Conflict Love
1 Destinos...
Notas iniciais
Há 16 anos, duas mulheres deram a luz a lindos bebês. Esses bebês cresceram sem se conhecer, afinal, o mundo é muito pequeno, mas justo agora, 16 anos depois a vida desses bebês vai se cruzar e consequentemente a de seus pais também.
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-O Mãããeeee vamos logo se não você vai se atrasar para a reunião de pais e mestres- gritou uma menina de cabelos compridos ate a cintura, negros, olhos castanhos como o crepúsculo. Essa menina lembrava muito sua mãe na juventude, bela, inteligente, mandona, tão jovem mas de opinião tão formada. Essa menina era Chizuru Maeda, filha de Bea e Hikaru.
-Filha você que está muito animada para essa reunião, sua mãe nunca perde compromissos, e euestou terminando de me arrumar, disse Hikaru.
-estou pronta. E descendo a escadas se via uma mulher muito bonita de terninho com uma pasta em uma das mãos e o seu smartfone na outra conferindo os horários de seus compromissos.
Logo estavam nasala o pai e a mãe de Chizuru, ambos com seus 35 anos, ainda belos, sua mãe era uma grande advogada, impunha respeito por onde passava e chamava muita atenção, Seu pai um conhecido empresário, dono de uma das empresas mais bem-sucedidas do Japão, viajado, inteligente, apaixonado por sua esposa e filha, esses eram os atuais Bea e Hikaru que evoluíram muito no decorrer de suas vidas e criaram com excelência sua linda filha que agora tem completos 16 anos.
A família entrou no carro, Chizuru gostava de observar seus pais de manhã, todo dia era a mesma linda cena, seu pai abria a porta do carro pra sua mãe e para ela, pedia para que as duas pusessem o cinto, beijava a mão de sua mãe e ligava o carro. Sua mãe sorria para o marido e depois da mão beijada passava as mãos no cabelo de seu pai fazendo um cafuné, olhava pra trás e sorria para Chizuru, depois tirava da bolsa um batom que tinha mania de retocar, oferecia depois o batom para filha que sempre aceitava e ficava com os lábios vermelhos-cereja iguais os de sua mãe. Seu pai então a deixa na escola e leva sua mãe com ele para empresa já que Bea era advogada da empresa de Hikaru, mas hoje essa última parte seria diferente já que seus pais entrariam na escola com ela para a reunião de pais e mestres.
Seu pai novamente abriu a porta para as duas, Chizuru pegou com orgulho na mão dos pais e os levou para dentro da escola rumo a reunião dos estudantes que começariam a cursar o terceiro ano.
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-Filhoooo, vai se atrasar para a reunião da escola nova! se apresse!
Chamou Yumi a seu filho Souji, ela ébonita e cuidadosa com a família, formada em Medicina e muito realizada com seu trabalho. Era a mesma Yumi que vivenciou uma paixão ardente com Hikaru (agora esposo de Bea) e agora casada com Usui, seu filho era muito bonito e ia muito bem na escola, só tinha um defeito, era preguiçoso e acabava se atrasando para seus compromissos.
-To pronto mãe, hoje pretendo não me atrasar, sabe, vocês não precisam me levar para a escola.
-É seu primeiro dia filho. Falou Usui.—É claro que vamos.
-Ooook vocês que mandam, vamos então?
A família entrou no carro, Yumi sempre dirigia, Usuia deixava se aventurar no volante. Souji sentou-se no banco de trás e começou a jogar seu joguinho no celular, observava que seu pai era muito atencioso com sua mãe e ela era com ele, Souji revirava os olhos ao ver as ceninhas de amor matinais, sempre no farol ou na faixa de pedestreem que o carro tinha que parar seus pais davam as mãos, ele não entendia isso, mas o menino em breve conheceria alguém que o faria mudar de ideia.
O carro estacionou, a família saiu e adentrou na escola, rumo a reunião dos alunos que cursariam o 3º ano de ensino médio, mal imaginavam que em breves seus destinos se cruzariam mais uma vez com a família de Hikaru Maeda.
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Ao entrarem na quadra esportiva, Chizuru avistou suas amigas Sacha Kurounuma e Ayane Chin, que haviam escolhido a mesma escola. Elas se abraçaram e foram para o quadro de alunos ver em que classe ficariam. Seus pais seguiram para esperar o início da reunião. Logo Yumi, Usui e Souji chegaram ao local, Hikaru que a muito não via Yumi ficou surpreso por vê-la tão bela, mas desgostoso por ver que estava feliz com Usui, tentou não transparecer seus sentimentos mas Bea já havia percebido.
