Conflitos
5 Capítulo 5
Notas iniciais
07/03/2012
Acordei com alguém batendo na porta, me levantei com muito sono e abri a porta. Era Maria.
-Ola dorminhoca, vai se vestir que daqui a pouco vamos servir o café. – Ela disse enquanto arfava meus cabelos.
-Já estou indo Maria. – Respondi com um sorriso simpático. E esperei ate ela ter ido embora. Fechei a porta e fui tomar um banho, coloquei uma roupa normal e sai para o café.
Peguei meu preto e sentei-me em uma mesa no canto escondido. Já estava quase terminando quando uma menina loira um pouco baixa se sentou na cadeira na minha frente.
-Oiiiiiiiiiiiiiiiiiii – Ela disse toda empolgada. Eu ri.
-Oi – Disse ainda rindo. – Sou Mary, e você?
-Sou Fernanda, mas me chame de Nanda. Mas fala ai Mary eu nunca te vi aqui, quando chegou? – Disse enquanto comia um pedaço de seu bolo de chocolate.
-Cheguei ontem à noite. – Eu respondi enquanto me encostava-se à parede e colocava os pés na cadeira que estava ao meu lado. E ela fazia o mesmo.
-Hm, saquei, mas fala ai como veio parar aqui? – Ela disse com indiferença.
-Meu pai morreu ontem, e eu não tenho nenhum outro parente, então os policiais me mandaram para cá.- Dei de ombros. Eu não estava triste pela morte de meu pai, e isso me deixava furiosa. Apesar de tudo ele era meu pai e merecia minhas lagrimas... Ou sera que não?! Eu estava confusa.
-Putz. Você vai gostar daqui. Eu moro aqui desde que nasci. Vim para cá quando tinha poucos meses. Meus pais me largaram na porta e Maria me criou como se fosse filha dela. – Ela deu um meio sorriso. – Mas fala aê, você já tem colega de quarto? – Ela mudou de posição em um pulo e ficou sentada como estava antes, de frente para mim.
-Não, eu estou sozinha. Nem sabia que vocês dividiam os quartos por aqui. – Sorri.
-Pois é algumas dividem outras preferem ficar sozinhas. Eu estou sozinha, não porque quero, é que meu quarto só tem lugar para uma pessoa.
-E por que você não troca de quarto? – Me sentei igual a ela e ficamos frente a frente como antes.
-Cá entre nós – Ela se inclinou na mesa e fez um sinal com a mão pedindo que eu fizesse o mesmo e assim o fiz. – As meninas daqui não são tãããão legais, elas não gostam muito de mim. São todas patricinhas! Como se elas fossem mais do que nós sabe?! – Ela disse baixinho para que só eu ouvisse.
-MAS JÁ POLUINDO A MENTE DA MENINA NOVA SENHORITA FERNANDA?! –Demos o maior pulo de susto, e quando olhei em direção a voz, vi que era Maria. Nanda não parava de rir e Maria fazia o mesmo. Do nada comecei a rir também.
-Que nada tia! – Nanda falou ainda rindo um pouco. – Só estava perguntando a Mary se eu poderia ser colega de quarto dela – Ela sorriu e olhou para mim e depois chutou minha canela debaixo da mesa. – Não é mesmo Mary? – Fiquei sem reação por um instante.
-Isso é verdade Mary? – Maria disse me olhando com desconfiança. Olhei para Nanda e ela olhava para mim, me deu outro chute na minha canela e eu olhei furiosa para ela, me virei para Maria e disse:
-Sim Maria, é verdade. Sabe, eu não gosto muito de dormir sozinha e a Nanda me disse que esta sem companheira então... – Dei de ombros e sorri de lado.
-Claro que pode mudar de quarto Fernanda, mas se você não se comportar vai voltar a ficar sozinha entendeu? – Ela olhou para ela esperando a resposta.
-Sim senhorita Maria. Serei um anjo. – Ela disse e deu um sorriso de orelha a orelha. Eu apenas observava aquilo tentando não rir.
-Bem, então mandarei Josh arrumar suas coisas e levar para o quarto da Mary. – Maria disse e saiu andando.
-Uhuuuu! Somos colegas de quarto!! – Nanda disse praticamente gritando e pulando para fora da cadeira e me dando um abraço. Comecei a rir e gritar igual ela enquanto retribuía o abraço.
-MEU DEUS! EU ESQUECI DA ESCOLA! – Eu disse e tapei a boca com a mão.
-Relaxa Mary. Onde você estuda? – Ela perguntou
-Umas duas quadras daqui. Até que é perto. Mas estou atrasada. To indo Nanda, te vejo depois. – Me levantei e dei um abraço nela
-Blz então Mary até depois. – Ela disse retribuindo o abraço.
Sai correndo até meu quarto para pegar minha mochila que os policiais tinham mandado durante a noite de ontem enquanto eu tentava dormir. Peguei-a e sai em direção a escola. No caminho fui pensando na Nanda. Sabe, eu mal conhecia ela, mas eu sentia que aquela pequena amizade iria durar. Quando vi já estava na frente da escola e Zayn estava na porta encostado na parede, quando me viu deu um sorriso (COMO SE RESPIRA MESMO?!) e veio na minha direção.
-Oi pequena, como você ta? – Ele disse enquanto me abraçava.
-Não muito bem, ta a fim de matar aula e ir pro porão? – Eu disse com uma cara meio triste. Ele sorriu, pegou minha mão e nesse momento não existia mais nada, só eu e ele, ou melhor, dizendo Nós. Fomos até o porão e nos sentamos no sofá abraçados.
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