Notas iniciais
Leo x Hazel *olhar malévolo* Chora haters -q

Hazel foi brutalmente acordada quando, em seu sonho, foi atingida por uma flecha em chamas. Acordou suando frio e se sentou em cima do travesseiro.

– Calma, calma. Foi só um sonho... Só um sonho. — Disse para si mesmo e suspirou.

Virou-se para sua cabeceira e tentou agarrar o copo d'agua que não estava ali.

Tateou um pouco mais a pequena mesinha até que se deu conta de que tinha cometido um equivoco sobre o paradeiro do copo e cambaleou até o interruptor de seu quarto. A luz era fraca e tinha um tom amarelado, dando um ar de antigo em seu aposento. Um calafrio veio em sua nuca e então vestiu um chambre por cima do pijama azul. Hazel ainda não tinha se adaptado direito ao novo tempo em que vivia, por isso suas roupas ainda pareciam vindas do século passado. Seu pijama parecia uma camisola grande que só gente velha usa. Tinha tanto babado que chegava a cobrir seus pés. Abriu a porta calmamente e deu uma espiada no corredor. Ficou na pontinha dos pés e segurou a camisola com uma das mãos para que não tropeçasse no tecido. Foi surpreendida quando um vulto passou em sua frente.

– Quem é? — Falou assustada.

O vulto se virou e escorou-se na parede, onde estendeu a pontinha do dedo ao interruptor e a virou para cima. Tinha cabelos castanhos, um sorriso no rosto e o braço atras da cabeça, coçando a nuca. Era Leo.

– Desculpe Hazel. — Soltou uma risadinha nervosa. — Não vi você aí.

– Ah, Leo, é só você. — Hazel deu de ombros e ajustou o chambre. — O que faz acordado agora? Vim buscar água. — Falou sem expressão.

– Vim... Vim... É. Vim buscar água também.

Leo havia mentido. A verdade era que ele mesmo havia sorrateiramente sonegado o copo de Hazel, na esperança de que ela saísse de seu quarto a fim de um refil. Ele estava apaixonadinho por ela já há um tempo. Frank e Hazel já eram praticamente namorados. E Leo queria saber o gostinho de uma trama dessas. Claro, ele não pretendia fazer nada, apenas queria ter finalmente uma conversa decente com ela. Sozinhos.

Os dois então caminharam sem trocar uma palavra até a escada principal, onde viraram à esquerda e então entraram na sala de jantar/cozinha.

– Então... — Começou Leo. — Você era apaixonadinha pelo meu avô? Sabe, minha família não é de mudar muito. — Disse como se fosse uma piada.

– Ha ha. — Completou Hazel ironicamente. — Boa tentativa. — Falou a menina revirando os olhos.

Leo já havia pegado os dois copos e se dirigia a geladeira enquanto Hazel sentava-se numa das cadeiras de madeira que o filho de Hefesto havia conseguido. Ela odiava admitir, mas Leo até que não era habilidoso somente com materiais, ela estava intrigada a conversar com ele. A água já tinha sido servida e o garoto sentou-se na cadeira ao seu lado. Sabia que se ficasse encarando Hazel de frente começaria a rir histericamente. Era isso que acontecia quando ficava nervoso.

Hoje seria diferente, Leo finalmente conseguiria conversar com sua queda e nada de mal iria acontecer. Ele conseguiria.

– Herm, sabe Hazel. — Inflou os pulmões — Eu meio que... Gosto de você. — Corou, cruzou as pernas e apertou as mãos em volta do copo. Enquanto olhava para a garota ao seu lado de canto de olho, esperando por uma reação.

– Eu sei.

Nesses momentos que alguém declarava a seguinte frase "Nossa, que silêncio constrangedor", mas não havia mais ninguém ali para fazer isso. Leo havia ficado tão desconcertado que queria desabar no chão e nunca mais falar com ninguém pela vergonha que sentia agora.

