Conquering The Redhead Wild
3 First class
Notas iniciais
Os dias até a sexta feira correram, isso não é nenhuma diferença, fiquei receoso sobre a aula que aconteceria nela. Eu estava andando pelos corredores, esperando o horário para ir até a biblioteca, Vitor havia sumido em alguma curva, deve ter visto uma menina com quem poderia se atracar aos beijos.
Ouvi vozes, pareciam mais sussurros vindo de alguns corredores a frente, me aproximei silenciosamente, escorando-a na parede, mantendo a respiração calma, para ouvir o que diziam.
_ Qual é minha Rosa — uma voz masculina, levemente grossa disse — Vai se fazer de difícil até quando.
_ Até o dia em que eu estiver dançando em círculos no meio dos centauros na floresta proibida e um raio me acertar três vezes — ouvi a voz doce e irônica de Rose Weasley -
_ Quando isso vai acontecer? — o garoto perguntou e eu olhei de esguelha para o lugar onde eles estavam, era um garoto moreno de cabelos enrolados, da corvinal, que a prendia na parede -
_ Eu espero que nunca, afinal, não quero que um raio me acerte três vezes, eu morreria — ela disse rindo anasalado -
_ Sabia que quanto mais difícil a menina é, mas prazer eu tenho em persegui-la? — o garoto perguntou -
_ Sabia que isso é nojento, Peter? — a voz dela soou seria enquanto enrolava uma mecha de seus cabelos nos dedos -
_ Não é — ele piscou — Mas irei te deixar ir por hoje, minha Rosa. Da próxima vez, você não me escapa.
_ Tchau, baby — ela soou divertida e vi-o saindo de perto dela -
_ Olá Weasleyzinha — eu disse acido passando por ela, e piscando -
_ Pronto para a aula, doninha? — ela disse em tom frio -
_ Ah a aula, sim, tinha até me esquecido — menti e pisquei para ela -
_ Pode se esquecer quando quiser, eu não preciso de ajuda, não é, não ligo — ela disse venenosa e sorriu, que sorriso -
_ Não esquecerei mais, eu acho — eu pisquei para ela — Depende de seu desempenho hoje — eu sorri com a ambiguidade de minha frase -
_ Vamos para a aula, Doninha Albina — ela disse indo a frente -
Caminhamos em silencio até a biblioteca, onde ela pegou uma das mesas mais afastadas. Ela tirou a sua capa, deixando a mostra seu corpo bem estruturado, diria até um tanto definido.
_ Acredito que precisaremos de mais um livro, por sorte — ela revistou as estantes onde estavam os livros — Eu sei muito bem qual é o melhor — ela parou — e onde fica — ela se esticou toda, ficando na ponta dos pés, tentando pegar um livro na parte mais alta — Isso — ela puxou mas o livro caiu -
Eu me abaixei para pegar o livro que estava aos seus pés, acabei observando suas pernas bem definidas pela saia curta.
_ Hey babaca — ela disse seria — Se continuar olhando ai vai levar um belo chute em suas partes intimas — eu me levantei de um pulo -
_ Er... Só... Só que me distrai — eu tentei recuperar a linha de pensamento -
_ Uhum, isso para mim se chama tara — ela sorriu -
_ Tá, vamos começar a aula? — eu perguntei e ela assentiu -
_ Sim, olha vamos começar com os feitiços básicos — que Droga pensei, estava perdido no modo como os cabelos agora domados dela caiam pelo seu rosto, era até sexy — O professor ensinou mais os de proteção. Você se lembra de algum que ele ensinou?
_ Bom... Pro... — eu pensei — Protego? — eu hesitei, não havia prestado atenção na aula -
_ Esse é o básico do básico, tipo terceiro ano — ela debochou — Estou falando do Repello — ela sorriu — Sabe, aprendi muito com minha mãe sobre esses, podem ser usados... — o jeito como sua boca se mexe é incrivelmente sedutor, passei a língua pelos meus lábios, eles estavam estranhamente secos — Entendeu?
Eu assenti vagarosamente, não ouvi metade do que ela disse. Meus pensamentos divagavam com mais facilidade agora que tinha a Weasley dessa forma por perto. E bom, terei que me concentrar o dobro, ou...
_ Isso não dará certo — eu disse um pouco mais alto do que queria -
_ Eu sei, você é muito distraído, Doninha, pior que a Lily Luna — ela sorriu — Eu vi que você não ouvia nada do que eu disse. — ela piscou — E por isso a ultima parte que eu disse foi, abre aspas: "Malfoy é um doninha que pega as garotas de toda Hogwarts para não mostrar ao papai que não é gay, mas todos sabem" fecha aspas — ela sorriu -
_ Acha mesmo que sou gay? — eu me aproximei dela, levantando da cadeira, e a pressionando contra a estante de livros — Posso te provar o contrario — pisquei -
_ Eu passo — ela sorriu — Acha que sou fácil, Malfoy? — ela disse a centímetros da minha boca — Eu não sou, posso ter mudado em algumas partes, mas baby eu não sou assim, como as suas — ela me deu uma joelhada na barriga -
Eu me afastei segurando a barriga, sentei na cadeira, a xingando de todos os nomes que conheço, não digo nomes bonitos, são mais para nomes ofensivos.
