Confusões Em Khs - 1ª Temporada
12 Capítulo 12
Notas iniciais
Boa Leitura Mina-san...
*Shikamaru*
A viagem para Paris demorou mais do que eu imaginava. Não via a hora de esse avião pousar logo e eu poder colocar meus pés em terra firme. Caminhei calmamente pela estação até encontrar meu tio. Ele acenava com uma placa com meu nome.
— Oi tio. – falei quando cheguei mais perto dele. – Como está?
— Bem e você Shikamaru-kun? – perguntou, ele ainda tinha aquela mania de colocar sufixos que é usada somente no Japão mesmo morando aqui quase do outro lado do mundo. – Sinto muito que tenha tido que se mudar assim de repente. Eu soube que você deixou uma namorada no Japão, sinto muito mesmo.
— Não sinta tio. – falei – Eu tinha que vir, e acho que eu senhor sabe muito bem os motivos disso.
— Claro. – falou pegando minhas malas. – Vamos. Quero que você conheça o restante da cidade antes de irmos para minha casa.
— Hai, hai. – resmunguei. – Vai ser algo bem problemático, mas fazer o quê?
— Você como sempre reclamando de tudo não é Shikamaru-kun? – perguntou. Maldito sufixo, nem Temari que é minha namorada usava ele toda vez. – Vamos.
Caminhamos até um carro, se eu não me engano bem era uma BMW preta com o chassi novinho em folha. Entramos nesse carro e ele deu a partida, o motor roncou preguiçosamente e logo, logo o carro estava em movimento. Passamos pela torre Eiffel e pelo Arco do Triunfo. Pelo Chanselisé e pelo Louvre. Entramos numa rua de calçamento e paramos em frente a um chalé. O carro foi desligado e meu tio desceu animado.
— Chegamos Shikamaru-kun. – sorriu alegremente. Problemático. – Espero que goste, pois passará três anos morando aqui.
— É. – resmunguei – Um lugar bem bonito.
— Sukaku-sama. – murmurou uma voz feminina bastante gentil.
Olhei para trás e vi uma moça jovem loira de olhos castanhos, ela até pareceu com Temari em um momento, apenas os cabelos eram diferentes, os de Temari eram cacheados e presos em quatro coques sempre, os dela eram lisos e soltos. Mas sem dúvidas era muito bonita.
— Yue-chan. – murmurou meu tio sorridente. – Esse aqui é meu sobrinho Shikamaru-kun.
— Bon ju. – murmurou a loira animada. – Você veio do Japão certo?
— Hai. – falei ainda chocado, como ela era parecida com a Temari. Balancei a cabeça e tentei afastar a imagem da loira amada. – Você é?
— Shikamaru. – chamou meu tio. – Essa é a Yue-chan, ela trabalha e mora aqui, vai te ajudar a se instalar no seu quarto e qualquer coisa peça a ela.
— Também servirei como tradutora para você. – falou a loira. – Espero que possamos nos dar bem.
— Hai. – era só o que eu poderia falar.
Minhas malas foram levadas para dentro do chalé e logo minha guia tradutora me mostrou o quarto em que eu ficaria por três longos anos.
— Aqui é seu quarto. – falou sorrindo. – O telefone fica ali no canto e qualquer coisa que precisar estarei no quarto do lado.
— Hai. – falei – Posso dar um telefonema?
— Claro. – respondeu sorrindo novamente. – Vou sair qualquer coisa, me chame, por favor.
— Claro. – murmurei enquanto caminhava em direção ao telefone.
Disquei o número tão querido para mim. No terceiro toque uma voz linda atende, e como senti saudades.
— Alô? – perguntou a voz do outro lado. – Quem tá falando?
— Temari. – murmurei – Sou eu Shikamaru.
— Shika. – falou contente. – Que saudades. Já chegou à França?
— Já. – respondi sentando na cama. – Estou com saudades de você e de todos.
— Também. – respondeu – Como é ai? Espero que não tenha dado trela para nenhuma francesa mesquinha Sr. Nara, por que senão eu matarei você quando formos ai na excursão da Kurenai-sensei.
— Não se preocupe Temari. – respondi. – Não vejo a hora de você vir para cá.
