Confusões Em Khs - 1ª Temporada

10 Capítulo 10 – Especial SasuSaku


Notas iniciais
Gente, perdoem-me o atraso, mas é que tive sérios problemas com minha internet. Bem, sei que desde o inicio da fic venho colocando um pouquinho de cada casal, mas espero que não me matem com esse capítulo. Eu resolvi colocar um especial SasuSaku pra continuar o raciocínio do capítulo passado, então por favor, por KAMI não me matem. E gomen aqueles que amam os outros casais. Boa Leitura.

*Sasuke*

Kurenai-sensei entrou na sala e a Sakura ainda não tinha voltado. Eu fiquei preocupado, tudo bem, a gente teve um pequeno desentendimento por causa da minha falta de noção na hora em que eu a beijei e agora mal podemos permanecer no mesmo lugar sem ficar aquele clima estranho. Olhei para Ino, ela até parecia normal e talvez nem notasse a ausência da rosada, mas não custava nada perguntar.

— Ino. – chamei-a baixinho para a sensei não escutar. – Cadê a Sakura?

— Não sei Sasuke-kun. – murmurou de volta. – Ela disse que iria ao banheiro e não voltou ainda.

Estranho. Sakura nunca demoraria mais de cinco minutos no banheiro. Pedi licença a Kurenai-sensei e sai da sala. Fui caminhando vagarosamente pelos corredores até perto do banheiro feminino. Aguardei alguns minutos e nada. Uma menina morena saiu e eu a chamei.

— Ei. – gritei para que ela me ouvisse, quando se virou eu perguntei – Você viu uma garota de cabelos rosados ai dentro?

— Não. – respondeu antes de sair para o outro corredor.

Estranho. Onde ela poderia estar. Resolvi caminhar um pouco mais até o final do prédio e depois voltar fazendo o mesmo caminho, quem sabe eu esbarrasse com ela durante o percurso. Mas não, quando eu cheguei no fim do corredor, já próximo ao banheiro masculino avisto um ruivo cabelo água de salsicha saindo por ele. Eu sinceramente não gostava de Sasori, nunca gostei dele e nem sei o que a Sakura viu nele.

— Sasori. – chamei-o com meu tom de voz mais desinteressado possível.

— O que você quer Uchiha? – perguntou com desdém.

— Você viu a Sakura? – perguntei – É que ela disse que iria ao banheiro antes de começar a aula e ainda não voltou. Achei que você talvez pudesse saber onde ela estava.

— Não faço a mínima ideia. – respondeu dando de ombros. – Eu não vi a Sakura hoje.

Ele virou novamente rumo ao corredor e saiu em direção as salas do terceiro ano. E eu vi-me novamente no mato sem cachorro. Se nem ele que era namorado dela sabia sobre o paradeiro da rosada, quem mais saberia?

Eu já havia desistido de encontra-la quando passo em frente a uma porta que me chama atenção. Eu ainda não havia procurado lá. Como fui idiota, deveria ser o primeiro local que eu tinha que procurar. Aproximei-me calmamente da porta. Tentei abrir, mas parecia trancada por dentro, tentei então algo diferente.

— Sakura. – chamei para saber se ela estaria lá. – Sakura você está ai?

Alguns segundos torturantes depois a porta se abre revelando uma rosada totalmente acabada aos prantos.

— Sakura. – falei quando ela simplesmente me abraçou e começou a chorar no meu peito. – O que houve? Por que está chorando assim?

— Sasuke-kun. – murmurou entre os soluços do choro. – Promete que nunca vai me trair?

— Sakura... – pausa. O que será que deu nela? Ela não era aquele tipo de garota que ficava chorando como uma criança solitária, pelo menos não na frente dos amigos. – O que houve? Pode me contar. – falei levantando seu rosto para poder ver seus olhos.

Ela acenou que sim e eu entrei pela porta rumo ao telhado. Aquele lugar me trazia lembranças, e num instante eu acabei sendo guiado pelos meus pensamentos até aquele dia em que eu a beijei. Mas tratei de varrer isso da minha cabeça, Sakura não precisava de alguém que ficasse forçando a barra, e sim de um amigo, naquele instante coloquei em minha cabeça que era apenas isso que eu seria pra ela.

Depois que sentamos ela abaixa a cabeça entre os joelhos e recomeça a chorar. Eu passo as mãos pelo cabelo, odiava vê-la assim. O que eu mais queria naquele instante era abraça-la e dar-lhe todo o meu carinho. Mas eu teria que me segurar.

— Ei Sakura. – chamei-a e ela apenas levantou um pouco a cabeça, mesmo assim não podia ver seus olhos. – Por que você está chorando?

Ela acenou negativamente como se dissesse que não era nada e colocou a cabeça novamente entre os joelhos. Eu suspirei fundo, era difícil demais vê-la assim, mas eu não poderia fazer nada se ela não ajudasse.

— Pode confiar em mim Saky. – murmurei para ela. O que deixou ela meio surpresa que olhou pra mim. E eu já sei o motivo, não a chamava de Saky a um bom tempo, desde aquele beijo precipitado. – O que houve pra você ficar assim?

— É... – sussurrou entre soluços. – Foi o Sasori.

— O que aquele água de salsicha fez com você? – perguntei já me levantando e ficando em pé.

