Confusões Em Khs - 1ª Temporada

21 Capítulo 21: Pacote misterioso, casal novo e Itach


Notas iniciais
Voltei! Desculpe a demora, mas estou aqui com outro capítulo! Boa leitura!

*Shikamaru*

Após matar as saudades da minha loira querida e totalmente problemática voltei para casa juntamente com Yue. Fui o caminho totalmente imerso em pensamentos e Pain conversava animado com Yue sobre algo que não dei muita importância até ouvir meu nome na conversa.

- O que vocês dois estão falando de mim? – perguntei prestando atenção. – Anda logo, podem dizer.

- Shikamaru-san sua namorada é bem parecida com a Yue. – murmurou Pain. – O messiere não acha isso?

- É... Um pouco. – sussurrei. A aparência em comum e alguns modos de agir vinham me importunando desde então. Elas eram tão parecidas, mas tão diferentes que mesmo tempo minha cabeça rodava com tanta semelhança. – Vamos logo para casa.

A conversa encerrou-se e logo o carro estacionou na garagem do grande chalé. Logo desci e subi direto para meu quarto. Tomei um banho quente e vesti uma camiseta branca e um calção jeans para depois deitar-me na imensa cama que meu tio havia posto no meu quarto.

Deveria ter se passado meia-hora desde o momento em que me deitei na imensa cama e adormeci. Acordei com o barulho de alguém batendo na porta. Levantei preguiçosamente e fui abrir.

- Yue? – perguntei confuso. Ela estava totalmente idêntica a Temari agora. Os cabelos antes presos em apenas dois coques baixos agora estavam presos da mesma forma como Temari costuma prender os dela. Isso me deixou meio confuso. – O que foi?

- Sukaku-sama está chamando por você lá embaixo. – murmurou. – Ele está no escritório. Venha vou mostrar onde é.

- Tá. – resmunguei enquanto descíamos as escadas. – Yue qual o porquê desse penteado?

- Ah! Isso? – perguntou apontando para o cabelo e sorrindo – Achei o cabelo da sua namorada bonito e resolvi experimentar pra ver como ficaria em mim... Mas acho que não está muito bom, né?

- Não. Digo, está bom. – falei, eu não queria deixa-la meio desanimada com isso, mas também não me sentia a vontade de vê-la ainda mais parecida com a Temari. Logo chegamos à porta.

- É aqui. – falou saindo depois de avisar que eu estava lá.

Entrei no escritório do meu tio e vislumbrei o local por alguns segundos. Era bastante espaçoso com uma mesa de mármore no centro e uma cadeira acolchoada giratória de um lado e duas cadeiras fixas do outro. Ao redor da mesa, inúmeras prateleiras de livros lotadas e muitos papéis fixados nas paredes brancas do cômodo. Era um local bem aconchegante.

- Shikamaru-kun! – exclamou alegremente meu tio. E lá estava o maldito sufixo novamente. – Sente-se.

Sentei-me e observei a expressão rotineira de alegria de meu tio tornar-se séria e neutra. Algo totalmente novo, já que desde que cheguei a Paris, ele só vivia sorrindo e rindo das coisas sem motivo aparente.

- O que foi tio? – perguntei já cansado de esperar. – Por que me chamou aqui?

- Shikamaru, você tem um amigo com o sobrenome Uchiha, não é? – perguntou e eu acenei positivamente. – Quero que entregue um pacote para ele. Tenho certeza que ele já sabe disso, pois sei que o pai dele já avisou.

- Hai. – resmunguei. Que coisa problemática. – Onde está esse pacote?

Ele levantou da cadeira onde estava e caminhou até próximo de um quadro de Napoleão montado no seu cavalo branco e tirou da parede revelando um grande cofre de metal. Seja o que fosse esse pacote era algo bem importante guardado a sete chaves. Pegou um pequeno pacote de tamanho aproximadamente de uma pequena lata de refrigerante. Voltou novamente até a mesa sentando-se em seguida.

- Aqui está. – disse me entregando. – O entregue o mais rápido possível, ok?

- Hai, hai. – murmurei saindo após pegar o pacote. – Até o jantar.

- Ah, e Shikamaru-kun... – chamou-me. – Tome bastante cuidado com isso ai. O futuro da empresa está nesse pacote.

Subi novamente para meu quarto escondendo o pacote dentro do guarda-roupa e fechando a porta em seguida. Joguei-me na cama imaginando o que faria no dia seguinte. E também, imaginando o que será que era tão importante assim nesse pacote. Hum... Deixa pra lá que pensar nisso é muito problemático.

*Sakura*

Eu estava sentada em um banco no frente do hotel observando o céu negro com inúmeras estrelas. A luz do luar iluminava o pequeno local entre as árvores. Passeava minha mão por minha barriga ainda lisa onde crescia um serzinho... Meu bebê. Uma lágrima silenciosa rolou por meu rosto ao lembrar-me das palavras que Sasori dirigira a mim.

(flashback on)

- Sakura. – me chamou. – Você tem que abortar. Eu não estou pronto para isso Sakura. E eu tenho certeza que você também não.

Levei minha mão ao meu ventre por puro instinto. Não acreditava no que ele havia dito. Abortar? Tirar a vida de uma criança inocente que não pediu para nascer e só foi concebida por causa de um descuido nosso?

- Abortar? – perguntei incrédula. – Está mesmo falando sério? Quer que eu mate esse bebê?

- Sakura esse bebê não deve ter nem duas semanas. – murmurou enfim. – Não deve nem ter se formado direito, não é assassinato!

