Confusões Em Khs - 1ª Temporada
31 Capítulo 31: Medo
Notas iniciais
*Shikamaru*
Não que eu não me sinta mal por ter terminado tudo assim do nada, sem uma possível explicação. E veja só, eu já estou farto de ver meu celular cheio de ligações não atendidas dos meus amigos raivosos e também de mensagens.
Não sei o que houve comigo, talvez eu tenha uma queda por loiras, mas mesmo assim, eu não sei o porquê de simplesmente acabar meu relacionamento com Temari. E pior ainda eu ter beijado Yue do nada. Abri meus olhos observando o teto reclinado da minha cama de solteiro. Tudo estava tão silencioso. Meu tio tinha ido para a cidade vizinha com minha tia, algo relacionado às empresas. Eu sendo o preguiçoso que sou, fiquei em casa. Eles disseram que tinham dispensado todos os empregados e que eu teria que me virar sozinho, como se fosse um castigo.
Levantei da cama usando somente uma calça moletom preta. Meu peito estava despido, pois estava fazendo muito calor em Paris, algo extremamente estranho. Sai do quarto e levei um baque ao esbarrar em outra forma de vida que murmurou um ai desgostoso.
Você está bem? perguntei e ela olhou para cima. Vi as suas bochechas corarem violentamente e ela virar de costas para mim. Yue?
E-Eu estou bem. respondeu e eu não pude evitar sorrir ao vê-la gaguejando na minha frente. Preciso ir.
Ei. falei segurando seu braço. Meu tio disse que tinha dispensado os empregados como um castigo por eu não ter ido com eles. Então, o que você faz aqui?
Ela suspirou olhando em todas as direções, menos para mim, o que me deixou meio curioso. Será que ela estava com vergonha do beijo que trocamos? E de todos os amassos que tivemos nesses últimos seis meses longes das vistas dos outro?
Eu moro aqui. resmungou de cabeça baixa. Só não estou trabalhando hoje. Então, por favor, me dê licença.
Ela ia saindo novamente, mas eu segurei seu braço de novo dessa vez puxando-a até mim. Olhei naqueles olhos verdes-musgo levemente arregalados, os lábios rosados, a pele alva. Fui aproximando meu rosto dela devagar para ver se ela resistiria e não permitiria meu próximo passo. Quanto mais perto eu chegava de seu rosto, mas paralisada ela ficava. Toquei seus lábios com minhas mãos e vi-a fechar os olhos em um segundo. Aproximei meu rosto do seu e depositei um cálido beijo sobre os dela que logo passou as mãos para meu pescoço e as minhas desceram até sua cintura. Eu pedi passagem com a língua que foi prontamente concedida e empurrei-a até a parede prensando seu corpo lá e ouvindo soltar um gemido baixo. Apertei suas coxas e ela me beijou com mais força. Fui diminuindo a pressão de nossos lábios até que o beijo virasse selinhos e que estes acabassem.
*Sakura*
Observei a expressão de Sasori. A raiva era extremamente visível em seus olhos. Apertei meus punhos com o medo que crescia dentro de mim a cada instante. O olhar de fúria de Sasori me assustava e eu tinha medo pelo o que poderia acontecer.
Vou brigar pela guarda dela, Sakura. anunciou o ruivo Eu quero que ela more comigo.
Como? perguntei confusa. Você não pode separar minha filha de mim, Sasori. Eu não vou deixar isso acontecer.
Quem decide isso é a justiça, não você. disse virando as costas. Prepare-se para receber a ordem judicial. Vou lutar por Yumi e você sabe que quando eu quero alguma coisa, eu consigo.
E saiu. Meus olhos ardiam e só depois percebi que já estava chorando. Minhas pernas fraquejaram e eu caio de joelhos aos prantos. O medo presente em cada parte de minha pele. Eu não podia ficar sem Yumi. Ela era tudo para mim. Sasori não pode leva-la.