— Também não vejo meu preguiçoso. – falou o que me fez sorrir. – Shikamaru, quanto tempo você vai ficar ai?
— Três anos. – respondi com um aperto no coração, eu sabia que ela não gostaria da ideia nenhum pouco como eu também não gostava. – Não se preocupe com o tempo.
— Não me preocupar com o tempo? – perguntou/gritou pelo telefone. – Shikamaru você vai passar três anos ai e ainda diz que eu não devo me preocupar com o tempo?
— É algo temporário. Logo três anos passam voando. – falei dessa vez me deitando na cama. – A gente ficará bem.
*Temari*
— Não acredito nisso Shika. – resmunguei ainda irritada. – Quer saber de uma coisa, resolvemos isso quando eu for ai. Beijo. Preciso desligar.
O telefone desligou e eu fiquei morrendo de raiva ainda no pátio da escola. Tenten que conversava animada com Neji e Hinata parou a ver minha expressão séria no rosto.
— O que houve Tema? – perguntou a Pucca. – Quem era no telefone?
— Shika. – respondi sentando ao lado de Hinata.
— Se era o Shikamaru-kun então por que essa cara? – perguntou Hinata preocupada. – Não deveria estar feliz por isso?
— É eu deveria, mas... – pausa – Ele me deu uma notícia que me deixou péssima.
— Que notícia? – perguntou a Pucca abraçada em Neji, o que me deu um pouco de ciúmes. – Anda logo Tema conta.
— Ele disse que ficará em Paris por três anos. – respondi – Três anos Pucca, isso é muito tempo.
— Temari-chan... – sussurrou Hinata. – Mas olha, três anos passam rápido.
— Nem tanto assim Hina. – murmurou Neji, o que fez a Pucca dar-lhe um tapa na cabeça. – Ai. Desculpa gente, eu só falei por falar.
— Pois é melhor ficar calado da próxima vez se não quiser levar outro tapa na cabeça. – gritou a Pucca com ele. – Não liga para o que ele disse Tema, é que às vezes o Neji fala sem pensar.
— É Temari-chan. – falou Hinata. – Não deveria se preocupar tanto com o tempo, logo vocês se verão novamente.
— É... – pausa – Pode ser que sim Hina.
*Sasuke*
Eu estava voltando para o pátio com a Sakura quando esbarramos no maldito ruivo, Sasori. Eu tinha uma vontade imensa de quebrar cada osso que aquele cafajeste tem, mas não faria isso com a Sakura lá. Ela não merecia ver uma cena de violência dessas, e eu tentaria me controlar por ela.
— Sakura. – falou ele quando viu que eu vinha com ela. – Precisamos conversar você sabe disso não é?
— Sasori a deixe em paz. – falei tomando a voz e abraçando Sakura junto a mim. – Vamos Saky você não precisa falar com ele.
— Não Sasuke-kun. – disse a rosada. – Eu vou falar com ele.
Olhei confuso para ela e para Sasori depois. Vi um sorriso sacana balançar pela cara dele e isso só me deixou mais irritado ainda. Sakura apertou minha mão gentilmente e deu-me um sorriso animador, então achei que ela saberia o que estava fazendo.
— Tudo bem. – falei dando-lhe um beijo na testa. – Te vejo depois então.
Sai dali e caminhei nervoso até o pátio. Ino apareceu correndo depois.
— Sasuke-kun. – gritou no meio do caminho. – Conseguiu encontrar a testuda?
— Sim. – respondi tentando parecer calmo. – Ela tá conversando com o namoradinho dela.
— Ciúmes Sasuke-kun? – perguntou Ino sorrindo largamente. – Isso faz mal para o coração.
— Não estou com ciúmes Ino. – respondi. – Mas e você? Soube que tá andando com o Gaara de novo não é?
— N-Não. – gaguejou a responder e até ficou meio vermelha, o que me fez rir muito. – Deixe dessas coisas Sasuke-kun. O Gaara tá namorando a novata da Matsuri e eu sou uma solteira na pista.
— Háhá – murmurei – Eu sei muito bem o que é isso. Chama-se C-I-Ú-M-E-S.
— Deixe disso Sasuke-kun. – resmungou saindo em direção ao corredor.
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