Confusions Of Love
15 Capítulo 15 - Fugir ou não fugir eis a questão.
Notas iniciais
Acordei uns 20 minutos depois com uma apressada Alexis na minha frente.
– Levanta dona preguiça.
– Tô afim não. – Eu até que estava, mas também estava cansada. Ela não me deixou pensar mais nada pois, tipo, ela me jogou no chão.
– Simbora. – E me estendeu a mão, a peguei e puxei, mas, infelizmente, ela foi mais rápida que eu e soltou a minha mão. Logo me levantei de verdade e fui com ela em direção ao meu quarto.
– Tá, que roupa eu ponho?
– Põe aquele vestidinho roxo.
– Não, nada de vestidos.
– Mas por que?
– Porque não.
– Tá, tá. Deixa eu ver então... Que tal essa blusa e essa calça?
– Alexis, tá frio.
– Pra isso serve o casaco. Bora você vai ficar linda.
– Mas, que sapato?
– Eu te empresto aquele meu que você tanto gosta. Aceita?
– Claro!
Me vesti e Alexis implorou para fazer meu cabelo e minha maquiagem. Concordei com ela depois de quase meia hora falando do quão feliz ela ficaria caso eu deixasse ela fazer isso em mim.
Deu 19:00 e eu estava pronta, dei uma olhada no espelho e me espantei como ela conseguira me deixar tão linda.
– Que pozinho mágico você passou no meu rosto?
– Ah, nem vem que tu já é bonita.
– Thank you.
Peguei minha bolsa e coloquei algumas coisas básicas como gloss, rímel, dinheiro e meu celular. Deixei-a perto da porta para não esquecê-la. Sentei na mesa da cozinha junto com Alexis e perguntei a ela.
– Ale, será que não é meio estranho eu gostar de um e sair com outro¿
– Bem, se a pessoa não corresponde nada mais certo que seguir em frente.
– É, mas sei lá, algo me diz pra eu não ir...
– Esquece isso, hoje é uma noite pra você se divertir, conhecer melhor esse tal de Christopher e se tudo correr direito, será uma noite memorável. – Tentei me concentrar no que ela disse, mas tudo que vinha em minha cabeça era os momentos que passei ao lado de Paul, e principalmente um, quando eu havia perdido minha mãe e ele me abraçou e me disse que estaria comigo para todo o sempre, seja como fosse o futuro. Mas assim que essa lembrança foi embora uma outra nada boa chegou na minha cabeça, ele gostava de Alexis.
Dane-se meus sentimentos, eu vou nesse encontro nem que eu tenha que me vestir de coelho, ok esquece isso, comentário maluco e desnecessário.
Alexis estava arrumada e só agora percebi isso.
– Vai em algum lugar?
– Casa de Carl. Ele vai me apresentar aos pais dele.
– Huum, que chique, tá nervosa?
– Um pouco, eu só conheço a irmãzinha dele, que eu devo falar, é bem chatinha! – Gargalhei, só Alexis pra falar isso da cunhada. – Ela tem uns 5 anos, mas é muito chata, ela me odeia!
– Como você sabe disso?
– Ela me disse! – Quase cai da cadeira de tanto rir mais ok.
– Você tem sorte que a sua cunhada é legal, e a afilhada dele também.
– Ué, por acaso eu namoro o Paul? Então seria bigamia se eu fosse nesse encontro.
– Bem que você queria. Mas espera aí, vocês já vão se beijar no primeiro encontro?
– Sei lá. Problem? Você sempre faz isso!
– Mas eu sou diferente. Você sempre foi tão certinha. Tsc Tsc, tá ficando muito saidinha você! – Ok, momento: Ela pode e eu não, vontade de bater nela. Brincadeira.
Meu celular começou a apitar e fui até a bolsa e peguei-o. Meu coração gelou ao ver o nome de Paul.
– É.. Oi.
– Oi princesa. – Ok, ele quer me enlouquecer?
– Fala. – Tentei manter a voz normal, mas acho que falhei um pouquinho nessa missão.
– Você ainda vai nesse encontro? — Sua voz saiu um pouco estranha, mas eu não consegui identificar como.
Meu coração se apertou nessa hora, mas eu tinha marcado com o garoto, não podia deixá-lo na mão.
– Vou, por que?
– Nada não, boa sorte lá no encontro. Se cuida! Beijos.
– Beijos.
– Techamuo. – Você deve estar se perguntando ”Que droga de palavra é essa?”, é que eu não sei ao certo o que ele me disse, se foi “Te amo” ou “Tchau”. Bem mais provável que seja a segunda opção. Antes que eu respondesse ele desligou. E na mesma hora Christopher me liga.
– Julia?
– Oi Christopher.
– Fala aqui com o porteiro que ele não quer acreditar que eu vim te ver.
– Ok.
– Dona Julia, posso deixá-lo entrar?
– Pode sim, seu Carlos.
– Obrigado. – Disse Christopher já com o celular de volta. – Vou desligar, que andar mesmo?
– 4º.
– Ok.
E desligou, dei mais uma olhada no espelho, e repassei o gloss, e nessa hora ele tocou a campainha. Fui até a porta e a abri.
– Oi. – Ele disse coçando a cabeça e desvendando de trás dele um buque de rosas vermelhas. – Pra você. – Disse me entregando-as.
– Obrigada. – A cheirei, que delícia de cheiro. – Vou colocá-la ali na água, entra. – Ele entrou, mas não saiu da direção da porta. Coloquei as rosas num vaso com água e o apresentei a Alexis e vice-versa. Ele estava mais bonito do que no dia em que nos conhecemos. – Tchau Ale.
– Tchau Ju, tchau Christopher. – Ale disse animada. Chris acenou em resposta e eu lhe mandei um beijo no ar, que retribuiu o ato. Saímos do apartamento e ele segurou minha mão. Arregalei os olhos e olhei em direção as mãos, quando ele percebeu meu espanto, logo tratou de largá-la. Entramos no elevador e um silêncio constrangedor se instalou no ambiente. Será que era melhor eu ter ficado em casa?
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