Confusoes de Uma Cullen
36 Surpresas
Notas iniciais
POV NESSIE
Essas duas semanas que se passaram foram bastante agitadas. A Claire ainda estava se adaptando a sua nova vida de vampira. Ela se divertia horrores com a sua nova força e habilidades, porém, os seus pensamentos não conseguiam esconder o quanto ainda sofria com a falta de noticias do Quil. Desde que foi embora, ele vinha se esforçando ao máximo para não manter contato com nenhum dos lobos da matilha e todos pareciam respeitar essa decisão dele.
Minha prima realmente era o oposto de tudo o que minha família já havia vivenciado em sua existência. Ela sempre nos surpreendia em alguma coisa, tudo nela era diferente, principalmente seu desejo por sangue... ANIMAL!
Por incrível que pareça, por mais que ela fosse uma recém criada, Claire conseguia tranquilamente conviver com humanos por perto sem ficar enlouquecida pelo cheiro deles, coisa que era difícil de fazer quando ela estava se alimentando de animais.
Digo isso, porque no primeiro dia que levamos a Claire à sua primeira caçada, nos deparamos com um grupo de caçadores perdidos na nossa trilha. Isso seria um descuido irremediável, se a recém criada não fosse o que meu pai chama de “vegetariana nata”.
Meus pais haviam farejado o perímetro todo antes de chegarmos, estava indo tudo bem até um tentador cheiro de sangue humano invadir em cheio as nossas narinas. Todos nós tivemos que nos esforçar ao máximo para conseguir prender a respiração e não deixar o instinto da caça nos dominar ao sentir a pulsação daqueles caras. Já a Claire, que deveria ficar enlouquecida por não ter nenhuma experiência no assunto, continuou respirando normalmente e ficou extremamente puta da vida, por encontrar um dos caçadores mirando uma espingarda em uma de suas presas: Um leão da Montanha. Ela rosnou furiosamente para o homem e botou todos os caçadores pra correr com seu jeitinho Claire de ser, aterrorizando-os por tentarem roubar sua comida, quem entende? Meu tio Jasper não se conformava com isso e todos os dias, a cada atitude incomum dela lhe chamava de estranha. Mas a minha tia Rose a defendia com unhas e dentes alegando que estranho era ele com aquela cara de “coringa assustado”. Quando eles começavam a discutir era muito engraçado!
Após a transformação da Claire o Jake permaneceu em La Push, enquanto nós voltamos a Darthmouth. Mesmo a gente se falando todos os dias por telefone, a saudade já estava me matando. Eu nunca havia ficado tanto tempo longe dele desde que eu nasci. Depois que a Verônica confessou todas as armações da Leah em conjunto com o Nahuel e aquela irmã doida dele, as coisas ficaram bem enroladas por lá.
Nem o Nahuel, nem a irmã dele deram “as caras” novamente, mas a matilha, por precaução, permanecia em estado de alerta. Meu pai, meu tio Emmett e os lobos, bem que quiseram ir atrás deles de qualquer jeito para matá-los, porém, meu avô Carlisle como sempre o mais sensato, não os autorizou argumentando que não valia a pena sujarem as mãos com isso, sendo que logo estaríamos nos mudando de cidade. Foi uma retribuição de favores na verdade, o Nahuel salvou nossas vidas há 6 anos atrás e minha família o recompensou deixando ele viver dessa vez.
Quanto à doida da Janete, minha tia Alice previu que a “bicha cara de pau” tinha planos de morar com a gente. Ela planejava inventar outra desculpa esfarrapada para poder passar mais alguns dias conosco e com isso, a sua estadia e prolongaria indefinidamente. E é lógico que devido à atual condição da Claire, isso não seria nem um pouco possível, senão a louca com certeza desconfiaria de alguma coisa. Não foi difícil convencer a Janete de que tudo que ela presenciou em La Push não passou de um ataque lésbico da irmã do Nahuel, ela já estava pensando que era isso mesmo, apenas reforçamos a idéia em sua mente.
Por sorte a cabeça da Janete é mais preocupada com a quantidade de bofes que ela vai tirar uma casquinha do que com qualquer outro assunto, então, a minha tia mexeu seus pauzinhos e entrou em contato com um estilista famoso, muito amigo dela, que convidou a Janete para ajudá-lo com o figurino de alguns desfiles masculinos em uma turnê mundial. O evento duraria alguns meses, tempo suficiente para nos mudarmos de Darthmouth e Janete nunca mais ter noticias nossas.
