Notas iniciais
Olá, caros leitores!! Cheguei com mais um cap dessa história, só que esse está um pouco dramático, pelo menos eu acho. XD Obrigada à todos que estão acompanhando e os que deixaram reviews beijos. Então, boa leitura!

Eire ficou atônita, ao ver Hyoga parado à sua frente. Ele, em dois passos, encurtou a distância entre ambos, tomando-lhe o telefone das mãos.

– Natássia! –Hyoga falou por entre os dentes. – Pode me explicar o que diabos e stá acontecendo aqui? – Ele falou bruscamente ao telefone e olhando para Eire.

– Hyoga, eu posso explicar... – Disse Eire com lágrimas nos olhos, mas ele fez sinal com a mão, dizendo para ela se calar.

– Hyoga, meu filho... Por favor, mantenha a calma. A Eire sempre foi apaixonada por você, mas por ser muito tímida, nunca teve coragem de se aproximar, mas também você nunca deu espaço para ninguém se aproximar... Não vá tirar conclusões precipitadas, por favor!

– Mamãe, eu não estou tirando nenhuma conclusão, até porque, tudo está claro como água. Vocês duas me fizeram de idiota, isso eu não tolero! – Hyoga falava quase gritando com a mãe e olhando para Eire.

– Hyoga, eu não admito que fale comigo nesse tom! Você pode achar o que você quiser, mas não pode negar o quanto se sentiu bem na presença da Eire. Sua cabeça, seu guia. – Natássia desligou o telefone sem deixar espaço para o filho falar. Hyoga depositou lentamente o telefone no gancho.

– Hyoga... – Tentou Eire explicar-se, mas foi logo interrompida.

– Cale-se, não quero ouvir mais nada! – Havia amargura e rancor na voz do rapaz.

Hyoga saiu rapidamente da cabine e foi direto para o bar no saguão do navio. Eire chorava feito uma criança, seu sofrimento era maior agora do que quando era apenas uma incógnita na vida do belo loiro. A loira foi até o banheiro, lavou o rosto, fez as malas e deixou o navio. Não tinha mais nenhum sentido continuar naquele cruzeiro.

– Você me fez muito feliz, Hyoga, embora tenha sido em um período de tempo muito curto. — Eire falou olhando a foto dele no seu celular, que ela tirara em algum momento da viagem.

Só depois de tomar um banho bem demorado, Minu percebeu o quanto, realmente, estava cansada e sua cabeça doía. Então, tomou duas aspirinas e deitou-se um pouco. No dia seguinte, ela acordou um pouco atordoada, pois o navio zarpara assim que amanheceu. A dor de cabeça passara, mas ela ainda estava sonolenta.

–Meu Deus! Acabei dormindo, esquecendo o jantar com o Ikki!

Ela levantou-se depressa, vestiu um roupão e foi para a sala, talvez ele ainda estivesse dormindo no sofá. Minu tomou um susto ao ver que as malas dele não estavam mais lá e também nem sinal de Ikki. Ela olhou para a porta, talvez ele tivesse deixado algum bilhete, mas não havia nada.

– Será que ele ficou tão chateado assim? Eu não confirmei nada... Será que ele foi embora?

E assim, cheia de indagações, Minu fez sua higiene matinal e foi tomar café no convés, próximo as piscinas. Ela avistou Hyoga com cara de poucos amigos.

–Bom dia, Hyoga. Você está bem?

– Bom dia. Eu tomei um porre daqueles, ontem. Estou com uma enxaqueca de morrer.

– Nossa! E por que isso?

– É uma longa história e não estou com cabeça para falar. Com licença, eu vou à enfermaria, não estou me sentindo bem.

– Que mau humor! Será que a Eire e ele se desentenderam?

Durante toda a manhã, Minu ficou à beira da piscina, andou um pouco pelo navio, foi até a sua cabine na esperança de encontrar com Ikki, mas infelizmente não viu nenhum sinal dele. Ela resolveu, então, almoçar no seu aposento, pois, não encontrara a Eire também e o Hyoga continuava de observação na enfermaria.

Hyoga, após a medicação, havia dormido um pouco, o que o fez relaxar por alguns minutos.

– O senhor se sente melhor? – Perguntou a enfermeira de plantão.

– Sim, a dor de cabeça já passou, mas ainda estou um pouco enjoado.

–É normal. Só precisa descansar um pouco e vai ficar bem.

Hyoga não parava de pensar na Eire. Como ela poderia ter uma paixão de longa data por ele se nem ao menos a tinha visto? E sua mãe... Como ela pôde manipulá-lo dessa forma? Hyoga pensava nos momentos íntimos que tivera com Eire.

– Eire... Como eu pude me entregar a uma pessoa que, nem ao menos sei o sobrenome, não sei onde mora e muito menos onde trabalha. – O jovem loiro murmurou de olhos fechados, lágrimas teimosas desciam pela face rubra.

Eire desembarcara no aeroporto de Atenas e foi direto para seu apartamento. O dia se fazia belo e quente, quando o telefone tocou.

– Alô, Eire?

– Oi, D. Natássia.

– Ontem à noite liguei para o navio e me informaram que você havia desembarcado... Esperei amanhecer para saber com você está? Hyoga foi rude com você?

– Ele me despreza D. Natássia. – Eire começou a debulhar-se em lágrimas. –Estou com uma tristeza enorme dentro de mim... Mas vou carregar os bons momentos que tivemos. E vou ocupar minha mente na procura de outro trabalho, pois não conseguirei ficar no mesmo lugar que ele, sem poder tocá-lo novamente.

– Não faça isso, querida. Não tome atitudes precitadas por questões passionais. Você não trabalha diretamente com ele, como você mesma sabe, ele nunca a notou durante esses anos, então, não vejo motivo.

–Mas eu o vejo D. Natássia, para mim vai ser muito doloroso. Agradeço de coração por toda a força que a senhora deu... Foi bom enquanto durou.

– Eu sempre estarei aqui para ajudá-la no que for necessária, minha querida. Afinal, seus avós foram grandes amigos dos meus pais e os ajudaram quando eles mais precisaram. Ambas se despediram e Eire voltou para o seu quarto, olhou suas malas ainda feitas num canto, sem coragem de desfazê-las, adormeceu novamente.

Notas finais
" Encantando, meu filho" kkkkkkkkkkkkkkk Esse Hyoga é tão mimadinho, né? O que será que aconteceu com o Ikki? No próximo cap saberemos. Até lá!