Confissões de um Moderador

1 Liberdade de Expressão (I)


Notas iniciais
Oi, oi! Tudo bom c'ocês?

Sim, eu sou meio revoltado com o cargo que exerço, apesar de gostar muito dele. Uso esta fanfic para que todos saibam, da melhor forma possível, as coisas que ocultamos dos curtidores/integrantes pra não dar confusão.

Boa leitura!


Confissões de um Moderador
Capítulo 1 – Liberdade de expressão

Olá. Não importa muito quem eu sou, mas modero uma página com +15K de curtidores e um grupo com +2K de membros, então já vivenciei os mais diversos tipos de ocorrências bizarras e aleatórias que um ser humano pode ver. Não é raro uma pessoa que você nunca viu curtindo nada, ou alguém que não gosta do tema da página, ou inclusive algum curtidor de outra página e que não gosta da sua falar asneiras para você, pobre moderador que só quer distribuir o amor e a paz entre todos os curtidores.

A paciência nessas horas é uma virtude. Quando você tenta da melhor forma possível contrariá-lo, não é difícil que ele rebata suas tentativas com frases batidas como “essa é a minha opinião, se você não concorda, então vaza daqui” ou “eu digo o que eu quiser porque eu posso fazer isso”; se você o responde mal, ele diz que o mal-educado sem-noção é você, claro, porque ele é um santo dono da verdade que nunca erra. Aprendam com eles, sério!

Não importa o quão certo, errado, são ou fumado você esteja, todos os seus comentários gerarão treta. E não, não interessa se você é a pessoa que mais conhece o problema ou se já estudou por meses aquilo, sempre tem o curtidor que age como um pombo na discussão: caga em todos os seus argumentos, defeca pela boca e ainda sai se vangloriando quando você desiste de conversar com ele porque acha que ganhou.


“Ah, mas esse moderador é muito chato!”

Mesmo que você esteja completamente na sua razão, isso sempre aparece em um comentário avulso. Achava que o comentário parava por aí? Que nada! Os haters aproveitam justamente essa brecha para curtirem e comentarem pra falar mal de você, pobre alma que só quer que tudo se resolva.


“Eles não deixam que eu faça nada!”

Essa é definitivamente a melhor. O cara posta um comentário falando que vai estuprar o amiguinho, que ele pode fazer isso porque o outro gosta e que estuprar as pessoas é o certo, mas quando você exclui o bendito comentário, é barraco. E não, não interessa que ele esteja incitando meio mundo a praticar as piores banalidades contra outra pessoa, porque aquilo “é só uma brincadeira, não é nada sério”, o que leva sempre ao comentário citado acima e suas variantes, como “não deixam eu me expressar.”

Aliás, retomando o que eu citei na última explicação...


“Eu só ‘tava brincando, relaxa!”

Eu sempre levo na esportiva quando alguém diz isso, até porque eu também brincava muito quando era mais novo e ainda hoje eu brinco. Só que, assim, eu brincava de carrinho, esconde-esconde, pega-pega, rouba-bandeira, mãe-da-rua, etc, e não de escrever lemon shota, orange loli ou até sexo toddlercon. Quando eu brincava de xingar as pessoas da minha rua, mamãe me corrigia a base dos tapas. Como eu não posso bater nos meus curtidores, acho que é justo excluir o comentário pra não ter meio mundo falando que aquilo é errado, né?

Aliás, isso me leva à próxima citação.


“Nossa, que ridícula aquela coisa do casal X que você disse! Eu prefiro o casal Y!”

Eu gosto de banana. Você gosta de banana? Não? Eu não o vou convencer, então, a gostar de banana. Sabe por quê? Porque, assim, sobra mais pra mim. É simples!

Se eu gosto e quero que você goste também, eu tento convencê-lo uma vez. Não deu certo? Significa que a pessoa não quer largar do que ela gosta, então não me adianta perder tempo com ela.

Pergunto-me qual será o prazer oculto em brigar por gostos. Ainda mais sendo por ships. Cara, pensa comigo: se eu não to a fim de algo, não é porque você vai me dar 409780597 argumentos que eu assumirei que estou errado e você certo, sim? Se quer tretar com alguém, trete com o cachorro da vizinha. Será uma luta muito mais interessante do que “prefiro o ship W ao ship Z”, OK?


“Você é escroto, retardado, imbecil, filho da puta, cuzão do caralho que...”

Nossa. Que horrível. Você me xingou. Acho que eu vou dar uma chorada ali no cantinho de tanto que você está me atingindo com esses xingamentos, fera.

Falando sério: qual é a necessidade? Não, porque xingar alguém é o melhor argumento que alguém pode usar numa discussão, meu Deus. Xingou a pessoa? Beleza, três pontos (cofcofdeimbecilidadecofcof) pra você, amigo! YAAAY, parabéééns!

Eu falo sempre: tento manter uma boa discussão com todos. Quando a pessoa começa a usar xingamentos, eu conto até três ofensas. Depois disso, não falo mais com a pessoa até que ela encontre argumentos pra continuar a discussão. Não me adianta querer corrigir a pessoa se ela não está disposta a isso.

Outra vez, esses comentários me levam a outra coisa.


“Não concordo.”

“Com o quê?”, você deve estar pensando. Nós, moderadores, pensamos exatamente a mesma coisa. E a situação é tão crítica que alguns até desistem de falar com eles por não saber o que diabos significa aquele comentário.

Às vezes alguns se arriscam a perguntar; geralmente é aí, meu caro leitor, que a treta começa. É por isso que muitos desistem de cara e poupam seus esforços de ter que conter mais uma pessoa com o peito mais estufado de egocentrismo que um pombo.

Notas finais
E então, o que achou? Comente, por favor! Sou do tipo de autor que gosta até dos comentários com um único "Adorei!", sério. ♥

Até o próximo capítulo!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.