_ Vou ser sucinta — ela disse — Aproxime-se assim de mim novamente, sem meu consentimento, e um chute no estomago será o mínimo. Eu estou te dando aula porque o professor pediu, então se comporte, ou vai tirar um T de Trasgo nos NOM's. — eu assenti e ela se sentou -
_ Desculpe — pedi e ela me olhou — Mas, só me comportarei em aula, fora delas, vai ter que aguentar as investidas.
_ Já aguento de todos os outros, você será só mais um — ela sorriu vitoriosa -
_ Nunca fui só mais um — eu disse lentamente para ela entender — Para nenhuma menina — pisquei — Não serei para você também. — e sorri da cara irritada que ela fez — Você estava falando do Repello, continue.
***
_ Olhe só o horário — ela disse desesperada — Temos que ir dormir, ou seremos pegos pelo Filch.
_ A hora voou perto de mim não é, ruiva selvagem — eu sorri sedutor, isso nunca me falhou, nenhuma menina resistia a esse sorriso, mas parecia que ela nem ligou -
_ Ruiva selvagem? — ela riu — Belo apelido, Doninha albina — ela riu irônica -
_ Vamos logo — eu guardei meu material e levantei da cadeira, seguindo para a saída da biblioteca — Consegui aprender muito com sua aula — eu a olhei de lado -
_ Finalmente, um dia ou outro tem que deixar de ser tão idiota — ela sorriu -
_ O que está dizendo com isso?
_ Que você um dia tinha que aprender. — ela disse na defensiva -
_ Sua paixão reprimida por mim, é surpreendente — eu sorri -
_ Eu só amo a mim mesma, e a minha família — ela sorriu -
_ Não disse que me ama, disse que é apaixonada por mim, são intensidades diferentes — eu pisquei -
_ Convencido — ela bufou após falar esse adjetivo de forma prolongada — Madame Pince? — ela chamou e a velha senhora que cuidava da biblioteca não respondeu -
_ Onde ela está? — eu perguntei -
_ Olha — ela trouxe a mão fechada — Na minha mão que não — ela abriu a mão e riu -
_ Alohomora — disse apontando a varinha para a tranca da porta -
_ Serio que ia tentar isso? Ela colocou um feitiço, para não abrirem e pegarem livros, isso é obvio — ela sorriu -
_ Ótimo saber, o que fazemos agora? — eu sorri irônico -
_ Eu tenho que ter todas as respostas?
_ Normalmente — eu disse sarcasticamente e me sentei no chão — Ótimo realmente ótimo.
_ Malfoy, cala a boca, não aguento ouvir mais sua voz arrastada e manhosa reclamando de tudo.
_ E eu não aguento ver a sua cara linda de sabe tudo — eu disse olhando para ela -
_ Ótimo, não olhe — ela sorriu -
_ Não precisa pedir duas vezes — virei meu rosto -
"Miau... Miau... "
_ Droga a Madame Norra — ela sibilou — Calma ela está indo para o lado contrario.
_ Chamar o Filch — eu respondi — Se ele nos ver aqui dará problema.
_ Calma, tenho uma ideia — ela sorriu e pegou a varinha — Desilusorio — ela murmurou — Isso não te deixará invisível, mas é o mesmo que um camaleão, então tome cuidado e corra silenciosamente — ela disse — Agora me faça ficar semi-invisível também — ela me apressou e peguei minha varinha -
_ Desilusorio — apontei a varinha e ela desapareceu diante de seus olhos — Olha o Filch.
_ Tem alguém ai, Norra? — ele perguntou para a gata aos seus pés — Tem alguém ai? — ele gritou para nós -
_ O que foi Filch? — a voz de madame Pince se espalhou pelo lugar — Não quer outro encontro né? — eu queria rir, gargalhar, mas não me atrevia -
_ Acho que tem alguém ai — ele apontou para a biblioteca -
_ Calma — ela abriu a porta e entrou acompanhada de Filch, aproveitamos eles entrarem para sair rapidamente -
Corremos até um ponto onde nos dividiremos.
_ Foi divertido — ela disse rindo -
_ Muito — eu sorri a observando — Er... Bem, boa noite. — disse passando a mão pelos meus cabelos em sinal de desconforto -
_ Noite, doninha — ela piscou e sorriu para mim, se virando em direção as escadas para ir até o dormitório da grifinória -
Eu segui meu caminho até as masmorras. Onde fui direto para um banho e dormir, afinal, aquela primeira aula me cansou.
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