Confusões e Confissões por Ino Yamanaka

18 A última lágrima nunca cairá - PARTE I (Cap.Final)


Notas iniciais
Minna, esse é o último capítulo e já tá prontinho. Desculpem a demora, e sin, vou terminar a fic! Só não vou dar uma data certa das próximas postagens (serão três partes do capítulo), porque nem eu acredito mais nas minhas promessas. kkkkk
Reviews, recomendações e sugestões são bem vindos.
Mais uma vez, desculpem.
GOMENASAI, MINNA-SAN!!!
Boa leitura.

Sempre gostei mais dos dias chuvosos, não sei ao certo o porquê, mas me acalmam. Pena que ultimamente a chuva não tem sido muito amiga minha. Ela me traz recordações que me afligem. Brigas, mortes e declarações. A vida parece uma novela.

As gotículas de água doce que descem de nuvens carregadas me remetem ao desespero e angústia de momentos passados. É neste momento que a agua doce ganha um toque de sal.

Lágrimas.

Em uma hora você está beirando a angústia, no limite de suas lamentações, gritando, ou melhor, implorando por ajuda. Noutrora, quando tudo está bem, quando o mundo não está mais ameaçando desabar, quando o auxílio já chegou, percebes o quão débil foi ao prantear por tamanha futilidade. Fazer o quê, se o amor nos faz ser assim?

Finalmente pude perceber que o que me fazia gostar dele, o garoto dos olhos escuros e cabelos mais escuros ainda, era o encantamento que sentia ao ouvir sua atual namorada falar dele.

Flashback on

Era um dia normal, o céu coberto por nuvens finas que transcorriam a imensidão azul com ajuda da brisa habitual e matutina, os pássaros soltavam suas poesias melodiosas que escapavam pelas pequeninas frestas de seus bicos, o sol irradiando como nunca antes e as árvores dançavam em meio ao sopro suave da manhã, tentando tirar as gotas do orvalho deixado noite passada.

– Tchau mamãe, te vejo mais tarde. – despedia-se sorridente a menina de cabelos diferentes, estava ansiosa para rever os amigos, já que as férias de verão foram mais longas do que o esperado.

Sakura fitou rapidamente o céu e agradeceu a Kami-sama por estar lá mais uma vez e adentrou o prédio escolar mais antigo da vila. Seus olhinhos verdes brilhavam apenas pelo prazer de ver de novo os professores andando nos corredores, as meninas mais velhas e seus grupinhos de maquiagem, os garotos da terceira série fazendo piada de cada um deles, aquilo tinha lhe feito uma falta enorme até desfazer seu momento nostálgico quando pôs sua frágil mãozinha sobre a maçaneta e a girou.

Estavam lá, correndo pela sala de um lado ao outro, seus colegas de classe.

Mas havia algo de diferente ali, ou melhor, alguém. Já com a mochila fora do alcance das costas, a garota pôs-se a fitar o menino novo e misterioso. Ele mantinha um ar de tédio, talvez fosse até sono, mas aparentava estar de bom humor, apesar de ter se sentado no canto da sala, na última cadeira da última fileira, onde a luminosidade era mais rarefeita.

A menininha de cabelos cor-de-rosa não conseguia parar de encará-lo, lá do lado oposto da sala, apenas os dois sentados. Sentia algo tão estranho e -logicamente- incomum até que foi interrompida pelo som estridente da campainha escolar anunciando o início das aulas.

Aquela era a única coisa de que não sentia saudades.

Uma mulher surgiu pela porta e sua imagem fez com que as crianças cessassem as traquinagens e sentarem-se em seus respectivos lugares. A nova professora causava espanto nas pessoinhas da sala. Uma mulher de pele alva e cabelos claros e loiros, até aí tudo bem, o que os assustava era o conteúdo exageradamente grande que continha por dentro de seu quimono verde-musgo. Com um detalhe brilhante no meio da testa, que chegava a lembrar de dançarinas indianas, a mulher se sentou à mesa conhecida como “do professor” e os encarou um por um.

– Senhores, eu serei a nova tutora de sua turma até o fim do ano, já que seu antigo professor, Iruka-sensei teve de resolver alguns problemas fora do país. Meu nome é Tsunade e espero não ter problemas com nenhum de vocês, ouviram? – dizia ela autoritária.