- Não vou tirar meu bebê. – resmunguei – Nosso bebê!

- Se não abortar... – murmurou – Então se vire sozinha, que eu não quero nem saber disso. Não quero ser pai agora.

(flashback off)

- Nunca vou abandonar você meu bebê. – murmurei baixinho passando a mão por minha barriga. – Meu filho.

- Saky? – perguntou uma voz conhecida de forma gentil. – Você tá bem?

- Sasuke-kun... – sussurrei quando o avistei – Só estava aproveitando a vista do céu. Hoje é uma noite bem bonita.

Ele caminhou até perto de mim e sentou-se ao meu lado. Acariciou gentilmente meu rosto e eu apenas fechei os olhos apreciando o toque suave da mão de Sasuke no meu rosto. Tão doce, e suave e gentil. Sasuke-kun era um rapaz extremamente doce comigo. Ele era meu melhor amigo e me entendia melhor do que ninguém.

- Saky... – murmurou no meu ouvido. Sua voz soava rouca. – Você não precisa se preocupar. Nunca vai ficar sozinha, nem seu filho. Eu sempre vou estar aqui com vocês.

Nossos rostos estavam extremamente próximos. Nossas respirações mesclavam-se e eu podia ver desejo nos olhos dele. E eu podia sentir meu coração bater descompassado no meu peito. Era como se todo aquele ar nos meus pulmões resolvesse tirar folga.

Naquele momento eu já não estava controlando meus atos. Simplesmente deixei o momento me levar. Aproximei nossos rostos e selei nossos lábios em um beijo calmo e cheio de amor. Não era segredo que eu gostava do Sasuke-kun, o que eu tinha era medo de dizer o que sentia por ele e não ser correspondida. Tinha medo de acabar com nossa amizade.

O beijo tornou-se urgente, cheio de luxúria. Após algum tempo nos separamos por falta de ar e ficamos abraçados gentilmente. Nossas testas encostadas e soltávamos o ar que tentávamos inalar num processo demorado.

- Sakura... você... – ele murmurou, mas eu o interrompi.

- Sasuke-kun... Eu te amo! – exclamei fechando meus olhos esperando por uma possível reação da parte dele.

Longos segundos passaram... Pareceu uma eternidade dentro do meu mundinho fechado onde tudo ameaçava desabar a qualquer momento. E aquele silêncio por parte dele apenas piorava a situação. Kami-sama, o que eu fiz? Eu acabei de vez com a minha amizade com o Sasuke-kun. Já estava pronta para me desculpar da burrada que havia feito quando ele novamente junta nossos lábios em um selinho demorado que logo virou um beijo.

- Eu também te amo... – murmurou separando-se devagar. Meus olhos arregalaram-se. – Eu sempre te amei Saky.

*Itachi*

Eu havia acabado de despedir-me de minha namorada, Guren e estava voltando a subir aquelas imensas escadarias de volta ao meu quarto, em busca de um sossego. Mas infelizmente, isso não chega a acontecer. Escuto uma vozinha conhecida me chamar da sala. Meu pai. Suspirei pesadamente e voltei a descer as escadas para ir em direção ao escritório dele.

- Pois não? – perguntei entrando e sentando-me na sua frente. – O que o senhor deseja?

- Itachi... – sussurrou pesadamente deixando os papéis em suas mãos caírem na mesa. – Você lembra bem do acordo entre nossa família e os Yamanaka?

- Como não lembraria? – perguntei fechando meus olhos. Não gostava nenhum pouco do rumo que aquele assunto estava tomando. – Por que isso agora?

- Sabe que a Ino já está no primeiro ano né? – perguntou e eu acenei que sim com a cabeça. – Lembre-se que o acordo é que você deve se casar com ela quando ela terminar o ensino médio.

- Eu não quero isso pai. – sussurrei lembrando-me de Guren. Nunca contei a ela sobre esse assunto. – O senhor sabe muito bem, e eu tenho certeza que a garota não quer isso também.

Meu pai voltou a observar os papéis sobre a mesa imersa em gráficos e suspirou novamente. Olhou para mim de relance.

- Itachi. – chamou-me. – Você sabe muito bem sobre o meu problema. E sabe muito bem que você irá assumir a empresa da família quando eu morrer, o que não deve demorar muito. Só você sabe o que eu venho enfrentando. Tento manter sua mãe e Sasuke longe disso o máximo que posso, mas você... – suspirou profundamente. – Você é a minha última chance, e esse acordo com os Yamanaka é o caminho para a estabilidade da empresa durante anos.

- Pai eu tenho uma namorada. – retruquei deixando meu pai com o olhar arregalado – E o senhor melhor que ninguém sabe o que isso que dizer.

Sai da sala deixando meu pai com a maior cara de surpresa que já vi ter e subi novamente para meu quarto. Deitei na cama e observei o teto por longos minutos. Ele melhor que ninguém sabe o que aquela frase significa. Ele mesmo me ensinou isso. Quando um Uchiha namora seriamente com alguém é porque realmente gosta dessa pessoa. Eu realmente gosto da Guren, e não vai ter nada e nem ninguém que vai me separar dela, nem mesmo um casamento arranjado para o bem de duas empresas já decadentes no mercado. Não é um acordo de dois anos atrás que vai me fazer desistir dos meus sentimentos em relação a minha Guren.

Notas finais
Comentários? Não estou obrigando ninguém a comentar, mas seria bom alguma nova ideia né?