Sei, pode ficar meio estranho, mas eu perguntei ao maldito água de salsicha se ele tinha visto ela e o desgraçado sinceramente falou na maior cara de pau que não. Eu não sabia ainda o que ele tinha aprontado, mas não iria ficar em pune.

— Ele... – sussurrou novamente. – Ele... – pausa – Ele estava se agarrando com a Shion.

— Como é? – perguntei incrédulo. Sério, eu já imaginava que ele era um cafajeste e tudo, mas eu sempre pensei que a Shion, ou como é “carinhosamente” apelidada pelas meninas de SHIOMENTA fosse completamente louca pelo dobe, não é a toa que ela passou as férias toda correndo atrás dele. – Como assim ele estava se agarrando com a Shion? Tem certeza?

— Sim. – murmurou – Eu mesma vi.

Aproximei-me dela. Dane-se o que eu prometi de ser mais discreto com meus sentimentos em relação a Sakura, mas eu estava vendo com meus próprios olhos que ela precisava de alguém para consolá-la. Ajoelhei-me em frente a ela e comecei a acariciar seus cabelos. Ela olhou para mim meio surpresa. Eu acariciei seu rosto.

— Sakura. – falei – Você sempre poderá contar comigo. Eu nunca vou te trair.

Esforcei-me ao máximo para não abraça-la e lascar um daqueles beijos cinematográficos nela, mas ela me abraçou carinhosamente e apenas retribui o abraço dela.

— Arigato Sasuke-kun. – sussurrou no meu ouvido.

Ah Sakura. Se você soubesse que eu te amo de verdade, se pudesse me deixar te fazer feliz. Eu prometeria que te manteria segura.

*Sakura*

Eu precisava daquilo. O abraço do Sasuke-kun sempre me deixava mais segura, mais calma e mais leve. Ele me irradiava esperança e uma força extremamente linda e pura. Eu já percebia que ele nutria talvez um amor escondido por mim quando ele me deu aquele beijo. Eu também nutro, e quem sabe talvez a mais tempo algo forte por ele, e o único medo que tenho é de me machucar.

— Saky. – chamou-me e era tão bom ouvir ele me chamar pelo apelido. – Você vai ficar bem. Você é forte e vai superar isso.

— Arigato Sasuke-kun. – era apenas o que eu poderia responder. Não tinha palavras que pudessem expressar o que Sasuke representava para mim.

— Vem. – chamou-me estendendo a mão para que eu levantasse. – Quero te mostrar uma coisa.

— O quê? – consegui perguntar antes de segurar sua mão.

— Você vai ver. – falou e me puxou em direção a sala de música.

Chegamos lá e a sala estava deserta, existia apenas alguns dos novos instrumentos que a diretora havia mandado comprar para o pessoal que iria fazer parte da banda. Ele apontou para que eu sentasse em uma pequena cadeira que havia jogada e foi atrás de um violão. Quando encontrou voltou para onde eu estava sentada e começou a me olhar serenamente.

— Acho que você lembra dessa música aqui. – falou tocando a música.

You didn't ask for this

Nobody ever would

Caught in the middle of this dysfunction

It's your sad reality

It's your messed up family tree

And all your left with all these questions

Are you gonna be like your father was and his father was?

Do you have to carry what they've handed down?

No, this is not your legacy

This is not your destiny

Yesterday does not define you

No, this is not your legacy

This is not your meant to be

I can break the chains that bind you

I have a dream for you

It's better than where you've been

It's bigger than your imagination

You're gonna find real love

And you're gonna hold your kids

You'll change the course of generations

No, this is not your legacy

This is not your destiny

Yesterday does not define you

No, this is not your legacy

This is not your meant to be

I can break the chains that bind you

Cause you're my child

You're my chosen

You are loved

You are loved

And I will restore

All that was broken

You are loved

You are loved

And just like the seasons change

Winter into spring

You're brining new life to your family tree now

Yes you are

You are

No, this will be your legacy

This will be your destiny

Yesterday did not define you

No, this will be your legacy

This will be your meant to be

I can break the chains that bind you

And just like the seasons change

Winter into spring

You're brining new life to your family tree now

Sasuke-kun. – sussurrei com lágrimas nos olhos. – Você ainda se lembra dessa música?

Nunca que eu iria esquecer. – falou com um meio sorriso no rosto, o que aqueceu o meu pequeno coração. – E eu sei o quanto ela é especial pra você.

Como não saberia? – perguntei sorrindo, só mesmo o Sasuke-kun para me fazer rir numa hora dessas. – Você é a pessoa que mais sabe sobre mim. Você é aquela pessoa que sabe do que eu gosto e do que eu não gosto.

Claro que sei. – falou – Afinal das contas, eu sou seu melhor amigo, não é mesmo Saky?

É... – murmurei. – Hã... Sasuke-kun. – falei me levantando e me aproximando dele.

O que foi Saky? – perguntou para mim.

Eu o abracei e murmurei em seu ouvido:

- Arigato Sasuke-kun. – pausa – Por tudo.

- Não precisa agradecer Sakura. – falou abraçando-me mais forte. – Você é a pessoa mais especial que eu conheço.

Notas finais
GENTE QUEM GOSTOU MANDA UM REVIEWZINHO AI.

MÚSICA: FAMILY TREE - MATTHEW WEST >>LINDA DEMAIS, ESCUTEM...