Conquering The Redhead Wild
5 Spells and lessons
Notas iniciais
Acordei no meio da noite, eu sabia que já passava das nove da noite, meu pescoço doía pela posição que dormi naquele sofá. Levantei em um solavanco e voltei para as masmorras, andando sorrateiramente para não ser pego por ninguém, afinal não quero problemas com monitores e muito menos com o "delicia" do Filch.
Tomei um longo banho, sabia que minha promessa de domar Rose Weasley tinha ido por agua abaixo agora, tudo por minha impulsividade e meu jeito, digamos garanhão, afinal, sou filho de Draco Malfoy. Deitei em minha cama, e senti o sono me preencher por completo em poucos minutos.
- Segunda de manha -
Acordei com um jato de agua em meu rosto. Meus amigos sabem mesmo acordar alguém, não é? Tomei um banho e vesti aquele uniforme, que eu tanto odiava, deixando meu cabelo bagunçado por preguiça. A primeira aula do dia seria Defesa Contra as Artes das Trevas, com a Grifinória, com a Selvagem Rose Weasley. Procurei um lugar para mim.
_ Scorp, meu amor — Alice a sonserina com quem havia ficado a alguns dias gritava — Vem se sentar aqui.
_ Seu amor? — eu disse debochadamente -
_ Sim, nos ficamos — ela disse me olhando -
_ E? Que eu saiba foi só um beijo, e não dos melhores — eu disse para ela que caiu no choro -
_ Senhor Malfoy, por favor sente-se — o Professor disse -
_ Não tem lugar — eu disse -
_ Do lado da senhorita Alice, ou então ao lado da Senhorita Weasley — ele sorriu -
Sentar ao lado da louca que está chorando porque eu dei um fora nela, ou sentar ao lado do menina que me acha um idiota, ótimas opções. Optei por aquela que me oferecia mais riscos, afinal, nunca fui daqueles que preferem as coisas fáceis.
Me sentei com Rose Weasley, recebi um olhar mortal da mesma, além de uma bufada irritada. O professor começou a aula, eu tentava prestar atenção, mas até o jeito como Rose Weasley mexia sua pena e o formato de sua letra perfeitamente regular e arredondada me fazia desprender a atenção do professor.
Escrevi um bilhete e entreguei a ela, não sabia o que ela responderia ao meu " Me desculpe por sábado. "
Observei ela enquanto a mesma pegava o bilhete e me olhava com cara de poucos amigos.
" Desculpas? Por que?" — ela me entregou -
" Pela Alice, pelo que eu disse, por eu ser um idiota" — entreguei a ela -
" Ah, por isso, bom eu até desculpo, doninha." — ela devolveu e anotou tudo que o professor estava passando no quadro -
" Quando será minha próxima aula?" — passei para ela novamente -
" Hoje a tarde, quem sabe." — ela respondeu -
A aula logo acabou Alice e suas amigas, bom me ignoraram o tempo todo, a menina estava com o rosto inchado.
_ Como alguém pode chorar por uma Doninha? — ouvi a voz desdenhosa de Rose atrás de mim, enquanto observava a menina -
_ Sabe, meu poder de sedução é enorme, e nenhuma menina resiste — eu disse sem encara-la -
_ Ou seu poder está falhando ou eu não sou uma menina — ela riu -
_ Sempre duvidei disso — eu ri -
_ Do que? — ela perguntou me olhando -
_ Da sua sexualidade — eu disse simplesmente, encarando seus olhos castanhos -
_ Você acha que um homem teria isso? — ela apontou para os peitos -
_ Enchimento — eu dei de ombros, rindo por dentro -
_ Até poderia te provar que não é enchimento — ela sussurrou se aproximando de mim — Mas você não merece tanto — ela piscou -
_ Realmente Rosinha você mudou — eu disse para ela -
_ Primeiro: sem essa de Rosinha, é Rose Weasley, ou Weasley, doninha. Segundo: Mudei, aquela bobinha de antes sumiu da minha vida. Terceiro: E mudei para muito melhor.