Souji mais que depressa seguiu para o quadro de alunos para saber em que turma estaria e ao chegar perto esbarrou em uma garota de longos cabelos fazendo-a se desequilibrar.
-gomena, não foi por querer eu estava… mas ao ver o rosto da jovem ele se calou.
- preste mais atenção, não saia esbarrando nos outros assim isso é indelicado. Respondeu Chizuru olhando para os olhos de Souji e desacelerando a cada palavra.
Os dois se olharam por mais alguns instantes até que Sasha puxou o braço da amiga e a dirigiu para a fila de sua classe. Souji voltou a sí com um tapinha que recebeu de seu amigo Kentarou Souma.
-Acorda cara, tá sonhando acordado?
—não, não é isso, estou surpreso só isso.
A reunião terminou e com isso os pais foram saindo enquanto os alunos se dirigiam para as salas de aula, no estacionamento Yumi estava esperando Usui retornar da sala do diretor e Hikaru retornava até seu carro, ao ver que ela estava só aproveitou para se aproximar.
—há muito tempo que não nos vemos né irmãzinha? Perguntou-a sarcástico.
Yumi o fitou por um tempo, ele havia mudado muito desde a última vez que se viram a dezesseis anos, parecia mais maduro, mas não perdeu o sarcasmo.
—Pois é irmãozinho, notei que sua filha é muito bonita, meus parabéns. E voltou a prestar atenção a seu celular.
Vendo que não tinha alcançado a atenção que desejava Hikaru entrou em seu carro e logo depois Bea chegou toda sorridente.
—vamos amor temos uma reunião as nove e meia temos que chegar com antecedência.
E depois de um beijo demorado saíram dali. Em seguida Usui veio todo sorrateiro e surpreendeu Yumi com um beijo.
—está distraída amor, e se não fosse eu o que faria? Perguntou com as sobrancelhas arqueadas.
—eu saberia se não fosse você meu amor, Yumi respondeu com um selinho seguido de um sorriso. — agora vamos tenho plantão na UTI neonatal. E se foram também.
A primeira semana de aula foi tranquila, Chizuru já havia feito novas amizades e Souji já era integrante do clube de beisebol, ele era perseguido por muitas garotas mas não dava muita atenção a elas. Certo dia saindo do treino ele viu Chizuru conversando com as amigas no corredor e parou pra escutar o que falavam.
—você já reparou nos gatos que tem na turma do terceiro B? Perguntou Sacha para as meninas.
—ai eu fico vendo o treino de Beisebol e sou fã do Souma – kun, aquela franja negra esvoaçando enquanto ele corre entre as bases ahhhhhhh! Respondeu Ayane.
—e você Chizuru, não está de olho em alguém? Perguntaram as duas a amiga com uma carinha de desconfiadas.
—Sinceramente, eu achei um rapaz muito bonito, ele tem olhos azul mar e cabelos louros mas não me preocupei em saber seu nome.
-affs, você e sua falta de interesse por garotos, responderam as duas.
Souji ficou pensando nas descrições que Chizuru havia dado, ele também não sabia o nome dela e seu coração palpitava cada vez que a via, ele tomou coragem e entrou no corredor com intenção de falar com ela mas…
—kyahhhhhh, ouviu-se o gritinho de Chizuru, é ele o rapaz que eu falei.
As meninas olharam para Souji e ele ficou envergonhado abaixou a aba do boné para tapar o rosto e saiu o mais depressa dali, entrou na classe e se sentindo um idiota pegou suas coisas para ir pra casa. Quando de repente foi impedido de sair da sala por umas garotas.
—hum, nossa amiga te acha bonitão e tal e queremos saber seu nome, do que gosta e qual o perfil da garota ideal pra você? Perguntou Ayane fitando Souji dos pés a cabeça.
- me chamo Souji Takumi, gosto de beisebol e a garota ideal seria alguém que fosse menos metida e se achasse menos. Respondeu Souji olhando para Chizuru (ele não havia esquecido como ela o tratara na cerimonia de abertura).
—acho que mudei de opiniões meninas, respondeu Chizuru com desdém, acho que prefiro alguém mais limpinho e menos agressivo.
Os dois se entreolharam e Souji saiu da sala.
-argh, que menina mais boba(Souji)
—que menino mais grosso(Chizuru)
Mas mesmo com esses pensamentos o coração dos dois já haviam se balançado.
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