Conflitos
7 Capítulo 6
Notas iniciais
07/03/2012
Ficamos um tempo em silencio até que Zayn quebrou o silencio.
-Tudo bem minha princesa? Você parece triste. – Ele disse me fazendo sentar no sofá e e olhando com preocupação.
-Bem, é que eu perdi uma pessoa muito importante para mim. – Dei de ombros e apoiei minha cabeça em seu ombro. – Meu pai morreu ontem. Mas não se preocupe, eu estou bem.
-Vai ficar tudo bem pequena, eu estou aqui com você. — Ele disse me abraçando e acariciando meus cabelos.
- Eu sei, é que eu não estou triste por ele, só é estranho não vê-lo mais. Ele nunca foi um bom pai, nem falava comigo, me esnobava uma vez ele até me bateu. E agora eu descubro que ele mandava meu irmão não falar comigo. – Dei de ombros. E ele apenas beijou no topo da minha cabeça. E ficamos em silencio, até que me levantei, peguei o violão e voltei a me sentar. Apontei o violão para ele. – Você sabe tocar? – Perguntei com um sorriso no rosto.
-Claro que sei. – Ele respondeu retribuindo o sorriso. Eu amo aquele sorriso, me faz feliz. – Que música você quer?
-Qualquer uma do Ed Sheeran.
-Lego House?
-Você lê mentes ou o que? – Eu disse e nós rimos.
-Não, mas bem que seria um poder legal.
-Prefiro voar. – Nós rimos de novo e ele começou a tocar. Que voz linda, ele canta muito bem e toca melhor do que eu poderia algum dia imaginar. É incrível coo aquela música conseguia dizer tudo o que eu sentia. Enquanto ele cantava eu sorria feito uma idiota, um sorriso bobo, mas feliz.
-Eai, o que achou? – Ele disse assim que parou de tocar, enquanto me olhava.
-Já disse que você é perfeito? – Respondi, e aproximando e dando um selinho nele.
-Eu não sou perfeito. Perfeita é você. – Ele colocou o violão no chão, se aproximou de mim e me abraçou enquanto me dava selinhos em todo meu rosto e eu apenas ria.
-Bobo. – Eu disse assim que ele parou.
-Linda.
-Idiota.
-Perfeita.
-Te amo.
-Eu amo mais.
-Eu amo mais!
-Eu amo muito mais.
-Eu amo muito, muito mais!
-Eu amo mais infinitamente.
-Ei isso não vale! Eu amo mais infinitamente!
E assim foram passando o tempo, entre brincadeiras, risos, abraços e beijos. Eu não conseguia mais viver sem aquele meu bobo que eu amo, ele me completava e eu ficava feliz quando estava com ele. Logo as horas foram passando e quando olhei no relógio de meu celular só faltavam vinte minutos para o sinal da ultima aula. Decidimos sair dali e sentamos na escadaria da escola rezando para ninguém nos pegar.
Depois que cheguei na minha nova “casa” fui direto pro meu quarto e quando entrei vi que a Nanda estava brigando com um menino por causa de um boné.
-Ele é meu Fer!- Ele disse enquanto tentava pegar o boné da mão dela. Me encostei no batente da porta e fiquei vendo aquela cena hilária tentando não rir alto.
-Mas você me emprestou ele lembra?! – Ela disse.
-ISSO FAZ QUASE UM ANO!! – Ele gritou.
-Você não disse quando eu teria que devolver. – Ele retrucou fazendo bico e com olhinho de cachorrinho sem dono. Não me aguentei e cai na gargalhada. Os dois nem me notaram, ou fingiram não notar.
-Não adianta fazer essa carinha porque eu não caiu nessa duas vezes. – Aquilo estava muito engraçado, parecia até dois irmãos brigando.
-Você caiu nessa sete vezes maninho! – Ela disse e começou a rir. Acabou perdendo a força e o menino que acho que deveria ser irmão dela (Eles eram praticamente iguais, LOUROS e de olhos claros.) acabou ganhando e pegando o boné.
-Perdeu Fer, querida maninha. – Ele disse mostrando a língua para ela e rindo.
-Não vale, você é menino! E não me chama de Fer! Já disse que eu não gosto! – Ela se sentou na cama ao lado da minha e fez uma carinha triste que amoleceu o meu coração.
-Ta bom, ta bom. Pode ficar com o boné. – Ele disse, e tirou o boné. Se sentou do lado dela na cama e lhe entregou. Ela imediatamente pulou em cima dele e fez com que os dois caíssem no chão. O que me arrancou mais risadas.
-Te amo maninho!!! Te amo!! – Ele disse enquanto se levantava.
-Ta bom, também te amo tampinha. – Ele disse arrumando o cabelo e rindo.
-Ooooont que fofos. – Eu disse entrando no quarto. Ele olhou para ela que me mostrava a íngua e ria.
-Eu sei que sou diva. – Ela disse.
-Eu disse fofos, no plural. – Respondi e ela apenas me deu um empurrão de leva e caímos as duas na risada enquanto o menino nos olhava sem entender nada.
-Fofa, esse é meu irmão Andrew. Andrew fala oi para a minha nova colega de quarto! — Ela disse puxando-o pelo braço e o empurrando até mim.
-Oi nova colega de quarto da Fer. Prazer sou Andrew. – Ele disse estendendo a mão com um sorriso no rosto.
-Oi Andrew, sou a Mary. – Eu respondi apertando sua mão. Até que ele era bonito, mas eu ainda prefiro o meu Zaza.
-Oiiiiiiiiiiiiiiiiiiii MEU LINDOOOOO ATÉ QUE ENFIM TE ACHEI COISA LOURA! – Disse uma menina ruiva, alta e magra entrando no quarto. Ela pulou em cima dele e começou a dar muitos selinhos em sua bochecha. Eu e Nanda começamos a rir.
-Mary essa é a Renata, a namorada do And. RENATA! FALA OI PRA MARY!- Ela gritou e em um pulo a ruiva já estava e abraçando.
-Oi Mary! Eu sou a Renata. Sou louca mesmo, não se incomode. – A ruiva disse enquanto parava de e abraçar.
-Oi Renata, ta tudo bem, eu gosto de gente louca. Me sinto normal perto delas. – Eu disse rindo.
-Então se prepare para se sentir mais normal do que nunca, porque ta na hora ta na hora! Ta na hora de comer. Bora pro refeitório povo lindo que me ama. – A Renata disse e eu só conseguia ror daquelas loucas. Nós fomos todos juntos para o refeitório e almoçamos juntos.
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