Conquistar o Sensei, aceito a aposta!
9 Aproximação natural
Capítulo 09: Aproximação natural
Viro de lado na cama e abraço o travesseiro. Pela primeira vez em dias, parei para pensar que talvez a minha abordagem anterior não estivesse correta. Talvez eu não precise conquistar o Hatake Sensei. Talvez eu só precise aparecer ao lado dele sem ser um desastre ambulante.
Ao menos essa noite serve de prova de que aquele professor não é realmente inacessível; ele é apenas um pouco distante.
***
Kiba vem na minha direção assim que apareço no corredor, antes mesmo da primeira aula.
— Então, gênio? Qual é o plano infalível? Vai se declarar no intervalo?
Sakura, Sasuke, Ino, Hinata e Shikamaru me cercam. Até o Choji para de mastigar para ouvir. Ajusto a alça da mochila e dou de ombros.
— Já sei o que fazer.
— Duvido — Sasuke fala primeiro. — Esse final de semana você até conseguiu cair de uma árvore. Espionagem não é o seu forte — ele zombou, fazendo os outros rirem.
Revirei os olhos para ele, sem perguntar como sabiam sobre a questão da árvore e apenas disse:
— O novo plano é mais simples, menos perigoso e com maior chance de dar certo.
— E esse grande plano é...? — Ino estreita os olhos, sondando. Não caio na tentativa da loira.
— Segredo — digo e passo por eles, indo direto para a sala.
Na terceira aula era Literatura. Hatake entra no horário. Eu não levanto a mão para fazer pergunta idiota, não tento nada, apenas abro o caderno. No fim da aula, quando ele está saindo com uma pilha de provas que parece pesar uma tonelada, eu finalmente me levanto e caminho até ele.
— Hatake Sensei, quer ajuda com isso? — Ele para e me olha por um segundo. Depois empurra metade da pilha para mim.
— Sala dos professores. Terceira mesa.
— Sem problemas. Levo a pilha e deixo na mesa — sorri para ele e saí da sala, sem esperar nada e sem conversar muito.
Na quarta-feira, estou saindo da biblioteca com três livros de História que não são meus, Sakura me obrigou a devolver, quando vejo ele vindo pelo corredor com café em uma mão e um livro na outra.
Chego na porta antes dele, abro e seguro. Ele ergue as sobrancelhas e passa.
— Obrigado — agradeceu educadamente.
— Disponha — respondi calmamente. Ele vai embora e eu fico ali dois segundos a mais, com um sorriso bobo no rosto.
Dessa vez consegui um agradecimento, já era uma evolução.
Na sexta-feira, quando passei por ele no corredor, o homem estava mexendo no celular, encostado na parede.
— Bom dia — cumprimentei, sem parar de andar. Ele levanta os olhos do celular e sorri levemente.
— Bom dia, Uzumaki.
Continuei caminhando, sorrindo, feliz ao ver a evolução.
Não era um número de telefone, não era a lista com as suas preferências e não era uma evolução romântica, mas era uma aproximação real. Um cumprimento, um agradecimento, um sorriso.
Em uma semana, parece que nada mudou, mas percebi algo interessante. Não importa quando ou onde, mesmo que seja apenas uma ou duas palavras, ou mesmo apenas um aceno de cabeça, ele sempre me responde.
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