Confissoes de Um Poeta
5 Vicio
Alma de poeta, perdida no vazio de um vicioque consome a alma e preenche os papeisfazendo de nós artistas, mas nao queremos serqueremos apenas consumir por completo a dorTinta! Que nos preenche as veias e as folhasQue mancha nossas maos como sangue que derramaQue perfura nossos ossos, nossa carne, nossa almaaté formar letras que consolam ou tiram lagrimas.Penas! Afiadas agulhas que riscam e arranhamContornos de letras e linhas que rabiscamO mais intimo espaço vazio dos papeisMas sem claro preencher os vazio da almaAlma! Preço que se paga por sustentar o vicioDe passar para o papel a dor vividade humana rebaixado a espectro, sombra
de o que um dia ja foi algo divinoPoeta viciado em escrever sua dorSe matando pouco a pouco devagarEsperando por overdose seu fim chegarPara nos braços da morte descançarEsquecendo o amor que o fez definharNa busca de um paraiso de labios de mulher.
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