Conhecendo o passado

3 Capítulo 2 “ O assunto"


Notas iniciais
Voltei meus amores *-* Esta aí mais um capítulo...

" — Car... carta? – Susan empalideceu, será que a carta estava escrito o que ela tanto temia? E se sim, o que seria de dela, sua mãe iria lhe achar uma aberração? Teria medo de Susan? Sua cabeça se encheu de dúvidas”.

– Uma carta, na qual eu não gostei nada do assunto! – respondeu Maggie

– E... e o que dizia essa tal carta, Mãe. – Susan iria desmaiar não iria aguentar ai meu deus, ai meu deus...

– Psiquiatra! Falaram que você precisa frequentar um psiquiatra. – bufou Sra. Baker

– Hãn? ... Ah! Era só isso? – um alivio enorme tomou conta do corpo de Susan.

– Só isso Susan? Eles acham que você deveria fazer exames psiquiátricos! Falaram que as terapias não te afetam mais, acho que eles que são loucos, e para variar a mocinha aqui foi expulsa Tom, a escola avisou que não vai querer ela depois das férias.

– Grande novidade! – ironizou o imbecil.

– Fica na sua. – Respondeu Susan.

– Eu concordo plenamente com os professores, tanto que até já agendei uma visita a uma escola psiquiátrica amanhã, é um lugar onde tratam de problemático como você. – falou Thomas enquanto pega mais uma porção de batatas.

– Você fez o que? – questionou Súh perplexa.

– Tom, tudo bem que a outra escola não era tão firme, mais uma escola psiquiátrica? Isso não existe!

– Bem... não é bem uma escola... é mais uma clínica... – sussurrou Tom “meio” envergonhado.

– EU NÃO VOU PARA UMA CLÍNICA DE LOUCO! – protestou à garota, ai já era demais, um hospício? Onde é que Thomas estava querendo ir como tudo aquilo?

– TOM! Susan é uma garota normal, apenas tem alguns problemas...

– Problemas? O problema dela é o Sangue, está no sangue, — começou Tom — não te culpo querida, você não soube o que fez, a culpa é do outro lado, — ele olhou para Maggie, que estava muito aflita — é do pai... Essa menina é anormal, mal consegue ter uma conversa decente entre duas pessoas, quem dera viver socialmente, ela é um perigo até para si própria, pelo menos uma vez por mês nós somos chamados naquela maldita escola porque ela machucou alguém, e o pior é que ela não sabe explicar! Fora que tenho que ficar pagando uma escola nova todo ano, por que as escolas já não querem mais ela. É uma problemática! Essa garota tem problemas mentais, escute oque eu estou...

– CALA BOCA! SEU MERDA! – Susan não suportou como poderia ser tachada de louca em sua própria casa?

– Gente, por favor, será que...

– Estou mentido Susan? Você causou um grande problema essa semana, “aquilo” definitivamente não foi algo normal.

Agora a garota percebeu onde ele estava querendo chegar, era aquele “assunto”.

– POR FAVOR, NÃO! – gritou Susan

– Tom, deixa – a em paz...

– Você sabe que não estou mentindo Maggie, vamos diga a sua mãe o que fez com aquele garoto? Vamos, diga! Ou será que você ainda não contou a ela? Eu estou resolvendo todo assunto sozinho, mais achei que você já devia ter esclarecido os fatos.

Susan estava começando a ficar aflita se ele conta — se, o que sua mãe pensaria? Com certeza a levaria direto para clinica! Precisava se defender mais as palavras não saiam da sua boca.

– Ah eu não acredito que você não disse a sua querida mamãe o que aprontou Susan, Susan, você está ficando muito mau criada fale para ela, vamos! Aposto que ela está louca para ouvir oque você tem a dizer – Thomas estava com um sorriso diabólico.

– Súh... O que você fez? – Maggie agora tinha lagrimas nos olhos.

– Não fiz nada mãe, eu juro! Simplesmente... Aconteceu.

–SIMPLESMENTE ACONTECEU? Eu diria que não foi bem assim, sendo que agora eu vou ter que pagar todo o tratamento do seu colega de classe, Jack Turner. E o que me diz agora Susan, foi sem querer? Por que fez aquilo? O seu colega simplesmente brincou com você...

– VOCÊ ESTÁ MENTINDO!

–... e logo depois ele estava flutuando um metro do chão e começou a ter uma hemorragia...

– VOCÊ NÃO TEM DIREITO!

–... e o sangue dele jorrava, da boca, e do nariz e escorria por todo pátio...

