Conquering The Redhead Wild
11 Wild Cat.
Notas iniciais
Andei vagarosamente pelos corredores até a sala precisa, não que não precisasse me esquivar contra a parede quando ouvia passos, mas normalmente era alguma criança que corria em direção ao banheiro, afinal Filch estava estranhamente doente com uma urticaria bruxa que o levou a ficar internado no St. Mungus.
Entrei na sala, que não possuía nada além de um instrumento que a pouco aprendi a tocar, um violão antigo, me sentei no velho sofá e passei a dedilhar as cordas cansadas pelo tempo. Enquanto olhava atentamente para o instrumento, eu comecei a me recordar de uma musica antiga, a qual pertencia a um disco que minha mãe mantinha guardado em seu quarto. As notas surgiram em minha mente como uma cachoeira incessante.
Comecei a cantar a musica em minha mente até ter certeza que decorara, e então passei a tocar as notas calmamente até o momento certo para cantar.
Don't ever try, to tame a wild cat, You'd just be wastin' your time
Nunca tente domar um gato selvagem você apenas perderá seu tempo
Just leave like you found me Don't put no cage around me, oh-no, not me
Basta me deixar como você me encontrou, não me ponha em nenhuma gaiola
You want a lamb, but I'm a wild cat If you just keep that in mind
Você quer um cordeiro, mas eu sou um gato selvagem se mantiver apenas isso em mente
I'll let you hug and pet me and then you gotta let me go free Let me Be
Eu te deixarei me abraçar e domesticar e então você tem que me libertar deixe-me ser
You're a crazy, little kitten but you just don't understand
Você é uma louca, gatinha mas você simplesmente não entende
Oh don't you chain me or try to train me
Oh você não pode me acorrentar ou tentar me treinar
And you'll have me eatin' outta your hand so don't forget that I'm a wild cat
E você me terá comendo fora de sua mão então não se esqueça que eu sou um gato selvagem
Enquanto cantava percebi uma aproximação na sala, uma garota de roupas curtas e cabelos incrivelmente ruivos. Ela parou ao sentir meu olhar, se encostou levianamente na fria parede, ficando me observando enquanto eu ainda tocava.
_ O que está fazendo? — perguntou -
_ Não parece obvio? — eu respondi sorrindo sem parar de tocar -
_ Que musica é essa? — ela perguntou me encarando -
_ Wild Cat, dos Beatles, uma banda trouxa que minha mãe ouve — expliquei -
_ Continue a cantar — ela pediu -
Meio contrariado por ela estar ali e fazer esse pedido eu o fiz, continuei a tocar e quando a nota certa saiu eu comecei a segunda estrofe.
And we'll just get along fine the wild cat's what they name me
E nós vamos passar muito bem me chamam de gato selvagem
No kitten's gonna tame me, oh-no, not me (Move over tiger)
Nenhuma gatinha vai me domar, oh-não, não a mim (Mova-se, tigre)
You're a crazy, a-little kitten but you just don't understand
Você é uma louca, uma gatinha, mas você simplesmente não entende
Oh don't you chain me or try to train me
Oh você não pode me acorrentar ou tentar me treinar
And you'll have me eatin' outta your hand so don't forget that I'm a wild cat
E você me terá comendo fora de sua mão então não se esqueça que sou um gato selvagem
And we'll just get along fine the wild cat's what they name me
E nós vamos passar muito bem me chamam de gato selvagem
No kitten's gonna tame me, oh-no, not me. Oh-no, not me, oh-no, not me, oh-no
Nenhuma gatinha vai me domar Oh, não, não eu, oh, não, não eu, oh-não
_ Quem diria que uma doninha cantaria bem? — ela disse debochadamente -
_ Gatinha, eu sou um gato selvagem — eu disse rindo e ela me acompanhou -
O silencio que reinou ali era desconfortável e reconfortante ao mesmo tempo, entenda, não era normal um momento em que ela não estivesse me xingando ou debochando comigo, mas também era estranho não ter o que dizer perto dela, isso nunca acontecera comigo.
_ Então, o que veio fazer aqui? — eu perguntei suavemente após alguns minutos de silencio -
_ Tá me expulsando? — ela disse ao fazer uma cara de ofendida -
_ Nunca — eu disse me explicando rapidamente — Só que você sempre dá a entender que não quer ficar num mesmo lugar em que eu.
_ Isso não é verd... — ela se calou — Tá, mas a sala é publica né?
