Confissoes de Um Poeta
1 Confissoes de um poeta
Notas iniciais
Se voce é como eu, um apaixonado, logo vai entender o que eu estou dizendo.
Nao lamento o dia que nasci
Nem muito o dia que morrerei
Lamento apenas o dia que perdi
Toda razao e a vontade de viver
Me perdoe pela falta de modos
Ja reclamando sem nem me apresentar
Pois entao me apresento, caro amigo
Sou mais um apaixonado a lamentar
Meus amigos se ainda os tenho
Me chamam de louco, de lamentavel
Meus inimigos se ainda existem
Riem de meu tormento infindavel
Por que? Deves perguntar caro leitor
Mas nao ha explicaçao, nunca houve
A vida é injusta e ama quem nao merece
E a nós, resta apenas aos que ouvem
Meu lamento nao é por ter amado errado
Na verdade acho que nunca fui amado
Pois nos beijo que dava nao pude sentir
O aroma doce sobre os quais eu escrevi
Apenas me castiguei e castiguei outros coraçoes
Nao vou negar que coraçoes eu parti
Mas menos foi do que os que partiram
Ao irem embora sem se despedir
Na verdade me sentia Deus
Deve ser isso a causa do tormento
Mas leitor eu devo confessar
Que poder criar é o melhor dos sentimentos
Sim, caro leitor, criar e ao mesmo tempo destruir
Ter o poder de mudar o mundo na pena e no papel
Nao entendo por que Deus fez da leitura um céu
Se matar e enganar sao obras do inferno
A verdade é que a alma de um poeta é manchada
Ou de tinta ou de lagrimas de quem lê
Ou é do sangue que de cada personagem derrama?
Na sua louca tentativa de esquecer
Enfim sou um vagabundo, um rejeitado
Que nao desiste de sofrer seja na carne ou na alma
Por amar a quem me negou cuidado
Por querer aquilo que nos acalma
Um momento de compreensao, de amor
Pra que outro que leia entenda nossa dor
De ser assassino apaixonado, um louco
De ter o coraçao naturalmente embrasado
é por isso que escrevo
e por isso que me entrego à morte
cansei de matar e criar
agora quero apenas morrer...
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Notas finais
Uma boa noite a todos
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