– S-Só isso? Não tem nada a dizer? Nada? Nadinha? — Leo começou a ficar desesperado. Era assim que a noite iria acabar? Com um simples e inocente "Eu sei"?

– Não tenho nada pra te dizer Leo. Eu já sabia disso desde que te mostrei aquela cena com Sammy. Você mal olha pra minha cara e fica vermelha cada vez que o faz. Eu estou com Frank. Boa noite — Disse, ríspida. Arredou a cadeira para trás, pegou seu copo de água e fez menção de que iria embora.

– Espera! — Leo agarrou seu braço e se levantou da cadeira.

Hazel estava com uma expressão de indiferença no rosto, o que fez com que ele baixasse a cabeça chateado.

– Não gosto de você. Principalmente por que gosto de Frank, e ele tem uma rixa com você, justamente por causa disso. Porquê você gosta de mim. E não sabe disfarçar. E também não sabe mentir. Sei que tramou isso só pra conversarmos sozinhos. Mas também não gosto de ver nenhum dos meus amigos tristes. Principalmente você, que faz piadinhas e alegra o ar do pessoal, às vezes. Então, não pense muito sobre o que vai acontecer agora, certo?

Hazel se inclinou para frente e encostou seus lábios com os de Leo. Era quente.

Uma calor subiu pelo corpo do garoto, fazendo com que ele não parasse o beijo. Depois do momento, a garota tentou se separar e voltar ao seu quarto, mas no mesmo segundo que se desencostou de Leo ele segurou seu corpo e o pressionou contra a parede. E Hazel não o impediu. Enquanto se beijavam e exploravam a boca um do outro, Leo foi segurando os braços de Hazel e subindo até as mãos. Segurou o copo que se encontrava na mão esquerda da garota e o deixou na mesa. Os dois recuperaram o perfeito estado. Virou-se e Hazel estava com o rosto vermelho. Ele encostou a palma da mão na face quente dela e suspirou.

– Você não deveria ter feito isso. — Disse baixando os olhos.

– Eu sei. — Fazendo o mesmo. — Desculpe.

– Mas foi tão bom. — Leo voltou seu rosto ao dela e recomeçou a beija-la.

Essa vez foi melhor que a última. Agora, Leo explorava o corpo de Hazel com suas mãos curiosas, e, ela fazia o mesmo. Era quente e excitante. Foram caminhando sem querer e dançando ao som dos corações, que agora estavam em sintonia perfeita. Mas caminharam demais.

Leo sem querer bateu numa pilha de panelas que estava na pia e que recém haviam sido usadas, derrubando-as no chão. E cortando o clima pela raiz.

– Droga, Leo. — Falou uma Hazel furiosa recolhendo as panelas do chão. — Todos vão acordar!

– Calma, calma. — Tentou rebater Leo, recolhendo as panelas também. — Talvez ninguém tenha escutado.

Passos apressados foram ouvidos das escadas. Annabeth e Jason desciam assustados e paravam na frente da cozinha. Olharam a cena. Se entreolharam.

– O que fazem aqui? — Disse Annabeth num tom baixinho, mas alto o suficiente para constranger os dois de dentro da cozinha.

– Nós... Nós... — Guagejou Hazel.

– Nós viemos buscar água! — Salvou Leo. — Mas sou estabanado e sem querer bati nas panelas.

– Eu ajudo — Disse um Jason já no chão catando panelas.

– Certo... É tarde. Vamos todos dormir agora... Inclusive você, Leo. Nada mais de barulho. Já é a terceira noite que ouço você e seus calcanhares por aqui. — Falou Annabeth, agora terminando qualquer tipo de situação de romance que o Sr. Leo Valdez, gostoso pra chuchu, poderia fazer.

– Desculpe — Disse Leo desligando a luz.

Todos voltaram a seus aposentos. Menos, é claro, Leo.

Notas finais
Já to com uns esquema na cachola, mas aceito sugestões.