A Claire ficou bem chateada por não poder se despedir da doida, as duas realmente se tornaram grandes amigas depois daquelas maluquices no meu aniversário. Ela nunca se importou com o fato da bicha na verdade tentar roubar o seu namorado o tempo inteiro, ao contrário, ela até se divertia muito com isso, principalmente, quando as provocações daquela purpurinada, deixava o Quil bastante irritado. Eu também aprendi a gostar muito daquela bicha maluca, com certeza ela foi à grande protagonista de muitas risadas pelos últimos meses. (N/A: A gente que o diga, RS) Até hoje eu inda não descobri como ela foi parar na minha festa de aniversário.
Eu não agüentava mais ver minha amiga tristonha pelos cantos todas as vezes que algo a fazia se lembrar do Quil, mas eu não tinha a menor idéia do que poderia ser feito para ajudá-la...
“Ness, você ainda está acordada?” Questionou Claire em meu pensamento.
As minhas tias e a minha avó fizeram uma reforma no quarto de hóspedes e agora aquele era oficialmente o quarto da Claire. Todas as noites ela ficava aqui no meu quarto até eu pegar no sono. Ela achava um tédio essa parte de vampiros não dormirem, porque depois que eu dormia os meus pais, tios e avos se trancavam em seus quartos para fazerem sabe Deus o quê e ela ficava sozinha.
“Sim” Afirmei de volta.
“Posso entrar?”
“Claro...” Em meio a um piscar de olhos, Claire já estava na sentada na minha cama. Ela era incrivelmente rápida. “Aconteceu alguma coisa?”
- Insônia... Brincou ela, sorrindo da própria piada.
- Ah sim... Claro, claro... Retribui o sorriso zombeteiro.
- Nessie, na verdade, eu queria te perguntar uma coisa... Disse ela com seriedade nos olhos.
- O que foi Claire?
- Nessie, diga-me a verdade, o Jake se afastou de você por minha causa não foi? Questionou com um olhar triste. – Ow Ness, eu me sinto tão culpada, já não basta o meu namoro ter ido para a bosta, agora eu ferro com o seu também...
- Claire pare de besteira, ok? O meu namoro com o Jacob não está nem um pouco ferrado, pelo contrário, essa distância entre nós esta até sendo bom para percebermos o quanto gostamos um do outro... Menti para fazê-la sentir-se melhor.
- Nessie, por que você ainda insiste em tentar mentir pra mim? Droga! Maldita percepção vampiresca. – Eu posso ver perfeitamente bem em seus olhos o quanto você está chateada com essa distancia entre vocês. Talvez eu devesse ir embo...
- NEM PENSE NISSO DONA CLAIRE! Falei brava. — Tudo bem, eu posso estar mentindo quando disse que não me incomodo com a distância entre nós, mas, eu não menti quando afirmei que você não é a responsável pela ausência do Jacob... Suspirei e decidi contar-lhe a verdade. – Claire, as coisas ficaram bem complicadas depois que o... Olhei para ela que abaixou o olhar. – Quil partiu... O Jake e o Sam ficaram encarregados de resolver sozinhos muitas questões por lá, eles estão o tempo inteiro em estado de alerta precavendo uma possível volta do Nahuel, a Leah também desapareceu depois que a Verônica lhe entregou, a Sue quase morreu de desgosto quando descobriu que a sua própria filha planejou arruinar seu casamento, o Seth e meu avô Charlie que estão ajudando-a. E a Verônica ficou inexplicavelmente deprimida após a sua transformação, sem contar, que o avô do Quil está muito preocupado com o que possa ter acontecido com ele, pois nunca na história se ouviu falar que o imprinting de alguém virou seu inimigo... er... vampiro...
- Eu... eu... não sou inimiga do Quil! Indagou com a voz cortada. — Só estou prostituta de raiva por ele ter me deixado... E outra, o fato de eu querer fazer pedacinhos do pinto daquele “galinha convencido” não significa que eu seja sua inimiga, não é mesmo? Sorriu maleficamente arqueando uma sobrancelha. — Ninguém sabe nada dele ainda? Balancei a cabeça negativamente. – Hum... Ela desviou o olhar tentando não demonstrar o incomodo. – Nessie, por que será que a Verônica me salvou, se ela sempre ameaçou me matar? Por que ela se voltou contra a Leah, só pra me ajudar?
