Conquering The Redhead Wild
21 But, I'm in love with you.
Notas iniciais
Rose corria como o vento, queria encontrar rápido com o loiro, mas que droga parece que como o vento, ele também tinha ficado invisível. Ela percorreu todos os caminhos de Hogwarts, estava começando a ficar suada e com dor nos pés, havia passado pelos jardins, pela estufa, pelo campo de quadribol, pelas masmorras, pela biblioteca, “mas que diabos Scorpius faria na biblioteca?”. Passou por todos os andares e nada. Resolveu se sentar no chão e somente pensar como o garoto pensava.
“Inferno sangrento” – A ruiva praguejava em pensamento, era nessas horas que ela via uma semelhança com seu pai, semelhança que ia além dos cabelos ruivos – “Pensar como ele é tão difícil. Não tem o que deixe fácil, Scorpius era como uma garota em tpm, era temperamental e difícil. O imbecil devia estar com alguma garota, seria algo típico dele.”
E como um flash algo surgiu na mente dela. E como não tinha pensado nisso antes? Era tão obvio. Então a menina se levantou, correndo até a sala precisa, ele sempre estava por lá mesmo. E quando ela entrou, viu duas coisas da qual havia deduzido. Um: ele estava realmente lá. Dois: estava com uma garota. E sem dizer nada, Rose deu as costas e saiu de lá, bufando como um búfalo irritado.
[...]
O garoto havia sido arrastado sala precisa a dentro. Nem sabia o que a menina queria, mas ela se dizia desesperada. Mas vindo de Julie, isso era normal, sempre estava desesperada por qualquer coisa. Do tipo: “Minha unha quebrou! Meu mundo acabou.” Aquela garota era impossível.
_ Fala logo, Julie. – Scorpius disse rolando os olhos – O que é tão importante para me tirar dos jardins, onde estava tão bom?
_ Eu sou tão feia assim? – a voz da menina enjoou o garoto, ela era tão fina que ele não aguentava –
_ Esse é seu grande problema? – o loiro riu da garota –
_ Antigamente, Malfoyzinho, você morria de amores por mim. Agora você nem me olha mais. – ela choramingou –
_ Vem cá, quero te falar uma coisa seria. – o garoto segurou o rosto dela delicadamente e olhou fundo nos olhos da garota – Eu nunca morri de amores por você, ok? Eu só ficava com você porque, como dizer isso sem magoar? Porque você é uma vadia fácil.
Quando Malfoy soltou do rosto dela, ele achou – por um minuto – que ela ia sair chorando e gritando, mas o que Julie fez o surpreendeu ainda mais. Ela pulou sobre ele e o beijou. E como qualquer homem, Scorpius se aproveitou da situação.
Mas ele a soltou assim que ouviu alguém bufando, e então olhou para a porta e viu apenas uma curta saia e um longo cabelo ruivo rasgando o vento porta a fora. Então como qualquer homem apaixonado ele fez a única coisa que poderia, correu atrás dela.
“Como eu posso ser tão idiota e tão azarado?” – Malfoy pensava histericamente enquanto tentava achar a ruiva. Mas ela sumiu na multidão, e olha que era difícil, com toda a atitude e roupas curtas. –
_ Hugo, Hugo. – Scorpius gritou ao ver o ruivo subindo as escadas –
_ Hey lesado. – Lily que estava próximo ao primo retrucou –
_ Ruivinha deixa eu falar com seu namorado?
_ Hugo não é meu namorado. – Lily saiu batendo os pés –
_ Ela me ama. – Hugo disse rindo – E ai, o que foi?
_ Viu sua irmã?
_ Vi, ela saiu parecendo a mamãe quando o papai faz merda. – Hugo riu – Gritou para Lily algo como: “Obrigada pelo conselho inútil!” – Hugo fez uma imitação falha da voz da irmã e riu — e saiu.
_ Tá, obrigado amigão. – Scorpius bateu nas costas de Hugo e saiu pelo caminho que Hugo indicou –
O céu havia escurecido muito desde que ele havia entrado, e um temporal se aproximava do castelo, e isso explicava porque geral entrou. Então naquela imensidão verde que eram os jardins ele viu uma única alma. Então ele seguiu a ruiva até ela parar.
