Conquistar o Sensei, aceito a aposta!
10 Acusação falsa
Capítulo 10: Acusação falsa
As coisas estavam melhorando em relação ao professor, então, quando fui chamado até a sala da diretora na semana seguinte, ainda estava um pouco feliz.
— Uzumaki, certo? — A voz da diretora Tsunade ecoou pela sala. Eu entrei, confuso. Olhei ao redor e deixei minha felicidade de lado, percebendo que algo estava errado. Iruka, o professor responsável pela nossa sala, está ali; a coordenadora também.
O Hatake Sensei também está na sala, mais ao canto, mexendo em algumas pastas. Ele não parece estar aqui com os outros, mas não consegui evitar olhar brevemente em sua direção.
— Diretora Tsunade, qual é o problema? — perguntei para a mulher sentada atrás da mesa.
— Recebemos uma denúncia — Tsunade vai direto ao ponto e bate uma caneta na mesa. Por um momento pensei que estivesse acabado e que alguém denunciou a minha "perseguição" ao professor, até que... — Sumiram três vasos da horta comunitária ontem à tarde, por volta das quatro horas. O aluno Mizuki disse que viu você no local.
Meu cérebro trava por um momento. Horta? Eu realmente não esperava por isso. Era tão... idiota, que eu nem sequer sabia o que dizer.
— Eu não fiz nada. Nesse horário, ontem, eu estava... — Penso nisso e lembro que foi depois da aula de literatura. Eu estava ajudando a carregar arquivos para o Hatake Sensei novamente, indo até a sala dos professores. Mas não sabia se podia dizer isso e não queria envolvê-lo nisso.
— Não peguei nada — disse após um momento, simplesmente não dizendo mais nada. De qualquer modo, não fui eu.
Mizuki, que está na porta, cruza os braços e provoca: — Todo mundo sabe que você vive rondando lugares que não deve, Uzumaki. Igual quando você está perto do dormitório dos professores.
Ao ouvir isso, meu sangue gela. Ele sabe da árvore? Abro a boca para me defender, mas não sai nada. O que vou falar? Devo dizer que não roubei nada, só estava perto do dormitório dos professores porque estava espionando o professor?
Estava me sentindo um pouco sobrecarregado com esse assunto, ao mesmo tempo em que achava idiota toda aquela confusão por causa de alguns vasos. Já estava prestes a apenas aceitar as acusações para encerrar o assunto, quando escuto o barulho de uma pasta fechando e em seguida, a sua voz:
— Diretora. Ontem, às 16h, o Uzumaki estava comigo.
Não fui apenas eu fiquei surpreso com a sua voz, que soou tão de repente na sala. Todo mundo vira para olhar para ele. Quando eu o encarei, seus olhos também encontraram os meus por um momento, antes de ele olhar para a diretora e continuar:
— Ele me ajudou a levar os arquivos para a sala dos professores até às 14:15, aproximadamente. Depois disso, ele foi para a biblioteca. Eu o vi entrando.
— Tem certeza, Kakashi? — Tsunade franze a testa.
— Tenho — ele responde de modo simples. — A menos que o Uzumaki tenha o dom de se duplicar, ele não estava nem perto da horta — completou com um toque de provocação.
Mizuki fica vermelho e tenta se explicar, dizendo que viu alguém de moletom laranja.
— Metade do dormitório masculino usa moletom e há muitos alunos que usam roupas laranjas — Iruka cortou.
— E se o Kakashi está dizendo que o Uzumaki estava com ele, este pode ser considerado um assunto encerrado — Tsunade suspira, massageando as têmporas. — Certo. Uzumaki, você está liberado. Mizuki, na minha sala. Agora.
Assenti e saí, não querendo mais continuar naquela farsa. Saí da sala, mas não me afastei completamente e esperei em um corredor, não muito longe. Pouco tempo depois ele saiu e eu o encontrei.
— Obrigado — agradeci pela sua ajuda.
— Apenas falei a verdade — ele disse e deu de ombros. — Você estava comigo. Seria falta de profissionalismo e de caráter deixar que te acusem de algo que não fez.
Após me responder, ele passa por mim e segue calmamente, deixando-me parado, pensativo.
— Kakashi Sensei — chamei, mudando o nome pela primeira vez. Primeiro nome, mais próximo, mais pessoal.
Ele para, olha brevemente de lado e não diz nada, como se estivesse esperando para ouvir o que eu ia falar.
— Dizer a verdade é o correto, mas isso não significa que todos o farão. Obrigado — disse novamente, sério.
Como alguém que foi enganado pela namorada, traído e tinha alguns problemas de confiança, ele ter falado a verdade significava muito para mim.
— Disponha — respondeu e saiu, fazendo-me sorrir novamente.
Eu não queria admitir, mas talvez estivesse realmente gostando desse "frio" e "inacessível" professor.
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