Susan estava entrando em desespero, Thomas estava contando o que ela estava tentando arranjar coragem há uma semana para dizer à Maggie.

– Vocês dois, parem, por favor... – Maggie já não estava mais conseguindo ficar em pé.

–... e você ficou lá, “simplesmente” olhando ele se asfixiar com o próprio sangue...

Ela não iria aguentar mais, sua cabeça doía como se alguém a espreme – se contra a parede, tudo estava girando em sua volta, ela queria gritar, dizer que não fez aquilo com Jack por que quis mais quem acreditaria nela? Quem acreditaria na louca Susan Baker?

–... e daí o garoto caiu no chão e não consegui mais respirar, e você Susan o que você fez? Salvou Jack? Não! Você fugiu! Sai correndo, e deixou o Jack lá no chão, entre a vida e a morte, os médicos já falaram que as chances dele sobreviver e igual a possibilidade de ver uma bruxa voando no céu...

– CALA BOCA! SEU MENTIROSO! – esbravejou Susan com todas as suas forças, e nesse exato momento as gavetas do armário escancararam e tudo que estava dentro se estilhaçou no chão, a porta da geladeira abria e fechava com uma força assustadora, as luzes se apagavam e se acendiam a chama do fogo não parava se subir e descer, os pratos caíram, as janelas batiam, as portas rangiam tudo estava virando um verdadeiro caos, casa parecia estar sentindo toda raiva que Susan Baker estava passando no momento.

– O que você está fazendo sua aberração? – perguntou Thomas segurando Maggie para que ela não desmaia-se

– Súh, o que está acontecendo? – Maggie perguntou quase em um sussurro.

– Eu juro foi sem querer... eu não... quis... mais... Mas ele me provocou. Não quis machucar – lo, nunca quis machucar ninguém. – as lagrimas quente escorriam pelo seu rosto.

Tudo pareceu se acalmar com as palavras que saíram da boca da garota, a casa voltou a se silenciar. Maggie tinha se sentado na cadeira estava em choque, não conseguia processar tudo que ouviu e viu naquela noite.

– Vamos pare com mentiras, você quis! Você sabe que queria machuca – lo.

Ele estava certo, na hora Susan realmente queria machucar Jack, fazer – ló sentir toda dor que ela sentiu quando ele a provocou, mais foi momentâneo, logo depois a realidade á fez voltar à tona, queria ajudar o garoto, mais havia muitas pessoas em sua volta, não teve escolhas, elas linchariam Susan, então ela fugiu e se escondeu em casa desde então.

– Você está certo, não vou te enganar mãe, eu fiz Jack se machucar, sem querer, mas fiz.

Aquilo foi um baque enorme para os ouvidos da Sra. Baker, ela estava tremendo toda e colocava as mãos no rosto, na tentativa, de pensar que aquilo tudo não passava de um sonho.

– Ao contraio de você Thomas, eu não menti, só estava esperando o momento certo para contar.

– Ora Susan, eu não sou como Maggie, não venha com essa de momento certo para contar, você praticamente matou alguém.

Agora Susan estava tinha entrado no jogo de Thomas, não ira escutar o que ele diria.

– A moça de cabelos castanhos que você beijou é muito bonita, tenho que admitir que você tem bom gosto, mais ainda sim prefiro a mamãe. – a voz de Susan havia o mesmo toque de sarcasmo que a de Tom.

– Do que você está falando? Eu não beijei ninguém... – perguntou Tom confuso

– Tem certeza de que não sabe do que eu estou falando? Tem certeza que não conhece a mulher com quem você estava se beijando? – Súh foi se aproximando cada vez mais de Thomas.

– Tom? É verdade o que a Susan... – perguntou Maggie com a voz embargada

– Você está delirando, é uma retardada mesmo... eu não conheço nenhuma... – Tom dava pequenos passos para traz tentando se distancia da garota.

– Qual é o nome dela? Com ela se chama? – questionou Susan

Susan olhou para os olhos de Thomas na esperança de ver mais algum vislumbre, e por sorte ou não, ela teve.

Thomas estava em sua sala, na construtora, já estivera ali, uma ou duas vezes com Maggie, mas agora ele estava acompanhado da mesma mulher de cabelos castanhos que vira antes, “Até a amanhã. Ah Melody, não se esqueça de entregar aqueles relatórios na minha mesa segunda ás 9” e de repete Susan estava de volta à cozinha semi destruída.