- Isso é uma coisa que ninguém sabe e ela bloqueou completamente em seus pensamentos...
- Bom Nessie, já está ficando tarde e ao contrário de mim, você precisa dormir os seus olhos já estão ficando vermelhos de sono.
- Não prima, fique!
- Relaxe Nessie, eu estou com sede e vou aproveitar a madrugada para caçar, assim eu espaireço um pouco a minha mente até você acordar de novo... Eu sorri com o comentário dela.
- Er... Você gostou mesmo de caçar hein, Claire?
- Hurrumm... Assentiu, forçando um sorriso. — Eu a-do-ro os animais, eles cheiram tão bem e o gosto é tão saboroso, não sei como vocês agüentam ficar tanto tempo sem caçar, só de pensar nisso minha garganta queima... Disse ela colocando a mão no pescoço.
- Claire, você já reparou no quanto é toda invertida? (N/A: Isso me lembra a FIC Um Amor Invertido, não deixe de ler! *Momento propaganda*) Enquanto todos lutam contra o desejo pelo sangue humano, você se satisfaz plenamente com o sangue animal... Balancei a cabeça negativamente. — Às vezes eu desconfio que você tenha vindo com algum tipo de probleminha de fábrica... Zombei apontando para sua cabeça.
- Há-Há... Muito engraçada, eu estou morrendo de rir... Bufou, revirando os olhos.
- Mas pense pelo lado bom, por mais que isso seja muito estranho, o fato de você pensar desse jeito é um ótimo sinal de que poderemos conviver tranquilamente na faculdade semestre que vem sem que você tente matar alguém...
- O Carlisle já se decidiu para onde nós iremos?
- Ainda não, amanhã ele vai nos dar algumas opções de faculdade e então, é só nós escolhermos uma delas, mas precisamos nos decidir logo, pois a cada dia está mais perigoso continuarmos em Darthmouth, ninguém pode saber que você ainda está viva... ou quase isso...
- Ness, você já pensou o que nós vamos falar para a Bree quando ela voltar? Aliás, ela já não deveria ter voltado? O Seth disse que ela chegaria depois do casamento do seu avô...
- Sim, eu não sei o que aconteceu na Itália que ela teve que prorrogar um pouco mais sua estadia por lá com seus pais, ela parecia bem estranha ao telefone.
- Estranha como?
- Não sei, sua voz estava fria e tensa, depois eu perguntei se havia acontecido alguma coisa e ela apenas respondeu: “Problemas... Depois te explico...”, então, eu deduzi que ela não poderia falar nada no momento e acabei não insistindo...
- Você contou pra ela que eu morri?
- Não tive coragem...
- E se a gente contasse a verdade a ela? A Bree é nossa amiga, ela não contaria nada pra ning...
- NÃO! Interrompi antes de ela terminar. – Claire, preste bem atenção, você não pode contar nada sobre a gente para ninguém NUNCA, entendeu? Isso é uma das regras dos vampiros. Qualquer pessoa que saiba do nosso segredo pode correr sérios riscos de vida, você se lembra daquela história sobre os Volturi, certo? Percebi ela se enrijecer e afirmar com a cabeça. – Então, boca fechada, ok?
- Mas como eles saberiam?
- Claire, eles sempre sabem de tudo e se a gente contar para a Bree, com certeza, eles virão atrás de nós e nos matarão e a matarão também! É isso, ou então teremos que transformá-la em vampira também...
- Ah Ness, até que seria legal ver a Bree virar vampira...
- Claire! Repreendi-a, assustada.
- Calma, só estou brincando... Ok! Não contaremos nada a ela, mas vou ficar muito triste de ir embora e não poder me despedir... Que saco! Por que sempre eu sou a única que não posso me despedir das pessoas? Primeiro foi minha avó, depois o Quil, a Janete e agora a Bree... Disse ela emburrada.
- Verdade... E não é que eu nunca tinha pensado nisso? Mas que falta de sorte hein Claire? Provoquei-a num tom de deboche.
- Humpf, muito obrigada pelo seu apoio... Bufou derrotada. — Eu vou é caçar que eu ganho mais viu? Tchau, sua chata... Quando eu a vi, ela já tinha literalmente voado pela janela. Numa coisa o Quil tinha razão na carta, o estresse da Claire estava muito mais aflorado nessa vida de vampira. Sorri com esse pensamento, me aconcheguei na minha cama e fechei meus olhos na tentativa de dormir.
