou empolgado!
Se não estivesse no corredor do dormitório dos professores, definitivamente teria surtado! Então, quando cheguei ao apartamento, deixei toda a minha alegria sair, pulando e comemorando pelo quarto... Claro, não antes de tirar a camisa e jogá-la no fundo do guarda-roupa para que nunca mais pudesse lhe ver.
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