– A senhora não pode simplesmente chegar e falar assim conosco, dattebayo! – anunciara um baixinho loiro de olhos bem azulados que agora estava em pé encarando a nova tutora.

– E quem o senhor acha que é para falar assim comigo? – ela respondera irritada e com escárnio.

– Eu sou Uzumaki Naruto. – a expressão que mantinha mostrava o orgulho que tinha por carregar no nome o símbolo de sua família.

– Conheço e gosto de seus pais, mas isto não vai me tirar o direito de te por de castigo, então se sente imediatamente! – ordenava ela já perdendo a paciência.

Ele sentou-se, mas retrucou algo:

– Tinham que mandar uma velha para ficar com a gente?!

– O QUE VOCÊ DISSE MOCINHO? – seus olhos ardiam em fúria, estava claro que seu ponto fraco tinha ligação com idade. – QUE VOCÊ ESTÁ CHAMANDO DE VELHA?

– A senhora, que fala feito uma velha gagá.

– Pois fique sabendo que tenho menos de trinta e cinco anos. – ela dizia como se quisesse convencer a si própria daquilo.

– Aposto que tem mais de cinquenta. – ele contestou.

– CINQUENTA?! O que acha que eu sou?

– Uma velha que já deve ter feito milhões de plásticas para ficar com a cara esticada. – falava fazendo biquinho.

– Agora chega! Vá para a sala do Sarutobi! – ele se encaminhou a sala do diretor enquanto ela ria internamente. – Agora, vamos continuar, e você, como se chama?

Assim, todos foram apresentados à professora e Sakura agora já sabia do nome do menino que lhe chamava a atenção. Uchiha Sasuke era este o nome dele.

As recordações escolares estavam novamente vivas e a realidade lhes correspondia com exatidão, ou quase isto. Faltava algo ali, algo que tornava o ambiente claro e vívido, pelo menos, mais do que o normal.

A pequena Haruno se sentia solitária pela primeira vez, mesmo estando em meio a tantas pessoas. E finalmente lembrara-se do tempero que permanecia ausente, até aquele exato momento.

– Desculpe-me pelo atraso, prometo que não vai se repetir. – berrou a menina que, com enorme violência, abriu a porta, marcando sua entrada nada sutil. Mantinha-se ofegante, a hipótese de que correra bastante para estar ali era a mais aceita.

A professora, enraivecida pelo susto que a tomou, apenas perguntou seu nome:

– Yamanaka Ino – dito isto, uma onda de risos tomou conta da turma de pequenos diabinhos. A garota tinha o nome engraçado.

– Yamanaka? É, pelo visto conseguiu herdar isto de seu pai, ele sempre se atrasava. – após passar os olhos de cima a baixo rapidamente na menina, um pequeno riso lhe veio ao rosto. Loira, olhos grandes e bem azuis, a pele um pouco pálida e aquele sorriso... Era impossível não dizer que a pequena era filha de Inoshi. A mulher adotou seu humor de antes e assim, meio séria e brincalhona, se apresentou. – Sou Tsunade. Não preciso explicar-lhe que sou sua nova professora, não é? Vamos, sente-se logo!

– Hai – seu lugar de sempre estava vago, bem ao lado da pequena testuda. – Hey, testa de marquise, como foram suas férias?

– B-boas. E as suas? – mostrava-se um tanto acanhada pelo apelido. Era hábito se tratarem assim, mas depois de tanto tempo separadas, era vergonhoso, de certa forma.

– Horríveis! Papai me fez ir a uma casa velha do meu tataravô e ficou me contando histórias sobre antepassados... Pelo menos fomos à praia umas três vezes. – seu sorriso ameaçou desaparecer por um instante. – Sakura, tá tudo bem? Cê tá com uma cara de peixe morto...

– É que... Ele fica me olhando... – lançando o olhar disfarçadamente ao garoto no fundo da sala, Sakura fizera sua amiga descobrir o que havia de errado.

– E quem é? – sempre espalhafatosa, Ino virou-se para encará-lo sem cerimônia alguma.

– Não olha agora – a rosada repreendeu a amiga puxando uma mecha loira. –, ele vai descobrir que estamos falando dele!