_ Weasley. – o loiro gritou mas ela só andou mais rápido – Ruivinha selvagem?
_ Nunca me chame assim, Malfoy. – uma ruiva tão vermelha quanto seus cabelos se virou para o loiro com tanta raiva que ele pensou em fugir –
_ Deixe-me explicar. – Scorpius pediu – Só isso.
_ Explicar o que? – Rose gritou – Eu te procurei por todo o castelo – ela falava rapidamente que era difícil de compreender aquelas palavras – Eu ia seguir o conselho das minhas primas e falar para você que eu realmente gosto de você. – E então a garota notou as palavras que havia dito e tornou a se virar –
_ Rose? – Scorpius chamou cauteloso, deixando de lado a pose de garanhão e sorrindo torto –
_ Não fale comigo. – A ruivinha selvagem pediu, parecia estressada. Ah, ela estava muito estressada –
_ Rose. – o loiro se aproximou dela e fez com que a garota se virasse para o olhar nos olhos – Você gosta de mim?
_ Eu gosto de você como amigo, sei lá, muita coisa mudou nesse ano. – a menina gaguejava o que demonstrava o nervosismo dela –
_ Você gosta de mim como amigo? – Rose notou o sorriso canalha, e o brilho canalha nos olhos daquele canalha que era Scorpius Malfoy –
(Sim a repetição do canalha é proposital.)
_ E de que outra forma iria gostar? – a Weasley o olhou com aquele olhar de deboche que fazia com que ele a adorasse – O que, achou que eu me apaixonaria por você? – o tom sarcástico pintava naquela frase –
_ Você sabe que é totalmente possível. – Scorpius disse sorrindo –
_ Eu nunca me apaixonaria por você. – a ruiva disse seria, mas seus olhos a entregaram – Assim como você nunca se apaixonaria por mim.
_ Eu me apaixonei por você. – o loiro falou serio, seus olhos presos nos dela e ela corou –
_ Você gostou da minha aparência, gostou que agora eu pareço com uma das suas amigas. – a garota retrucou seriamente irritada – Por anos eu fui excluída por todos aqui, mas foi só cortar a saia e ter mais atitude que todos pararam para me perceber.
_ Isso é mentira. – ele disse perdendo o brilho de canalha de seu rosto – Sim, eu me atrai pela sua aparência, mas toda essa sua atitude de mostrar quem é sem medo do que podem pensar me deixou louco por você, e cada vez mais me mostrou que você é uma pessoa maravilhosa, estressada e irônica demais, mas ainda sim maravilhosa.
_ Scorpius, eu tenho que ir, não... – ela até tentou falar mas foi interrompida quando os braços do garoto a seguraram com mais força e a puxaram para perto –
Se alguém visse a cena de longe acharia que estavam no meio de um filme de romance, o garoto inclinou a ruiva para trás e a beijou com delicadeza e carinho, como Rose merecia. A chuva veio depois, na realidade, o temporal veio, mas nenhum dos dois ligou. Quando a garota conseguiu se afastar do menino e o encarar ela estava vermelha, dessa vez não por raiva e sim pela vergonha, e quando se viu molhada riu.
_ Isso está clichê demais para você? –a ruiva perguntou rindo –
_ Um pouco de clichê não faz mal a ninguém. – ele piscou e pegou a mão dela para entrarem juntos no castelo, Rose encarou as mãos juntas, adorou a sensação, mas achou errado. –
_ Hey, não precisa fingir que somos um casal, no máximo amigos, ok? – ela disse tirando a mão da dele –
_ Tudo bem. – Scorpius sorriu, mesmo sem querer sorrir, por que era tão difícil para Rose assumir? Porque a ruiva era simplesmente indomável –
[...]
Rose correu para o quarto e com um pequeno toque nas duas primas elas subiram atrás. Enquanto Rose enrolava os cabelos em uma toalha e tirava as botas molhadas as duas primas se sentaram na cama dela.
