Notas iniciais
Pra quem pediu continuação...

Que raiva! Alguém consegue me explicar porque eu não consigo para de pensar naquele idiota de cabelos brancos?

Desde aquele dia, em que ele parecia tentar me matar, eu não consigo parar de pensar no que ele me disse. Parte de mim já sabia de tudo que ele estava falando, mas outra parte simplesmente insistia em ter esperanças. O pior de tudo é eu tentando decifrar o porquê ele havia parado para falar aquilo comigo? Será que ele realmente se importava comigo ou já estava profundamente irritado. A segunda opção era a mais obvia e provável, mas o Suigetsu que eu conheço nem ligaria para isso, ou tentaria me deixar pior. Eu sei que ele foi um pouco (muito) rude, entretanto, depois daquilo eu não consegui olhar o Sasuke da mesma maneira. Nem tinha mais tanta raiva ao olhar a Sakura, não conseguia sentir nada além de indiferença ao olhar para os dois (os três na verdade).

Eu estava sentada, perto da porta do nosso esconderijo atual. O sol estava alto, mas naquele ponto eu apenas aproveitava a sombra fresca.

- Com um sinalizador vermelho desse, esse lugar deixa de ser um esconderijo. Ouvi a voz daquele idiota aquático.

Levantei minha cabeça e o localizei alguns metros à direita. Ele estava com aquele sorriso bobo de sempre que... Espera. Eu estou corando por quê? Eu virei rapidamente meu rosto, para que ele não reparasse.

- Você anda muito estranha. Calada demais.

Respirei fundo antes de responder. Mas desde quando eu precisava fazer isso?

- Está com saudades da minha voz?

Mas o que eu estava respondendo?!

- Talvez. – Ele respondeu monotonamente. – As coisas andam tão paradas que dá saudades até das besteiras que você faz.

- Eu fazendo besteiras? Está me confundido com um espelho?

- Vamos ser sinceros. – Ele parou bem a minha frente, senti meu rosto queimar, meu rosto deveria estar da cor dos meus cabelos. – Não tem como confundir minha beleza com você.

- Então eu deveria trocar meus óculos não? Porque não consigo enxergar nada de beleza em você.

Ele tirou meus óculos e se aproximou ainda mais do meu rosto.

- Talvez devesse mesmo.

Antes que eu falasse algo, nós dois ouvimos alguém passar. Ambos viramos o rosto, e vimos Orochimaru entrando no esconderijo.

- Não reparem em mim. Não quero atrapalhar o romance de vocês. Ele começou a rir enquanto entrava.

Ficamos os dois ali, parados. Olhando para a entrada do esconderijo, pude sentir que ele estava com tanta coragem como eu para virar o rosto e encarar o outro. Depois de uns dois minutos, eu tirei meus óculos e comecei a ponta da armação. Não. Eu não estava tentando seduzir ninguém. Mas de uns tempos para cá eu fiquei com mania de fazer isso para me distrair. Tanto que a ponta já estava desgastada. Aos poucos, voltei a olhá-lo.

- Ei Suigetsu... Aquele dia. – Ele virou para me olhar, ele parecia realmente distraído antes que eu tivesse começado a falar com ele. O que será que ele esteve pensando? – Por que você foi falar comigo?

Eu sempre pensei que esse era o motivo para eu ter ficado pensando nele. Afinal, fora depois disso que tudo começara. Talvez se ele me respondesse ele parasse de povoar minha mente, e eu pudesse dormir em paz.

- Aquele dia... Você estava insuportavelmente irritante. – Ele disse com a maior naturalidade. Me senti estranha quando ele falou aquilo, me senti magoada. Então era só aquilo? Mas o que mais eu poderia esperar dele? Antes que eu pensasse em mais alguma coisa, senti uma mão pousando suavemente em meu rosto. – E você estava chorando demais. Só eu posso te irritar.

A mão dele me dava arrepios, era muito gelada, mas de certo modo reconfortante já que eu estava queimando por dentro praticamente e... Para tudo. O que era aquilo que ele estava me falando? Desde quando? Eu estava tão confusa que não conseguia juntar palavras para responder alguma coisa.

Ele beijou minha testa e me olhou com aquele sorriso bobo. Aquilo me deixou com raiva, não raiva exatamente, mas toda vez que ele sorria para mim daquele jeito, eu senti uma vontade profunda vontade de bater na cara dele ou... Num ímpeto simplesmente beijei ele de leve, apenas um roçar de lábios, só para ver aquela cara confusa.

- Não ache que vai ser tão fácil assim ficar me irritando, seu grande idiota.

Ele e beijou do mesmo jeito que eu o tinha beijado.

- Prometo que vou me esforçar. Ele me respondeu.

Nós dois rimos como crianças e trocamos mais alguns beijos. Depois ficamos ali, um perdido nos olhos do outro. Nunca pensei que ficaria daquele jeito com ele, que acharia lindo aquele cabelo branco-azulado, que me perderia naqueles olhos violetas e que desejaria ficar olhando para sempre aquele sorriso tão idiota.

Quanto tempo se passou eu não sei. Não estava prestando atenção. Mas senti que havia pessoas se aproximando, três para ser exata. Eu me coloquei ao lado de Suigetsu, para ver quem era, e logo vi Sasuke, Juugo e Kabuto (ele tinha saído sem o Orochimaru? Que milagre!). Suigetsu estava segurando a minha mão, mas eu nem tinha percebido.

Os três nos olharam meio confusos, e Sasuke acabou olhando para nossas mãos e eu vi um sorriso no canto de sua boca (Olha outro milagre).

- Hunf. Finalmente. Ele disse, olhando para Suigetsu.

Ele me pegou pela cinture e me colocou a frente dele, eu me virei supresa e vi o sorriso malicioso que ele lançava para Sasuke. Será que eles haviam combinado algo? Na hora não me importei muito, mas fiz questão de dar uma cotovelada no estomago dele. Quem ele achava que era para me pegar assim do nada na frente dos outros. Ele me respondeu com seu sorriso idiota. Aquele era o meu idiota.

Notas finais
O que acharam? No começo pensei em fazer algo mais apimentado... mais achei melhor deixar fofinho mesmo. Vou deixar para a imaginação de vocês o que o Suigetsu supostamente falou com o Sasuke n.n
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!