– Ok, eu entendi. Mas precisava mesmo puxar meu cabelo?! – esfregava o couro cabeludo enquanto fazia uma expressão engraçada – E qual é o nome dele?

– Ele disse que é Sasuke, Uchiha Sasuke. – as esferas verdes brilhavam intensamente.

– Uchiha? Acho que ouvi papai falar alguma coisa sobre um clã novo que iria se mudar para Konoha, só não lembro ao certo o motivo.

– De qualquer forma, ele é bonito. – a flor de cerejeira teve as maçãs coradas, era vergonhoso para ela dizer algo assim, mesmo para sua confidente.

– Pode até ser, mas ele é estranho.

– Mas é um estranho bonito.

Flashback off

Desde esse dia, meus ouvidos foram obrigados a ouvir uma série de elogios e com o tempo, a ladainha começou a ser bem aceita, talvez até demais... Assim, passei a gostar do caçula Uchiha. Uma grande perda do meu tempo e juventude.

O fato é que agora tudo estava como deveria, cada qual com seu par. Mas ainda me sentia incompleta. Faltava ele perto de mim.

O que aconteceu entre mim e o pior melhor amigo já era algo de se esperar. Depois do meu episódio quase suicida, meus lábios foram tocados pelos dele. Foi algo tão repentino, eu nunca imaginaria que nosso primeiro beijo fosse assim. Foi intenso, foi calmo e inquieto ao mesmo tempo. Quase não sentia o coração bater de tão rápido e frenético que era.

E sinto que nos empolgamos um pouco. Depois do primeiro veio o segundo, seguido pelo terceiro e pelo quarto, alguns amassos, uma noite imprópria para menores. Fazer o quê se Gaara beija bem?!

Mas desde esta noite nada mais foi dito sobre o assunto. Não era uma amizade colorida, como dizem por aí, e nem um “casinho”, é só que ele ainda não havia me feito o pedido. Na verdade, eu nem sabia se ele ainda iria querer mais alguma coisa, mas ainda mantinha esperanças e esperava que ele (<--notem a ênfase nesta palavra) me pedisse. Sei que parece meio antiquado, e é mesmo.

O garoto segura a mão da mocinha e, de joelhos, pede para namorá-la. Ela fica corada, aceita e ganha um anel no anelar. Algum tempo depois, ele marca um jantar no lugar do primeiro encontro, ou algo parecido, ela desconfia que ele tenha uma surpresa, mas nunca imagina (ou é o que ela quer que achemos) que no meio do jantar chegaria o garçom de cabelo engomado com um pratinho com um “pedido especial”, uma caixinha de veludo. Essa “iguaria”, quando toca a mesa, liga um mecanismo mágico que, instantaneamente, faz com que violinistas apareçam diante do casal.

E um dejavú acontece: ele de joelhos e ela querendo chorar. Ela fica corada, aceita, ganha um anel no anelar e ainda é aplaudida pelos curiosos do restaurante. Meses depois eles se casam numa imensa igreja, ela dentro de um vestido branco, rendado, com uma imensa cauda e que custa mais que uma casa de luxo em Miami; ele com um traje impecável, sapatos bem lustrados, e o cabelo todo trabalhado no gel, mais nervoso que o próximo a sentar numa cadeira de choque e com morrendo de medo dela larga-lo no altar (homens são sempre mais sentimentais).

No fim, depois de passarem horas gastando milhões e perdendo neurônios para planejarem a cerimônia, ainda são espancados com grãos de arroz por convidados ingratos que, quando voltarem para suas casas, vão comentar sobre os detalhes do casamento que não deram certo como a mãe do noivo que estava com cara de quem não gostava da noiva ou uma mancha microscópica no tapete vermelho da entrada. E assim, eles vivem felizes para sempre até uns anos, quando eles assinam o divórcio e brigam pela guarda das crianças.

Eu não quero nada disso, odeio essas fantasias clichês. Mas infelizmente fui flechada pelo querubim conhecido como cupido. Esse babaca. Tanta gente no mundo e eu tinha que me apaixonar justo pela mente mais complicada que existe? Logo eu? A mente mais idiota que existe?

Ainda estava meio incerta sobre o resultado da mistura das mechas loiras com as ruivas. Eu não teria pulso para pedir e ser rejeitada. Por tanto, era responsabilidade dele. E tinha absoluta certeza de que isto nunca aconteceria – Sabaku no Gaara pedindo alguém em namoro era uma cena que eu realmente gostaria de presenciar – e era por isso que odiava o fato de ser estúpida o bastante para manter esperanças, mesmo não querendo.