_ Disso eu sei — eu disse baixinho, para que ela não ouvisse –
_ Disse algo? — ela perguntou -
_ Perguntei que horas será a aula — eu menti, para mim era fácil dissimular desculpas, anos de pratica -
_ Hum — ela examinou um caderno trouxa com datas nas folhas — Tenho um horário as 19.
_ Pode ser — eu dei de ombros — Onde?
_ Na sala precisa, afinal, acho que não será bom ir a biblioteca, afinal treinaremos alguns feitiços hoje — ela disse e sorriu — Agora tenho que ir, não se atrase — ela rosnou e saiu jogando seus cabelos ruivos -
O resto do dia não teve nenhuma novidade, as mesmas aulas regulares, as mesmas conversas sobre os NOM's, e tudo mais. Quando as 19 horas se aproximavam fui até a sala precisa. Passei em frente a mesma três vezes, como meu pai havia me explicado, e logo a porta se materializou a frente.
_ Me poupou todo o trabalho — Rose disse abrindo a porta -
_ Você anda preguiçosa também? — perguntei -
_ Não, só não to afim de cansar minha beleza — ela sorriu e entrou na sala, eu fui atrás é claro -
_ Então — eu disse a olhando -
_ Então, pronto para duelar? — ela sorriu -
_ Duelar? — eu sorri incrédulo — Com você?
_ Não, com Nick-Quase-Sem-Cabeça — ela sorriu irônica -
_ Não quero te machucar — eu disse a olhando -
_ Você me machucar? — ela gargalhou — Esqueceu com quem está falando?
_ O que? — eu perguntei confuso — Vai dizer que é ótima em duelos também.
_ É, coisa de família — ela sorriu — Meu tio usou essa sala para dar aulas, e foi melhor que muitos professores.
_ Então demonstre que se é tão boa assim — eu sorri ainda não acreditando -
_ Ok — ela pegou a varinha muito rápido, e em poucos segundos uma luz vermelha voou em direção a minha varinha a fazendo voar a metros de distancia -
_ Isso não foi nada — eu disse -
_ Claro que não — ela sorriu — Mas se prepare, você terá que se defender e atacar — ela sorriu e eu me preparei -
Começou uma sequencia de feitiços de ataque e de defesa, até que me saia bem treinando assim com ela. Em um momento da aula, após alguns feitiços ela pediu um tempo para tirar a capa, devido ao calor que o exercício nos causou. E essa foi minha perdição, novamente as roupas curtas, as pernas bem torneadas, definidas por uma meia calça preta toda rendada, a saia que cobria nem metade de suas coxas grossas, e a camisa amarrada na cintura deixando a barriga à mostra. Ela me atacou naquele momento, e eu por ter ficado abobado cai para trás com um grande impacto.
_ Dica — ela me olhou — Nunca se perca enquanto olha o adversário.
_ Como assim? — perguntei meio tonto -
_ Doninha — ela se aproximou, se abaixando ao meu lado — Você até babou pelo meu corpo, isso que quero dizer, o adversário usará dessas armas contra você também, é melhor se cuidar.
_ Você é minha adversaria? — eu levantei bruscamente, deixando meu rosto a poucos centímetros do dela, nossas respirações já se misturavam -
_ Sempre fui e sempre serei, querida Doninha — ela pareceu meio atordoada, mas mesmo assim pegou em meu queixo e o levantou, desviando meu rosto do seu — A aula terminou, acho que você cansou — ela riu -
_ Não cansei — eu gritei me levantando enquanto ela já caminhava para fora -
_ Ah Doninha, querida Doninha albina — ela riu — Admitir a fraqueza é o primeiro passo para melhorar.
Ela se dirigiu ao dormitório da Grifinória e eu fui para as masmorras, me deparei com tudo vazio, subi até meus dormitórios e me deitei, realmente cansado, só não admitiria.
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