Notas iniciais
Pessoal, estou de volta com mais um capitulo, estou inspirada esses dias, espero que gostem...
Boa Leitura...
Beijoos

[Erick Wolfkiller]

Meu pai estava colérico de raiva, estava quebrando tudo à sua volta, eu não me importava, estava até aliviado que Aria tivesse escapado e levado os dragões junto com ela, mas a catástrofe havia pairado em nossa casa e os integrantes do Conselho jogavam suas acusações contra ele, meu pai já estava farto daquilo.

-Chega!- eu gritei e todos se silenciaram.

-Ora, ora o garotinho resolveu se manifestar. — Beliel disse, eu nunca fui com a cara dele e pessoalmente eu mesmo o destruiria se meu pai não me dissesse que ele era um importante membro do Conselho, bando de hipócritas burocratas.

Não me contive e o arremessei contra a parede oposta. Ele rosnou e eu também, pronto para me transformar, uma das vantagens de ser um hibrido como eu, podemos nos transformar a hora que bem entendemos.

- Já chega Erick, acalme-se Beliel, não ouse tocar no meu filho ou eu mesmo o transformarei em cinzas. — meu pai disse rosnando, me acalmei e me coloquei a seu lado novamente.

- Vamos orquestrar uma nova emboscada para capturar aquela garota. — meu pai disse.

- Já fizemos isso e seu filho falhou, acho que você não é mais de confiança Simon, acho que devemos fazer uma nova votação para eleger outro líder para o Conselho. — Matthew disse agora ele iria queimar, ninguém desafiava meu pai e saia vivo para contar como foi a sensação, antes mesmo que ele tivesse dito a ultima palavra meu pai o atacou, arrancando seus membros e incendiando seu corpo, a ação havia sido tão rápida que não havíamos tido espaço para uma reação, logo Matthew era apenas um monte de cinzas.

-Mais alguém quer ser ouvido?- meu pai perguntou olhando para todos com olhos sádicos e coléricos. Todos negaram.

- Os assuntos dessa reunião foram encerrados.- meu pai disse e logo todos saímos rapidamente da sala, fui em direção ao meu quarto, mas parei quando passei pelo quarto de Claire — minha irmã — bati na porta.

-Posso entrar?- ouvi passos no quarto e a porta se abriu revelando uma criatura extremamente pálida com cabelos pretos e olhos azuis, ela estava de pijama.

-Entre Erick. — Claire disse enquanto abria espaço para mim, observei o quarto decorado mediavelmente com a cama extremamente grande no meio do quarto com algumas estantes abarrotadas de livros.

Virei-me para ela, e a encarei, seria difícil pedir isso à ela, mas Claire era minha única opção.

- O que sabe sobre Aconite, irmã?- eu perguntei à Claire.

- Bom, ela pode enfraquecer lobisomens, pode deixá-los inconscientes, também pode feri-los se for aplicada sobre a pele, você sabe sobre tudo isso, por que esta me perguntando?- ela perguntou arqueando uma sobrancelha.

-Onde posso consegui-la?- eu perguntei novamente.

-Em regiões montanhosas do hemisfério norte, mais ou menos entre o inverno e o outono. — ela disse sem entender.

-O que esta tramando Erick?- Claire perguntou enquanto eu saia do quarto.

-Nada Claire, apenas estou curioso, nada mais, homens também são curiosos.- eu lhe disse enquanto andava pelos corredores, em direção ao meu quarto.

-Sei que não é apenas isso, meu irmão, há algo acontecendo para você estar deste jeito, é por causa da ruivinha?- ela perguntou.

-Não Claire, já lhe disse o motivo, agora me deixe em paz.- eu disse enquanto batia a porta do meu quarto na cara dela.

-Está mentindo para mim Erick, me fale a verdade ou eu mesma vou perguntar a nosso pai sobre o que esta acontecendo. — ela ameaçou, as vezes eu tenho vontade de arrancar a cabeça da minha irmã, ela entrou no meu quarto como um furacão.

-Me conte a verdade agora Erick. — Ela estava irritada, seus olhos se tornaram incrivelmente pretos, ao redor do globo ocular havia algumas manchas vermelhas, ela iria se transformar e pelo seu gênio eu iria apanhar.

-Acalme-se minha irmã, não há necessidade de hostilidade. — eu disse

-Então me diga a verdade. — ela pediu parando de tremer, seu rosto voltou ao normal, não mostrando o monstro que tentávamos ocultar.

-Apenas preciso de algumas amostras. — eu disse calmamente.

-Pra que? Ou melhor, para quem?- ela questionou.

-Para ninguém, apenas para estudar os efeitos dela contra híbridos de lobisomem, como nós. — eu disse.

Ela me avaliou por alguns minutos, seus olhos se estreitando, ela procurava a mentira em meus olhos como um cão procura um pedaço de carne e ela encontrou o que queria.

-Está mentindo. — ela gritou avançando em minha direção.

-Não estou!- eu a contradisse

-Por que ainda mente para mim? Sabe que o conheço melhor do que ninguém, não confia em mim?- ela perguntou.

-Sabe que não sou como nosso pai, não suporto essa idéia idiota dele de destruir os vampiros, não vejo propósito nenhum nisso.- eu disse, Claire suspirou.

-Eu também não, mas não podemos fazer nada, não podemos trair nosso pai.- ela disse enquanto se sentava em minha cama.

-Aquela garota foi muito astuta, seria praticamente impossível escapar daqui e, no entanto ela conseguiu e levou os dragões junto com ela. — eu disse pensativo.

-Você a ajudou. — não foi uma pergunta, Claire sabia que era impossível escapar daqui e, no entanto Aria conseguiu, e isso só seria possível com a ajuda de alguém.

Eu não ousei olhar em seus olhos. Ela ofegou e me abraçou.

-Não esta apaixonado por ela não é?!- ela perguntou gritando, tapei sua boca.

-Perdeu o juízo, quer que alguém descubra, é claro que não estou apaixonado por ela, Claire. — ela me avaliou novamente e assentiu para si mesma se acalmando.

-Ótimo, ela está com os dragões, mas porque você quer dar a ela Aconite?-ela perguntou.

-Apenas uma proteção, ela vai acabar morta se nosso pai colocar as mãos nela. — eu disse, ela assentiu novamente.

-Você está certo, mas não podemos ir atrás de Aconite, essa planta nos prejudica ainda mais do que a lobisomens normais, sabe disso. — Claire disse.

Ela estava certa, essa planta poderia nos matar se nós a tocássemos. Mas não havia outro jeito.

-Essa planta florescerá logo, quando a neve cair ela estará em estado perfeito para a coleta, precisamos nos apressar, precisa dizer aos Venaro sobre os planos de nosso pai, sei que vamos acabar mortos, mas não podemos permitir que pessoas inocentes morram, por causa de poder. — Minha irmã disse, ela estava certa mais uma vez.

- Ótimo, agora só preciso dizer a eles sobre isso. — eu disse, enquanto ela saia do meu quarto.

-Precisa se apressar, o luar da Lua de Sangue é em alguns meses, sabe dos planos de nosso pai, e não há planta que o detenha. — ela disse.

-Sei disso, mas para ele fazer o ritual, precisará da Selenita e de sacrifícios. — eu disse.

- Haverá guerra e muitas mortes. — ela disse.

-Não se pudermos impedir. — eu disse.

Notas finais
E ai o que acharam?
Mereço reviews???
Beijoos