É como dizem por aí: o amor é cego e a loucura sempre o acompanha. Se é que era amor de verdade. Poderia ser apenas uma paixonite temporária, carência ou até mesmo uma confusão causada por hormônios. Feromônios, seus meninos maus! As únicas certezas que tinha eram:

1ª- eu estava atolada em dádivas.

2ª- eu estava enlouquecendo cada vez mais rápido.

Estava tudo tão bem, éramos melhores amigos, mas, de uma hora para a outra, tudo mudou. Por que quando surge o assunto de “gostar ou não gostar” tudo fica tão estranho?

Em uma hora se é criança, nada de preocupações. Noutrora se é um ser indefinido, meio adulto, meio criança, talvez um elo perdido, onde a escola te perturba, onde o romance te cerca e mortes te rondam. De acompanhamento, uma enorme bandeja de culpa.

As aulas daquele ano cessaram em aproximadamente duas semanas, a partir daí minha alto-estima ficou menor que um Woompa Loompa.

Os primeiros dias foram os mais bem aproveitados. Dormia da manhã até a noite, e quando já estava renovada, recebo a infeliz notícia de que meu pai passaria mais uma maratona viajando a trabalho e que não nos veríamos durante um período de três meses. Aquilo me fez chorar, não de tristeza, mas de raiva. Era mais uma promessa quebrada daquele homem e o que mais me irritava era o fato de eu sempre cair na sua lábia.

Não deixei com que aquilo me abalasse e ainda sim, mantinha vivo em mim o sentimento de perspectiva. O Delgado estava sempre do meu lado, ou talvez, eu do lado dele. O fato é que a espera por uma ligação do indivíduo frio e misterioso do qual eu me apaixonara me deixava exasperada.

Garotos entendam uma coisa: liguem para elas e falem se querem continuar ou não. Sejam claros e específicos. Garotas apaixonadas são meio abobalhadas, principalmente quando estão na sua presença, por tanto, precisam ouvir tudo ao pé da letra, caso contrário, o principal efeito colateral será um sentido ambíguo e com toda a certeza vocês não vão querer isso, porque se elas lhes virem com más companhias (quaisquer outras garotas/mocréias/piriguetes/piranhas/avós), só tenho uma coisa a dizer. Fugam para as colinas. E sigam meu conselho, se não, não reclamem depois da dor de ser castrado.

Não tinha ânimo nem companhias para sair, pois servir de vela para casais melosos é pior do que aniversário daquela sua prima do 20º grau em que você não conhece ninguém e fica com cara de tacho a festa inteira.

Estudar? Isso não faz parte do meu vocabulário nas férias. Mesmo sendo um horror, ainda eram férias.

Cozinhar, fazer serviços domésticos, dormir, cantar, comer, dançar, chorar. Fiz de tudo um pouco. Até salvei gatinhos indefesos dos altos das árvores. Minha vida resumiu-se a isto. Só assistia animes o dia inteiro, igualzinho uma nerd antissocial.

Gaara povs

Nunca fui muito íntimo de meus sentimentos, sempre os reprimi dentro de mim, sempre os ocultei de tudo e de todos, talvez até de mim mesmo. Não iria ser agora que eu mudaria meu jeito de ser, ou pelo menos, não totalmente. Não posso negar que um forte comichão ameaçou por tudo a perder, mas resisti bravamente.

Precisava me vacinar contra sentimentalismo.

Pouco tempo depois deste acontecido, em uma noite qualquer, eu estava lendo um livro no sofá da sala quando pressenti que havia mais alguém no cômodo. E estava certo.

– Gaara, você viu o Kankuro por aí? – seus olhos aflitos o procuravam.

– Ele saiu ainda pouco com a Matsuri. – respondi.

– Merda! Ele prometeu que iria contar junto comigo! – disse entre os dentes.

– Contar o quê? – perguntei num tom mais calmo, escondendo minha curiosidade.

– Nada. – disse-me após um suspiro. Estava mais do que na cara de que havia alguma coisa acontecendo. E eu estava determinado a descobrir o que era. Infelizmente.