Minha mente ficou vagando por um tempo ainda, antes de sair em busca pelas lembranças do Jacob. Que saudades eu estava sentindo dele... Do calor do seu corpo, do cafuné de todas as noites antes de eu dormir, do seu abraço gostoso e do seu beijo... Ah... e que beijo! Eu ficava completamente desnorteada todas as vezes que a minha língua se perdia dentro de sua boca, saboreando o gosto um do outro. Não pude deixar de soltar um profundo suspiro com essas recordações. Até quando eu ainda teria que agüentar ficar longe dele?
- Eu sinceramente espero que esse suspiro tenha sido por minha causa... Uma voz rouca sussurrou em meu ouvido. Permaneci de olhos fechados, era incrível como a cada dia que se passava, a presença do Jacob em meus sonhos pareciam mais reais. Eu podia até sentir o cheiro amadeirado dele invadindo minhas narinas, as mãos quentes dele deslizando pelos meus cabelos... Apertei os olhos com mais força, sem querer acordar desse sonho lindo. – Será que a minha princesinha, não vai mesmo me deixar matar a saudade do meu chocolate preferido? Eu devia estar ficando louca, eu ouvi novamente a voz de Jacob ressonar ao meu ouvido. Até o sopro dele sobre a minha pele parecia real. Automaticamente meu corpo reagiu com o arfar de sua respiração, deixando-me completamente arrepiada.
“Renesmee você, definitivamente, está precisando de um psiquiatra.” Pensei atordoada.
- Amor, você não precisa ir a um especialista pra ele lhe afirmar o quanto é louquinha por mim, isso todos já sabem... Ele sorriu presunçoso. Eu imediatamente abri os olhos assustada, levando um choque ainda maior com a cena que eu vi.
Jacob estava ajoelhado na beira de minha cama com o rosto a meio centímetro do meu, carregando na boca aquele meu sorriso branco preferido. Ele vestia apenas um short jeans, revelando toda a sua saúde naquele belo peitoral descamisado. A minha primeira reação foi ficar estática, mas logo depois, cai na real.
- OMG! Sentei-me na cama, num salto. — Eu sei muito bem o que é você! Olhei bem para a imagem na minha frente e respirei fundo antes de continuar. – Vo...Você é o fantasma do Jacob! SIM! Eu sei! Minha mãe já me contou que aconteceu isso com ela uma vez quando meu pai foi embora! Sem pensar duas vezes, juntei os meus dedos formando o sinal da cruz. – Xô! Saí desses “gominhos” que não te pertencem! Ordenei apontando para o abdômen definido do fantasma. – Sabia que eu posso usar minha metade vampira para acabar com você? Seu... Seu... Analisei-o de cima a baixo. – Gostoso... Suspirei por fim. Nesse momento, o fantasma do Jacob alargou ainda mais o sorriso até transformar-se numa gargalhada.
Para entrar no clima
Leia ouvindo: http://www.youtube.com/watch?v=_JMb7YbO_RA
- Você é absurda Ness... Ele balançou a cabeça negativamente e devagar, foi se aproximando de mim até prensar-me na cabeceira da cama. – Sabe, eu não sei se um fantasma seria capaz de te fazer isso... Dito isso, ele chegou mais perto roçando suavemente seus lábios nos meus. Permaneci imóvel no lugar, apenas sentindo a sua respiração em mim. – Será que um fantasma também conseguiria fazer isso? Jake foi deslizando sensualmente suas mãos pelas minhas pernas, trançando caminhos pelo meu quadril, barriga, seios, pescoço, para enfim, segurar o meu rosto forçando-me a encará-lo. – Agora será que a minha namorada poderia parar de ser doida só por alguns minutos e fazer o favor de me beijar?
Antes de eu ter algum tipo de reação, ele selou nos lábios com mais intensidade e urgência coagindo minha boca a se abrir um pouco mais. No exato momento que as nossas línguas se encontraram eu tive a certeza de que não estava sonhando, Jake realmente estava ali comigo em carne e osso, muito mais carne do que osso, diga-se de passagem. Envolvi meus braços no seu pescoço, trazendo-o para cima de mim.
- J-Jake... Gaguejei ofegante. – É você mesmo?
- E você ainda tem dúvidas, meu amor? Ele sorriu e começou a distribuir selinhos por todo meu rosto. – Que saudade que eu estava de você!