_ E ai? – Lily perguntou nervosa –
_ Eu fui atrás dele. – a ruiva selvagem começou se enrolando em um roupão felpudo e se sentando perto das primas – E ele estava com outra.
_ Não acredito. – Lils gritou irritada –
_ Pois é, mas por algum motivo ele me viu e me seguiu.
_ Seu irmão contou onde você tinha ido. – Nick disse irritada – E ai?
Rose contou do primeiro contato, contou que sem querer assumiu que gostava dele.
_ Você assumiu que o amava? – Nick gritou –
_ Nunca. – a menina disse – Eu disse que gostava dele, é diferente. Mas o canalha disse que estava apaixonado por mim.
_ Não, serio? – Luna gritou – Vocês tem que namorar, vocês tão namorando?
_ Não, Luna, eu disse que somos só amigos. – Lils e Nick se entreolharam e o sorriso delas se desfez –
_ Como diria a madrinha Luna, você tem narbules na cabeça? – Lily Luna disse seria fazendo as outras duas rirem –
_ Não, mas eu acho que ele só gosta de mim por conta da minha aparência.
_ Então mude novamente, se Scorpius continuar gostando de você é um sinal. – a única loira disse e Rose concordou –
_ Essa parece uma ideia maluca. – Lils disse encarando a chuva que batia na janela – Mas...
_ Mas, Luna, são exatamente essas que dão certo? – Rose disse –
_ Isso. – a ruiva mais nova riu –
As três ficaram ali apenas discutindo o tal plano. Mal viram o tempo passar e só perceberam o quão tarde estava quando Hugo bateu na porta para chamar para o jantar. Assim que desceram para o grande salão, a diretora queria dar algumas poucas palavras antes de todos se servirem.
_ Um aviso, como todo ano, aqueles alunos que quiserem ir para a casa passar o feriado da pascoa com seus pais favor deixar seu nome com o professor responsável pela casa. Mas eles só receberam pedidos por uma semana contando a partir dessa noite. – Minerva ergueu as mãos – Aproveitem o jantar.
_ A pascoa. – Lily Luna comentou com as primas – Perfeito.
_ Mas eu iria para a casa na pascoa, eu já não passei o natal com meus pais. – Rose choramingou –
_ Logo as férias chegam e você vai enjoar de ficar com eles. – Nick sorriu –
_ Tudo bem, mas antes terei de descobrir se ele vai ficar.
_ Ele sempre fica, não teve um feriado que ele foi passar com os pais em todos esses anos. – Nick disse – Sempre dizem que ele é o rebelde, e que como a mãe vai cuidar da irmã e dos filhos malucos dela não tem tempo para ficar com ele.
_ Faz sentido. – Rose riu – Mas vou mandar um bilhete para ele amanha.
_ Faz como quiser.
(A repetição do ele aqui é proposital, afinal elas não poderiam comentar alto no meio do salão. – Só aviso)
[...]
Scorpius como sempre não estava nada empolgado para a aula de DCAT – Defesa contra as artes das trevas, como todos sabem –, normalmente ele era um zero a esquerda nessa aula, sempre se batia com os feitiços, mas pelo menos sempre precisava trabalhar com a ruiva que o dava aulas e ajudava nas aulas.
Quando o professor mandou todos formarem duplas, o loiro se surpreendeu quando Rose foi com ele. Se surpreendeu também quando ela lhe passou um bilhete antes de treinarem feitiços de proteção. A ruiva lhe perguntou se passaria o feriado no castelo, isso era um bom sinal para o garoto, sinal de que a ruiva selvagem estava quase domada.
_ Eu vou passar aqui, não vai ter ninguém em casa, minha tia Daphne está entrando em depressão desde que os gêmeos nasceram. – Rose riu – Você vai passar aqui?
_ Acho que sim, eu ia pra casa, mas parece que vai estar meio chato lá, meus primos resolveram ficar. – a garota sorria – Acho que vamos nos ver então durante o feriado.
_ Difícil não ver, vão ser poucas almas vivas nesse castelo.
_ Melhor assim. – a menina sussurrou sorrindo –
E eles começaram a treinar, e a aula para o garoto foi muito melhor.
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