Sakura. escuto uma voz vinda da porta e quando ergo a cabeça avisto Sasuke. O que houve? perguntou correndo para perto de mim.
Ele quer tirá-la de mim, Sasuke-kun. resmunguei amargurada Ele quer levar minha filha de mim. Yumi é tudo para mim, Sasuke-kun, eu não posso perdê-la.
O que foi que aquela água de salsicha falsificada falou? perguntou-me.
Ele disse que iria pedir a guarda de Yumi na justiça. murmurei baixinho encolhendo-me no colo de Sasuke. Eu não posso ficar sem a minha pequena.
E você não vai. disse Sasuke apertando os braços ao meu redor. Ela é sua filha e eu vou fazer tudo ao meu alcance para deixa-la com você.
*Ino*
Olhei o relógio sobre a minha cômoda. Oito horas. Gaara já deveria estar aqui para ir comigo na casa da Sakura. Era aniversário de seis meses da Yumi e eu como serei sua madrinha de batismo daqui a dois meses, devo estar presente.
Onde aquele ruivinho foi parar? perguntei-me.
Falando sozinha, Ino-chan? sussurrou uma voz irritante e nojenta. Deidara, meu primo de 1º grau, filho de um irmão de minha finada mãezinha que descanse em paz, apareceu na porta do quarto. Deidara era alto, loiro e tinha um dos olhos transplantado, como ele tinha raiva disso, sempre usava um tapa olho. Os cabelos longos e lisos eram irritantemente idênticos aos meus, até mesmo o penteado. O melhor amigo do cafajeste pai de minha futura afilhava. É assim que as pessoas começam a endoidar.
Sério? perguntei irritada Então você deve saber muito bem todos os processos, já que está no nível de Doido Supremo.
Qual é Ino-chan? perguntou aproximando-se de mim. Eu tinha raiva de Deidara, tinha ódio, e pior, eu tinha nojo dele. Por acaso já esquecera como é o corpinho desse doido aqui?
Virei meu rosto para o lado tentando não encará-lo e muito menos relembrar a maldita cena na minha cabeça. Suspirei vendo-o de canto de olho sorrir largamente.
Do que você está rindo? perguntei.
Você nunca me esqueceu, né Ino? perguntou e eu resmunguei um Hm mal feito. E eu sei que lá no fundo, você ainda me quer. Ainda quer esse corpinho que lhe consolou quando terminou com o seu ex/atual namorado.
Eu tenho nojo de você. murmurei para ele observando aquele sorriso idiota em seu rosto. Você é doente. Saia agora do meu quarto.
Ele sorriu e me jogou contra a parede. Droga! As mãos deles seguravam meus pulsos sobre minha cabeça e nossos rostos estavam muito próximo, tanto que eu sentia o hálito de uma pós-escovação vindo dele.
Você está caidinha por mim, priminha. disse baixo aproximando seu rosto de meu pescoço. E eu estou caidinho por você.
Eu queria chutá-lo naquele instante, mas ele estava entre minhas pernas praticamente me imprensando na parede. Senti sua respiração bater contra meu pescoço antes de senti os lábios dele pousarem lá em um chupão. Não consegui evitar um gemido que escapou pelos meus lábios e ele sorriu quando olhou novamente para mim.
Saudades? perguntou debochado. Eu tinha vontade de cuspir nele, mas não o fiz, pois a boca dele logo se se encostou à minha forçando-me a abrir a boca e dar passagem para sua língua infeliz. Eu mordi seu lábio fazendo-o soltar-me rapidamente. Sua... Selvagem.
Vá embora daqui, Deidara. gritei. Fora do meu quarto.
Ele saiu sorridente e logo em seguida olhei para porta e vi Gaara olhando-me como se não acreditasse no que visse. Meus lábios se abriram para dar-lhe uma explicação só que já era tarde e ele saíra correndo do meu quarto. Tentei segui-lo, mas quando começava a descer às escadas a porta da frente é fechada com força e eu desabo em um dos degraus com lágrimas nos olhos.
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