Notei que tinha os braços voltados para trás, como se estivesse escondendo algo, o que me atiçou ainda mais. Temari não é do tipo de pessoa que esconde segredos.

– E o que é isso que você tem aí atrás? – inclinei a cabeça tentando ver o conteúdo de suas mãos, mas ela recuou, de forma que não fosse possível saber o que era.

– Não é nada de mais. – ela disse um pouco impaciente. Notei que estava nervosa. Alguma importância tinha esse objeto nas suas mãos.

– Então me diga o que é. – insisti.

– Não, Gaara! – gritou comigo já aborrecida.

– É um absorvente? – a provoquei.

– Muito pelo contrário. – contestou.

– Ah, então é uma camisinha, não é? – continuei a provocação a fim de perturbá-la mesmo.

– Claro que não! Irmãozinho pervertido. – ela provavelmente percebera que eu estava brincando e também entrou na brincadeira. – Anda pensando muito nessas coisas, é?

– Só um pouquinho, mas não tanto quanto você, maninha. – ambos abrimos sorrisos maliciosos. – Então, me diz logo o que tem aí?

– Quando Kankuro chegar nós conversamos e aí você saberá. – respondeu enigmática. Quando estava me dando as costas para sair da sala a chamei. Ela virou-se novamente e se inclinou para que seu rosto ficasse na mesma altura que o meu. – Não seja impaciente. – e me deu um peteleco na testa.

Aproveitei sua deixa para dar um puxão em seu braço livre, o que a fez sentar em meu colo. Com essa distração, tomei o conteúdo de sua mão esquerda.

Inicialmente, quando ainda tentava impedir minha irmã de pegar novamente o que eu havia lhe roubado, percebi que era apenas um pequeno monte de papéis. Percebendo que não iria conseguir nada, Temari esparramou-se no espaço vazio do sofá, ao meu lado.

Agora que podia examinar os papéis com mais calma, vi que se tratavam de passagens aéreas para Suna, nossa cidade natal.

– O que é isso? – perguntei-lhe confuso.

– Você não sabe ler, não é? São passagens de avião! – alguém deveria ensinar boas maneiras para ela. – Nós vamos para Suna.

– Nós quem? – indaguei temendo a resposta seguinte.

– Eu, você e o Kankuro. – disse apontando para si e depois para mim.

Soltei um sorriso de escárnio, reação que possivelmente ela já esperava. Eu nunca iria para Suna.

– E quem disse que eu vou? – falei com semblante bastante sério.

– Eu disse e assim será feito. – suas palavras saíram ríspidas. Minha irmã tinha um bom futuro no ramo militar. Uma ditadora de primeira.

– E desde quando você manda em alguma coisa nessa casa? – a esta altura nossos gritos já ecoavam pelos corredores da casa.

– Desde quando eu sou a mais velha. – seus grandes orbes ardiam em grande fúria.

– Você sempre usa essa desculpa esfarrapada, pelo amor de Kami, Temari, tenha um pouquinho de juízo! Logo você que é tão inteligente, deve imaginar o que vai acontecer se eu for para lá. – bufei e virei a cara de forma que ela não conseguisse ver minha expressão de frustração.

– Você não acha que já está na hora? – ela baixou o tom, acho que percebeu o quanto eu estava aflito e aveludou mais a voz.

– Na hora de quê? – ainda virado, pressionei os olhos levemente, apenas aguardando uma resposta já definida.

– De fazer as pazes – essas palavras fizeram meu corpo estremecer, senti fio por fio se arrepiar acima da pele e girei para olhá-la nos olhos. –, já está na hora, não acha?

– Sinceramente, eu posso até ir com vocês, ficar frente a frente a ele e até pedir perdão, mas de nada vai adiantar se nem um pedaço de mim se arrepende de verdade.

– Mas e se ele quiser te pedir desculpas?

Um silêncio se instalou entre nós. Não sabia se estava preparado para ver o crápula que meus irmãos chamavam de pai, as feridas pareciam que estavam cicatrizadas, mas só pareciam.

Notas finais
Estamos na reta final. Prometo terminar antes do ano acabar, eu acho! kkkkkk
E sim, vamos ter uma segunda temporada!!!
Reviews? Recomendações? Brigadeiros? Aceito tudo *------------*