- Eu... também... Eu mal conseguia respirar de tanta excitação que explodia dentro de mim. Notei que o corpo de Jacob estava reagindo da mesma forma, pois eu conseguia sentir perfeitamente a elevação contida em seu short sob a minha coxa.
- Jake, eu...
- Shiii... Ele colocou o dedo nos meus lábios impedindo-me de falar. – Não diga nada amor, apenas feche os olhos e nos envolva em seu escudo... Era impossível resistir a um pedido feito dessa forma. Fechei os meus olhos e o nervosismo começou a me dominar. Com o coração a mil por hora, respirei fundo esticando meu escudo em torno de nós dois. OMG! Era hoje...
POV CLAIRE
Para entrar de novo no clima
Leia ouvindo:
http://www.youtube.com/watch?v=LBh7Muv0yac&feature=player_embedded#
\"Tão longe de onde você está
Essas milhas tornaram nossos mundos separados
E eu sinto sua falta, sim eu sinto sua falta
Tão longe de onde você está
Eu estou debaixo das estrelas
E eu queria que você estivesse aqui
Eu atravessei o perímetro pelo lado leste, adentrando numa densa floresta contida no interior de New Chester. Eu nem sei por que decidi correr para esse lado, eu sempre preferia caçar no extremo sul, onde continha a maior quantidade de raposas. Os meus prediletos.
Eu sinto falta dos anos que foram apagados
Eu sinto falta do jeito que o brilho do sol iluminava seu rosto
Eu sinto falta de todas essas coisas pequenas
Nunca imaginei que elas significariam tudo pra mim
Sim, eu sinto sua falta
E eu queria que você estivesse aqui
Eu sinto as batidas do seu coração
Eu vejo as sombras do seu rosto
Só saiba que onde quer que você esteja
Eu sinto sua falta
E eu queria que você estivesse aqui
Será que um dia eu seria capaz de me adaptar a esse vazio permanente dentro de mim? A resposta para essa pergunta, somente o tempo poderia responder. Decidi me livrar de todas as lembranças que faziam a minha mente fraquejar, concentrando-me no que aprendi a fazer de melhor nessa nossa vida: Caçar.
Eu sinto falta dos anos que foram apagados
Eu sinto falta do jeito que o brilho do sol iluminava seu rosto
Eu sinto falta de todas essas coisas pequenas
Eu nunca imaginei que elas significariam tudo pra mim
Sim, eu sinto sua falta
E eu queria que você estivesse aqui
Tão longe de onde você está
Essas milhas tornaram nossos mundos separados
E eu sinto sua falta, sim, eu sinto sua falta
E eu queria que você estivesse aqui\"
Era incrível o poder que o quente sangue dos animais exercia sob mim. Eu não sabia se poderia encontrar algo para fazer que me satisfizesse mais do que isso. Dominada por um fogo ardente na garganta, farejei um rebanho de cordeiros próximo a um riacho que tinha ali.
O lugar era desconhecido, o que não me atrapalhava nem um pouco em acabar com a raça todos eles sem que tivessem a chance de sequer tentar se defenderem.
Eu era boa nisso. Eu era rápida e astuta, quando minha presa pensava em reagir eu já estava com meus dentes fincados em sua jugular não dando nenhuma oportunidade de reação.
Meu pai adotivo se deliciava com a minha rapidez. Principalmente no dia que eu ganhei uma aposta de corrida com o pai da Nessie. Ele o zombou muito e me agradeceu por ter lhe vingado pela Bella que o derrotou numa queda de braço anos atrás, ainda quando era uma recém nascida como eu. Edward sempre tinha sido o mais rápido... Até agora! (*Joga os cabelos*). Eu me divertia muito com essas competições em família, fazia com que eu me sentisse aceita e amada de verdade. Pelo menos nesse ponto eu estava inteiramente feliz.
Comecei a ficar estufada com a quantidade de sangue que já havia tomado. Sorte a minha que eu não poderia mais engordar, senão a essa altura, eu já teria me tornado uma “Vampibola ou uma Balãopira” de tanto que cacei nessas duas semanas.
A contra gosto decidi voltar para casa. Não queria deixar ninguém preocupado com a minha ausência, sem contar que se o dia clareasse a probabilidade de eu ser reconhecida por alguém era muito maior.
Eu estava prestes a correr quando um cheiro diferente invadiu minhas narinas...
Continua...
Notas finais
Naoooo minha mae nao é nada disso que vcs estao pensando, tadinha...rsrsrs...
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