_ Na verdade é propriedade da escola, mas sim, eu acho que pode ser considerada publica — eu a olhei nos olhos profundos que me faziam viajar -
_ Por que estava tocando? — ele perguntou se sentando no chão -
_ Oras, porque... — eu me calei pensando — Porque me faz deixar esse mundo, é como se, bem,- eu encarei o chão abaixo de mim — meus pés saíssem do chão e me levassem a outro universo, bem mais calmo. — eu levantei meu olhar e ela me encarava sorrindo docemente -
_ Doninha, que lindo — ela disse -
_ Eu sei que sou lindo — eu disse rindo -
_ Idiota — ela disse rindo enquanto tirava uma mexa de cabelo de seus olhos -
_ Não sou eu o idiota que anda de roupas curtas no inverno — eu disse apontando para suas pernas que tremiam -
_ Eu uso roupas curtas para mostrar que eu posso ser sexy e inteligente, não só inteligente. — ela sorriu -
_ Você nem se acha, não é? — eu sorri -
_ Eu posso ser. — ela respondeu seria -
_ Okay — eu disse descrente — Você vai para onde nas ferias de natal?
_ Para onde o vento, ou meus pais, me levarem — nós rimos -
_ Quando vamos ter aulas novamente? — perguntei animado -
_ Na volta das ferias, isso é obvio, esses próximos dias nem terá aula praticamente. — ela explicou -
O silencio reinou novamente, minha cabeça pesada pelo sono de uma noite mal dormida, mesmo desconfortável com a situação de dormir em sua frente minhas pálpebras pesaram contra minha vontade. Um minuto acredito que foi esse o tempo que fiquei com os olhos fechados e ela sumiu.
_ Foi um maldito sonho — eu vociferei enquanto esfregava meus olhos -
Me levantei pesadamente, me maldizendo por ter ficado tanto tempo sentado de mal jeito, deixei o violão sobre o sofá antigo e me retirei. O sol que antes tomava posse dos corredores agora se punha deixando o castelo em um melancólico estado de penumbra, suspirei ao me lembrar que não comia nada desde o café. E estranhamente nesse momento um leão reclamou dentro de mim.
Segui até o salão principal, onde todos comiam animados. Enquanto adentrava a ruiva saia, ela esbarrou em mim de forma proposital.
_ Seu idiota, olhe por onde anda — ela gritou irritada — e você fica parecendo um bebê doninha enquanto dorme — ela sussurrou rindo em seguida -
_ Se liga Weasley, quem precisa abrir os olhos é você — eu respondi — Ah obrigada, mamãe sempre disse isso — eu sussurrei e sorri — Quem liga para você ferrugem. — eu gritei saindo de perto dela, ouvindo sua risada irônica atrás de mim -
Me sentei na mesa da sonserina, encarando os pratos deliciosos a minha frente. Enchi meu prato e comi tudo o quanto pude, podendo respirar fundo, não foi realmente um sonho, não inteiro, uma parte, mínima que fosse foi real.
_ Scorp, eu só não te tasco um beijo porque eu não sou gay. Mas serio, eu te amo a partir de hoje. – Math disse animado –
_ O que eu fiz? – eu perguntei atordoado com o jeito como ele me pegará ali –
_ Você falou com a Nick – ele disse me dando um soco fraco nos braços a cada palavra que dava ao mesmo tempo em que fazia uma dancinha constrangedora. – E ela veio falar comigo, nós conversamos um bom tempo hoje.
_ Ah que bom – eu sorri verdadeiramente – E nunca mais dance assim, ou não terá chance com a Nick.
_ Desculpa – ele logo disse parando de dançar – Mas obrigado, amigo como você é difícil de encontrar.
_ Você acha que eu não sei disso? – talvez meu tom tenha soado sarcástico, mas não foi a intensão. –
_ Bom, eu vou lá, eu marquei de conversar mais com a Nick – ele riu saindo e acenando bobamente, enquanto trombava com varias pessoas no caminho –
_ O sangue dessa família deve ter mel, só pode – eu ri comigo mesmo enquanto comia –
_ Não é mel, meu caro Malfoy – ouvi uma voz sarcástica atrás de mim – Isso se chama roupas curtas, que pena que vocês homens são idiotas demais para perceber que isso é coisa de vad... – não deixei Mandy Anderson terminar de falar, eu levantei e a encarei seriamente nos olhos –
_ Continue e eu não meço meus atos, Anderson – eu disse –
_ Agora sou Anderson para você? – a patricinha sangue puro disse passando as mãos pelos meus cabelos –
_ Na verdade, você não é nada para mim. – eu sorri antes de deixar a morena com seus olhos azuis escancarados de raiva –
_ Não vire as costas para mim, Malfoy – ela gritou –
_ Já virei – eu respondi prosseguindo meu caminho até meu dormitório –
Deitei para lembrar todos os acontecimentos do dia, e ri comigo mesmo, como pode um mesmo dia ter tantas emoções diferentes? Isso eu não sei, descreveria como magia. Tomei um banho rápido antes de me deitar para finalmente poder fechar os olhos e dormir.
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