Conflict Love
23 Decepções, luta e...
Notas iniciais
POV Kaname
Ainda estava difícil de acreditar que eu tinha a mulher pela qual me apaixonei no mesmo teto que eu. Mais difícil ainda era saber que tinha outro homem com ela e que estavam vivendo como marido e mulher graças a minha ajuda... até quando vou aguentar isso é que não sei.
POV Chizuru.
Hoje quando acordei e vi Souji ao meu lado fiquei desacreditada. Tudo parecia um sonho (ou pesadelo) precisava cumprir um teste imposto por nossos pais se quiséssemos ficar juntos. Mas a imagem de Souji semi-nu na mesma cama que eu era um fortificante para qualquer batalha.
Levantei-me peguei uma calça jeans e uma camiseta sem muitos adereços, peguei minhas roupas intimas e minha necessaire com meus produtos de higiene pessoal e fui em direção ao banheiro, as luzes estavam apagadas e Kaname supostamente estava dormindo, como era muito cedo resolvi deixar a porta do banheiro destrancada.
Estava no chuveiro e era dificil ouvir alguma coisa do lado de fora, quando fechei o registro e estava me enrolando para sair do banheiro fui surpreendida por um kaname sonolento sentado a mesa da cozinha de cabelo bagunçado e de uniforme escolar. Me senti constrangida, estava quase nua coberta apenas por uma toalha e teria de passar na frente de um homem (lindoo!), resolvi pigarrear para chamar atenção.
– hurn Kaname você poderia por favor me dar licença preciso ir para o quarto e …
– entendi, espere um momento
Ele se levantou e foi para a sala passei o mais depressa que pude, o coração batia acelerado quando entrei no quarto Souji já estava de uniforme e se assustou ao ver minha expressão no rosto.
– está fugindo da polícia ou algo parecido? Perguntou-me dando um selinho.
– é desconfortável sair do banheiro e ver que tem um homem onde você vai precisar passar né?
– já te disse para se trocar antes de sair do banheiro.
– ok mas … não estou acostumada com isso.
Ele me puxou para sí depositando beijos pelo meu pescoço e me abraçou por trás.
– isso vai acabar logo, hoje tenho algumas entrevistas depois da escola e creio que vai dar tudo certo.
– também vou ver algumas pessoas, espero que corra tudo bem qualquer coisa eu te ligo pra avisar ok?
– certo, vamos indo para as aulas então? Ele me deu um selinho com um sorriso de canto de boca.
– claro.
Descemos a escadarias e vimos Kaname saindo também, deixamos que ele saísse primeiro, era notório que ele estava descontente com as decisões tomadas nos últimos dias. Seguimos a pé pra escola (que não era tão longe) assistimos a todas as aulas do período da manhã e saímos mais cedo para almoçar e irmos às entrevistas de emprego à tarde.
Já passava do meio dia quando Souji se despediu de mim e seguiu em busca de seu primeiro emprego, eu sairia dali a uns 40 minutos então resolvi colocar uma roupa mais leve e descansar um pouco. Coloquei um vestidinho simples e me deitei a brisa que vinha da janela foi me acalmando e logo adormeci.
Depois de algum tempo senti que acariciavam meus cabelos, uma mão forte deslizava por todo o meu corpo fingi estar dormindo pra ver até onde ia. Senti uma respiração morna próxima a minha face e meus lábios foram tocados por outros macios e aquele beijo suave me estremeceu, senti que a pessoa se afastou e instintivamente segurei-a pelo braço, e ao abrir os olhos me surpreendi, quem me havia beijado era Kaname.
Desconcertado ele começou a se desculpar dizendo que isso não aconteceria novamente, que o perdoasse mas ele se sentiu tentado vendo-me daquele jeito. Depois de ouvir aquilo tudo, me deu um branco e a única coisa que fiz foi beijá-lo ele tentava se desenvencilhar mas seu corpo não o obedecia ele segurava meus ombros e aos poucos fomos nos separando para tomar fôlego, ainda segurando meus ombros ele curvou-se dizendo:
– nós não podemos... você é de outro, eu estou sendo injusto e...
Ele saiu do quarto e eu me sentei na cama pensando no que tinha feito, um sentimento de culpa se instalou em mim e fiquei imaginando se Souji tivesse visto aquilo como ele interpretaria, um assomo de medo e pânico se instalaram em minha consciência, me troquei e segui para as entrevistas.
Eu ajudava meus pais com digitação de processos e organização, por isso pensei que se falasse com algum dos amigos de mesma profissão da família talvez me dessem uma chance e eu poderia ganhar com isso, fui ao escritório dos Asahina e chegando lá veio a surpresa.
Fui recebida pelo amigo dos meus pais Ukyo Asahina, ele foi cordial e ouviu minha situação com interesse mas...
– sinto muito Chizuru, conheço seus pais e você de longa data e você sabe que se eu te ajudasse eles poderiam interpretar mal e....
– entendo (falei meio desgostosa), obrigada por me receber espero vê-lo em breve.
Despedi-me e segui para outro escritório, embora desconcertada tinha esperanças que alguém me daria oportunidade. Depois de andar muito e falar com todos os advogados que eu conhecia e ser rejeitada por todos eles fui para casa.
Chegando lá encontrei Souji sentado na sala cabisbaixo, deduzi que ele também não obteve sucesso abracei-o e tentei passar segurança ele retribuiu o abraço acariciando meu cabelo.
– parece que eles estão dificultando as coisas pra nós né?
– você acha que tem dedo deles nisso?
– tenho certeza que sim, eles sabiam que iríamos procurar ajuda com pessoas conhecidas e então foram mais rápidos que nós...
– mas não vamos desistir vamos encontrar alguma oportunidade por mim pode ser em qualquer lugar.
Ele me abraçou forte e me beijou mas senti que ele estava nervoso, descrente. Tentei entender já que fomos acostumados aos mimos. Sugeri que fossemos dar umas voltas pelo quarteirão para espairecer a cabeça e nos distrairmos, ele concordou e saímos um pouco.
Ao passarmos em frente a lanchonete da esquina o proprietário estava pregando uns cartazes paramos para dar uma olhada e … a solução para nossos problemas estava bem á frente estavam precisando de uma atendente de balcão e um auxiliar de estoque era perfeito trabalharíamos juntos e resolveríamos a questão de dinheiro para a “sobrevivência”.
Entramos e conversamos com o proprietário, ele nos olhou meio desconfiado mas nos aceitou, estávamos empregados a partir dali e iniciava-se o teste mensal.
Fale com o autor