– Melody, então é esse o nome dela, Melody. — falou calmamente dando um ênfase no nome.

– Cala boca, sua retardada, Maggie você não vai acreditar nela, não é... não é, Maggie olha para mim.

Tom sacudia Maggie pelos ombros, ela estava em choque, não conseguia compreender tudo aquilo.

– Nã...ão sei Tom... eu já não estou entendendo mais nada.

– Ah, Tom, eu acho que você devia levar suas vagabundas em um lugarzinho melhor que seu escritório...

– Você está sendo patética Susan! Acha mesmo que vou cair nesse joguinho?

–Você nega que todas as noites se atrasa porque fica se esfregando com suas vadi...

PLAF!

– TOM! – gritou Maggie, mais já era tarde.

A garota sentiu com muita força a mão de tom em sua face, e ela que já não gostava muito de Thomas, na verdade sentia um completo desprezo por ele, mais agora as coisas mudaram, uma raiva enorme tomou conta do seu corpo. Como ele podia ter feito aquilo? E o pior, porque a sua mãe não fez nada para impedir? Susan se sentiu solitária como nunca tinha sentido em toda sua vida, nesse exato momento percebeu que ninguém lutaria por ela, e que estava sozinha, sozinha em um mundo de aparências.

– Me respeite, sua bastarda idiota! Você não tem uma gota do nosso sangue, e eu não tenho a obrigação de aturar sua mau criação! – Tom, cuspi as palavras de sua boca como se não houvesse o menor significado.

Súh não sabia o que ele queria dizer com “você não tem uma gota do nosso sangue” e não quis ficar ali por muito tempo para descobrir, apesar de já suspeitar do que ele estava falando, as únicas coisas que conseguiu dizer foi:

– E- U O-D-E-I-O V-O-C-Ê, seu mentiroso! –

Depois se virou para Maggie

– E odeio mais você mamãe, por nunca ficar do meu lado.

– Súh... – lágrimas desciam dos olhos da Sra. Baker.

Susan queria sumir dali, subiu as escadas pisando duro, mal conseguia ver o que estava á sua frente, as lagrimas que brotavam dos seus olhos embaçavam sua visão, abriu a porta do quarto e como estrondo, e sem se importar deixou o seu corpo deslizar por traz dela.

A raiva e a amargura que sentia eram inexplicáveis, seu corpo doía e tremia, seu rosto estava molhado e ardiam pelo tapa, as imagens do que acontecera hoje voavam em sua mente, estava exausta, mas não conseguia para de pensar nas palavras que Thomas tinha dito “você não tem uma gota do nosso sangue”, ele a odiar já não era nenhuma novidade, ela também não morria de amores por ele, mas dizer que não tinha uma gota do sangue deles era um disparate. Afinal de contas todos sabiam que Thomas Baker era o seu padrasto e que era filha de Maggie Baker e Martin Dench! Era, não era?

Susan nunca conheceu o seu pai, Maggie sempre dissera que ele tinha abandonado ela quando estava gravida, e que logo depois se casou com Tom e se mudaram para Londres. Thomas tinha concorda em registrar Susan como sua filha, mais deis de que ela soubesse que ele não era sua pai.

Súh estava confusa e desorientada, parecia que tudo vinha em sua cabeça ao mesmo tempo ela tateou até a mesinha de cabeceira, atrás da única coisa que te trazia paz. O estilete!

Abriu a gaveta, pegou o estilete sentada no chão frio encostou se na barra da cama, empurrou a alça e a lamina subiu, estendeu o seu braço esquerdo e lentamente a lamina começou a perfurar a sua pele, a dor que sentia não era nada comparada a dor que corroía sua alma.

Susan sabia que não era o certo a fazer, mais era algo que te alivia, te fazia esquecer o mundo, dos seus problemas, a dor de sentir sua pele sendo rasgada contra a fina lamina te fazia esquecer de tudo, esse momento é praticamente sagrado para a garota, o sangue começa cair no carpete, à carne começa a doer mais, minutos depois ela não tem consciência dos seus atos, apenas quer se cortar ver o sangue escorrer e a dor continuar, Susan só queria poder esquecer das pessoas, das angustia, queria poder esquecer da sua vida.

Sua visão foi se escurecendo aos poucos, estava tão cansada que não percebeu que o sono tinha lhe domado se deixou levar, Susan queria cair no mais profundo sonho e nunca mais acordar, se levar das angustias, dos seus medos, queria apenas poder sair desse inferno.

Notas finais
E aí comentem ....please.